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	<title>A23 Online</title>
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	<description>Reportagens, Opinião e Notícias de Portugal e do Mundo</description>
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		<title>Revolução e fado: Os Sons da República.</title>
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		<pubDate>Tue, 10 Aug 2010 21:55:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Editor</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Música]]></category>
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		<description><![CDATA[Texto de Orlando Leite &#8211; Entre 1870 e 1920, o Canto do Fado foi a “canção de intervenção” ao serviço do ideário revolucionário que se haveria de propagar as ideias republicanas a cantar a República e desiludir-se com ela. Um conjunto de operários de Lisboa, e região envolvente, muitos deles ligados à indústria tipográfica e [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignnone size-full wp-image-7300" title="Imagem17" src="http://www.a23online.com/wp-content/uploads/2010/08/Imagem17.png" alt="" width="460" height="333" />Texto de Orlando Leite &#8211; Entre 1870 e 1920, o Canto do Fado foi a “canção de intervenção” ao serviço do ideário revolucionário que se haveria de propagar as ideias republicanas a cantar a República e desiludir-se com ela. Um conjunto de operários de Lisboa, e região envolvente, muitos deles ligados à indústria tipográfica e à Voz do Operário, vão agarrar num canto de improviso, o canto do Fado e vão fazer dele o seu canto catequético em Lisboa, no resto do País, Continente e Ilhas, e inclusive fora de Portugal. Vão não só mudar-lhe a melodia, como vão intervir poeticamente nos textos, recorrendo à décima e complexificando-a a um nível sem paralelo, quer em Portugal quer internacionalmente.<br />
Os chamados Fados Socialistas vão ser de grande importância para a propagação do ideal revolucionário. Estes operários perceberam que através dos fados poderiam comunicar com vastas camadas iletradas e passar-lhes não só o ideário como aumentar a sua cultura dando-lhes a conhecer autores de grande relevo, principalmente franceses e russos. Muitos destes propagadores do Canto do fado e da Revolução vão fazer missões pelas províncias lusitanas, do Sul ao Norte, espalhando os novos ideais pelas comunidades rurais. No Alentejo, a marca será fortíssima, indo influenciar todo o canto de improviso e moldar o Canto Coral, este muito devedor da grande discussão sobre o que é que o povo deve cantar: música coral ou Canto do Fado.<br />
A par deste movimento, os operários vão iniciar todo um trabalho de imprensa, e associadas ao Canto do Fado, entre 1910 e 1929, vão surgir cerca de duas dezenas de títulos de jornais dedicados ao Fado e à Revolução. Mas este movimento em torno de uma canção operária e de um ideal revolucionário não acontece só em Portugal. Na altura, o mesmo está a acontecer em Espanha e em toda a América Latina, tendo em comum um mesmo texto, a décima; uma mesma forma, o improviso e um ideário libertário e revolucionário.<br />
A proposta de “Sons da República” é contar esta história, evocando as grandes figuras destes revolucionários cantadores, entre os quais se conta Avelino de Sousa ou Carlos Retes, este último fundador do primeiro jornal de fado, nascido poucos meses antes da República.<br />
Este estudo reproduz-se numa colecção de cinco CD’s com gravações da época e fados que ainda hoje estão na memória de poetas populares e amantes do fado, provenientes do catálogo da Tradisom e de um arquivo recentemente descoberto pela Tradisom.<br />
Para dar execução a este projecto, a investigação esteve a cargo do Dr. Paulo Lima (actualmente Coordenador do Programa de Salvaguarda do Património Imaterial do Alentejo e responsável pela criação da base de dados da candidatura do fado a Património Imaterial da Humanidade e autor do livro “O Fado Operário no Alentejo), a Tradisom contou com a colaboração do Dr. Ricon Peres, que disponibilizou o seu riquíssimo arquivo pessoal de imagens e iconografia da República.</p>
<p>1 CD.<br />
1900 – 1930<br />
A construção da paisagem sonora portuguesa<br />
Este CD apresenta a diversidade de sons que preenchem os primeiros 30 anos da constituição da paisagem sonora portuguesa: discursos, bandas, música folclórica, ópera, fado&#8230; Ou seja a emergência e estabilização de uma paisagem sonora portuguesa. Dos primeiros sons à profissionalização de artistas.<br />
2 CD.<br />
1900&#8211;‐1910<br />
Primeiros fados e fados socialistas<br />
O segundo CD apresenta a primeira década de fado gravado, confrontando estes Sons com a memória fixada no Objecto Impresso.<br />
3 CD.<br />
1900&#8211;‐1914<br />
O Fado e a República<br />
O terceiro CD apresenta fados republicanos e discursos, assim como outros sons que fundamentam os discursos veiculados pelo fado.<br />
4 CD.<br />
1914&#8211;‐1920<br />
O Fado e a Grande Guerra<br />
O fado foi a única warsong portuguesa, que emerge como canto de pacifista durante a participação portuguesa na I Grande Guerra. Será construído um confronto com os cadernos deixados por soldados do CEP.<br />
5 CD.<br />
1920&#8211;‐1930<br />
A profissionalização do fado<br />
A década de vinte do Século XX assistirá ao confronto entre cantadores de fado que defendem a profissionalização e que defendem a continuidade do fado como canção educativa e revolucionária. A emergência do Estado Novo dará um forte contributo à estabilidade dos primeiros, remetendo os segundos para uma marginalização social e política.<br />
A EDITAR EM OUTUBRO<br />
Orlando Leite</p>
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		<title>Documentários, blockbusters e tecnologia. Para onde caminha o cinema?</title>
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		<pubDate>Tue, 10 Aug 2010 21:48:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Editor</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Cultura]]></category>
