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Teatro Clube Alpedrinha com nova direção

Vanessa Santos é a nova presidente do Teatro Clube de Alpedrinha para o biénio 2013, 2014. O Teatro Clube de Alpedrinha tem novos corpos e Vanessa Santos sucede a Toni Barreiros (com um trabalho notável ) à frente dos destinos do teatro mais antigo do distrito de castelo branco.

Conheça os novos corpos sociais:
Direcção

Presidente: Vanessa Alexandra Pinto Santos

Vice-Presidente: Maria Joana Folgado Santos

Secretária: Susana Isabel Rodrigues Lombo

Tesoureiro: Marta de Bourbon Alavedra de Castro Serra

Vogal: Ana Luísa Mendes Silva

1º Suplente: Cristina de Lurdes Gaspar Boavida Torrado

2º Suplente: Hélder Manuel Pinto Santos

3º Suplente: Ricardo Veríssimo Hilário

Mesa da Assembleia-Geral

Presidente: Toni Filipe Gonçalves Barreiros

Vice-Presidente: Rui Alexandre Fonseca de Sousa

1º Secretário: Augusto Filipe Ferreira Domingues

2º Secretário: Bruno Filipe Pais Pinto Xavier

1º Suplente: David Eduardo Salgado Folgado

2º Suplente: Hélder Miguel Pinheiro da Silva

Conselho Fiscal

Presidente: Gonçalo Manuel de Matos Ramalho

Vogal: Vitorino Ferreira Filipe

Vogal: Rodrigo Manuel Pinto Correia Pires

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“As Últimas palavras de Swazo Camacase [ou um pouco mais de nada]” estreia hoje na Guarda

A 16ª produção do Projéc~, a estrutura de produção teatral do TMG, estreia na próxima quarta-feira, dia 26 de Setembro, às 21h30. Trata-se de um texto de Pedro Dias de Almeida, levado a cena por Américo Rodrigues, que dirige e interpreta. O espectáculo ficará em cena até 28 de Setembro com sessões no Pequeno Auditório, sempre às 21h30.

Em palco, um velho escritor conversa com o seu público em jeito de despedida. Há mais de um mês o seu médi
co deu-lhe um mês de vida. Mesmo assim, Swazo Camacase é, ou acredita ser, como sempre foi, um «abismo de possibilidades» – tão entusiasmado pela velocidade do seu Porsche 911 verde como pela desaceleração dos dias, um tédio procurado, um nada cheio de vida interior.

Para o encenador, que é também o actor intérprete deste monólogo, Américo Rodrigues, o Swazo Camacase desta história é «Um homem velho que precisa de descansar. Mas também, de entretanto, vociferar, partir tudo. Um homem que necessita de ouvir a sua voz, ecoando no palco, rodeado por todos os lados. Um homem que é uma ilha de possibilidades. Mesmo estando a morrer. Mesmo sabendo que o seu mundo está a desmoronar-se. A cair aos poucos. Como ele».

Recordamos que o Projéc~ é um projecto de criação desenvolvido no âmbito do Teatro Municipal da Guarda. Tem por base uma pequena estrutura flexível de profissionais da área do teatro. Inscreve as suas produções no âmbito da programação do TMG, tendo-se já apresentado também em salas de outras cidades.

Até à data, o Projéc~ apresentou: “E outros diálogos”, de João Camilo, com encenação de Luciano Amarelo; “A Cozinha Canibal”, de Roland Topor, com encenação de Américo Rodrigues; “Na Colónia Penal”, ópera de Philip Glass segundo conto de Franz Kafka e com encenação de Américo Rodrigues; “O Barão”, de Luís de Sttau Monteiro, com encenação de Fernando Marques; “Eu queria encontrar aqui ainda a terra”, de António Godinho e Manuel A. Domingos, com encenação de Luciano Amarelo; “Os Sobreviventes”, de Manuel Poppe, com encenação de Américo Rodrigues; “Querido Monstro”, de Javier Tomeo, com encenação de José Neves; “São Francisco de Assis” e “Mundus Imaginalis num quadro de Van Gogh”, de Vicente Sanches, com encenação de Américo Rodrigues; “Simplesmente Complicado”, de Thomas Bernhard, com encenação de Américo Rodrigues; a peça radiofónica “Senhor Henri”, de Gonçalo M. Tavares, com José Neves; “The Dumb Waiter”, de Harold Pinter, com encenação de Fernando Marques; “A Acácia Vermelha”, de Manuel Poppe, com encenação de Valdemar Santos; “D’abalada”, de Jorge Palinhos, com encenação de Luciano Amarelo; “A dama pé de cabra”, de Alexandre Herculano, com encenação de Antónia Terrinha, e “Fragas”, a partir de Miguel Torga, com encenação de João Neca.

