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	<title>A23 Online &#187; Multimédia</title>
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		<title>Patriotismo &#124; José Carlos Marques</title>
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		<pubDate>Sat, 22 May 2010 03:37:28 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Patriotismo: s. m., amor à pátria; qualidade de patriota. Com o assumir das funções de treinador principal na Selecção Nacional, em 2003, Luiz Felipe Scolari trouxe para Portugal o culto largamente enraizado no seu país de origem (o Brasil) pela Bandeira e pela Pátria. Numa campanha que aspirava principalmente à união de todos os portugueses [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://www.a23online.com/wp-content/uploads/2010/05/Imagem30.png" alt="" title="" width="319" height="323" class="alignnone size-full wp-image-6839" /></p>
<p>Patriotismo: s. m., amor à pátria; qualidade de patriota.<br />
Com o assumir das funções de treinador principal na Selecção Nacional, em 2003, Luiz Felipe Scolari trouxe para Portugal o culto largamente enraizado no seu país de origem (o Brasil) pela Bandeira e pela Pátria. Numa campanha que aspirava principalmente à união de todos os portugueses por uma Selecção que era afinal a nossa, o técnico estrangeiro conseguiu dar início a um conjunto de operações de marketing pormenorizadamente estudadas, e largamente divulgadas em campanhas publicitárias, que tiveram o seu ponto mais alto na chamada que fez aos portugueses durante o Campeonato Europeu de 2004. Motivando-os a materializarem o seu apreço pelo País com a utilização da imagem portuguesa em basicamente todos os bens que possuíam, conseguiu uma pronta resposta da maioria dos cidadãos, e o símbolo nacional cobriu janelas e carros, espaços e pessoas. Fruto disto, ou talvez não, a verdade é que a Selecção Nacional conseguiu alcançar a final da competição, e no rescaldo daquilo que havia acontecido, não faltaram os que atribuíram o sucesso à união de um País que parecia ter despertado para assumir o seu Patriotismo através do Futebol. Quatro anos mais tarde, e dois campeonatos depois, os resultados desportivos do conjunto que formavam a nossa equipa pareciam indiciar um novo êxito. E apesar de se apoiar numa equipa relativamente nova, que tinha terminado uma campanha com alguns “tropeções”, nada parecia desmotivar o povo português em relação aos resultados que podíamos contrair. Mais uma vez queríamos todos aproveitar a festa até ao ultimo dia, e reclamávamos como “nosso” o direito de o fazermos. Esta série de imagens nasce nesse sentido, e acompanha aquilo que se viveu em Portugal nos dias que demarcaram os jogos da Selecção Nacional. Mostram o afinco pela Bandeira, e a devoção pelo País. A esperança de um povo apoiado na ideia que a manifestação física do seu apreço pela equipa, podia transformar a Estima num 12º jogador dentro de campo, e a união de uma população que, independentemente de cada estilo de crença, acreditava numa força que existia fora dos estádios. Aquilo que para muitos era um sinal de Patriotismo, porém, converteu-se num negócio para outros tantos. E na altura em que Portugal atravessava uma grave crise financeira, o povo revelou que o Futebol era também um lugar de entretenimento que os ajudava a encarar o dia-a-dia com um sorriso na face. Confundindo Futebol com Religião, comprando a Pátria em lojas de comércio chinês, e vendendo a Bandeira em capas de cd&#8217;s, os portugueses resumiram uma campanha patriótica de quatro anos a uma simples solução para saciar o seu contentamento, e acabaram por deixar deslizar vários meses, que viveram em êxtase, sem nunca chegarem a entender o tempo e as oportunidades que podiam eventualmente passar. Portugal vestiu com orgulho a sua bandeira, mas não se apercebeu que ao mesmo tempo estagnou para assistir a um jogo de futebol. Texto e Fotografias<strong> José Carlos Marques</strong> Edição <strong>Susana Paiva</strong></p>
<p><object classid="clsid:D27CDB6E-AE6D-11cf-96B8-444553540000" width="460" height="333" id="soundslider"><param name="movie" value="http://homepage.mac.com/mariacerdeira/Patriotismo_JCMarques/soundslider.swf?size=2&#038;format=xml&#038;embed_width=460&#038;embed_height=333&#038;autoload=false" /><param name="allowScriptAccess" value="always" /><param name="quality" value="high" /><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="menu" value="false" /><param name="bgcolor" value="#333333" /><embed src="http://homepage.mac.com/mariacerdeira/Patriotismo_JCMarques/soundslider.swf?size=2&#038;format=xml&#038;embed_width=460&#038;embed_height=333&#038;autoload=false" quality="high" bgcolor="#333333" width="460" height="333" menu="false" allowScriptAccess="sameDomain" allowFullScreen="true" type="application/x-shockwave-flash"></embed></object></p>
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		<title>&#8220;A tela de uma história que não se apaga&#8221; &#124; Ana Pereira</title>
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		<pubDate>Sun, 09 May 2010 15:31:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Editor</dc:creator>
