A Google denunciou ontem os principais países censores no Congresso dos EUA. Numa audição na Câmara de Representantes a Google denunciou as técnicas que vários governos utilizam para censurar páginas de internet. A Advogada divulgou 13 países que bloqueram o youtube, entre eles estão a China, Paquistão, Marrocos e o Irão. Depois incluiu a Espanha e mais sete países que censuram o Blogspot. ” Nos últimos anos, recebemos informações sobre o bloqueamento da nossa plataforma de blogs em pelo menos sete países. China, Espanha, Índia, Paquistão, Irão, Myanmar e Etiópia. Finalmente mencionou três países que impediram o acesso à rede social Orkut: Arábia saudita, Irão e Emirados Árabes Unidos”, concluiu a advogada
Em Espanha foram detidas «várias pessoas, na posse de droga e armas,
Dois homens foram detidos pela Polícia Judiciária, na zona de Idanha-a-Nova, por suspeita de posse e tráfico de armas e munições proibidas.
De acordo com a edição on-line do Público, os suspeitos têm 30 e 41 anos e são familiares. A PJ comunicou que esta investigação já decorria há dois meses, em conjunto com as autoridades espanholas, sendo que também em Espanha foram detidas «várias pessoas, na posse de droga e armas, que mantinham relações comerciais ilícitas com os portugueses agora detidos».
A PJ adianta que a detenção foi efectuada numa zona onde é «frequente a transacção de armas entre espanhóis e portugueses». Entre o material apreendido estão munições de calibre militar para G-3, uma pistola de calibre 7.65, de uso permitido apenas às forças de segurança, três caçadeiras, duas pistolas de calibre 6.35, um revolver de calibre 32 e um punhal.
Os detidos vão ser, esta quarta-feira, submetidos a primeiro interrogatório judicial, para serem aplicadas as medidas de coacção.
Jill Tracy esteve pela primeira vez em Portugal no passado dia 27 no Centro Cultural Vila Flor em Guimarães
A música de Jill Tracy é um baú de experiências sonoras sem fundo. Um teatro de sons a que se junta a voz sensual do “encenador” recortando, ao primeiro embate com o ouvinte, a singularidade das experiências propostas. Gosta da sua concisão, da condensação da pequena narrativa e inspira-se no estilo dos filmes noir e surreais, assim como nos mundos estranhos e escritos de Jean Cocteau e Ray Bradbury. Descrita como: “uma femme fatale de um filme noir; uma pálida porcelana Victoriana”, Jill Tracy esteve pela primeira vez em Portugal no passado dia 27 no Centro Cultural Vila Flor em Guimarães. Avessa ao mediatismo e ao mundo das “celebridades de papel”, concedeu-nos uma das raras entrevistas da sua carreira. Entrevista de Orlando Leite
O que mais a inspira ao escrever?
JT: Nunca é uma coisa específica. E é nisso que reside a magia, surge aleatoriamente. É uma resposta sensitiva ao imediato; uma palavra ou uma frase, uma imagem, uma história, um sentimento, uma fragrância, textura e cores, o chamamento pelo desconhecido, pelo proibido, qualquer coisa que me permita encontrar um ponto de fuga e deixar-me ir. É um processo de vida que honra os momentos mágicos, estar viva num certo tempo e espaço e permitir que a luz entre. O meu objectivo é encontrar essas portas fechadas, ver o que se encontra debaixo das tábuas do chão… é onde todas as canções se escondem.
Porque prefere canções sombrias a narrativas mais alegres?
JT: A alegria não é um grande desafio. É fácil e simpática; não é certamente perpétua ou intrigante. Mas o fascínio pelo misterioso, a sedução perigosa – é aqui que a verdade existe… escondida pelas convenções e conforto com que nos protegemos.
Quando não está a compor ou em digressão, o que mais genuinamente a interessa?
JT: Adoro ler, ver filmes antigos, encontrar um livro raro nos alfarrabistas, assim como feiras de antiguidades onde encontro estranhas curiosidades. Adoro viajar, escrever o mapa das estrelas, chocolate preto, falar com desconhecidos, deitar-me demasiado tarde e contar histórias numa noite de copos. Se existe uma, como define a sua música?
JT: a minha música é imagética; é a banda sonora para a minha vida. É o que oiço dentro da cabeça. É o que me possibilita criar o meu pequeno reino para onde escapo. É paralelamente um local negro e belo. Gosto de descrevê-lo como um elegante “netherworld”.
Os seus concertos são muito teatrais. É esta a melhor forma para transmitir a sua mensagem e música?