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		<description><![CDATA[Texto de Orlando Leite &#8211; O cinema há muito que deixou de ser apenas o iugar dos sonhos e das fantasias, das histórias cor-de-rosa com final feliz, há muito que deixou de ser apenas o lugar da ficção. Se é certo que é esse cinema que ainda faz movimentar milhões de pessoas rumo às salas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignnone size-full wp-image-7297" src="http://www.a23online.com/wp-content/uploads/2010/08/Imagem16.png" alt="" width="460" height="333" /><br />
Texto de Orlando Leite &#8211; O cinema há muito que deixou de ser apenas o iugar dos sonhos e das fantasias, das histórias cor-de-rosa com final feliz, há muito que deixou de ser apenas o lugar da ficção. Se é certo que é esse cinema que ainda faz movimentar milhões de pessoas rumo às salas de cinemas, buscando outros mundos e outras realidades nas quais se possam perder e sonhar, a verdade é que hoje em dia o documentário, enquanto obra cinematográfica, passou a disputar as atenções do público, festivais e crítica. Provavelmente porque todos vão sentido que é tempo de o cinema, tido como obra de arte, reflectir e espalhar o mundo à sua/nossa volta tal como ele é. E é-o, muitas vezes, duro e cruel. Mas o cinema é, é-o cada vez mais, uma câmara de ecos fortíssima e enquanto tal não pode menosprezar as grandes questões do nosso tempo, enredando-se somente na plasmagem à tela de grandes clássicos de amor, dos épicos, ou de ficções mais ou menos fantasiosas, futuristas ou experimentalistas.<br />
É neste contexto que contesto o cinema sem actores, substituídos por imagens virtuais gerados em computadores, sem a animação artística criada por artistas, substituída pelo 2 e 3 D. Sei que a arte digital tem como objectivo dar vida virtual as coisas e mostrar que a arte não é feita só a mão. Mas não sei se um computador revelaria o génio humano contido, por exemplo, num quadro de Edward Hopper.<br />
Orlando Leite</p>
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		<title>Covilhã: Autoridade das Condições de Trabalho deteta irregularidades na associação académica</title>
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		<pubDate>Sun, 08 Aug 2010 18:57:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Editor</dc:creator>
				<category><![CDATA[Últimas Notícias]]></category>

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		<description><![CDATA[Uma inspeção da Autoridade das Condições de Trabalho (ACT) detetou irregularidades na Associação Académica da Universidade da Beira Interior (AAUBI) que pode vir a pagar multas da ordem dos 20 mil euros, adiantou fonte da AAUBI à Lusa.Na sequência das irregularidades detetadas, a comissão administrativa que dirige a instituição decidiu suspender o gestor profissional da [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Uma inspeção da Autoridade das Condições de Trabalho (ACT) detetou  irregularidades na Associação Académica da Universidade da Beira  Interior (AAUBI) que pode vir a pagar multas da ordem dos 20 mil euros,  adiantou fonte da AAUBI à Lusa.Na sequência das irregularidades  detetadas, a comissão administrativa que dirige a instituição decidiu  suspender o gestor profissional da academia.“Vamos abrir um  processo disciplinar para apurar as responsabilidades e entretanto  nomear um novo gestor, por forma a que, em setembro, o funcionamento da  AAUBI possa regressar ao normal”, disse Rui Garcia, da comissão  administrativa, à Lusa.<span id="more-7290"></span></p>
<p>Segundo aquele responsável, a falta de  afixação de diversos documentos na sede da AAUBI e a ausência de outros  vão implicar o pagamento de quatro multas no valor de 20 mil euros.“Algumas multas admitem recursos, outras não, vamos analisar essa situação”, destacou.</p>
<p>Rui  Garcia garante que o acompanhamento feito pela AAUBI aos novos alunos  da Universidade da Beira Interior (UBI), a partir de setembro, não está  em causa, mas a habitual semana de festa com a realização de concertos,  poderá ser afetada pelos custos que agora surgirem.</p>
<p>“Temos que  saber o valor das multas e temos também um relatório feito por técnicos  oficiais de contas que apontam algumas irregularidades nas contas da  AAUBI”.De acordo com Rui Garcia, as contas de 2008 e 2009 “ainda não estão fechadas”.Temos que avaliar esses dados, mas vamos fazer a festa da Recepção ao Caloiro”, concluiu.</p>
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		<title>Intrigas cinéfilas: E no fim é tudo um gag…</title>
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		<pubDate>Sun, 08 Aug 2010 13:23:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Editor</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Últimas Notícias]]></category>

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		<description><![CDATA[Por Ricardo Paulouro Exclamações, provocações, insinuações, prevaricações e o fino humor de realizadores e actores de cinema. Sobre eles, os filmes, o sexo, o álcool e essa grande comédia que é a vida. Porque no fim é tudo um gag… ”Os amantes de filmes são pessoas doentes.” François Truffaut “Dirigir filmes é um óptimo refúgio [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignnone size-full wp-image-7286" src="http://www.a23online.com/wp-content/uploads/2010/08/Imagem15.png" alt="" width="460" height="333" /></p>
<p>Por Ricardo Paulouro Exclamações, provocações, insinuações, prevaricações e o fino humor de realizadores e actores de cinema. Sobre eles, os filmes, o sexo, o álcool e essa grande comédia que é a vida. Porque no fim é tudo um gag…<span id="more-7285"></span></p>
<p>”Os amantes de filmes são pessoas doentes.”</p>
<p><strong>François Truffaut</strong></p>
<p>“Dirigir filmes é um óptimo refúgio para os medíocres”</p>
<p><strong>Orson Welles</strong></p>