Visitas encenadas divulgaram antiga judiaria e Cabeço das Fráguas a 2.166 pessoas

Mais de duas mil pessoas participaram, entre junho e setembro, nas visitas encenadas à judiaria da Guarda e ao sítio arqueológico do Cabeço das Fráguas, para divulgar o património e atrair visitantes, informou hoje a autarquia.

A empresa municipal Culturguarda e a Câmara Municipal da Guarda desenvolveram este ano duas edições do projeto “Passos à volta da memória”, iniciado em 2010, que contaram com a participação de 2.166 pessoas.

As visitas ao património judaico da cidade, designadas “A Presença Judaica na Guarda”, decorreram entre 19 de junho e 31 de agosto, num total de 57 sessões, que contaram com a participação de 1.929 pessoas.

Entre 14 de julho e 22 de setembro, aos sábados, em 11 sessões, a Culturguarda promoveu uma “Romagem Teatral ao Cabeço das Fráguas”, um sítio arqueológico onde existe uma inscrição em língua lusitana, que teve a adesão de 237 participantes.

Américo Rodrigues, diretor da Culturguarda e coordenador do projeto, faz um balanço positivo das duas iniciativas, realçando a importância do ciclo de promoção do património através do teatro promovido pela autarquia.

Quanto à atividade desenvolvida na antiga judiaria, disse que a adesão do público “foi entusiástica” e “superou” as expetativas da organização.

Na produção que permitiu divulgar e valorizar o património do centro histórico da cidade foram gastos 22 mil euros, acrescidos de IVA, observou.

Sobre a “Romagem Teatral ao Cabeço das Fráguas”, referiu que 237 pessoas se deslocaram ao sítio arqueológico onde existe uma inscrição rupestre que descreve a oferenda de vários animais a diversas divindades.

A ação, que custou 6.150 euros, permitiu divulgar e “tornar mais visível” o Cabeço das Fráguas, situado a 1.015 metros de altitude, só acessível a pé.

“Em boa hora se começou a organizar este ciclo que eu espero que tenha continuidade”, afirmou.

O vice-presidente da Câmara Municipal da Guarda, Virgílio Bento, lembrou que a aposta da autarquia surgiu por reconhecer que o turismo cultural e patrimonial são eixos estratégicos para a região “que urge continuar a desenvolver e a valorizar”.

Sobre a continuidade do projeto, afirmou que a autarquia tem “interesse” em mantê-lo, mas mostrou-se preocupado pela decisão do Governo em acabar com as empresas municipais, estando em risco a sobrevivência da Culturguarda, que foi responsável pela produção.

O projeto das visitas encenadas demonstra “que é possível fazer promoção com qualidade e conteúdo, quando as entidades [autarquia e Culturguarda] se unem”, observou a vereadora Elsa Fernandes, responsável pelo pelouro do turismo.

Teatro: Perspetiva “ultra-romântica” de “Frei Luís de Sousa”, de Garrett, estreia-se quinta-feira no Nacional

O princípio que “o bem supremo é o amor” norteia a encenação da tragédia “Frei Luís de Sousa”, de Almeida Garrett, que se estreia quinta-feira na sala estúdio do Teatro Nacional D. Maria II (TNDM), em Lisboa.

“A linha geral que nos guia é que o bem supremo é o amor, esse amor que está além de qualquer contingência ou contrariedade e que é o que deverá sobreviver e pelo qual se deve lutar, independentemente se o final dessa luta for vencer ou perder”, explicou à Lusa Inês Vaz que, com Diogo Bento, encena e partilha o palco.

Esta é “uma justificação ultra-romântica”, argumentou Inês Vaz que acrescentou: “no fundo esse amor justifica qualquer ação”.

O projeto chega à sala estúdio a convite do atual diretor artístico do Nacional, João Mota e encerra uma trilogia iniciada em 2010, no Teatro Taborda, com a peça “Han Shot First”.

“Essa peça foi construída por nós [Inês Vaz e Diogo Bento] a partir de clássicos como ‘A Gaivota’, de Tchekov, ‘Prometeu agrilhoado’ [de Ésquilo], e de um excerto do episódio quatro da série ‘Guerra das Estrelas’”, contou a encenadora.

