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04 - 10 - 2010
O Bloco de Esquerda anuncia segunda feira medidas legislativas para “travar” a introdução de portagens nas vias sem custos para o utilizador (SCUT) e vai tentar mostrar que as vias alternativas sugeridas pelo governo não servem. O deputado João Semedo, que participa numa conferência de imprensa à tarde, no Porto, disse que o Bloco “acredita que o Parlamento ainda pode ter uma palavra para travar a introdução de portagens nas SCUT”.
É esse o sentido das medidas legislativas que o grupo parlamentar do Bloco anunciará na conferência de imprensa, que conta com os deputados eleitos pelo Porto, Braga e Aveiro.
O deputado Pedro Soares, eleito por Aveiro, disse à Agência Lusa que o Bloco de Esquerda de Aveiro vai fazer na segunda feira de manhã o percurso entre Espinho e Aveiro na estrada nacional 109, alternativa avançada pelo governo à A29, onde está projetada a introdução de portagens.
“Vamos mostrar que, com o tempo que se demora pela 109, esta não é alternativa”, declarou, acrescentando que com o percurso, que deverá demorar “duas horas”, o Bloco conta ter a “experiência viva” para argumentar contra a introdução da portagem na A29.
Pedro Soares defendeu que “o governo falhou quando diz que há alternativas [à A29] quando elas não existem”.
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21 - 07 - 2010
O pedido aconteceu durante a cerimónia oficial de inauguração da central mini-hídrica de electricidade do Meimão, no concelho de Penamacor, no qual José Sócrates marcou presença. O presidente da Câmara de Penamacor (PS), Domingos Torrão, pediu esta quarta-feira ao primeiro-ministro José Sócrates para não introduzir portagens na auto-estrada da Beira Interior (A23). (more…)
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20 - 07 - 2010
PS de Vila Real mostrou-se esta segunda-feira «frontalmente contra» a introdução de portagens na auto-estrada 24 (A24), acusando o presidente nacional do PSD de ser o responsável por esta decisão e de chantagear o Governo de José Sócrates, escreve a Lusa.
«Para nós é absolutamente claro. A eventualidade de haver portagens no interior tem um responsável com rosto e esse rosto chama-se Pedro Passos Coelho», afirmou o presidente da Federação Distrital do PS de Vila Real, Rui Santos.
O PS promoveu esta segunda-feira uma conferência de imprensa, em Vila Real, para divulgar a sua oposição à introdução de portagens na autoestrada que, desde 2007, liga Viseu a Chaves.
A via funciona em regime SCUT, ou seja, sem custos para o utilizador.
Esta posição dos dirigentes locais do PS vai contra a decisão nacional do partido de portajar todas as SCUT, decisão essa que, segundo Rui Santos, resulta de uma «chantagem» do PSD sobre o primeiro ministro.
«O engenheiro José Sócrates está a ser chantageado e colocado perante uma negociação extremamente difícil onde lhe é dito que, para fazer face ao défice e às reformas estruturais que são necessárias para a arrecadação de receita e reequilíbrio das nossas contas públicas, é preciso ceder e sacrificar os transmontanos», salientou o responsável.
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17 - 07 - 2010

A Comissão de Utentes da A23 do distrito de Santarém considerou hoje que a eventual cobrança de portagens naquela auto-estrada, como defende o Governo, “implicaria um retrocesso de 25 anos nas acessibilidades” da região.
O porta voz do movimento, António Ferreira, que hoje se apresentou aos jornalistas, adiantou que o mesmo é composto por “algumas dezenas de cidadãos anónimos de Torres Novas à Guarda” que “não aceitam” a introdução de portagens na A23.
“Caso vá por diante, [a cobrança de portagens] terá sérias repercussões sociais e económicas no Norte do distrito de Santarém”, advogou.
A Comissão de Utentes da A23, “formada em 2004 para combater a mesma intenção” do Governo de então, “desmobilizou após uma grande manifestação em Castelo Branco e que marcou o recuo das intenções de portajar esta SCUT (auto-estrada sem custos para o utilizador)”, acrescentou.
António Ferreira justificou que a “reactivação”, agora, da Comissão “decorre das premissas de então, válidas ao dia de hoje”.
“Quando a lei foi feita, foi para que as SCUT minorassem ou resolvessem a falta de alternativas em termos de acessibilidades no Interior do país, sendo válidas também para as regiões cujo poder de compra das populações fosse inferior à média nacional”, afirmou o responsável.
“O principal problema é a falta de alternativas” para as pessoas se deslocarem, argumentou, exemplificando com o caso da Estrada Nacional 3, que liga Alcanena a Mação, no Médio Tejo, “cujos troços foram entregues às câmaras municipais e transformadas em ruas com perfis urbanos, com semáforos, rotundas e sem características para uma acessibilidade rápida”.
“As repercussões de uma medida desse tipo seriam não só sociais e económicas, mas teria também reflexos na coesão territorial e na aceleração de fenómenos de isolamento das populações, retrocesso na mobilidade, abandono e desertificação do Interior, aumento dos custos de produção e de funcionamento para as micro, pequenas e médias empresas”, alegou.
Para o porta voz do movimento, “a reestruturação dos muitos serviços públicos, intermunicipais e do Estado tem sido feita num pressuposto da existência da A23 como via estruturante de acesso universal e gratuita”.
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14 - 07 - 2010

