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SCUT só existem num “país de fantasia”, afirma ministro da Economia

O ministro da Economia, Álvaro Santos Pereira, referiu hoje que as estradas sem custos para o utilizador (SCUT) são próprias de um “país de fantasia, que existiu no passado e não existe mais”.
O governante falava no final de uma visita a empresas do distrito de Castelo Branco e prometeu programas específicos para o crescimento das regiões e combate às assimetrias.
Confrontado pelos jornalistas com a contestação à cobrança de portagens no interior do país, o governante referiu que as estradas e infraestruturas “têm um custo [por isso] ou se pagam diretamente ou com os impostos”.
Ou seja, “fingir que não têm custos para utilizadores, não têm custos de manutenção ou que não tiveram custos quando foram construídas, é manter um país de fantasia que existiu no passado, mas já não existe mais”, sublinhou.
Álvaro Santos Pereira garantiu “perceber a preocupação das empresas e das pessoas, mas a verdade é que se paga de uma maneira ou de outra”.
O ministro reconheceu, no entanto, existirem assimetrias que desfavorecem o interior e que, “na perspetiva do governo, são bastante elevadas e têm que ser reduzidas”.
Segundo referiu, “para além das reformas estruturais já em curso, vai haver programas de crescimento específicos para as regiões que estão em maiores dificuldades. Sabemos claramente que não podemos esquecer partes do país privilegiando outras”, sublinhou.
O ministro da Economia acentuou a tónica de “reindustrialização do país” para uma “diminuição das assimetrias regionais, que são gritantes”.
Álvaro Santos Pereira referiu que, “uma das coisas que se passou nas últimas décadas foi o interior ter sido esquecido”.

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Comissão de utentes apela ao Governo que suspenda portagens

A comissão de utentes contra as portagens nas autoestradas A23, A24 e A25 apelou hoje ao Governo que esteja atento à “realidade” do interior do país e suspenda o pagamento de portagens naquelas vias.

“O apelo que lançamos ao Governo é que [os seus membros] não sejam teimosos, que desçam à realidade, que acordem, porque acho que estão num outro mundo, e que venham conhecer o interior, porque eles não conhecem”, apelou hoje Zulmiro Almeida, daquela comissão, durante uma ação realizada na Guarda.

Segundo o responsável, o atual Governo, que aplicou portagens naquelas vias no dia 08 de dezembro do ano passado, “não conhece o interior” do país, porque, se conhecesse, certamente “que agiria de outra forma”.

Durante a ação de protesto realizada durante cerca de uma hora, na rotunda do “G”, na Guarda, numa zona de confluência das estradas nacionais 16 e 18 (EN 16 e EN 18), a comissão de utentes sensibilizou os condutores para que circulem nas vias alternativas às autoestradas que servem a região.

Zulmiro Almeida disse aos jornalistas que a medida, em vigor há dois meses, é prejudicial para a região e para o interior, denunciando ter conhecimento de empresas que “ameaçam” encerrar e mudarem-se para outras zonas do país.

No panfleto entregue aos condutores, a comissão refere que o “novo imposto regional acentua o empobrecimento da região, cria mais dificuldades às empresas e dificulta a mobilidade das populações”.

Acrescenta que as portagens “encarecem os produtos e as deslocações, criam, pobreza e desemprego”, defendendo a revogação da medida.

Com a ação hoje realizada, a comissão de utentes contra as portagens nas autoestradas A23, A24 e A25 também quis demonstrar que as vias alternativas “não são alternativas de qualidade”.

Alguns dos condutores contactados no local, deram conta da sua revolta pelo pagamento de portagens nas autoestradas A23 (Guarda/Torres Novas) e A25 (Aveiro/Vilar Formoso), que servem a região da Guarda.

“Faço diariamente o percurso entre a Guarda e Belmonte mas, desde a entrada em vigor das portagens, deixei de circular na A23 e passei a usar a EN 18″, disse à Lusa Amélia Amaro.

João Toscano, também indicou que deixou de usar as autoestradas nas deslocações diárias, passando a utilizar as “nacionais”.

José Manuel, taxista em Caria, Belmonte, que se desloca várias vezes por semana à Guarda, também deixou de utilizar a A23.

Contou que desde a aplicação de tarifas “nunca mais” passou na autoestrada.

“Os nossos governantes não sabem governar”, desabafou o empresário José Figueiredo, da Guarda, que possui uma firma com uma frota de 12 viaturas.

Referiu que gasta “bastante” dinheiro em portagens por verificar que “não há [estradas] alternativas” às duas autoestradas da região.