JT: A minha música e concertos são muito emocionais. Sinto que tenho que ser um farol para as pessoas e conduzi-las para dentro do pântano das suas almas onde o sinistro e o sensual se encontram. Acho fascinante explorar esses locais e levar a minha audiência nessa viagem. Não sinto que “apresento um espectáculo” mas sim que sou o meio de transporte para levar as pessoas ao meu peculiar imaginário. Tento que cada concerto seja uma experiência única, para mim e para o público.
A curta-metragem The Fine Art of Poisoning, realizada por Bill Domonkos, foi várias vezes premiada em festivais. Pode este filme falar pela sua grande relação com o cinema, nomeadamente nos géneros terror e fantástico?
JT: Sempre gostei do aspecto mais sonhador e sensual dos filmes, romances perigosos, diferentes enquadramentos e da iluminação surreal desses géneros. Fritz Lang, Alfred Hitchcock, The Twilight Zone. Em criança, só desejava viver nesses mundos. Pareciam perfeitos para mim. E ainda o são.
Para além das músicas e dos filmes, também escreve histórias…
JT: Tenho prazer ao escrever pequenos contos. Contribuí para a publicação de culto Morbid Curiosity Magazine. Recentemente foi editada uma antologia que compila as melhores histórias intitulada “Morbid Curiosity Cures the Blues”. O meu conto “The Keeper of the Shop” é uma delas.
O que vamos ver e ouvir nesta sua primeira visita a Portugal? Exclusivamente o último álbum “Bittersweet Constrain” ou as novas canções que irão integrar o próximo disco?
JT: Uma variedade: algumas novas melodias, alguns favoritos mais antigos e ainda algumas surpresas! Tanto eu como o violinista Paul Mercer gostamos de compor músicas mesmo defronte à audiência, canalizando a energia espiritual da sala e das pessoas. É magia! É a nossa própria “sessão espírita musical”. Vamos de certeza criar algumas destas sonoridades para Portugal. E já sei que vou ser muito inspirada pelas ambiências locais. Mas iremos escutar canções de álbuns mais antigos como por exemplo “Evil Night Together”?
JT: Concerteza! “Evil Night Together” e “The Fine Art of Poisoning” são canções incontornáveis nos meus concertos.
Sei que tem uma paixão curiosa que é a de coleccionar estranhos contos e objectos entre outras coisas…
JT: Encontro uma profunda energia e história nos mais variados objectos. Muitas ideias para as canções vêm deles. Conhece aquelas garrafas antigas que guardavam veneno? Colecciono-as! Nos últimos 20 anos também guardo todas as cartas de jogo que encontro na rua – chamo-lhes “sidewalk divination” ou mesmo poder cósmico. Caixas e caixinhas, tenho centenas no apartamento e algumas são a mais preciosa posse que detenho. Algumas são mesmo os meus talismãs e acompanham-me para todo o lado, assim como colares, contas…
Para terminar. Porque cultiva uma imagem de uma diva sensual de cantora de cabaret, ao mesmo tempo vilã e heroína?
JT: Fiquei famosa pelo meu estilo e sentido de moda o que, essencialmente, sou EU! Sempre fui atraída pela elegância e graça da era dos filmes mudos, ciganos e cartomantes, o oculto e o glam rock dos anos 70. O meu estilo é uma colecção de paixões. Tanto sou uma Gloria Swanson como o Steve Tyler dos Aerosmith.
A junta militar da Birmânia confirmou que a nova lei eleitoral proíbe a participação da líder da oposição Aung San Suu Kyi nas eleições deste ano, as primeiras em duas décadas.
De acordo com a lei eleitoral, que a junta tem vindo a divulgar aos poucos, sem que haja ainda data para a ida às urnas, estão proibidos de se apresentar a votos todas as pessoas que tenham sido condenadas por um tribunal. Suu Syi está actualmente em prisão domiciliária e passou 15 dos últimos 21 anos detida. (more…)
Agostinho Alexandre identificando lixo depositado ilegalmente na Serra da Gardunha
Texto Filipa Batista
A eliminação de todas as lixeiras e depósitos de resíduos indevidamente abandonados em zonas como florestas e campos, é a acção a ter lugar dia 20 de Março de 2010, sendo assim parte da solução, deixando de ser parte do problema ambiental mais grave do planeta, a poluição. Actualmente, está já em marcha a angariação de voluntários e a formação de grupos por diversos concelhos, todos conectados nacionalmente através do site http://limparportugal.ning.com/, dando início ao mapeamento dos locais a ser intervencionados. No Fundão este movimento conta já com os 83 membros registados na plataforma electrónica, http://limparportugal.ning.com/group/fndfundo/ e com o apoio da Câmara Municipal, o Agrupamento de Escuteiros e o Grupo Holon, entre outros. O coordenador da iniciativa do concelho, Agostinho Alexandre, 25 anos, deu a conhecer, em entrevista, os objectivos da iniciativa e os passos que estão a ser dados rumo à sua concretização.