<p>“Um bom começo e um bom final fazem um bom filme,</p>
<p>desde que sejam perto um do outro.”</p>
<p><strong>Frederico Fellini</strong></p>
<p>“Este filme custou 32 milhões de dólares. Com esta massa</p>
<p>toda podia invadir um país.”</p>
<p><strong>Clint Eastwood</strong></p>
<p>“Tudo o que preciso para fazer uma comédia é um jardim,</p>
<p>um polícia e uma rapariga bonita.”</p>
<p><strong>Charlie Chaplin</strong></p>
<p>“Roubo de todos os filmes que já foram feitos.”</p>
<p><strong>Quentin Tarantino</strong></p>
<p>“O cinema é uma velha puta que sabe dar vários tipos de</p>
<p>prazeres.”</p>
<p><strong>Federico Fellini</strong></p>
<p>“Sexo é uma porta para algo tão poderoso e místico, mas os</p>
<p>filmes normalmente usam-no de uma maneira aborrecida.”</p>
<p><strong>David Lynch</strong></p>
<p>“Na América o sexo é uma obsessão, em outras partes do</p>
<p>mundo, é um facto”.</p>
<p><strong>Marlene Dietrich</strong></p>
<p>“Não me lembro de nada que alguém tenha dito num filme</p>
<p>do John Ford. Não acontece nada, a não ser acção.”</p>
<p><strong>Elia Kazan</strong></p>
<p>“Nunca confundas o tamanho do teu cheque, com o</p>
<p>tamanho do teu talento.”</p>
<p><strong><img class="alignnone size-full wp-image-7287" title="Imagem14" src="http://www.a23online.com/wp-content/uploads/2010/08/Imagem14.png" alt="" width="520" height="424" /><br />
Marlon Brando</strong></p>
<p>“Os actores são gado.”</p>
<p><strong>Alfred Hitchcock</strong></p>
<p>“Disney tem o melhor casting . Se não gostar de um actor</p>
<p>pode simplesmente apagá-lo.”</p>
<p><strong>Alfred Hitchcok</strong></p>
<p>“Fala baixo, fala devagar e não fales demais.”</p>
<p><strong>John Wayne</strong></p>
<p>“Não perguntes o que podes fazer pelo teu país, pergunta</p>
<p>antes o que é o almoço”.</p>
<p><strong>Orson Welles</strong></p>
<p>”O meu médico aconselhou-me a acabar com jantares íntimos</p>
<p>para quatro, a não ser que haja outros três convidados”</p>
<p><strong>Orson Welles</strong></p>
<p>“Suponho que uma das grandes ironias da vida é fazer as</p>
<p>coisas erradas no momento certo.”</p>
<p><strong>Charlie Chaplin</strong></p>
<p>“No final, é tudo um gag.”</p>
<p><strong>Charlie Chaplin</strong></p>
<p>“Querido, as pernas não são assim tão bonitas, eu só sei o</p>
<p>que fazer com elas.”</p>
<p><strong>Marlene Dietrich</strong></p>
<p>“O que é que eu uso na cama? Chanel nº5, claro.”.</p>
<p><strong>Marilyn Monroe</strong></p>
<p>“Todos os homens que eu conheci queriam ir para a cama</p>
<p>com a Gilda, e acordaram comigo.”</p>
<p><strong>Rita Hayworth</strong></p>
<p>“Não se casem com actrizes, porque elas também são</p>
<p>actrizes na cama.”</p>
<p><strong>Roberto Rosselini</strong></p>
<p>“Falo duas línguas: Inglês e corporal.”</p>
<p><strong>Mae West</strong></p>
<p>“Uma mulher deve-se vestir como se fosse uma vedação</p>
<p>de arame farpado &#8211; servindo o seu propósito sem obstruir a</p>
<p>vista.”</p>
<p><strong>Sophia Loren</strong></p>
<p>“Como é que cheguei a Hollywood? De comboio.”</p>
<p>John Ford</p>
<p>“Nos westerns podíamos beijar o cavalo, mas nunca a rapariga.”</p>
<p><strong>Gary Cooper</strong></p>
<p>“É mais fácil que um actor faça de cowboy, que um cowboy</p>
<p>faça de actor.”</p>
<p><strong>John Ford</strong></p>
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		<title>A luz proíbida do ecrã</title>
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		<pubDate>Sun, 08 Aug 2010 13:09:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Editor</dc:creator>
				<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Reportagem]]></category>
		<category><![CDATA[Últimas Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[sexo]]></category>
		<category><![CDATA[SEXO E CINEMA]]></category>

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		<description><![CDATA[Texto-Miguel Ángel Barroso Com o primeiro beijo filmado pelo inventor do fonógrafo e da lâmpada, Thomas A. Edison, nasceu o erotismo no cinema. Porque, convenhamos, o que era o cinema naquele ano de 1895? Apenas película de celulóide que trazia magia à realidade e dava movimento a uma fotografia. Daí para os sentimentalismo havia um [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignnone size-full wp-image-7280" title="Imagem10" src="http://www.a23online.com/wp-content/uploads/2010/08/Imagem10.png" alt="" width="460" height="333" /></p>
<p>Texto-Miguel Ángel Barroso Com o primeiro beijo filmado pelo inventor do fonógrafo e da lâmpada, Thomas A. Edison, nasceu o erotismo no cinema. Porque, convenhamos, o que era o cinema naquele ano de 1895? Apenas película de celulóide que trazia magia à realidade e dava movimento a uma fotografia. Daí para os sentimentalismo havia um passo muito curto e previsível. Possivelmente, o astuto comerciante que era Edison nunca pensou nas suas possibilidades eróticas. Mas o seu filme, The Kiss, com um minuto de duração, causou um tremendo escândalo ao gravar os seus dois actores, já de idade madura, a dar três beijos (dois na bochecha e um no canto da boca), colocando em pé de guerra os defensores da moral &#8211; entre os quais constava a revista The Chap Book, a qual denuncia claramente a liberdade de expressão, ao escrever este artigo: &#8220;os empresários de espectáculos estão dispostos a eclipsar tudo o que foi visto até agora, por detrás de material de mau gosto. Numa obra recente vocês recordam o beijo que trocaram uma tal May Irwin e John C. Rice. Nenhum dos intérpretes era particularmente atractivo e o espectáculo entre um e outro tornou-se insuportável. Com o tamanho natural já era algo anormal, mas não era nada comparado com o efeito produzido por este acto aumentado a proporções gigantescas e repetido três vezes consecutivas. O resultado é absolutamente repulsivo. Todo o encanto da menina Irwin se desvanece, convertendo a sua arte em algo indecente e de uma vulgaridade prodigiosa. Tais feitos exigem a intervenção das autoridades policiais&#8221;.<span id="more-7279"></span></p>