No palco estúdio do Nacional, além de Inês Vaz e Diogo Bento estará também Elisabete Fragoso e, em conjunto, os intérpretes desdobrar-se-ão pelas diferentes personagens de Garrett, cujo texto será “apenas encurtado até para acelerar os acontecimentos”.

“Os atores serão tanto os narradores como as diversas personagens: D. Manuel de Sousa Coutinho, D. Madalena Vilhena, Maria, Telmo e o Romeiro”, prosseguiu a encenadora.

“As palavras são de Garrett, mas em cena vestem-se como na atualidade, assim como os adereços, havendo apenas uma mesa e quatro cadeiras do século XIX que remetem para um período histórico”, contou à Lusa Inês Vaz.

No palco haverá tijolos, andaimes, pneus, “tudo remetendo para uma linguagem contemporânea”, adiantou.

A abrir o espetáculo, os atores lerão “uma carta de intenções” de sua autoria, disse a encenadora.

Inês Vaz chamou à atenção para a personagem “Maria” que “é uma incarnação desse amor puro, sem vícios, sem sentir ainda as contingências das normas sociais”.

À personagem, disse a encenadora, foram acrescentados “pormenores e houve alguma liberdade de acrescentar uma ou outra frase”.

À primeira peça da trilogia, “Han Shot First”, seguiu-se “I Love Broadway”, que juntou textos de musicais da Broadway, estreada o ano passado na Casa Conveniente, também em Lisboa.

“Nesta peça nós já referíamos que íamos ao Nacional e com o ‘Frei Luís de Sousa’, mas foi uma acaso que nos trouxe a esta sala estúdio. Nós víamos este clássico da Língua Portuguesa como uma consagração”, disse.

“Na altura, João Mota [atual diretor artístico do D. Maria II] viu-nos, por mero acaso, e gostou e agora convidou-nos, encerrando da melhor maneira esta trilogia”, disse a encenadora que chegou a candidatar a peça ao projeto “Emergentes” do TNDM, não tendo sido escolhidos.

“Uma questão que tem marcado a trilogia – explicou – é brincar com a fronteira entre a ficção e a realidade”, disse Inês Vaz que sublinhou o carácter “vanguardista” de Almeida Garrett de quem reivindicam a linhagem artística.

“Garrett foi o fundador do Conservatório onde andámos, deste teatro, foi uma figura proeminente, achamo-lo um ‘pater’”.

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Pedro Fiuza encena texto de José Carretas

Pedro Fiuza. Fotografia de Margarida Dias

Estreia hoje, quinta-feira, 14, nova peça encenada por Pedro Fiuza. O Poço, da autoria de José Carretas, é um espectáculo que tem como pano de fundo o suicídio no meio rural. Até 6 de agosto, às 20 horas. «Entre 1998 e 2008, no Baixo Alentejo, a média anual de suicídios foi de 53 casos. Na realidade, não se sabe muito bem quais serão as verdadeiras causas. Fala-se da solidão. Do desencanto. Do deixar de sentir-se útil socialmente. Da pobreza».

Texto: José Carretas Encenação: Pedro Fiuza Cenografia: Nuno Sanches Figurinos: Margarida Wellenkamp Música: Current 93 Desenho de Luz: Flávio Freitas Elenco: Anabela Nóbrega, Cristiana Castro, Mário Santos, Pedro

“Músculos” de Pedro Fiuza no 6.º festival de teatro de Alpedrinha

O espectáculo Músculos, com encenação e dramaturgia de Pedro fiuza, é apresentado dia 12 de Novembro em Alpedrinha e é mais uma etapa do desenvolvimento deste projecto. O espectáculo assenta na energia da interpretação (cristiana), na força do actor. Pretende ser um compromisso absoluto com um lado mais marginal do mundo que, incrivelmente, se tem tornado numa maioria silenciosa que vive no limiar da revolta e da aceitação, não se decide a agir. Músculos é um texto sobre uma mulher com a vida em ruptura completa com o mundo e consigo mesma. Uma mulher que parece estar talhada para o falhanço total. É um espectáculo que vive de fragilidades e ao mesmo tempo de coragem. Teatro limite e que joga na regra básica da sua própria definição, relação actor – público.