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		<description><![CDATA[A tela de uma história que não se acende “O toque repetido duma campainha convida-nos a entrar. Uma montra expõe à nossa curiosidade uma panóplia de enormes rostos pintados, fotografias de beijos, de abraços, de cavalgadas. Entramos nas trevas duma gruta artificial, onde uma poalha luminosa se projecta e dança sobre um ecrã, absorvendo o [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignnone size-full wp-image-6658" title="Ana Pereira" src="http://www.a23online.com/wp-content/uploads/2010/05/Picture-1.png" alt="" width="460" height="350" /></p>
<p><strong>A tela de uma história que não se acende</strong></p>
<p>“O toque repetido duma campainha convida-nos a entrar. Uma montra expõe à nossa curiosidade uma panóplia de enormes rostos pintados, fotografias de beijos, de abraços, de cavalgadas. Entramos nas trevas duma gruta artificial, onde uma poalha luminosa se projecta e dança sobre um ecrã, absorvendo o nosso olhar: essa poalha ganha corpo e vida; arrasta-nos para uma aventura errante”. Palavras como estas de Edgar Morin apresentam-nos o cinema como um fenómeno que exige ser captado em toda a sua plenitude. A sua dívida à fotografia, a uma visão ‘objectiva’ é, aliás, evidente. Realidade ou ilusão, em “A tela de uma história que não se acende”, Ana Pereira capta a melancolia das salas de cinema do Porto, votadas ao abandono, algumas em mau estado de conservação. Ali, conseguimos pressentir os vestígios de salas cheias de gente, catedrais da Sétima Arte. As fotografias são uma sequência de pormenores desses espaços, desde o cinema Passos Manuel, até ao Sá da Bandeira, passando pelo cinema Batalha, entre outros, imprescindíveis do ponto de vista cultural para a introdução do cinema no país. Quase sob os nossos olhos, o mundo parece humanizar-se e os cinemas parecem voltar a encher-se de gente e de imagens.<strong> Texto Ricardo Paulouro<br />
Fotografias de Ana Pereira | Edição Susana Paiva</strong></p>
<p><object id="soundslider" classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="463" height="333" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowScriptAccess" value="always" /><param name="quality" value="high" /><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="menu" value="false" /><param name="bgcolor" value="#333333" /><param name="src" value="http://homepage.mac.com/mariacerdeira/Tela_AnaPereira/soundslider.swf?size=2&amp;format=xml&amp;embed_width=463&amp;embed_height=333&amp;autoload=false" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed id="soundslider" type="application/x-shockwave-flash" width="463" height="333" src="http://homepage.mac.com/mariacerdeira/Tela_AnaPereira/soundslider.swf?size=2&amp;format=xml&amp;embed_width=463&amp;embed_height=333&amp;autoload=false" bgcolor="#333333" menu="false" allowfullscreen="true" quality="high" allowscriptaccess="always"></embed></object></p>
<p><a href="http://www.theportfolioproject.org/">The Portfolio Project</a></p>
<p><strong></strong><span id="more-6657"></span></p>
<p>“A propósito do trabalho do Teatro Bruto Alter-Ego, fui procurar as salas de cinema da cidade do Porto, algumas actualmente encerradas ou com actividades paralelas à exibição de filmes.</p>
<p>Procurar as imagens, os fantasmas, as memórias e particularidades de cada sala.</p>
<p>Abertas as portas e acessas as luzes a vida volta a encher estes espaços como aquelas cenas dos filmes em que se acende a luz do parque de festas e lentamente começa a ouvir-se o som dos carrosséis e das pessoas ao fundo.</p>
<p>Sentem-se os cheiros, são visíveis as marcas das histórias que se viveram, nas imagens, nos recados, nas fotografias, em todas as provas de memória.</p>
<p>E estes momentos em que estou a fotografar, são apenas pequenos intervalos de tempo, entre sessões, entre filmes, entre histórias.</p>
<p>Esta versão multimédia conta com uma selecção mais alargada de imagens e a banda sonora do Geovane, que traz além do silêncio ruidoso que caracteriza tão bem os espaços vazios de presente e cheios de passado, traz também imagens sonoras que acrescentam sentido narrativo às imagens visuais.”</p>
<p><strong>Ana Pereira</strong></p>
<p><strong>A história dos cinemas do Porto</strong></p>
<p>“Pela mão de Aurélio Paz dos Reis, considerado o pioneiro do cinema em Portugal, os portuenses puderam assistir ao filme “A Saída do Pessoal Operário da Fábrica Confiança”. Realizado e produzido por Paz dos Reis, este filme é uma réplica do primeiro da história do cinema &#8220;La Sortie de l&#8217;usine Lumière à Lyon&#8221; La Sortie de l&#8217;usine Lumière à Lyon”, rodado em França pelos irmãos Lumière um ano antes, em 1895. O cinematógrafo inventado pela família Lumière foi então apresentado em sessão pública no Teatro do Príncipe Real, mais tarde chamado Teatro Sá da Bandeira, no dia 12 de Novembro de 1896.</p>
<p>As primeiras exibições cinematográficas decorriam simultaneamente na Feira de S. Miguel, num campo que anos depois deu lugar à Rotunda da Boavista. Com o nome de Salão High-Life, era animado por Edmond Pascaud, que se associou a António Neves, marcando o percurso da exibição cinematográfica no Porto até aos nossos dias. Estas duas figuras, às quais se juntaria mais tarde Luís Neves Real, um dos grandes cineclubistas portugueses, foram determinantes na divulgação do cinema como espectáculo, divertimento e veículo de cultura.</p>
<p>O local depressa se revelou inadequado, mudando-se dois meses depois para um auditório mais vasto, no Jardim da Cordoaria, onde permaneceu durante dois anos. A 29 de Fevereiro de 1908, a sala voltou a mudar-se, desta vez de forma definitiva, para um requintado edifício na Praça da Batalha, apresentando-se como Novo Salão High-Life. Em 1913 fixava-se como Cinema Batalha.</p>