<p>No entanto, apesar das tentativas de censura, The Kiss tornou-se cada vez mais popular e permaneceu nas salas de cinema locais até que as cópias, de tanto uso, ficaram fora de serviço. O filme podia ser visto dentro da invenção de Edison, chamado Kinetoscopio &#8211; que não podia projectar as imagens para o exterior, apesar de poder ser adaptado para esse fim. Deste modo, sem intenção, também Edison descobriu o futuro magnetoscópio, enquanto o kinetoscopio permitia uma intimidade que é impossível numa sala de projecção cheia de gente.</p>
<p>O sexo no cinema estava assim inventado. Os franceses e os italianos rodavam, com audácia, películas em que se mostrava a nudez feminina na sua plenitude, acompanhada de um cocktail erótico e sexual descarado. A produtora Pathé possui um catálogo realmente rico e de qualidade, eroticamente falando: La Puce (1896 &#8211; se bem que alguns catálogos apontem a data para 1907; Bains Des Dames De La Cour (1900); Flirt En Chemin De Fer (1902); L&#8217;Amour A Tous Les Étages (1900-1903), verdadeira jóia centrada na figura de um mirone que observa pela fechadura; Par Le Trou De Serrure (Peeping Tom) (1901), outro voyeur que vê através de fechaduras, neste caso um mordomo; Baignade interdite (1903), etc.</p>
<p>O poder e as instituições proibiam estes filmes, mas o cidadão comum exigia-los cada vez mais. Inicia-se assim a espiral perversa e hipócrita que define a nossa sociedade de pensadores: &#8220;Existe, mas não vejo; nego, mas consumo.&#8221;</p>
<p>Por outro lado, os Estados Unidos torna-se rapidamente no grande produtor mundial de filmes pornográficos, hegemonia que continua a conservar na actualidade. Os produtores abordam sem pudor todo o tipo de actividades sexuais, incluindo práticas como a zoofilia, a chuva dourada, o sadomasoquismo, e também agradam a procura de cinema gay e lésbico. Dentro destes filmes, conhecidos vulgarmente como stags (cujo significado é &#8220;para homens&#8221;, &#8220;reunião de homens&#8221; &#8211; stag party &#8211; ou &#8220;despedida de solteiro&#8221;, etc.), os espectadores encontravam todo o tipo de actividades eróticas, tais como: sexo anal, dupla penetração, trios, orgias, fantasias mórbidas com jovens demasiado excitadas, reparadores de televisão, canalizadores, playboys, velhos, aristocratas pervertidos, ninfomaníacas insaciáveis, padres, monges, políticos, militares e tudo o que é imaginável por uma mente acalentada.</p>
<p>Logicamente, como já apontámos, estes filmes circulavam clandestinamente. Realizados entre 1915 e 1970, tiveram o seu esplendor nos anos 20 e 30, eram projectados em 16mm (antes em 35mm, naturalmente), em sessões de duas a três horas. O preço destas sessões oscilava entre os cinquenta e os cem dólares. As projecções tinham lugar em casas particulares, diante de um público selecto (as estrelas de Hollywood também organizavam sessões com os seus amigos), que se submergia num mundo de pecado, onde o som do projector se misturava com o respirar ofegante e os gemidos que emanavam da irresistível luxúria que envolvia tudo. Ou, pelo menos, assim deveria ser.</p>
<p>Chegaram, inclusivamente, a ser rodados filmes de desenhos animados, entre os quais se deve destacar uma jóia chamada Buried Treasure (1928-33), uma sátira cruel acerca do membro viril que, na ânsia de fornicar tudo, ganha vida própria e coloca-se em sarilhos tremendos em busca de sexos femininos onde se possa instalar. Apesar de não haver provas concretas, esta obra prima da animação, rodada num grande estúdio a horas nocturnas, é muito provável que estivesse a ser realizado, na parte artística, por Gregory La Cava, e na sua técnica de animação por Walter Lantz, o criador do popular Woody Woodpecker (o Pica-Pau). É impensável, dada a grandiosa produção do cartoon, que tenha saído das mãos de um simples amador. Pode parecer estranho que um grande realizador como La Cava, responsável por melodramas elegantes e refinados, fizesse um filme tão desavergonhado, mas analisando com atenção a sua obra vemos que grande parte dos seus argumentos giram em torno do sexo. La Cava, que não era nenhum moralista, bem podia ter-se juntado a Lantz, a quem está associada uma animação tão irreverente, e os dois tornaram real uma obra que nunca se pôde produzir abertamente num estúdio convencional.<br />
<img class="alignnone size-full wp-image-7281" src="http://www.a23online.com/wp-content/uploads/2010/08/Imagem11.png" alt="" width="480" height="336" /><br />
“A vida está feita para o prazer”, disse-o Kichi, o protagonista d&#8217;O Império dos Sentidos (Ai no corrida, 1976), à sua amada Sada. E, sem dúvida, esta é a filosofia dos realizadores mais amantes do erotismo e de gosto refinado por cinema: Tinto Brass, Roger Vadim, Russ Meyer, Walerian Borowczyk, Tex Avery, Claude Pierson, Max Pecas, Just Jaeckin, Gerard Damiano, os irmãos Mitchell, Mario Salieri, Moli, Michel Ricaud, John Leslie, Henry Paris (Radley Metzger), etc. Juntos ou separados, uns mais refinados que outros, todos eles nos ofereceram momentos inesquecíveis de erotismo puro e sexo a rodos, deixando a sua autoria no género mais difícil da arte cinematográfica, porque não há nada mais complicado que filmar sexo. Na literatura acontece o mesmo: a repetição do acto sexual pode deixar de ser algo excitante e converter-se num exercício rotineiro de corpos fornicando mecanicamente e sem ponta de imaginação.</p>