FIM DE CITAÇÃO um prólogo, um “lever de rideau”, uma advertência na Cornucópia

A encenação é de Luis Miguel Cintra, o cenário e figurinos de Cristina Reis e o desenho de luz de Daniel Worm D’Assumpção. Nele intervêm como actores os dois actores que desde a fundação trabalham na Companhia, Luis Lima Barreto e Luis Miguel Cintra, e dois mais jovens actores que há já alguns anos integram o seu elenco: Dinis Gomes e Sofia Marques.
Muitas vezes o teatro fala do teatro. E de muitas maneiras se pode falar dele. Nas duas peças que o Teatro da Cornucópia levará à cena esta temporada (A Cacatua Verde de Schnitzler e A Varanda de Jean Genet). O teatro é um tema entendido como mais que a mera construção de espectáculos. É com ironia e paixão que esses dois autores falam do teatro e o utilizam, entendendo-o como parte da vida e maneira de viver, transfiguração dos seres, ilusão, máscara, processo de revelação de verdades. A propósito desses dois textos o Teatro da Cornucópia elaborou com Fim de Citação um pequeno espectáculo construído a partir de citações de muitos grandes autores da literatura dramática e de citações da história da própria companhia, agora já com 37 anos de trabalho ininterrupto que resultaram já em 107 criações, e que é uma reflexão feita em modo de brincadeira sobre a própria natureza profunda do teatro e sobre o actor.
Um pouco como os quadros em que o pintor se pinta a si próprio com o modelo a pintar no seu atelier, o espectáculo põe em cena 4 personagens de teatro: um actor, um encenador, uma assistente de encenação e um contra-regra durante o seu trabalho de ensaios. O seu diálogo é um conflito permanente e um chorrilho de teorias prontas a ser usadas. E também um debate sobre a realidade e a ilusão, sobre a natureza do trabalho teatral, um elogio do actor, e um retrato da sua fragilidade que no fundo se transforma no tema mais geral da dificuldade de viver. Fim de Citação é ainda um exercício de auto-crítica, uma brincadeira do Teatro da Cornucópia sobre si-próprio com a auto-ironia de que é capaz. Percorre os diferentes modos de fazer teatro e alude à sua missão política, tenta pôr-se em causa, expõe-se sem máscara mas mascarado perante o público, como reconhecerão aqueles que têm acompanhado o seu percurso. É um balanço para novo passo em frente.

O espectáculo estará em cena no Teatro do Bairro Alto numa curta carreira de 18 de Novembro a 12 de Dezembro de 3ª a Sábado às 21.30h e Domingo às 16h.

Morreu Mariana Rey Monteiro

Fotografia de Mariana Rey Monteiro

Por Ricardo Paulouro – A atriz Mariana Rey Monteiro morreu hoje, aos 88 anos. Nascida em 1922, Mariana Rey Monteiro é filha da união de duas das mais importantes figuras do teatro português – Amélia Rey Colaço e Robles Monteiro. Entrou no teatro pela mão dos pais, onde se estreou em Abril de 1946, no Teatro Nacional, com um arranjo de Júlio Dantas sobre a “Tragédia de Sófocles”. A menina dos olhos cor de avelã conta um extenso percurso, ao longo do qual estudou enredos e ficções. Em 1964, com o fatídico incêndio que atingiu o Teatro Nacional D. Maria II, saiu da casa que a viu crescer mas a saudade alimentou sempre uma vida dedicada à representação.
Valle Inclán, Tenessee Williams, Bernanos, Edward Albee foram alguns dos autores que trabalhou. Não menos importantes serão as participações no cinema, em filmes como: “Um Dia de Vida” (1962) de Augusto Fraga, “O Vestido Cor de Fogo” (1986) de Lauro António, “O Desejado ou as Montanhas da Lua” (1987) de Paulo Rocha. Sempre a assustou a “mecanização” de fazer teatro em televisão porque o teatro é uma coisa séria, digna de respeito. Quase diríamos, uma vida para mil palavras. Ou para muitas mais.

José Maria Vieira Mendes preside júri do Prémio ‘António José da Silva’ de 2010

José Maria Vieira Mendes preside ao Prémio António José da Silva 2010

José Maria Vieira Mendes, primeiro vencedor do Prémio de dramaturgia ‘António José da Silva’, instituído em 2006, é o nome indicado pelo Instituto Camões (IC) para presidir ao júri da parte nacional da edição de 2010 deste concurso luso-brasileiro, realizado em parceria com a Fundação Nacional das Artes (Funarte) do Brasil. (more…)

II Festival Erótico Medieval a decorrer em Gaia

Imagine um cenário medieval. Uma encenação em grande escala animada por trovadores, donzelas e saltimbancos. Damas que se passeiam a cavalo, cuspidores de fogo e bancas de mercadores. Só que em vez do lado negro da História, este festival mostra o lado erótico – Com criatividade e uma atenção especial às mulheres. (more…)

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