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BERLIN FESTIVAL 2010 – ICH BIN EIN BERLINER

BERLIN FESTIVAL

Já não é novidade para ninguém que nos conturbados tempos que vivemos, Berlim constitui-se como um dos mais vibrantes e interessantes destinos a nível europeu, cidade onde tudo pode acontecer e acontece…Para o confirmar, nos próximos dias 10 e 11 de Setembro, irá decorrer a quarta edição do Berlin Festival, no histórico aeroporto de Tempelhof da capital alemã, ponto de aterragem de alguns dos mais interessantes nomes da actualidade na área da música alternativa e electrónica. Inevitável destacar a presença de nomes que nos brindaram com alguns dos melhores discos do ano até à data, como LCD Soundsystem, Caribou ou Hotchip, assim como o palco programado dia 10 pela editora City Slang, nome incontornável da música independente e dia 11 pela Boyz Noise Recordings, um dos mais estimulantes selos do actual panorama electrónico.

O preço dos bilhetes revela-se uma agradável surpresa para tão vasto banquete sonoro, 59 euros+comissão de bilheteira, por isso é correr e arranjar uma viagem que não faça muitos danos à carteira, porque em Setembro ICH BIN EIN BERLINER.

+ INFO: http://www.berlinfestival.de/

Arcade Fire no Pavilhão Atlântico em Novembro

Os Arcade Fire regressarão a Portugal para um concerto no Pavilhão Atlântico, em Lisboa, no próximo dia 18 de Novembro. Depois de se estrearem em Portugal no Festival Paredes de Coura, em 2005, num concerto que prolongou o maravilhamento que causara “Funeral”, o álbum de estreia, a banda canadiana actuou no Super Bock Super Rock de 2007, meses após a edição do segundo passo na sua discografia, “Neon Bible”.

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Band of Horses: tonalidades aplacadas

Por Orlando Leite – O “cool” rock com inclinação para o alt/folk dos Band of
Horses está de volta em “Infinite Arms”, terceiro disco do
quinteto norte-americano. Se as músicas soam familiares
devido à discrição das mudanças na sonoridade do grupo,
é perceptível que os Band of Horses sabem quebrar a
desgarrada roqueira, intercalando ao longo do álbum com
canções de andamento mais brando e suave.
A mudança da banda de Seattle para a Carolina do Sul,
região natal do vocalista Ben Bridwell, foi perceptível
em “Cease To Begin” mas é muito mais visível em “Infinite
Arms”, onde a folk alternativa dos Band of Horses se
expande para as estruturas do southern rock. A atmosfera
doce e íntima resultante flui com tranquilidade, embalando
as reflexões e confissões das letras, num minimalismo
composicional de toada pastoral e em melodias de
recorte fímbrio. Também aqui, a ajudar à composição
geral do quadro bucólico, deve registar-se a voz cálida e
apaziguadora de Ben Bridwell.
A caligrafia musical de “Infinite Arms” é tal que tudo
enferma de uma ambiência nostálgica, repleta de
meditações impregnadas pelo estilo de vida simples e
despretensioso, revelando segurança sobre sua identidade.
Construído de forma quase rudimentar e produzido pelo
próprio grupo, “Infinite Arms” é, pois, uma espécie de
objecto artesanal – apesar de ser o primeiro a ser editado
por uma multi-nacional -, uma espécie de rascunho onde
emerge a faceta mais pura de criar, denotando ser bem
sucedido naquilo a que se propõe: alt/rock à moda antiga,
nascido com coração americano.
Band of Horses – Infinite Arms; CD Sony

Loulé ao som de músicas do mundo

A “world music” é a grande atracção do festival “MED 2010″ que começa hoje no centro histórico de Loulé. Esta é a sétima edição de uma iniciativa que tem lugar até sábado. (more…)

Mísia: Regresso há muito esperado e espera-se que definitivo.

Texto de Orlando Leite - Após o sucesso dos dois concertos na Sérvia (Serbian National Theatre de Novi Sad e Kolarac Concert Hall de Belgrade), da tournée na Argentina (Festival de Otoño de Buenos Aires, Teatro del Libertador de Cordoba et Teatro Independência de Mendoza), Mísia passou alguns dias de descanso em casa de amigos no Roussillon com a Miss Bonsai, uma pequena Chihuahua que a cantora comprou em Buenos Aires e que agora é parte integrante da “família” da fadista.
No inicio de Maio, Mísia e Miss Bonsai foram passar uns dias para Istambul. No dia 13 de Maio, a cantora apresentou o seu último trabalho discográfico, “Ruas”, ao público turco no prestigiado palco do Cemal Resit Rey Konser Salonu de Istambul, sala onde Mísia cantou pela primeira vez em 1996 – foi a primeira cantora nacional que reabriu as portas à canção urbana portuguesa dez anos depois do último concerto da Amália em 1986.
Na segunda quinzena do mês de Maio e Junho, Mísia preparou a mudança para Lisboa onde trabalha o seu novo repertório para o seu novo álbum “Senhora da Noite”, o décimo da sua discografia.

