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Pedro Fiuza encena texto de José Carretas

Pedro Fiuza. Fotografia de Margarida Dias

Estreia hoje, quinta-feira, 14, nova peça encenada por Pedro Fiuza. O Poço, da autoria de José Carretas, é um espectáculo que tem como pano de fundo o suicídio no meio rural. Até 6 de agosto, às 20 horas. «Entre 1998 e 2008, no Baixo Alentejo, a média anual de suicídios foi de 53 casos. Na realidade, não se sabe muito bem quais serão as verdadeiras causas. Fala-se da solidão. Do desencanto. Do deixar de sentir-se útil socialmente. Da pobreza».

Texto: José Carretas Encenação: Pedro Fiuza Cenografia: Nuno Sanches Figurinos: Margarida Wellenkamp Música: Current 93 Desenho de Luz: Flávio Freitas Elenco: Anabela Nóbrega, Cristiana Castro, Mário Santos, Pedro

“Músculos” de Pedro Fiuza no 6.º festival de teatro de Alpedrinha

O espectáculo Músculos, com encenação e dramaturgia de Pedro fiuza, é apresentado dia 12 de Novembro em Alpedrinha e é mais uma etapa do desenvolvimento deste projecto. O espectáculo assenta na energia da interpretação (cristiana), na força do actor. Pretende ser um compromisso absoluto com um lado mais marginal do mundo que, incrivelmente, se tem tornado numa maioria silenciosa que vive no limiar da revolta e da aceitação, não se decide a agir. Músculos é um texto sobre uma mulher com a vida em ruptura completa com o mundo e consigo mesma. Uma mulher que parece estar talhada para o falhanço total. É um espectáculo que vive de fragilidades e ao mesmo tempo de coragem. Teatro limite e que joga na regra básica da sua própria definição, relação actor – público.

FIM DE CITAÇÃO um prólogo, um “lever de rideau”, uma advertência na Cornucópia

A encenação é de Luis Miguel Cintra, o cenário e figurinos de Cristina Reis e o desenho de luz de Daniel Worm D’Assumpção. Nele intervêm como actores os dois actores que desde a fundação trabalham na Companhia, Luis Lima Barreto e Luis Miguel Cintra, e dois mais jovens actores que há já alguns anos integram o seu elenco: Dinis Gomes e Sofia Marques.
Muitas vezes o teatro fala do teatro. E de muitas maneiras se pode falar dele. Nas duas peças que o Teatro da Cornucópia levará à cena esta temporada (A Cacatua Verde de Schnitzler e A Varanda de Jean Genet). O teatro é um tema entendido como mais que a mera construção de espectáculos. É com ironia e paixão que esses dois autores falam do teatro e o utilizam, entendendo-o como parte da vida e maneira de viver, transfiguração dos seres, ilusão, máscara, processo de revelação de verdades. A propósito desses dois textos o Teatro da Cornucópia elaborou com Fim de Citação um pequeno espectáculo construído a partir de citações de muitos grandes autores da literatura dramática e de citações da história da própria companhia, agora já com 37 anos de trabalho ininterrupto que resultaram já em 107 criações, e que é uma reflexão feita em modo de brincadeira sobre a própria natureza profunda do teatro e sobre o actor.
Um pouco como os quadros em que o pintor se pinta a si próprio com o modelo a pintar no seu atelier, o espectáculo põe em cena 4 personagens de teatro: um actor, um encenador, uma assistente de encenação e um contra-regra durante o seu trabalho de ensaios. O seu diálogo é um conflito permanente e um chorrilho de teorias prontas a ser usadas. E também um debate sobre a realidade e a ilusão, sobre a natureza do trabalho teatral, um elogio do actor, e um retrato da sua fragilidade que no fundo se transforma no tema mais geral da dificuldade de viver. Fim de Citação é ainda um exercício de auto-crítica, uma brincadeira do Teatro da Cornucópia sobre si-próprio com a auto-ironia de que é capaz. Percorre os diferentes modos de fazer teatro e alude à sua missão política, tenta pôr-se em causa, expõe-se sem máscara mas mascarado perante o público, como reconhecerão aqueles que têm acompanhado o seu percurso. É um balanço para novo passo em frente.

O espectáculo estará em cena no Teatro do Bairro Alto numa curta carreira de 18 de Novembro a 12 de Dezembro de 3ª a Sábado às 21.30h e Domingo às 16h.

Morreu Mariana Rey Monteiro

Fotografia de Mariana Rey Monteiro

Por Ricardo Paulouro – A atriz Mariana Rey Monteiro morreu hoje, aos 88 anos. Nascida em 1922, Mariana Rey Monteiro é filha da união de duas das mais importantes figuras do teatro português – Amélia Rey Colaço e Robles Monteiro. Entrou no teatro pela mão dos pais, onde se estreou em Abril de 1946, no Teatro Nacional, com um arranjo de Júlio Dantas sobre a “Tragédia de Sófocles”. A menina dos olhos cor de avelã conta um extenso percurso, ao longo do qual estudou enredos e ficções. Em 1964, com o fatídico incêndio que atingiu o Teatro Nacional D. Maria II, saiu da casa que a viu crescer mas a saudade alimentou sempre uma vida dedicada à representação.
Valle Inclán, Tenessee Williams, Bernanos, Edward Albee foram alguns dos autores que trabalhou. Não menos importantes serão as participações no cinema, em filmes como: “Um Dia de Vida” (1962) de Augusto Fraga, “O Vestido Cor de Fogo” (1986) de Lauro António, “O Desejado ou as Montanhas da Lua” (1987) de Paulo Rocha. Sempre a assustou a “mecanização” de fazer teatro em televisão porque o teatro é uma coisa séria, digna de respeito. Quase diríamos, uma vida para mil palavras. Ou para muitas mais.