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Faculdade de Ciências da Saúde quer alunos a acompanharem idosos

O novo presidente da Faculdade de Ciências da Saúde (FCS) da Universidade da Beira Interior (UBI), Taborda Barata, quer lançar um projeto em que cada aluno possa acompanhar um idoso, revelou hoje o próprio à agência Lusa.

O novo responsável pela FCS foi o único candidato ao lugar, tendo recolhido a unanimidade na reunião eleitoral do conselho da faculdade, na tarde de segunda-feira.

A eleição foi desencadeada pela nomeação do anterior presidente, Miguel Castelo Branco, para presidente do Conselho de Administração do Centro Hospitalar da Cova da Beira (CHCB).

Uma das ideias de Taborda Barata passa “por uma campanha do género: um estudante, um idoso”, em que cada aluno tenha a possibilidade de monitorizar um idoso durante os últimos três anos letivos de Medicina.

O objetivo é conseguir que “o próprio idoso se sinta um pouco mais acompanhado e, por outro lado, fazer com que o aluno se sinta mais comprometido em termos sociais”.

Segundo Taborda Barata, “a universidade não se pode fechar dentro de si e a UBI tem sido um exemplo de instituição sempre alerta ao meio envolvente”.

Ou seja, “com a percentagem de idosos na região a aumentar e com uma conjuntura socioeconómica má, o acesso a serviços de saúde pode ser mais limitado e este apoio dos alunos pode ser importante”.

A iniciativa começaria “com estudantes de unidades curriculares ligadas à Geriatria, no curso de Medicina, e contribuiria para a avaliação dos alunos”, mas posteriormente seria aberta “a outros estudantes da FCS e até da universidade”.

O presidente da FCS estima que a ideia possa vir a envolver, pelo menos, entre 100 a 120 alunos por ano letivo.

Taborda Barata pretende ainda apostar na internacionalização e nos cuidados de saúde familiares, para além de destacar a importância do trabalho conjunto com os hospitais da Beira Interior (Covilhã, Castelo Branco e Guarda).

Taborda Barata tem 48 anos, é natural de Coimbra, especialista em Imunoalergologia e Medicina Tropical, com doutoramento na área da Medicina Interna e Imunologia Clínica.

Integra a FCS na Covilhã desde 2000, depois de ter sido docente no Imperial College da Universidade de Londres, em Inglaterra.

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Hortense Martins acusa Governo de querer acabar com o turismo

O PS acusa o Governo de estar a “deixar cair” o turismo como setor estratégico ao aumentar o IVA, alterar o estatuto do Turismo de Portugal e decidir “em cima da hora” não dar tolerância de ponto no Carnaval.

“Temos verificado uma forte insensibilidade do Governo em relação ao setor do turismo, que tem um peso importante nas exportações e no emprego”, disse a deputada Hortense Martins, numa declaração aos jornalistas no Parlamento.

“Depois da uma decisão lamentável sobre o Carnaval a vinte dias deste evento”, e da “alteração do IVA na restauração, que foi também uma machadada a nível do setor”, o Governo decidiu ainda “uma alteração relativa à lei-quadro do Turismo de Portugal com efeitos bastante preocupantes a nível da atividade de promoção [do país como destino turístico] e do apoio através do financiamento ao investimento no setor”, disse a deputada socialista.

Em causa está, segundo explicou, a passagem do Turismo de Portugal a instituto público de “regime comum”, quando até agora sempre tinha beneficiado de um “regime especial”.

Para Hortense Martins, esta mudança limitará a capacidade de resposta do Turismo de Portugal, podendo afetar a autonomia financeira do instituto, relacionada com o “uso de receitas do jogo que iam para ao turismo para fazer esse investimento e financiam da atividade de promoção [do país] para que assim seja [o turismo] um setor competitivo”.

“Não percebo como é que o Governo quer continuar a dizer que este setor tem de ser estratégico. O que vemos e que está a deixar cair o setor como setor estratégico, o que é muito nocivo e vai ter efeitos muito negativos a nível da economia, das exportações e do emprego”, acrescentou.

Ainda a propósito do Carnaval, “que é sobretudo um evento turístico e capta receitas locais”, a deputada insistiu em que “uma decisão deste teor” nunca poderia ter sido tomada “tão em cima da hora”.

A questão da nova lei-quadro do Turismo de Portugal levou a bancada socialista a questionar os ministros da Economia e das Finanças sobre os motivos desta alteração e sobre se estão garantidas “as atividades de promoção” de Portugal “que respondem a timings muito apertados de execução, porquanto se encontram em permanente concorrência com os organismos de outros países com esta função”.