A23: Para os leitores menos identificados com esta iniciativa, que projecto é este, qual o seu objectivo?
O projecto Limpar Portugal é um movimento cívico altruísta que pretende promover a educação ambiental através da limpeza das florestas no próximo dia 20 de Março. Além desta acção de limpeza, pretende-se ainda sensibilizar as consciências para um futuro mais verde.
A ideia aqui é a angariação de voluntários e não de apoios financeiros, qual é o nível de adesão?
Contamos com cerca de 100 voluntários inscritos no site oficial do projecto e há ainda um grupo no facebook que já ultrapassou os 150 membros, dos quais mais de 80% não estão inscritos no site oficial. Dentro destes, há ainda membros que representam grupos associativos como os escuteiros, a Agência Gardunha 21, a Escola Profissional, entre outros. Virtualmente acho que posso arriscar 200 pessoas, mas só no dia saberei ao certo.
Existem mais de 70 pontos espalhados por todo o concelho sendo que na maioria são constituídos por entulho de obras e electrodomésticos, diz Agostinho Alexandre
Portugal está assim tão sujo? E o concelho do Fundão?
Realmente é desolador o cenário com que nos temos deparado no trabalho de campo dos últimos meses. Já sabíamos que existiam várias lixeiras ilegais por todo o concelho do Fundão, mas com as saídas de identificação deparámo-nos com quantidades exurbitantes quer de lixeiras, quer de quantidades e variedades de lixo.
Existem mais de 70 pontos espalhados por todo o concelho sendo que na maioria são constituídos por entulho de obras ou mobiliário/electrodomésticos velhos provenientes das remodelações de casas. Depois há de tudo um pouco, pneus, latas, garrafas, vestuário, enfim tudo o que esteja à mão.
No entanto, o que mais me custa encontrar são fraldas sujas, pois são mães e pais que o fazem, embora os filhos possam não ter ainda a noção daquilo que os seus tutores estão a fazer, temo pelos valores transmitidos pelos mesmos no futuro…
Como se desenrola todo este processo de organização de grupos de trabalho, angariação de apoios entre outros? Reuniões?
A plataforma do ning foi o primeiro meio de divulgação através do envio de emails para as pessoas se registarem, depois as redes sociais como o facebook desempenharam também um papel muito importante, pois são um meio excelente de divulgação. No concelho do Fundão foram já realizadas três reuniões com os voluntários que se registaram e foram passando a palavra. Por fim a comunicação social, que tem também um papel fundamental na divulgação da iniciativa.
Aproveito ainda, para informar que esta sexta-feira, dia 12 de Março, vai ter lugar mais uma reunião do grupo Fundão – Limpar Portugal, no Salão Nobre da Camâra Municipal do Fundão pelas 21.30. Conto com a presença de todos os interessados.
Como é feita a localização das lixeiras e posteriomente a sua remoção, a sua limpeza e o seu depósito?
As lixeiras já foram todas identificadas por meia dúzia de membros do grupo. Ainda realizei algumas saídas para identificação, mas apareceram sempre os mesmos voluntários. Quero aproveitar para agradecer aos voluntários que me ajudaram neste processo inicial.
Para o dia 20 de Março, estão já a ser criados grupos de trabalho tendo em conta o tamanho das lixeiras, e assim contribuir para que a remoção seja total e eficiente. Depois o lixo será transportado para a zona adjacente às piscinas municipais da cidade, para daí ser recolhido pelas empresas do sector de tratamento e recolha de lixo, como a Lurec, Resistrela, entre outras.
Quais as suas expectativas para o dia 20 de Março de 2010?
Mais do que limpar Portugal e neste caso o concelho do Fundão, pretende-se sensibilizar muita gente para questões ambientais e a sua importância!
Conto com a presença das 100 pessoas que estão inscritas, mas acredito serem muito mais! Espero também que a remoção dos lixos seja eficiente e que ninguém se magoe.
Mas no fundo a minha preocupação é no período que se segue à acção do Limpar Portugal, ou seja, espero que um mês depois da iniciativa as florestas se mantenham limpas e é por esta razão que reforço a ideia sensibilização, pois o objectivo não é apenas Limpar Portugal mas mantê-lo limpo. Mãos à Obra! Apareçam! Limpar Portugal num só dia é o que se propõe, o desafio foi lançado “Nós vamos fazê-lo! E tu? Vais ficar em casa?”.
Sobe ao palco no dia 11, na Sala Estúdio do TNDM II, e é a estreia da obra do dramaturgo americano John Kolvenbach nos palcos portugueses. Encenada por Marco Martins, a peça não poderia ser melhor interpretada por Gonçalo Waddington e Nuno Lopes. Dois irmãos, separados abruptamente na adolescência, reencontram-se após 15 anos e descobrem a verdade sobre o seu passado.