<p>Tudo isto o sabia bem Gerard Damiano quando concebeu uma das suas obras primas, Garganta Funda (Deep Throat, 1972). Como fazer o &#8220;mesmo&#8221;, mas de forma &#8220;distinta&#8221;? Inventando um mundo real, mas com toques de surrealismo. A protagonista, Linda (Linda Lovelace), está desesperada porque a sua vida sexual não funciona, nada nem ninguém a faz chegar ao orgasmo que para ela são fogos de artifício e sons de campainhas, até que um médico excêntrico (Harry Reems), descobre que o seu problema reside na sua garganta; ou, dito de outra forma, o clítoris de Linda estava alojado na sua glote. &#8220;Doutor, então como faço?&#8221;, diz a jovem chorando oceanos. Tanta ingenuidade dota o filme desse encanto que Damiano soube criar através das imagens com um ritmo excelente. Garganta Funda colocou um ponto final na proibição em torno da pornografia nos Estados Unidos, e conseguiu ser estreada (após um julgamento escandaloso que ecoou por todo o país) em salas comerciais como se se tratasse de mais um filme. Mas Garganta Funda era mais que um filme comercial. Produzida por uma máfia nova-iorquina com somente 20.000 dólares e apenas dez dias de rodagem, converteu-se no filme hardcore mais visto do mundo, o qual daria começo a uma nova era do cinema pornográfico.<img class="alignnone size-full wp-image-7282" src="http://www.a23online.com/wp-content/uploads/2010/08/Imagem12.png" alt="" width="584" height="389" /></p>
<p>“Tudo o que fazemos juntos, mesmo que seja o simples acto de comer, deve ser um acto de amor”, diz Sada ao seu amante Kichi, dando-lhe a provar a comida directamente do seu sexo.</p>
<p>O cinema erótico (mal denominado &#8211; não é correcta a separação entre erotismo e pornografia, pois este é um assunto mais sobre moral do que apenas uma correcta definição), entende-se como o acto sexual dissimulado e bonito, e o cinema pornográfico costuma evidenciar o acto sexual explícito e feio. Esta tem sido sempre a catalogação para não mostrar que gostamos de ver o acto sexual representado no ecrã. Erotismo pode ser sexo com todas as suas consequências (penetração real), e ser altamente erótico e estimulante para os sentidos. Tudo depende do olhar e da estética com que o realizador aborda o assunto. Por este motivo, um filme como O Império dos Sentidos, filmado por um dos cineastas modernos mais importantes do cinema, Nagisa Oshima, nasceu para revolucionar e colocar em ridículo a definição de pornografia. Oshima pintou com a sua câmara um dos enredos cinematográficos mais belos, sensuais, cruéis e eróticos que haviam sido projectados nas galerias de arte do cinema. O Império dos Sentidos utiliza o acto sexual explícito; é como quem diz, os actores fazem o amor (ou o acto genital) de verdade, sem cortes, incluindo os felácios e ejaculações, assim como outras audácias que nunca contemplaríamos de forma real no cinema mal denominado &#8220;erótico&#8221;. Inevitavelmente, O Império dos Sentidos foi etiquetado como obra de arte e estreou-se como um filme para uso em todas as salas comerciais do mundo, estando isento de ser exibido nas caves lúgubres destinadas à projecção de cinema designado como &#8220;Cinema X&#8221; por conter sexo explícito. Naturalmente, não é comparável (e não é a minha intenção fazê-lo) um filme de Oshima com o cinema pornográfico comum, rodado em quatro dias e com nulas qualidades artísticas, mas quero sim colocar o dedo no olho da hipocrisia social. De uma coisa estou certo, e isso é que se a sociedade fosse mais livre e aberta, O Império dos Sentidos não continuaria a ser um filme ostracizado devido ao seu atrevido conceito sexual.</p>
<p>A década de setenta pode considerar-se, para bem e para mal, como a mais prolífica no que respeita a sexo visto num ecrã de cinema. Produziram-se nestes anos os géneros e os seus consequentes subgéneros, numa infinidade de filmes de baixo custo e sem nenhum tipo de qualidade artística, que tanto dano fazem a obras importantes de excelentes realizadores como Pier Paolo Pasolini e a sua trilogia formada por Il Decameron (1971), I Racconti Di Canterbury (1972) e Il Fiore Del Mille e Una Notte (1974). Ou Bernardo Bertolucci e ao seu Ultimo Tango a Parigi (1972), e também afecta consagrados e declarados amantes do erotismo como o polaco afincado em França Walerian Borowczyk, cujo sentido estético responde a uma plástica refinada que dota o seu cinema de um nível cultural elevado: Goto, l&#8217;Ile D&#8217;Amour (1968), Contes Inmoraux (1974), La Bête (1975), Interno Di Un Convento (1978), Les Heroines Du Mal (1978), etc. Ou Tinto Brass, sem dúvida numa linha oposta a Borowczyk, mas dotado de uma personalidade forte e conhecimento da arte, que o leva a inventar um cinema próprio, original e divergente de qualquer moda &#8220;erótica&#8221; do momento. Tinto Brass influi positivamente na concepção de sexo no cinema, mas o seu estilo, único, aparece tão inimitável que permanece intocado pelos acontecimentos daqueles anos, nos quais qualquer filme erótico de qualidade tinha de imediato uma sequela pobre destinada a aproveitar o filão da onda de erotismo que parecia ter-se apoderado da Europa.</p>
<p>Na França nasce outro dos grandes mitos eróticos: Emmanuelle (1975), realizado por Just Jaeckin, um fotógrafo que nunca tinha enveredado pelo cinema, e protagonizado por uma secretária holandesa de beleza comovedora e excitante, chamada Sylvia Kristel. O filme pode ser mau ou falhado como cinema, mas não se pode negar a sua indubitável vocação pela sensualidade e pelo refinamento em cada acto sexual que presenciamos. É inesquecível o orgasmo de Sylvia Kristel, dentro de um avião de passageiros, em que, para não ser ouvida, aguenta os gemidos apesar de não conseguir evitar mover a cabeça de um lado para o outro com um gesto de prazer absoluto que inunda os seus olhos de felicidade. A minha humilde opinião é que Emmanuelle se coloca na luz do novo século numa posição vantajosa que faz com que não tenha envelhecido de todo. Aliás, a sua pureza e inocência tornam-se absolutamente encantadoras e cheias de ternura nos tempos que correm. Era uma época em que se criavam mitos eróticos e símbolos sexuais reais: Brigitte Bardot era-o, Stefania Sandrelli era-o, Sylvia Kristel era-o, Laura Gemser (a Emmanuelle negra) era-o, Corinne Clery (a rapariga de Historie D&#8217;O &#8211; 1975), era-o&#8230; Talvez isto