<p>Surge depois o Salão-Jardim Passos Manuel, inaugurado em 1908, onde esteve localizada, temporariamente, a Invicta Film, um dos primeiros grandes estúdios portugueses. O Salão Trindade, da empresa Neves &amp; Pascaud, inaugurado em 1913, limitava-se ao cinema mudo. Também os teatros apresentavam pequenos filmes nos intervalos dos espectáculos, nomeadamente o Teatro Nacional Rivoli, o Carlos Alberto e o Sá da Bandeira.</p>
<p>Nas décadas seguintes, com o advento do cinema sonoro, a cidade do Porto assistiu ao nascimento de uma nova geração de salas o novo Teatro Rivoli em 1926 e oito anos depois o Teatro S. João, com a sala S. João-Cine.</p>
<p>O actual Cinema Batalha, inaugurado em 1947, foi durante muito tempo palco dos ciclos promovidos pelo Cineclube do Porto.</p>
<p>Após uma fase de decadência, o Salão-Jardim dá lugar, em 1941, ao Coliseu do Porto e à pequena sala Passos Manuel. Também a sala Júlio Diniz inicia actividade nesta altura, entre várias outras cujos edifícios não chegaram aos nossos dias.</p>
<p>Na década de 70 continuarão a nascer novas salas, com contornos de modernidade, muitas delas associadas à expansão dos espaços comerciais.</p>
<p>O cinema Pedro Cem e as duas salas do centro comercial Stop são disso exemplo, assim como o Charlot Cinema, no interior do centro comercial Brasília. O Foco foi inaugurado em 1973 e mais tarde o cinema Nun’Álvares.</p>
<p>Esta década marca o início daquilo que viria a ser a época negra para os cinemas do Porto, que entram em colapso em meados dos anos 90, mediante a afirmação de um novo conceito, os centros comerciais, que congregam num mesmo espaço uma multiplicidade de salas e de escolhas.</p>
<p>Em 2000, o número de espectadores do Cinema Trindade desceu para 7,3, encerrando definitivamente no dia 1 de Janeiro de 2001; a sala Júlio Dinis transforma-se em danceteria e o cinema Nun’Álvares, representado pela Medeia Filmes na última fase, é o último a fechar em 2004.</p>
<p>A desertificação dos centros das cidades e a proliferação das grandes superfícies comerciais são as principais causas apontadas para o desaparecimento do público das tradicionais salas de exibição de cinema. Contudo, nos últimos anos, tem-se assistido a um movimento de regresso à baixa, experimentado por uma geração que procura o centro da cidade para habitar, para o comércio alternativo e também para diversão.</p>
<p>O cinema no Porto e toda a cultura que lhe está associada constitui um património valioso e pouco divulgado.”</p>
<p><strong>Mafalda Martins</strong>, a partir de www.cinemasdoporto.com</p>
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		<title>Que cherches-tu? &#124;Cath.An.</title>
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		<pubDate>Thu, 22 Apr 2010 09:33:14 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Uma pergunta é insistentemente colocada: &#8220;Que cherches-tu?&#8221; (O que procuras?). Este trabalho fotográfico de Cath. An. é construído tendo como base uma interrogação que, por breves instantes, nos suspende no tempo à procura de uma resposta. A(s) resposta(s) são dadas na fotografia paralela a esta e podem ser tão perturbadoras como surpreendentes. Sobre este projecto, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter size-full wp-image-6173" title="Cath_An" src="http://www.a23online.com/wp-content/uploads/2010/04/Cath_An.jpg" alt="" width="460" height="333" /><br />
Uma pergunta é insistentemente colocada: &#8220;Que cherches-tu?&#8221; (O que procuras?). Este trabalho fotográfico de Cath. An. é construído tendo como base uma interrogação que, por breves instantes, nos suspende no tempo à procura de uma resposta. A(s) resposta(s) são dadas na fotografia paralela a esta e podem ser tão perturbadoras como surpreendentes. Sobre este projecto, diz Cath. An.: &#8220;&#8216;O que procuras?&#8217; Há muitos anos atrás, encontrei estas palavras escritas num bocado de papel. Fiquei a olhar para elas por um momento e senti que não tinha uma resposta. Afinal, o que é que eu procurava verdadeiramente? Nenhuma resposta. Uma pausa suspensa. Um pesado silêncio&#8221;. A fotografia cruza-se aqui com a palavra e abre uma multiplicidade de campos semânticos, de possíveis respostas, as que estão escritas, as que podem vir a estar escritas e aquelas que por agora desconhecemos e vivem dentro de nós.<br />
Cath. An. tem-se dedicado à fotografia cruzando-a, sempre que possível, com palavras ou frases. Transmitir emoções ou fragmentos de uma história mais ou menos poética são alguns dos objectivos que reconhece no seu trabalho. E quando nem sempre as palavras podem traduzir as emoções, nada melhor do que uma imagem para as transmitir. Arquitecta de profissão, descobre na fotografia outros horizontes possíveis. Actualmente, vive e trabalha entre Nantes, Paris e Toulouse. Texto | <strong>Ricardo Paulouro</strong><br />
Fotografias de <strong>Cath.An</strong>| Edição de <strong>Susana Paiva</strong></p>