No espaço fechado de uma divisão, entregam-se a uma viagem sobre as suas vidas, onde recordam uma história negra sobre o misterioso desaparecimento do pai. John Kolvenbach assina este drama psicológico onde se traça o retrato de uma família disfuncional à procura da redenção.
Para o encenador Marco Martins, o desejo de encenar esta peça é antigo, tendo mesmo chegado a inserir um excerto da peça no filme “Alice”. Esta história psicologicamente forte sobre um passado de abandono e isolamento é agora levada à cena numa tradução do encenador com os actores e com Miguel Castro Caldas.
É já no dia 10 de Março, a partir das 21h30, que o Coliseu dos Recreios pode assistir a um concerto de uma das maiores vozes da história da música que está de volta a Portugal – Joan Baez. Cantora e activista política (conhecida pela sua posição contra a Guerra do Vietnam), Baez é considerada a principal representante da música folk norte-americana. Com mais de 30 discos editados, Joan Baez lançou em 2008 o álbum “Day After Tomorrow” – produzido por Steve Earle e que inclui canções de Tom Waits, Elvis Costelo, Patty Griffin, entre outros – e completou meio século de carreira. No Porto, onde se apresenta na Casa da Música no dia 8, e em Lisboa, Joan Baez apresentará este seu recente trabalho, bem como alguns clássicos da sua carreira como ‘Diamonds & Rust’, ‘We Shall Overcome’ e ‘It Ain’t Me, Babe’, de Bob Dylan.
Aliar a Educação à Natureza e à Arte é o objectivo da mais recente iniciativa da Fundação Calouste Gulbenkian. A Festa do Desenho e da Paisagem, no dia 20 de Março, é destinada a pequenos e graúdos. Promovida pelo Descobrir – Programa Gulbenkian Educação para a Cultura, esta será uma festa no Jardim Gulbenkian com diversas actividades, entre jogos e oficinas, visitas e algumas surpresas. Desenhar, experimentar ou descobrir novas formas de ver e representar são os motes de uma iniciativa que começa às 10h30 e se prolonga até ao fim da tarde. Seis oficinas decorrem ao mesmo tempo em diferentes locais do jardim. Nuno Neves e Susana Vilela, Helena Zália e Mafalda Milhões, Leonor Pego e Pedro Pires, Margarida Prieto e Paula Prates, João Simões e Leonor Morais, Bernardo Carvalho e Madalena Matoso e Ana Ferreira, Filipa Moura, Paula Ribeiro e Susana Guerreiro são os orientadores das oficinas onde serão utilizados materiais tão diversos como as tintas, papéis vários, barro, entre outros.
As inscrições podem ser feitas no próprio dia, nos locais das actividades, com um máximo de 20 participantes por oficina.
sessões 10:30-11:45 / 11:45-13:00 / 15:00-16:15 / 16:15-17:30
tel. 217 823 800 / no próprio dia ligar para 217 823 627 / 474
A inocência do voyeur
Um dos fetiches de que mais se fala na sociedade contemporânea é o voyeurismo. Tenta-se ver tudo, de todas as maneiras, olhar para o outro, analisá-lo, tentar percebê-lo para chegarmos à conclusão de quem somos afinal. Talvez possamos chamar a este olhar o duplo olhar, aquele que vê para além do que nos é superficialmente dado a ver. O portfolio de Ricardo Figueira apresenta-se-nos, justamente, como uma espécie de diário fotográfico, útil instrumento para o voyeur, fragmentos de instantes que nos perturbam e provocam. Estas são, por isso, fotografias que nos introduzem no conhecimento do que está oculto. Tal como Helmut Newton, que na sua época foi considerado um dos maiores voyeurs, Ricardo Figueira retoma essa tradição e apresenta-nos um portfolio com um estilo próprio, repleto de sedução. Se o voyeur é inocente ou não, cabe agora ao espectador decidir. Texto de Ricardo Paulouro
Fotografias de Ricardo Figueira | Edição de Susana Paiva
Uma lista que começou com 323 candidatos ficou hoje reduzida a 21. São estes os locais que representam as maiores maravilhas naturais do país. A selecção de um júri constituído por 21 pessoas deu, assim, início à votação pública do concurso Sete Maravilhas Naturais de Portugal. (more…)
IMAGEM DO DIA
Pjanic comemora o golo que elimina o Real de Madrid.O futebol não tem preço e o galáctico Madrid de Florentino Peres que custou 250 milhões de euros cai pelo sexto ano consecutivo nos oitavos -de-final.