seja fruto da honestidade ideológica daqueles anos, a crença nas revoluções, na paz mundial, na arte como arma para mudar o mundo. Fruto de tudo isto que digo é, sem dúvida, o hoje esquecido, ainda que reivindicado, Max Pecas, outro dos grandes renovadores do género erótico, que deu um sopro de ar fresco a temas escandalosos ou &#8220;muito sérios&#8221; considerados tabu pela sociedade burguesa. Pecas, consciente de que o cinema tem de ser bem feito, mimou todos os seus filmes sem nunca cair para a tradição. Quando teve ofertas para realizar Cinema X, disse que não porque procurava coisas diferentes no seu tratamento da sexualidade e prazer dos sentidos. Só aceitou uma vez incorporar planos hardcore em Les Mille Et Une Perversions De Félicia (1975), e só depois de ter obtido a permissão de todos os actores participantes. As suas duas melhores obras consagradas ao sexo são: Je Suis Une Nymphomane (1970) e Je Suis Frigide&#8230; Porquoi? (1972), ambas protagonizadas pela bela e expressiva Sandra Jullien, uma heroína digna de Marquês de Sade, a quem Pecas por certo evoca admiravelmente, na sua concepção do bem e do mal. Ela, rapariga inocente e de bom coração, procura ansiosamente o amor em todos os seres humanos que se cruzam no seu caminho. A doce vítima resigna-se a viver com a sua desgraça pessoal, uma enfermidade sexual que faz com que a sociedade ostracize de quem dela padece. O cineasta é elegante, refinado e moralmente consequente com as suas histórias. Pecas constrói personagens credíveis e filma um erotismo belo e sugestivo, inclusive nas suas sequências mais delicadas.</p>
<p>Nas décadas seguintes, o sexo no cinema perde o seu sentido lúdico e ingénuo para se transformar numa sexualidade mais agressiva, mais doente, mais mecânica. Parece que a sede do público pela festa do sexo já estava saciada. Agora era exigido uma maior violência no acto carnal, o stress da sociedade tecnológica apodera-se dos sentidos e é exigido somente sexo: o acto carnal ganha evidência (não como n&#8217;O Império dos Sentidos que correspondia a uma busca do absoluto através da vida e da morte), nem que seja como um refúgio aos problemas humanos, para deleite apenas da exploração do coito. O único que importa é foder e saciar-se, mas isto traz frustração, pois o sexo esvazia-se de todo o sentido espiritual. Substitui-se o amor pelo ódio. Em vez de se fazer amor faz-se sexo. De todo o modo é importante salientar que durante a década de oitenta, é a já mencionada indústria do cinema X, especialmente nos Estados Unidos, aquela que mostra um erotismo hardcore muito colorido e entusiasmante. As estrelas do porno daqueles dias vestem-se (ou despem-se) de naturalidade e transmitem a alegria de viver (Ginger Lynn, Marilyn Chambers, Tracy Lords ou Moana Pozzi na Europa). É curioso que seja precisamente o género X aquele que mais sensibilidade mostre na hora de falar de sexo, sem a afectação patológica do cinema convencional que, por outro lado, tem obras excelentes. Neste sentido, a indústria do cinema para adultos ia-se degenerando pouco a pouco, com um sexo cada vez mais despersonalizado, violento e com uma rotina rígida com a sua repetição mecânica do &#8220;tira e põe&#8221;. Nos nossos dias é óbvio que o cinema pornográfico deixou de existir como fonte de desejo e erotismo sem tabus, para se converter em talho que &#8220;fabrica&#8221; actos sexuais entediantes, vazios e completamente banais. A cirurgia plástica é uma das grandes culpadas desta despersonalização. Antes, o espectador identificava-se com os homens e mulheres que desfilavam no ecrã. Agora, apenas observa figuras de cera que saltam compulsivamente em cima de corpos nus que parecem clones de um mesmo corpo que, por sua vez, também salta desenfreadamente sobre outro corpo clonado&#8230;</p>
<p>Nos últimos anos, tanto o cinema europeu como o oriental têm dado mostras de uma excelente saúde erótica (Catherine Breillat, Wong Kar Wai, Patrice Chereu, Kim Ki-Duk, Hong Sangsoo, Olivier Assayas&#8230;) com filmes arriscados que tentam bater os tabus de uma sociedade que oferece resistência ao crescimento intelectual, apesar do rápido progresso tecnológico e industrial. A Internet parece a Torre de Babel do século XXI e o saco de todos os vícios, perversões e maldades imagináveis de um mundo esgotado e vulgarizado como nunca. A Internet, então, corresponde à realidade em que vivemos? Estou convencido que não, porque a rede é algo que é feita pelos utilizadores e isto por si só não é representativo de nada. O sexo às toneladas é só carne para ser consumida rapidamente e de qualquer maneira. O problema continua a ser a educação e a repercussão que esta tem na sexualidade. Agora os adolescentes têm mais informação que nunca e, inevitavelmente, o número de grávidas indesejadas atingiu a quota mais alta das últimas décadas. A Internet, portanto, é uma ferramenta útil que é necessário aprender a manejar para que o seu uso seja controlado por cada indivíduo livre. O sexo gera liberdade, pensamento avançado. O sexo gera vontade de viver! Quem diz o contrário mente ou então serve outros interesses determinados.</p>
<p>Miguel Ángel Barroso</p>
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		<title>Castelo Branco está em alerta amarelo por causa do calor</title>
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		<pubDate>Wed, 04 Aug 2010 01:30:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Editor</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Os distritos de Braga e Castelo Branco vão estar amanhã em alerta amarelo da Direção Geral da Saúde (DGS), o segundo mais grave, devido às temperaturas elevadas.Segundo a DGS, aos restantes distritos de Portugal Continental foi atribuida a cor verde, a mais baixa numa escala de três níveis de alerta, na qual o vermelho é [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_7274" class="wp-caption alignnone" style="width: 470px"><img class="size-full wp-image-7274" title="fotografia de Ricardo Paulouro" src="http://www.a23online.com/wp-content/uploads/2010/08/Imagem9.png" alt="" width="460" height="333" /><p class="wp-caption-text">Fotografia de Ricardo Paulouro</p></div>