Os deputados do PS querem ainda saber se continua “assegurada a atividade parabancária do Turismo de Portugal, essencial para o apoio ao investimento no setor” e se este instituto continuará a “inspecionar e fiscalizar o negócio dos jogos de fortuna e azar”.

Nas perguntas enviadas ao Governo, os socialistas lembram a importância estratégica do turismo, “principal setor exportador de Portugal”, representando “cerca de 14% das exportações globais e 43,3% das exportações de serviços”.

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PS: Castelo Branco recebe conferência sobre o interior

O Partido Socialista marcou para dia 3 de Março a realização de uma conferência sobre o interior do País, em Castelo Branco, anunciou o secretário nacional para a organização Miguel Laranjeiro.

“O Partido Socialista tem denunciado o virar de costas por parte do Governo ao interior do país em muitas matérias – na reorganização administrativa, na área da saúde – e esta conferência sobre o interior marca também um posicionamento muito importante de apoio a uma grande parte do país por parte do Partido Socialista”, afirmou Laranjeiro.
A marcação da data e do local da conferência foi decidida após um almoço do secretário-geral, António José Seguro, com os presidentes de federações, durante a Comissão Nacional, o órgão máximo do partido entre congressos, que decorre em Évora.
Questionado sobre se o PS estivesse no poder teria outra atitude para com o interior, não fechando, por exemplo, unidades de saúde, Miguel Laranjeiro respondeu que “certamente abordaria essas matérias com outro olhar”.
“Tem que haver aqui uma preocupação especial, nós não podemos desistir do interior”, afirmou. A Comissão Nacional integra 251 membros efectivos e reúne-se, de acordo com os estatutos do partido, de quatro em quatro meses.

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Temperaturas negativas no distrito de Castelo Branco

Castelo Branco, Viseu, Coimbra e Guarda são os quatro distritos que estão com aviso amarelo, com este último a contar com temperaturas negativas, que poderão atingir -3 gaus Celsius.

O tempo frio será uma constante em todo o país, com o céu a apresentar-se limpo ou pouco nublado, apresentando-se temporariamente muito nublado e com aguaceiros fracos no Algarve, a partir da tarde.

O vento soprará fraco a moderado (10 a 30 Km/h) de nordeste, soprando temporariamente forte (35 a 45 Km/h) e com rajadas até 80 Km/h, durante a tarde, nas terras altas.

Para a noite, o IM prevê acentuado arrefecimento nocturno, com formação de geada no interior Norte e Centro.

Relativamente ao estado o mar, na costa ocidental as ondas serão de noroeste com 2 a 2,5 metros, com a temperatura da água do mar a atingir os 16º.

Na costa sul, as ondas serão de sueste com 1,5 a dois metros, devendo a água do mar atingir os 17º.

No que respeita às temperaturas máximas previstas, o Porto e Lisboa não deverão ultrapassar os 13º, Faro deverá chegar aos 14º, Ponta Delgada aos 16º e Funchal aos 20º.

Na segunda-feira, o Serviço Nacional de Protecção Civil (SNPC) alertou que a «conjugação de temperaturas baixas e de vento forte no litoral e terras altas provocará uma maior sensação de frio sentido pela população, traduzindo-se num aumento do desconforto térmico».

Recomendou, por isso, a utilização de várias camadas de roupa, a não realização de actividades físicas intensas e o contacto imediato com o 112 em caso de sinais de hipotermia (corpo frio com tremuras, pele roxa e falta de reacção).

No interior das habitações, o SNPC alerta para os cuidados a adoptar na utilização de aquecedores e lareiras.

O SNPC recomenda também uma «condução prudente», dado que estão criadas as «condições propícias à formação de gelo e pontual queda de neve nas estradas», que aumentam o «perigo de acidentes rodoviários».

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Frio, neve, chuva e granizo para o distrito de Castelo Branco

Fotografia de Margarida Dias/A23

A meteorologista Maria João Frada disse hoje à agência Lusa que para domingo o IM prevê “tempo mais gravoso” com períodos de chuva a passar a aguaceiros, queda de neve acima dos 1.200 metros baixando a quota gradualmente para os 800 metros.

“Vamos sentir a partir da tarde [de domingo] mais frio, haverá uma descida da temperatura máxima, poderá haver queda de granizo devido à passagem de um sistema frontal e ainda neblinas ou nevoeiros matinais em todo o país”, adiantou, salientando que esta situação vai ser temporária prevendo-se já para segunda-feira uma melhoria do estado do tempo.