A guitarra portuguesa

Texto de Orlando Leite – A guitarra portuguesa, cada vez mais, começa a andar na boca do mundo, sinal de que o instrumento português por excelência começa finalmente a ter outra visibilidade. Ao contrário de outros instrumentos “primos” que se popularizam além fronteiras como o cistra (cítara) grega ou do cittern inglês, a guitarra portuguesa vivia enclausurado na sua melancolia. Com o surgimento de uma nova geração de tocadores, a guitarra portuguesa tem vindo a conquistar um espaço próprio no panorama musical nacional e internacional. Em Faro, a guitarra portuguesa conheceu nova realidade com a realização de um festival, o primeiro a nível nacional.

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Primeiro Festival de Guitarra Portuguesa no Algarve

Texto de Orlando Leite – Os guitarristas Pedro Caldeira Cabral, Paulo Soares e Custódio Castelo são os cabeças de cartaz do primeiro Festival de Guitarra Portuguesa no Algarve, evento que vai decorrer no Teatro Lethes de Faro entre 10 e 13 de Junho. (more…)

Lisboa pára para ouvir o fado

Nos meses de Junho e Julho, o Fado de Lisboa toma conta da cidade. Concertos, colóquios, oficinas relacionadas com o fado e muitas outras actividades vão animar a capital. Deixamos-lhe aqui algumas sugestões para animar o seu verão. (more…)

Festivais musicais já mexem e dão cartas de luxo

Texto de Orlando Leite – Pearl Jam, National, Vampire Weekend, Julian Casablancas, Devendra Banhart, Cut Copy, Pet Shop Boys, St. Vincent, Prince, Grizzly Bear, The xx, LCD Soundsystem, Hot Chip, Simian Mobile Disco, eis alguns dos nomes confirmados que vão actuar em Julho. Está aberta a época de festivais, pode muito bem desde já começar a caça aos bilhetes. Para melhor se orientar, entre cacilheiros e comboios, aqui lhe deixamos uma escolha do melhor que vai poder ver no Optimus Alive! e  no Super Bock Super Rock, este de mudança para o Meco.
O.L.
Mais um verão quente se avizinha. É isso, musicalmente falando, aquilo que prometem as agendas dos festivais que não darão tréguas aos fanáticos da música ao vivo. E como recriminá-los quando a nata das natas parece apontada aos palcos nacionais. A abrir as hostilidades o Optimus Alive!, a decorrer entre os dias 8, 9, e 10 de Julho, no passeio Marítimo de Algés. Na semana seguinte o incontornável Super Bock Super Rock 20 entre 16 e 18, na Herdade do Cabeço da Flauta, Meco.
Mais uma vez uma luta de titãs o confronto entre a Everything Is New de Álvaro Covões e a Música no Coração de Luís Montez, dois ex-sócios no métier. Como já vai sendo hábito, nesta matéria de festivais, é o modo como eles tentam reinventar-se para além da música ou criando, através dela, linhas paralelas de diversão, pedagogia ou sensibilização para áreas diversas, nomeadamente a ambiental.  De outro modo, quem hoje vai aos festivais sabe que ali não encontrará apenas a música e as apresentações em palco. No mais das vezes, os recintos transformam-se numa espécie de recintos de diversão, onde há jogos, experimentação de novas tecnologias, desportos ti concursos, etc. Mas vamos à música, movo que aqui nos traz.
Cartazes de nível internacional com o Super Bock Super Rock a apresentar um dos mais fortes e eclético dos últimos anos, batendo o Alive!, que desde a sua primeira se vinha posicionando como o mais importante festival de verão nacional.
Comecemos por Algés, onde o Alive! aposta numa linha mais “dura” com bandas de hard e metal rock a revelarem-se como prioridade.
Cartaz ALIVE!
(cartaz confirmado até à data)
8 de Julho – Quinta-feira
Palco Optimus
Faith no More;  Kasabian; Alice in Chains; Heaven & Hell – Palco Optimus; Moonspell; Biffy Clyro; Phoenix.
Palco Super Bock
Devendra Banhart; The xx; Florence & The Machine; La Roux; The Drums; Calvin Harris; Burns.

9 de Julho – Sexta-feira
Palco Optimus
Skunk Anansie; Manic Street Preachers; Deftones; Jet; Mão Morta.
Palco Super Bock
Gossip; Hurts; New Young Pony Club; The Maccabees; Booka Shade; Holy Ghost!; Steve Aoki; Bloody Beetroots Death Crew 77.

10 de Julho – Sábado
Palco Optimus
LCD Soundsystem; Pearl Jam; Gogol Bordello; Dropkick Murphys; Gomez.
Palco Super Bock
Simian Mobile Disco; Peaches; Boys Noize; Big Pink; Girls; Miike Snow; Crookers.