<p><object id="soundslider" classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="460" height="333" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowScriptAccess" value="always" /><param name="quality" value="high" /><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="menu" value="false" /><param name="bgcolor" value="#333333" /><param name="src" value="http://homepage.mac.com/mariacerdeira/Cherche_CathAn/soundslider.swf?size=2&amp;format=xml&amp;embed_width=460&amp;embed_height=333&amp;autoload=false" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed id="soundslider" type="application/x-shockwave-flash" width="460" height="333" src="http://homepage.mac.com/mariacerdeira/Cherche_CathAn/soundslider.swf?size=2&amp;format=xml&amp;embed_width=460&amp;embed_height=333&amp;autoload=false" bgcolor="#333333" menu="false" allowfullscreen="true" quality="high" allowscriptaccess="always"></embed></object></p>
<p><a href="http://www.theportfolioproject.org/">The Portfolio Project</a></p>
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		<title>&#8220;Fallen Angels&#8221; &#124; Daniele Mattioli</title>
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		<pubDate>Thu, 08 Apr 2010 12:27:38 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[&#8220;Fallen Angels&#8221; é uma sequência de imagens do fotógrafo italiano Daniele Mattioli que nos remete para um universo futurista. &#8220;Anjos&#8221; vestidos de robôs, princesas, cavaleiros com pesadas armaduras que acompanham a evolução dos tempos e nos remetem para a animação japonesa. Através do disfarce, com o recurso a perucas, vestidos ou outro tipo de adereços, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter size-full wp-image-6170" src="http://www.a23online.com/wp-content/uploads/2010/04/Imagem44.png" alt="" width="459" height="358" />&#8220;Fallen Angels&#8221; é uma sequência de imagens do fotógrafo italiano Daniele Mattioli que nos remete para um universo futurista. &#8220;Anjos&#8221; vestidos de robôs, princesas, cavaleiros com pesadas armaduras que acompanham a evolução dos tempos e nos remetem para a animação japonesa. Através do disfarce, com o recurso a perucas, vestidos ou outro tipo de adereços, Mattioli metamorfoseia o real a partir da ideia de velocidade e modernidade do século XXI. Este pode ser um mundo virtual, mas pode também significar o avanço da globalização e a forma como alterou e influenciou as novas gerações nos últimos anos. Anjos (ou demónios?), &#8220;Fallen Angels&#8221; faz-nos viajar entre a dimensão do sonho e da realidade e abre-nos portas para um novo mundo, uma nova linguagem &#8216;cibernética&#8217; que antecipa o futuro.<br />
Nascido na Úmbria, em Itália, após uma carreira como jogador de vólei, Daniele Mattioli foi assistente num projecto para aquela é considerada a mais antiga empresa fotográfica do mundo, em Florença, a Fratelli Alinari. Em 1992, começou a trabalhar como investigador da Agência Anzenberger, em Viena. Sydney, Austrália, Nova Zelândia foram alguns dos destinos de viagem, mas foi o universo da China que mais o atraiu e o levou a mudar-se para Xangai em 2004. Desde então, tem estado representado em várias colecções e envolvido em vários projectos editoriais (New York Times, Newsweek, Vanity Fair Alemanha, Marie Claire, Revista El Mundo, The Times, entre muitos outros). Texto <strong>Ricardo Paulouro</strong></p>
<p>Fotografias de<strong> Daniele Mattioli</strong> | Edição de<strong> Susana Paiva</strong></p>
<p><object id="soundslider" classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="460" height="333" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowScriptAccess" value="always" /><param name="quality" value="high" /><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="menu" value="false" /><param name="bgcolor" value="#333333" /><param name="src" value="http://homepage.mac.com/mariacerdeira/Cosplayer_DanieleMattioli/soundslider.swf?size=2&amp;format=xml&amp;embed_width=460&amp;embed_height=333&amp;autoload=false" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed id="soundslider" type="application/x-shockwave-flash" width="460" height="333" src="http://homepage.mac.com/mariacerdeira/Cosplayer_DanieleMattioli/soundslider.swf?size=2&amp;format=xml&amp;embed_width=460&amp;embed_height=333&amp;autoload=false" bgcolor="#333333" menu="false" allowfullscreen="true" quality="high" allowscriptaccess="always"></embed></object></p>
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		<title>&#8220;Underwater&#8221; &#124; Miguel Costa</title>
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		<pubDate>Mon, 22 Mar 2010 03:32:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Editor</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Miguel Costa]]></category>
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		<description><![CDATA[Um mergulho fotográfico Miguel Costa apresenta-nos um trabalho onde o fotógrafo foi à procura das expressões que fazemos e, normalmente, ninguém consegue ver.  Miguel Costa susteve pacientemente a respiração para dar vida ao projecto «Underwater», um conjunto de quatorze imagens, onde vemos expressões de todo o tipo. Desde algum pânico à mais completa alegria pela [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignnone size-full wp-image-5937" title="&quot;Underwater&quot; de Miguel Costa " src="http://www.a23online.com/wp-content/uploads/2010/03/Imagem110.png" alt="" width="461" height="306" /></p>
<p>Um mergulho fotográfico<br />
Miguel Costa apresenta-nos um trabalho onde o fotógrafo foi à procura das expressões que fazemos e, normalmente, ninguém consegue ver.  Miguel Costa susteve pacientemente a respiração para dar vida ao projecto «Underwater», um conjunto de quatorze imagens, onde vemos expressões de todo o tipo. Desde algum pânico à mais completa alegria pela simbiose do homem com o ambiente. A dramaticidade da água é tingida a azul. <strong>R.P.</strong></p>