Para hoje, o IM prevê períodos de céu muito nublado nas regiões do Centro e Sul com possibilidade de ocorrência de aguaceiros fracos, na região Norte haverá céu pouco nublado aumentando de nebulosidade a partir da tarde.

“A particularidade ainda hoje é que no Norte haverá neblina ou nevoeiro persistente no nordeste transmontano onde as temperaturas vão permanecer muito baixas e temos acentuado arrefecimento noturno com formação de geada em especial nas regiões do interior devido à ação de uma depressão dos níveis altos da atmosfera que está centrada sobre o território do continente”, referiu.

Bebé nasce sem pé: hospital da Cova da Beira abre inquérito

O Centro Hospitalar da Cova da Beira (CHCB) abriu um inquérito interno para averiguar como foi acompanhada a gravidez de uma criança que nasceu no domingo sem um pé, disse hoje à Agência Lusa um director da unidade.

O problema só foi detectado no momento do parto, no Hospital Pêro da Covilhã, apesar do acompanhamento ter sido feito no mesmo hospital, referiu José Martinez, director do Departamento de Saúde da Criança e da Mulher.

«Toda a gente ficou pasmada com a situação», reconheceu.

Apesar da situação, nem o bebé, nem a mãe correm qualquer risco clínico, acrescentou.

A situação levou o hospital a reunir um grupo de médicos «para analisar o arquivo de ecografias e averiguar se houve algum lapso no acompanhamento da gravidez» que tenha feito com que o problema não fosse detectado, explicou aquele responsável.

Questionado pela Agência Lusa sobre a possibilidade de haver negligência médica, José Martinez considerou-a abusiva.
«Pode haver uma omissão, pode haver muita coisa ou não. É preciso ver se houve algum lapso», destacou, esclarecendo que as ecografias da gravidez em causa «vão ser analisadas por um grupo de pessoas habituadas a analisar estes exames».

O inquérito pode «demorar alguns dias» e, além das averiguações clínicas, a situação já terá também originado «uma queixa dos familiares junto do hospital» que poderá levar a outras acções internas.

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Fogueira colectiva do “Madeiro” já arde em centenas de localidades

Umas das tradições mais importantes do Natal português é o grande madeiro a arder no adro da igreja, com toda a população a aquecer-se junto daquela fogueira colectiva. Um fogo colectivo que aquece a todos e que exprime bem o espírito do Natal. Aspiração de Paz, de bom entendimento, de bem querer entre todos os Homens do mundo, é o desejo da A23.

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Deputados do PS votaram pela cessação de portagens na A23

Os dois deputados do PS eleitos por Castelo Branco, Fernando Serrasqueiro e Hortense Martins, votaram, quinta-feira 22, ao lado do PCP,BE e PEV na cessação de portagens na A23. “Mais uma vez votei diferentemente do meu grupo parlamentar sobre portagens nas scuts do interior. Votei a favor da suspensão de portagens nessas scuts”, escreveu Fernando Serrasqueiro. O fim da cobrança das portagens na A22, A23, A24 e A25 foi chumbado hoje com os votos do PSD, CDS e PS, mas abriu algumas brechas na bancada socialista como seria de esperar.

Segundo o Jornal Público, seis deputados votaram a favor da cessação das portagens nas antigas Scut, proposta pelo PCP e pelo BE, e dois deputados – Elza Pais e Acácio Pinto – abstiveram-se. Tanto na bancada do PS como a do PSD foram muitos os anúncios de declarações de voto a propósito desta apreciação parlamentar.

Os seis deputados do PS – Pedro Alves, André Figueiredo, Fernando Serrasqueiro, Rui Santos, Glória Araújo e Hortense Martins – votaram ao lado do PCP, BE e PEV na cessação da vigência do decreto-lei que institui as portagens nas Scut do Algarve, Beira Interior, Interior Norte e Beira Litoral/Beira Alta.

Na bancada do PSD não houve votos em sentido contrário aos da bancada mas os deputados eleitos pela Guarda, Algarve, Vila Real e Santarém anunciaram que iriam apresentar declarações de voto. Entre os socialistas, Paulo Campos, ex-secretário de Estado das Obras Públicas, também anunciou declaração de voto.

O BE também apresentou um projecto de resolução que pretendia a cessação da vigência do mesmo decreto, mas a votação ficou prejudicada pelo chumbo da iniciativa comunista.

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