O terceiro palco muda de nome de Optimus Clubbing, o ano passado Optimus Disco, mas mantendo o meu contexto: Artistas que editaram pela editora com o mesmo nome.
Dia 8 de Julho, vão actuar alguns dos melhores DJ’s e Live Acts da Turbo Recordings: Tiga (em apresentação exclusiva em Portugal), Aeroplane, Proxy (Live), Shit Robot, Villa Nah (Live), Matias Aguayo Band (Live), Boy 8-Bit, Jori Hulkkonen, Youthless e Thomas Von Party, vão impelir os corpos à dança pela noite dentro!
Dia 9 de Julho tomam conta do Palco Optimus Clubbing, o dubsteper britânico Benga, à cabeça, Buraka Som Sistema (DJ Set), PAUS (Live), Sinden, Zombies for Money, Octa Push (Live) e Macacos do Chinês (DJ Set).
Dia 10, The Legendary Tigerman vai apresentar “Femina” pela primeira vez, ao vivo, na integra, com todas as convidadas do álbum: Asia Argento, Maria de Medeiros, Peaches, Rita Redshoes, Lisa Kekaula, Cibelle, Phoebe Killdeer, Becky Lee, Cláudia Efe e Mafalda Nascimento.
O preço dos bilhetes é de 50 euros para um dia de Festival e 90 euros para 3 dias. Para além disso, acresce 15 euros a quem quiser usufrui do Passe Campismo durante os 3 dias.

O Super Bock Super Rock 2010 – já com o cartaz fechado – leva à Herdade do Cabeço da Flauta, no Meco, a proposta mais sedutora neste ano festivaleiro.

16 de Julho – Sexta
Palco Super Bock
Grizzly Bear; Pet Shop Boys; Cut Copy; Keane; Mayer Hawthorne; Jamie Lidell
Palco EDP
Beach House; St. Vincent; The Temper Trap; Godmen – Banda SBSR Pre-Load
Palco @Meco
M-Nus Showcase; Richie Hawtin; Marco Carola ; Magda

17 de Julho – Sábado
Palco Super Bock
Vampire Weekend; Hot Chip; Julian Casablancas; Leftfield; Tiago Bettencourt & Mantha
Palco EDP
Patrick Watson; Sweet Billy Pilgrim; Holly Miranda; Rita Redshoes; Malcontent – Banda SBSR Pre-Load
Palco @Meco
Ricardo Villalobos & Zip; Bloop Showcase: Magazino, João Maria e José Belo

18 de Julho – Domingo
Palco Super Bock
Prince; The National; Empire of the Sun; Spoon; Stereophonics; Palma’s Gang
Palco EDP
John Butler Trio; Sharon Jones & The Dap Kings; Wild Beasts; The Morning Benders; Stereo Parks – Banda SBSR Pre-Load
Palco @Meco
Laurent Garnier; Mary B; Zé Salvador; Rui Vargas & André Cascais

Preço: €40,00 (1 dia) / €70,00 (3 dias – campismo grátis)

The Chameleons no Santiago Alquimista

Texto de Orlando – The Chameleons, uma das mais importantes bandas dos anos 80, regressam a Portugal. Um concerto único no Santiago Alquimista, em Lisboa no dia 3 Julho, numa festa organizada pela Criasons e Graveyard Sessions, que terá início às 21h30 e segue com djs sets até às 04h da manhã. Para a maioria dos presentes será a primeira oportunidade para ouvirem ao vivo os temas intemporais dos The Chameleons que continuam a encantar as pistas de dança alternativas e a influenciarem também o trabalho de vários projectos mais recentes, como os The Horrors, os Interpol ou os Blacklist. Outros haverão, que vão aproveitar aquela noite, esperemos cálida, de Julho para relembrar o concerto único realizado entre nós, no saudoso Rock Rendez Vous, a 1 de Dezembro de 1983.
A formação inicial integrava o vocalista e baixista Mark Burgess, os guitarristas Reg Smithies e Dave Fielding e o baterista Brian Schofield, muito rapidamente substituído por John Lever.
A banda dissolveu-se no início de 2003 por motivos de ordem pessoal. Mais recentemente, já em 2009, Mark Burgess e John Lever decidiram dar um novo rumo a esta história entusiasmante, criando assim o alter-ego ChameleonsVox. A banda integra além os dois membros originais e três nomes dos Bushart: os guitarristas Steve Foxcroft e Chris Oliver e o baixista Ray Bowles.
Emoções à solta? Decerto assim será! Espera-se um alinhamento de luxo percorrendo toda a discografia do grupo e em particular os êxitos que fizeram dos The Chameleons uma das bandas mais aclamadas do pós-punk.

Horários:
Abertura de portas: 21h30
Exposição de Fotografia
Inicio do concerto: 23h00
After-concert até às 04h00 com Djs da Graveyard Sessions e algumas surpresas!

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