Deputados do PS fizeram contra as portagens nas Scut
Os deputados Hortense Martins e Jorge Seguro apresentaram uma declaração de voto na apreciação parlamentar contra as portagens na A23. Os deputados manifestam muitas dúvidas quanto ao princípio da universalidade do utilizador pagador. Hortense Martins e Jorge Seguro são eleitos pelo distrito de Castelo Branco e fizeram campanha ao lado de José Sócrates, no distrito de Castelo Branco, nas últimas legislativas contra as portagens nas SCUT . Hortense Martins e Jorge Seguro chamam ainda a atenção para a inexistência de alternativas em muitos dos troços da A23, dado que “esta via foi construída em cima do antigo IP 2”. O Governo do Partido Socialista propõe-se executar uma bandeira eleitoral do PSD, de passar a cobrar portagens em todas as Scut, esta medida tem causado muito mau estar no Partido Socialista com muitos autarcas e deputados a questionarem o rumo de José Sócrates e a não execução de políticas de solidariedade com as populações , sobretudo, no interior do país.
Hortense Martins e Jorge Seguro Na sequência da discussão que tem sido feito a propósito do tema das SCUT, e dada a importância deste assunto para a nossa região, os deputados do PS do Partido Socialista tomaram posição, dia 9 de Julho em plenário da própria AR, tendo sido os únicos a apresentar uma declaração de voto:
. Assim, no passado dia 9 de Julho anunciei no plenário da Assembleia da República, aquando da discussão e votação de Projectos sobre as SCUT uma declaração de voto dos Deputados do PS eleitos pelo Distrito de Castelo Branco, que junto em anexo, assim como o vídeo dessa declaração.
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14 - 07 - 2010

Fotografia de Nuno Reis Gonçalves/A23
O deputado António Filipe, eleito pela CDU no distrito de Santarém, distribuiu em hora de ponta, acompanhado de algumas dezenas de militantes comunistas, panfletos e palavras de ordem contra a introdução de portagens na A23, sustentando que “não há vias alternativas” e que a “implementação de portagens prejudica a coesão territorial”.
Em declarações à agência Lusa, António Filipe disse que a A23, que atravessa os distritos da Guarda, Castelo Branco, Portalegre e Santarém, ligando a Guarda, no nó da A25, a Torres Novas, no nó da A1, “é uma via estruturante e sem alternativas”, acrescentando que “assegura uma ligação estratégica nacional, na sua vertente transfronteiriça”.
“É importante do ponto de vista do tráfego transfronteiriço, fundamental nas ligações do interior do país e decisiva para as populações dos vários concelhos por ela atravessada”, afirmou, tendo acrescentado “não haver” vias alternativas à A23.
“Os troços da estradas nacionais e as vias municipais existentes, quase todos em péssimo estado, não asseguram uma alternativa à A23, nem estabelecem uma ligação eficaz entre os municípios abrangidos”.
Segundo afirmou o deputado comunista, a medida, “a ir para a frente, é profundamente injusta e lesiva dos interesses económicos e sociais desta região”, tendo assegurado que o seu grupo parlamentar “vai continuar a intervir contra a introdução de portagens nas SCUT”.
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11 - 06 - 2010

O Papa pediu hoje perdão às vítimas de abuso sexual infantil cometido por padres, naquele que é o primeiro pedido de indulgência explícito de Bento XVI depois de ter sido recentemente tornados públicos casos de abusos de menores por elementos da Igreja Católica. (more…)
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23 - 05 - 2010

Fotografia: ©Paulo Nunes dos Santos/A23
As comissões de utentes contra a introdução de portagens nas SCUT (auto estradas sem custo para o utilizador) Costa de Prata, Norte Litoral e Grande Porto manifestam-se a partir de segunda feira, realizando marchas lentas em dias diferentes. (more…)
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19 - 05 - 2010
![portagens-nas-autoestradas[1]](http://www.a23online.com/wp-content/uploads/2010/05/portagens-nas-autoestradas1.jpg)
O Governo conta encaixar entre 120 e 130 milhões de euros com as portagens nas SCUT, isto depois de ter dito que estas custavam ao Estado cerca de 700 milhões por ano. O ministro das Obras Públicas aproveitou ainda para explicar que estas portagens avançam por questões económicas, de justiça e igualdade e que progressivamente todas as SCUT terão portagens.
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10 - 04 - 2010
Preocupado com o “bem da Igreja”, o cardeal Joseph Ratzinger, actual Papa Bento XVI, travou nos anos 80 o afastamento de um padre norte-americano condenado por abusar de crianças, revela uma carta divulgada este sábado pela agência Associated Press.
O documento, escrito em latim, foi assinado por Ratzinger em 1985, quando era presidente da Congregação para a Doutrina da Fé, e diz respeito ao caso do padre Stephen Miller Kiesle, condenado em 1978 a três anos de pena suspensa em Oakland, Califórnia, por molestar menores. Em 1981, a Diocese de Oakland escreveu ao Vaticano a pedir o afastamento de Kiesle, mas Ratzinger demorou quatro anos a responder. E quando o fez, em 1985, foi para pedir mais tempo.
Embora admitindo que as acções do padre Kiesle eram de “grave significado”, Ratzinger afirmou precisar de mais tempo para tomar uma decisão, porque era preciso levar em conta “o bem da Igreja”. Kiesle acabou por ser formalmente afastado em 1987, nove anos após ter sido condenado pela Justiça.
Para os advogados das vítimas de pedofilia na Igreja, esta carta prova não só que Ratzinger adiou o afastamento do padre, como “preferiu proteger a reputação da Igreja em vez de salvaguardar o bem-estar das crianças”.
O Vaticano confirma que a assinatura do documento é autêntica, mas garante que Ratzinger não tentou encobrir o caso, apenas pediu mais tempo para estudar o caso com atenção, “para bem de todos os envolvidos”.