<p>Os distritos de Braga e Castelo Branco vão estar amanhã em alerta amarelo da Direção Geral da Saúde (DGS), o segundo mais grave, devido às temperaturas elevadas.Segundo a DGS, aos restantes distritos de Portugal Continental foi atribuida a cor verde, a mais baixa numa escala de três níveis de alerta, na qual o vermelho é o mais elevado. O alerta amarelo aplica-se a casos em que as temperaturas elevadas podem provocar efeitos na saúde, enquanto o verde traduz «temperaturas normais para a época do ano». O vermelho diz respeito a «temperaturas muito elevadas« que podem trazer «graves» problemas para a saúde.</p>
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		<title>Belmonte: população cercada pelo fogo em pânico</title>
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		<pubDate>Tue, 27 Jul 2010 13:41:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Editor</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Pelo segundo ano consecutivo, José Gonçalves teve o fogo perto de casa, entre o Sabugal e Belmonte, mas desta vez em pânico: foi obrigado a evacuar a habitação e a lutar para que as chamas não queimassem mais que a horta. “Não percebo: por mais incêndios que haja andamos sempre com o coração nas mãos”, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p> Pelo segundo ano consecutivo, José Gonçalves teve o fogo perto de casa, entre o Sabugal e Belmonte, mas desta vez em pânico: foi obrigado a evacuar a habitação e a lutar para que as chamas não queimassem mais que a horta.</p>
<p>“Não percebo: por mais incêndios que haja andamos sempre com o coração nas mãos”, desabafou à Agência Lusa, em Maçainhas, Belmonte, à porta da casa cercada de terrenos ainda esfumaçar.</p>
<p>Um incêndio florestal destruiu mato e pinhal desde as 22:00 de segunda feira com as chamas a nascerem no concelho do Sabugal e a avançarem para Belmonte, onde o fogo foi dominado às 10:30, passando a fase de rescaldo, segundo fonte dos CDOS de Castelo Branco. </p>
<p>O fogo lavrou em parte dos terrenos que já tinham ardido no maior incêndio de Portugal e da Europa de 2009, com 10 milhões de euros de prejuízos e que afetou o concelho do Sabugal. Esta noite, as chamas queimaram ainda diversas áreas adjacentes.</p>
<p>De acordo com a proteção civil dos distritos da Guarda e Castelo Branco, desta vez não há registo de prejuízos como em 2009, mas houve dezenas de pessoas cercadas pelo fogo em Maçainhas.</p>
<p>“Estivemos aqui a noite toda a molhar os telhados e tudo à volta”, descreveu à Agência Lusa, Maria Pacheco, de 67 anos, que viu as férias em casa da filha transformadas numa luta pela sobrevivência.</p>
<p>Às 00:20 a família foi acordada por um vizinha que os alertou para a proximidade do fogo. “Acordei e em segundos já estava a arder o pinhal junto à casa. Entrei em pânico”, relatou.</p>
<p>A filha Elisabete Pacheco, de 39 anos, levou a neta de cinco anos e os dois carros para a aldeia, mais afastada das chamas e junto à autoestrada A23, enquanto a mãe e o marido protegeram a casa.</p>
<p>“Já o ano passado andei a apagar o fogo por esta altura”, referiu, numa alusão ao fogo do Sabugal que destruiu 12 mil hectares de mato, floresta e terrenos agrícolas. “Andamos sempre com o coração nas mãos”, lamentou. </p>
<p>A poucos metros, Ilda Rosa e o marido José Marques levaram mangueiras durante a noite para junto de um pavilhão onde um familiar guarda animais e ao qual se encostaram as chamas.</p>
<p>“Depois de conseguirmos tirar para camiões, estávamos nós cercados pelas chamas. Os bombeiros disseram-nos para esperar até chegarem mais carros de combate”, contou Ilda Rosa, que esteve no local, junto ao apeadeiro de caminho de ferro de Maçainhas, entre as 22:00 e as 05:00 da madrugada.</p>
<p>Naquela zona há telefone fixos que não funcionam, uma vez que o fogo destruiu alguns postes de telecomunicações, assim como arderam algumas das travessas do troço da linha de ferro da Beira Baixa, que está desativada para obras entre a Covilhã e a Guarda.</p>
<p>O fogo provocou sustos no concelho de Belmonte, mas lavrou sobretudo em terrenos do Sabugal.</p>
<p>Segundo António Robalo, presidente da Câmara do Sabugal, o incêndio “não teve prejuízos avultados, ocorreu sobretudo numa zona inóspita e, segundo consta, teve origem numa deficiência numa linha elétrica. Não é algo usual, nem tão pouco algo que se controle”, realçou. </p>
<p>O autarca garantiu que “está a ser feito tudo o que humanamente possível para tratar da floresta e evitar incêndios no concelho”, nomeadamente depois do incêndio do ano passado, seja ao nível da prevenção como de vigilância.</p>
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		<title>Portugal está hoje em risco máximo de incêndio</title>
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		<pubDate>Mon, 26 Jul 2010 02:41:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Editor</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Portugal está hoje em risco máximo de incêndio]]></category>

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		<description><![CDATA[O Instituto de Meteorologia (IM) colocou, este domingo, vários concelhos do Norte e Centro de Portugal Continental em alerta máximo para o risco de incêndio.Entre os distritos visados estão: Viana do Castelo, Braga, Porto, Vila Real, Bragança, Viseu, Guarda, Coimbra, Santarém, Castelo Branco, Portalegre e Faro. Em risco muito elevado de incêndio, o nível imediatamente [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://www.a23online.com/wp-content/uploads/2010/07/Imagem9.png" alt="" title="Ricardo Paulouro" width="460" height="333" class="alignnone size-full wp-image-7266" />O Instituto de Meteorologia (IM) colocou, este domingo, vários concelhos do Norte e Centro de Portugal Continental em alerta máximo para o risco de incêndio.Entre os distritos visados estão: Viana do Castelo, Braga, Porto, Vila Real, Bragança, Viseu, Guarda, Coimbra, Santarém, Castelo Branco, Portalegre e Faro. Em risco muito elevado de incêndio, o nível imediatamente abaixo, estão os distritos de Coimbra, Leiria, Santarém, alguns concelhos de Castelo Branco e Portalegre, Setúbal, Faro, Beja e Lisboa. As temperaturas elevadas não deverão dar tréguas. Para este domingo, Évora e Beja deverão chegar aos 40 graus de máxima. Lisboa vai contar com 40 graus. </p>