<p>Fotografias de <strong>Miguel Costa</strong> |Edição de <strong>Susana Paiva</strong></p>
<p><object id="soundslider" classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="460" height="333" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowScriptAccess" value="always" /><param name="quality" value="high" /><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="menu" value="false" /><param name="bgcolor" value="#333333" /><param name="src" value="http://homepage.mac.com/mariacerdeira/Underwater_MiguelCosta/soundslider.swf?size=2&amp;format=xml&amp;embed_width=460&amp;embed_height=333" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed id="soundslider" type="application/x-shockwave-flash" width="460" height="333" src="http://homepage.mac.com/mariacerdeira/Underwater_MiguelCosta/soundslider.swf?size=2&amp;format=xml&amp;embed_width=460&amp;embed_height=333" bgcolor="#333333" menu="false" allowfullscreen="true" quality="high" allowscriptaccess="always"></embed></object></p>
<p><a href="http://www.theportfolioproject.org/">the portfolio project</a></p>
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		<title>&#8220;À la poursuite du desir&#8221; &#124; Ricardo Figueira</title>
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		<pubDate>Mon, 08 Mar 2010 12:02:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Editor</dc:creator>
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		<description><![CDATA[A inocência do voyeur Um dos fetiches de que mais se fala na sociedade contemporânea é o voyeurismo. Tenta-se ver tudo, de todas as maneiras, olhar para o outro, analisá-lo, tentar percebê-lo para chegarmos à conclusão de quem somos afinal. Talvez possamos chamar a este olhar o duplo olhar, aquele que vê para além do [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignnone size-full wp-image-5714" title="Ricardo Figueira/ A23" src="http://www.a23online.com/wp-content/uploads/2010/03/Imagem10.png" alt="" width="460" height="314" /></p>
<p><strong>A inocência do voyeur</strong><br />
Um dos fetiches de que mais se fala na sociedade contemporânea é o voyeurismo. Tenta-se ver tudo, de todas as maneiras, olhar para o outro, analisá-lo, tentar percebê-lo para chegarmos à conclusão de quem somos afinal. Talvez possamos chamar a este olhar o duplo olhar, aquele que vê para além do que nos é superficialmente dado a ver. O portfolio de Ricardo Figueira apresenta-se-nos, justamente, como uma espécie de diário fotográfico, útil instrumento para o voyeur, fragmentos de instantes que nos perturbam e provocam. Estas são, por isso, fotografias que nos introduzem no conhecimento do que está oculto. Tal como Helmut Newton, que na sua época foi considerado um dos maiores voyeurs, Ricardo Figueira retoma essa tradição e apresenta-nos um portfolio com um estilo próprio, repleto de sedução. Se o voyeur é inocente ou não, cabe agora ao espectador decidir. Texto de <strong>Ricardo Paulouro</strong></p>
<p>Fotografias de <strong>Ricardo Figueira</strong> | Edição de <strong>Susana Paiva</strong></p>
<p><strong></strong></p>
<p><object id="soundslider" classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="460" height="333" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowScriptAccess" value="always" /><param name="quality" value="high" /><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="menu" value="false" /><param name="bgcolor" value="#333333" /><param name="src" value="http://homepage.mac.com/mariacerdeira/Desir_RicardoFigueira/soundslider.swf?size=2&amp;format=xml&amp;embed_width=460&amp;embed_height=333" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed id="soundslider" type="application/x-shockwave-flash" width="460" height="333" src="http://homepage.mac.com/mariacerdeira/Desir_RicardoFigueira/soundslider.swf?size=2&amp;format=xml&amp;embed_width=460&amp;embed_height=333" bgcolor="#333333" menu="false" allowfullscreen="true" quality="high" allowscriptaccess="always"></embed></object></p>
<p><a href="http://www.theportfolioproject.org/">The Portfolio Project</a></p>
<p>Texto de Ricardo figueira</p>
<p><strong> </strong></p>
<p><span id="more-5713"></span></p>
<p>O meu nome é Horácio. Vivo numa cidade sem nome. Uma grande cidade, com avenidas largas, grandes edifícios, luzes, um metro, centros comerciais, anúncios publicitários, carros&#8230; aqui, tudo é anónimo. As pessoas vêm e vão, sem se olharem.<br />
Gosto de passear, sobretudo de noite. Gosto de observar os corpos em movimento sob as luzes da cidade. Erro sem destino, paro aqui e ali, nos bares, para beber álcool. O álcool dá-me uma visão das coisas que não teria de outra forma.<br />
Olho as mulheres. Se calhar sou um tarado, não sei. Gosto de as observar, quer sejam reais, quer existam somente nos anúncios e nas vitrines&#8230; olho, mas não toco. Tenho alguns amigos. Não muitos. Há quem diga que sou um potencial serial killer. Não é verdade, é um exagero. Sou apenas um voyeur. Lyon, 13 de Setembro de 2009</p>
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		<title>Todas as manhãs do Mundo</title>