José Maria Vieira Mendes preside júri do Prémio ‘António José da Silva’ de 2010

José Maria Vieira Mendes preside ao Prémio António José da Silva 2010

José Maria Vieira Mendes, primeiro vencedor do Prémio de dramaturgia ‘António José da Silva’, instituído em 2006, é o nome indicado pelo Instituto Camões (IC) para presidir ao júri da parte nacional da edição de 2010 deste concurso luso-brasileiro, realizado em parceria com a Fundação Nacional das Artes (Funarte) do Brasil. (more…)

II Festival Erótico Medieval a decorrer em Gaia

Imagine um cenário medieval. Uma encenação em grande escala animada por trovadores, donzelas e saltimbancos. Damas que se passeiam a cavalo, cuspidores de fogo e bancas de mercadores. Só que em vez do lado negro da História, este festival mostra o lado erótico – Com criatividade e uma atenção especial às mulheres. (more…)

As Muralhas de Elsinore – o outro lado de Hamlet.

Texto de Teresa Filipe Lopes – É a estreia dos “Diz Teresa Cinzenta”, uma companhia de teatro formada por 8 jovens actores. Jovens, mas só fora de palco. para lá do pano revelou-se uma obra de mestres que foi aplaudida de pé. Porque valeu a pena. porque estamos aqui, e no minuto seguinte… (more…)

“O que faz falta”: Um Hino à Liberdade no Teatro Villaret

Estreia hoje, no Teatro Villaret, “O que faz falta”, com encenação de Claudio Hochman. O espectáculo marca o início de uma nova programação para aquela que é uma das salas mais emblemáticas de Lisboa.
“O Que Faz Falta” conta a história da revolta do povo de Fuenteovejuna contra um comendador déspota e violador. Esta é a essência da história que Lope de Vega escreveu, uma história escrita no início do séc.XVII. Integramos as músicas de Chico Buarque de forma a sublinhar, agora numa leitura dos anos 60 e 70, um testemunho mais próximo de nós, da luta contra a prepotência e a ditadura. Tal como em 1600 o povo de Fuenteovejuna se revoltou contra o comendador, tal como nos anos 60 e 70 Chico Buarque lutou contra a ditadura, queremos que hoje cada um de nós tenha consciência do que faz falta para inventar um outro tempo.
“O Que Faz Falta” é o primeiro espectáculo de um novo projecto que está a ser  desenvolvido no Teatro Villaret, é um musical com canções de Chico Buarque, a partir da Fuenteovejuna de Lope de Vega e conta com um elenco de 11 actores e músicos portugueses e brasileiros. Este espectáculo propõe provocar uma reflexão em português sobre as múltiplas formas de se sair da crise e inventar um outro futuro.

Num Dia Igual aos Outros

Sobe ao palco no dia 11, na Sala Estúdio do TNDM II, e é a estreia da obra do dramaturgo americano John Kolvenbach nos palcos portugueses. Encenada por Marco Martins, a peça não poderia ser melhor interpretada por Gonçalo Waddington e Nuno Lopes. Dois irmãos, separados abruptamente na adolescência, reencontram-se após 15 anos e descobrem a verdade sobre o seu passado.
No espaço fechado de uma divisão, entregam-se a uma viagem sobre as suas vidas, onde recordam uma história negra sobre o misterioso desaparecimento do pai. John Kolvenbach assina este drama psicológico onde se traça o retrato de uma família disfuncional à procura da redenção.
Para o encenador Marco Martins, o desejo de encenar esta peça é antigo, tendo mesmo chegado a inserir um excerto da peça no filme “Alice”. Esta história psicologicamente forte sobre um passado de abandono e isolamento é agora levada à cena numa tradução do encenador com os actores e com Miguel Castro Caldas.

Teatro Reflexo estreia hoje em Sintra “Cock Tale – A Série”

'Cock Tale' estreia esta sexta-feira no Espaço Reflexo em Sintra.

O Teatro Reflexo estreia esta sexta-feira a sua mais recente produção “Cock Tale – A Série”. Um projecto que, segundo o criador da ideia, Michel Simeão, pode ser caracterizado como “Humor de Alto Risco”, por permitir aos actores um considerável espaço para o improviso.

Depois do inovador espectáculo “Crime na Casa Museu”, o Teatro Reflexo leva a cena um desafio ainda maior, “Cock Tale – A Série”

Um projecto singular num formato de série teatral, que dá vida a uma história que se conta por episódios. Uma série em que cada episódio tem princípio e fim, estando inserido num contexto de uma história global, onde existe uma evolução das personagens e continuidade da trama. (more…)

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