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		<title>BE preocupado com Parque Natural do Tejo Internacional</title>
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		<pubDate>Wed, 21 Jul 2010 21:07:03 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Parque Natural do Tejo Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Rita Calvário]]></category>

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		<description><![CDATA[A deputada Rita Calvário (BE) questionou o Governo sobre a existência de apenas um vigilante Parque Natural do Tejo Internacional, situação que coloca em risco a protecção dos valores naturais, paisagísticos, patrimoniais e culturais existentes no Parque. O Parque Natural do Tejo Internacional (PNTI) foi classificado como área protegida desde o ano de 2000 devido [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignnone size-full wp-image-7261" src="http://www.a23online.com/wp-content/uploads/2010/07/Picture-22.png" alt="" width="460" height="360" />A deputada Rita Calvário (BE) questionou o Governo sobre a existência de apenas um vigilante Parque Natural do Tejo Internacional, situação que coloca em risco a protecção dos valores naturais, paisagísticos, patrimoniais e culturais existentes no Parque.<span id="more-7260"></span></p>
<p>O Parque Natural do Tejo Internacional (PNTI) foi classificado como área protegida desde o ano de 2000 devido à sua enorme riqueza natural, paisagística, patrimonial e cultural.</p>
<p>Com 26.484 hectares, esta extensa área conta apenas com um vigilante da natureza para o desempenho das funções fundamentais de fiscalização, monitorização e sensibilização ambiental, sem as quais não é possível proteger e valorizar este património natural.</p>
<p>A insuficiência de vigilantes da natureza no PNTI, à semelhança do que acontece em todas as áreas protegidas do país, é um convite à infracção ambiental e à degradação dos valores ambientais, paisagísticos e culturais existentes nesta área protegida.</p>
<p>Do lado espanhol, o Parque Natural Tajo Internacional, cujos limites são praticamente coincidentes com o PNTI e ocupa uma área semelhante &#8211; 25.088 hectares -, foi criado apenas em 2006. Apesar do reconhecimento da importância de proteger este património natural ter sido mais tardio, existem cerca de 23 profissionais para o desempenho das mesmas funções de vigilante da natureza. Esta situação demonstra bem o peso a<br />
que se atribui à conservação da natureza e biodiversidade em ambos os países.</p>
<p>O Ministério já veio afirmar que apenas prevê contratar cinco novos vigilantes da natureza para todas as áreas protegidas e recursos naturais do país, o que é claramente insuficiente. O Bloco de Esquerda considera que é fundamental reforçar estes profissionais e dotá-los dos meios logísticos adequados para o desempenho das suas funções.</p>
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		<title>PS pede a Sócrates que não introduza portagens na A23</title>
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		<pubDate>Wed, 21 Jul 2010 20:38:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Editor</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Dossier A23]]></category>
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		<category><![CDATA[Últimas Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[A23 portagens scut]]></category>
		<category><![CDATA[Autarca do PS pede a Sócrates que não introduza portagens na A23]]></category>

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		<description><![CDATA[O pedido aconteceu durante a cerimónia oficial de inauguração da central mini-hídrica de electricidade do Meimão, no concelho de Penamacor, no qual José Sócrates marcou presença. O presidente da Câmara de Penamacor (PS), Domingos Torrão, pediu esta quarta-feira ao primeiro-ministro José Sócrates para não introduzir portagens na auto-estrada da Beira Interior (A23). &#8220;Acabou de percorrer [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignnone size-full wp-image-7255" src="http://www.a23online.com/wp-content/uploads/2010/07/Picture-14.png" alt="" width="460" height="300" />O pedido aconteceu durante a cerimónia oficial de inauguração da central mini-hídrica de electricidade do Meimão, no concelho de Penamacor, no qual José Sócrates marcou presença. O presidente da Câmara de Penamacor (PS), Domingos Torrão, pediu esta quarta-feira ao primeiro-ministro José Sócrates para não introduzir portagens na auto-estrada da Beira Interior (A23).<span id="more-7254"></span><br />
&#8220;Acabou de percorrer parte da nossa A23, que tanto contribuiu para que  se concretizasse. Espero, olhos nos olhos, que não vá atrás das cantigas  de Lisboa e do Porto para fixação de portagens, por mais que custe&#8221;, proferiu Domingos Torrão.</p>
<p>Segundo a agência Lusa, o discurso foi interrompido por uma salva de palmas provenientes dos convidados presentes, tendo o presidente reforçado que para conseguir fixar a população é necessário criar “riqueza e postos de trabalho”. Da parte de José Sócrates, nem uma palavra. A A23online sabe que a medida anunciada de introduzir portagens na A23, está a gerar um grande mal estar nas concelhias do PS, do distrito de Castelo Branco.</p>
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