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		<pubDate>Mon, 22 Feb 2010 00:43:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Editor</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Cada amanhecer é o começo de um novo dia. Alípio Padilha, José Crúzio, Manuel Ferreira Chaves, Pedro Amaral, Susana Paiva e Victor Coelho trazem-nos 36 imagens, com as particularidades próprias de cada cidade, de cada lugar. São 36 imagens de cidades que despertam, captadas entre as 5 e as 9 horas da manhã. Lisboa, Fundão, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignnone size-full wp-image-5541" title="Alípio Padilha/ A23" src="http://www.a23online.com/wp-content/uploads/2010/02/Picture-1.png" alt="" width="460" height="309" /></p>
<p>Cada amanhecer é o começo de um novo dia. <strong>Alípio Padilha</strong>, <strong>José Crúzio</strong>,<strong> Manuel Ferreira Chaves</strong><strong>, </strong><strong>Pedro Amaral, Susana Paiva e </strong><strong>Victor Coelho</strong> trazem-nos 36 imagens, com as particularidades próprias de cada cidade, de cada lugar. São 36 imagens de cidades que despertam, captadas entre as 5 e as 9 horas da manhã. Lisboa, Fundão, Viseu, Portugal, Quintana Roo, Yucatán Peninsula, México, Essaouira (antigo Mogador), Marrocos. Um exercício de convívio com o silêncio do amanhecer, quando todos ainda teimam em ficar de olhos fechados. A arte não ficou indiferente a esta hora particular do dia, fronteira entre o sonho e o despertar. Tal é o caso da fotografia que não é alheia à singularidade deste momento e da vida da cidade que desperta. Momentos fugitivos, com mais ou menos nevoeiro, instantes absolutos onde se capta o eclodir do dia com uma luz irrepetível. Ao olhar para cada uma destas fotografias, verdadeiras explorações dos mistérios da luz, como não nos lembrarmos de Josef Sudek, o checoslovaco encadernador que andava pela ruas de Praga, curvado pelo peso da máquina fotográfica (Kodak 1894) e de um antigo tripé, movendo-se lentamente entre a luz e a escuridão. Se a fotografia tem alguma coisa de quimérico, Sudek representava bem esta busca do fotógrafo, intensa e dramática, por uma luz diferente. De boina e capa preta, ombro esquerdo mais inclinado a compensar a perda do outro braço perdido durante a Primeira Guerra Mundial, Sudek escolhia muitas vezes a névoa cinzenta da madrugada para fotografar. Nestas cidades que despertam, o mais difícil é aprender a olhar para as coisas que ninguém ainda notou e que, contudo, estão à vista de todos. O silêncio da hora ajuda à concentração: fixar uma posição na magnífica variedade que a cidade nos dá, ajustar a lente, disparar. Tal como Sudek, que para &#8216;ver&#8217; Praga teve de a abandonar brevemente, o amanhecer desperta um certo distanciamento em relação à cidade por onde passamos diariamente. Nesse instante, no silêncio que inunda a cidade que se renova, como Aurora, somos conduzidos por uma mão invisível que nos leva ao encontro da cidade que, perante os nossos olhos, se inventa. Texto| <strong>Ricardo Paulouro</strong></p>
<p>Fotografias de <strong>Alípio Padilha</strong>, <strong>José Crúzio</strong>,<strong> Manuel Ferreira Chaves</strong><strong>, Pedro Amaral, </strong><strong>Susana Paiva e </strong><strong>Victor Coelho</strong><strong> | </strong>Edição <strong>de Susana Paiva</p>
<p></strong></p>
<p><object id="soundslider" classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="460" height="332" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowScriptAccess" value="always" /><param name="quality" value="high" /><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="menu" value="false" /><param name="bgcolor" value="#333333" /><param name="src" value="http://homepage.mac.com/mariacerdeira/manhas_mundo_tpp/soundslider.swf?size=2&amp;format=xml&amp;embed_width=460&amp;embed_height=332&amp;autoload=false" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed id="soundslider" type="application/x-shockwave-flash" width="460" height="332" src="http://homepage.mac.com/mariacerdeira/manhas_mundo_tpp/soundslider.swf?size=2&amp;format=xml&amp;embed_width=460&amp;embed_height=332&amp;autoload=false" allowfullscreen="true" allowscriptaccess="always" bgcolor="#333333" menu="false" quality="high"></embed></object></p>
<p><a href="http://www.theportfolioproject.org/">The Portfolio Project</a></p>
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		<title>&#8220;Stories&#8221; &#124; Natalia Jaskula</title>
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		<pubDate>Mon, 08 Feb 2010 15:10:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Editor</dc:creator>
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		<description><![CDATA[A fotografia, enquanto arte que tenta fixar a realidade, é uma das melhores formas de representação da contemporaneidade. O diálogo entre a arte e o corpo e, consequentemente, a localização do corpo no tempo e no espaço têm sido uma constante no trabalho de Natalia Jaskula . Uma permanente revisitação da sensualidade e delicadeza do [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignnone size-full wp-image-5320" title="Natalia Jaskula /A23" src="http://www.a23online.com/wp-content/uploads/2010/02/Imagem5.png" alt="" width="460" height="332" /></p>
<p>A fotografia, enquanto arte que tenta fixar a realidade, é uma das melhores formas de representação da contemporaneidade. O diálogo entre a arte e o corpo e, consequentemente, a <em>localização</em> do corpo no tempo e no espaço têm sido uma constante no trabalho de Natalia Jaskula . Uma permanente revisitação da sensualidade e delicadeza do corpo, criando sempre um elo de cumplicidade entre o fotógrafo e o modelo. Propondo-nos uma leitura cénica e fragmentada, Natalia Jaskula confronta-nos com o <em>rigor mortis</em> da fotografia, essa arte que pode ser como a palavra porque, se nos sensibiliza, também nos incomoda e persegue. Arte que nos conduz à reflexão, o que, na nossa contemporaneidade, é também uma forma de resistir. Texto |<strong> Ricardo Paulouro</strong></p>
<p>Fotografias de <strong>Natalia Jaskula </strong>| Edição de <strong>Susana Paiva</strong></p>
<p><object id="soundslider" classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="468" height="333" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowScriptAccess" value="always" /><param name="quality" value="high" /><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="menu" value="false" /><param name="bgcolor" value="#333333" /><param name="src" value="http://homepage.mac.com/mariacerdeira/Stories_NataliaJaskula/soundslider.swf?size=2&amp;format=xml&amp;embed_width=468&amp;embed_height=333&amp;autoload=false" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed id="soundslider" type="application/x-shockwave-flash" width="468" height="333" src="http://homepage.mac.com/mariacerdeira/Stories_NataliaJaskula/soundslider.swf?size=2&amp;format=xml&amp;embed_width=468&amp;embed_height=333&amp;autoload=false" bgcolor="#333333" menu="false" allowfullscreen="true" quality="high" allowscriptaccess="always"></embed></object></p>
<p><a href="http://www.theportfolioproject.org/">The Portfolio Project</a></p>
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		<title>&#8220;Nature&#8221; &#124; Miguel Godinho</title>
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		<pubDate>Fri, 22 Jan 2010 00:45:10 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Homem de costas “Nature” é uma série de fotografias de Miguel Godinho (1984-), o mais recente vencedor do Prémio Novos Talentos Fnac, que inaugura no dia 22 de Janeiro uma exposição de fotografia, “Mimesis”, na Fnac do Colombo. Talvez uma das primeiras impressões que e”Nature” nos desperta é o remeter-nos para o universo de Magritte. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignnone size-full wp-image-4828" title="Miguel Godinho/A23" src="http://www.a23online.com/wp-content/uploads/2010/01/Imagem5.png" alt="" width="460" height="312" /></p>
<p><strong>Homem de costas</strong><br />
“Nature” é uma série de fotografias de Miguel Godinho (1984-), o mais recente vencedor do Prémio Novos Talentos Fnac, que inaugura no dia 22 de Janeiro uma exposição de fotografia, “Mimesis”, na Fnac do Colombo. Talvez uma das primeiras impressões que e”Nature” nos desperta é o remeter-nos para o universo de Magritte. O desconcerto das telas de Magritte partia do uso de elementos que contrastavam ou se excluíam, sempre representados por um realismo conciso. Como esquecer o célebre homem de costas que se contempla num espelho? Não é o seu rosto que se reflecte, mas a nuca. A combinação de detalhes absurdos rompe a visão do mundo aparentemente realista e transforma-a em ilusão. Em “Nature”, todas as personagens, se assim lhes podemos chamar, estão de costas e contemplam essa paisagem natural da qual se destacam. Mas também todas elas deixam margem para essa ilusão que pode existir na forma como nos relacionamos com o mundo. Homem versus natureza, uma relação explorada, aliás, na obra de Miguel Godinho, que nos mostra como o homem tem necessidade de interagir e delimitar o seu espaço a partir do espaço da natureza. A expor desde 2006, terminou o curso de fotografia no Ar.Co em 2008. Miguel Godinho tem estado presente em várias galerias, como na Kgaleria, em Lisboa, onde apresentou a exposição individual “Nature”, e em exposições colectivas nos Recreios da Amadora, no Centro de Arte &amp; Comunicação Visual, em Lisboa, e na Galeria Casa do Pelourinho, em Óbidos. Texto |<strong>Ricardo Paulouro</strong><br />
Fotografias de <strong>Miguel Godinho</strong> | Edição de <strong>Susana Paiva</strong></p>
<p><object id="soundslider" classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="460" height="333" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowScriptAccess" value="always" /><param name="quality" value="high" /><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="menu" value="false" /><param name="bgcolor" value="#333333" /><param name="src" value="http://homepage.mac.com/mariacerdeira/NATURE_MiguelGodinho/soundslider.swf?size=2&amp;format=xml&amp;embed_width=460&amp;embed_height=333&amp;autoload=false" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed id="soundslider" type="application/x-shockwave-flash" width="460" height="333" src="http://homepage.mac.com/mariacerdeira/NATURE_MiguelGodinho/soundslider.swf?size=2&amp;format=xml&amp;embed_width=460&amp;embed_height=333&amp;autoload=false" bgcolor="#333333" menu="false" allowfullscreen="true" quality="high" allowscriptaccess="always"></embed></object></p>
<p>NATURE | Texto de <strong>Miguel Godinho</strong><br />
<span id="more-4826"></span><br />
Na tradição da pintura ocidental, a paisagem preenche uma longa e complexa história na qual a sua função simbólica foi mudando ao longo dos séculos. No Renascimento a paisagem é representada como motivo de enquadramento das cenas religiosas e mitológicas. A concepção romântica do mundo trouxe um novo comportamento, onde a expressão dos sentimentos, dos conflitos interiores e da espiritualidade requer uma nova forma de conceber a arte. Ao contrário do que ocorria com a estética clássica, o homem passa a estar submetido à natureza, dividido entre a capacidade da razão e as grandes motivações da sensibilidade e da emoção.<br />
Foi a partir desta noção de paisagem que desenvolvi o meu trabalho: paisagens evocativas de um estado de espírito que estabelecem relações entre o próximo e o longínquo, entre o Homem e a natureza. Uma preocupação sobre a necessidade que o homem tem de interagir com o meio natural e de que forma é que essa interacção acontece. A escolha em retratar as figuras de costas, contemplando, de modo a que as suas identidades não sejam reconhecidas, é representativa da vontade de as tornar, de uma certa forma, veículos de mensagens universais. Frequentemente, as figuras são minúsculas de forma a sublinhar a pequenez e a solidão do homem na grandeza da paisagem.<br />
Subimos então ao cume de uma montanha, contemplamos as longas cadeias de colinas&#8230;e que emoções sentimos?(1) As imagens não são sobre o que se vê, mas sim sobre o que se sente.<br />
Carls Gustav Carus (1835)</p>
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		<title>&#8220;Mould Art&#8221; &#124; Brenda Turnnidge</title>
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		<pubDate>Fri, 08 Jan 2010 20:36:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Editor</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Texto |Ricardo Paulouro Fotografias de Brenda Turnnidge | Edição de Susana Paiva]]></category>
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		<description><![CDATA[Viagens pelo Oriente Desde a fotografia como documento, como testemunho, à fotografia como simples pincel, o artista manuseia-a como um instrumento de arte, mas também como ferramenta imprescindível do trabalho de campo do arqueólogo. De entre os muitos Orientes possíveis, Brenda Turnnidge coloriu o Oriente à sua maneira, dando origem a um trabalho inovador, contemporâneo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a class="highslide" onclick="return vz.expand(this)" href="http://www.a23online.com/wp-content/uploads/2010/01/TPP_Brenda_Turnnidge.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-4414" title="TPP_Brenda_Turnnidge" src="http://www.a23online.com/wp-content/uploads/2010/01/TPP_Brenda_Turnnidge.jpg" alt="" width="460" height="317" /></a><br />
<strong><br />
Viagens pelo Oriente</strong><br />
Desde a fotografia como documento, como testemunho, à fotografia como simples pincel, o artista manuseia-a como um instrumento de arte, mas também como ferramenta imprescindível do trabalho de campo do arqueólogo. De entre os muitos Orientes possíveis, Brenda Turnnidge coloriu o Oriente à sua maneira, dando origem a um trabalho inovador, contemporâneo e interventivo na própria fotografia, invadida por camadas de cor. Aqui, é representada uma paisagem cultural sob a forma de cores vivas e luminosas, como se de pinturas se tratassem. Explora-se, assim, o impacto da cor na fotografia e, consequentemente, na paisagem, conduzindo a fotografia a um considerável nível de abstracção. Neste trabalho onde se capta o exotismo do Oriente, problematiza-se a relação entre representação e fotografia e a ténue fronteira que existe entre a fotografia e outras artes. Texto |<strong>Ricardo Paulouro </strong></p>
<p>Fotografias de <strong>Brenda Turnnidge</strong> | Edição de <strong>Susana Paiva </strong></p>
<p><object id="soundslider" classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="468" height="333" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowScriptAccess" value="always" /><param name="quality" value="high" /><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="menu" value="false" /><param name="bgcolor" value="#333333" /><param name="src" value="http://homepage.mac.com/mariacerdeira/MouldArt_BrendaTurnnidge/soundslider.swf?size=2&amp;format=xml&amp;embed_width=468&amp;embed_height=333&amp;autoload=false" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed id="soundslider" type="application/x-shockwave-flash" width="468" height="333" src="http://homepage.mac.com/mariacerdeira/MouldArt_BrendaTurnnidge/soundslider.swf?size=2&amp;format=xml&amp;embed_width=468&amp;embed_height=333&amp;autoload=false" bgcolor="#333333" menu="false" allowfullscreen="true" quality="high" allowscriptaccess="always"></embed></object><br />
<span id="more-4415"></span><br />
Photography by Brenda Turnnidge<br />
Since the early 1990’s photographer Brenda Turnnidge has gained something of a reputation for her highly original hand-tinted photographs. Using traditional techniques she hijacked her images, adding an orange sky here, a blue field there, infusing new life into her black and white works. with vibrant, often psychedelic colour. The result was quirky and contemporary.</p>
<p>Meanwhile, deep in her Asia archives, chemicals beyond her control joined forces with nature and started “ auto-tinting”. In 2006, Brenda decided to take a fresh look at her archives and discovered to her surprise that some slides were far from fresh. Over the years they had accumulated layers of green and purple mould. Tinting without trying. The result was often an improvement on the original stock shot. Part of photography’s magical moments.</p>
<p>Mould art had invented itself.</p>
<p>1985-2009</p>
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