Os bracarenses Mão Morta apresentam este sábado, dia 15, às 21:30, no Cine Teatro Avenida, em Castelo Branco, a digressão “Pelux in Motion”, um espetáculo “novo e cru” com um alinhamento que mistura temas mais antigos com outros mais recentes.
A banda, que comemorou 25 anos de carreira em 2010, anunciou tratar-se de “um espetáculo novo e cru, desprovido de efeitos, e com um alinhamento que vai recuperar temas já guardados para os cruzar com outros mais recentes”.
O último álbum de originais dos Mão Morta “Pesadelo em peluche”, lançado em abril do ano passado, reúne 12 temas, com letras de Adolfo Luxúria Canibal, em torno do texto “A feira de atrocidades”, do escritor J.G. Ballard.
Os bilhetes custam dez euros, com desconto de 20 por cento, para menores de 25, maiores de 65, estudantes e portadores do Cartão Bertrand.

Dia 2 de Agosto assinala-se o o 82º aniversário de José Afonso. Nos próximos dias publicaremos textos evocativos da grandeza do homem, músico e poeta que servirá sempre de inspiração à nossa colectividade. Zeca Afonso foi um notável compositor de música de intervenção, durante um dos mais conturbados períodos da história recente portuguesa. Como compositor, soube conciliar de forma notável a música popular e os temas tradicionais com a palavra de protesto.Passam hoje 82 anos sobre o seu nascimento.
Nascido em Aveiro, aí viveu até aos três anos, numa casa do Largo das Cinco Bicas, com a tia Gegé e o tio Xico. Com aquela idade foi levado para Angola, onde o pai havia sido colocado como delegado do Procurador da República, em 1930.
A relação física com a natureza causou-lhe uma profunda ligação ao continente africano, que se reflectirá pela sua vida fora. As trovoadas, as florestas e os grandes rios atravessados em jangadas escondiam-lhe a realidade colonial.
Em 1937 regressa a Aveiro, mas parte no mesmo ano para Moçambique, onde se reencontra com os pais e os irmãos em Lourenço Marques. No ano seguinte volta para Portugal, passando a viver com o tio Filomeno, que ocupava o cargo de presidente da Câmara de Belmonte. Em 1939 os seus pais foram viver para Timor, onde seriam cativos dos ocupantes japoneses durante três anos, entre 1942 e 1945. Durante esse período, Zeca Afonso não teve notícias dos pais.
Em Belmonte completa a instrução primária e convive com o mais profundo ambiente do salazarismo, de que seu tio era ferveroso admirador. Filomeno Afonso era pró-franquista e pró-hitleriano, obrigando Zeca a envergar o traje da Mocidade Portuguesa.
Zeca Afonso vai para Coimbra em 1940 e começa a cantar por volta do quinto ano, no Liceu D. João III. Os tradicionalistas reconheciam-no como um bicho que cantava bem. Inicia-se em serenatas e canta em festas populares, interpretando o fado de Coimbra, lírico e tradicional. Em 1948 completa o Curso Geral dos Liceus, após dois chumbos. Conhece Maria Amália de Oliveira, uma costureira de origem humilde, com quem vem a casar em segredo, por oposição da família. Continua na vida associativa, fazendo viagens com o Orfeão e com a Tuna Académica e jogando futebol, na Associação Académica de Coimbra. Em 1949 inscreve-se no curso de Ciências Histórico-Filosóficas, na Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra. Volta a Angola e Moçambique, integrado numa comitiva do Orfeão Académico de Coimbra.
Azulejo em Coimbra: Nesta casa viveu o trovador da liberdade José Afonso, O Zeca.
Em Janeiro de 1953 nasce-lhe o primeiro filho, José Manuel. Dedica-se a dar explicações e a fazer revisão de textos no Diário de Coimbra, ao mesmo tempo que grava o seu primeiro disco, Fados de Coimbra. De 1953 a 1955 cumpre, em Mafra e Coimbra, o Serviço Militar Obrigatório.
Tem grandes dificuldades económicas para sustentar a família, como refere em carta enviada aos pais em Moçambique. A algumas cadeiras de terminar o curso, é lhe permitido leccionar no Ensino Técnico. Em 1956 vai leccionar para Aljustrel e divorcia-se de Maria Amália. Em 1958 envia os filhos para Moçambique, onde ficam ao cuidado dos avós. Entre 1958 e 1959 é professor de Francês e de História, na Escola Comercial e Industrial de Alcobaça. Em 1959 participa frequentemente em festas populares e canta em colectividades para lançar, em 1960, o seu quarto disco, Balada do Outono. Em 1962 segue atentamente a crise académica de Lisboa, convive, em Faro, com Luiza Neto Jorge, António Barahona, António Ramos Rosa e namora com Zélia, natural da Fuzeta. Casa-se com Zélia e realiza uma nova digressão em Angola, com a Tuna Académica da Universidade de Coimbra. No mesmo ano é editado o álbum Coimbra Orfeon of Portugal, onde José Afonso rompe com o acompanhamento das guitarras de Coimbra, fazendo-se acompanhar, nas canções Minha Mãe e Balada Aleixo, pelas violas de José Niza e Durval Moreirinhas.
Em 1963 terminaria a licenciatura em Ciências Histórico-Filosóficas, com uma tese sobre Jean-Paul Sartre, intitulada Implicações substancialistas na filosofia sartriana.
No mesmo ano são editados os primeiros temas de carácter vincadamente político, Os Vampiros e Menino do Bairro Negro — o primeiro contra a opressão do capitalismo, o segundo, inspirado na miséria do Bairro do Barredo, no Porto — integravam o disco Baladas de Coimbra, que viria a ser proibido pela Censura.[2] Os Vampiros, juntamente com Trova do Vento que Passa (um poema de Manuel Alegre, musicado e cantado por Adriano Correia de Oliveira) viriam a tornar-se símbolos de resistência anti-salazarista da época.
Realiza digressões pela Suíça, Alemanha e Suécia, integrado num grupo de fados e guitarras, na companhia de Adriano Correia de Oliveira, José Niza, Jorge Godinho, Durval Moreirinhas e ainda da fadista lisboeta Esmeralda Amoedo.
Em Maio de 1964, José Afonso actua na Sociedade Musical Fraternidade Operária Grandolense, onde se inspira para fazer a canção Grândola, Vila Morena, que viria a ser a senha do Movimento das Forças Armadas, no golpe de 25 de Abril de 1974. Nesse mesmo ano são editados Cantares de José Afonso e Baladas e Canções.
De 1964 a 1967 Zeca está em Lourenço Marques, com Zélia, onde reencontra os seus dois filhos. Nos últimos dois anos, é professor no Liceu Pêro de Anaia, na cidade da Beira. Colabora com um grupo de teatro local, musicando uma peça de Bertolt Brecht, A Excepção e a Regra. Manifesta-se contra o colonialismo, o que lhe causa problemas com a PIDE, a polícia política do Estado Novo. Em Moçambique nasce a sua filha Joana, em 1965.
Quando regressa a Portugal, é colocado como professor em Setúbal. Contudo seria expulso do ensino oficial, por interferência da PIDE. Entre 1967 e 1970, Zeca Afonso torna-se um símbolo da resistência democrática. Mantém contactos com a Liga Unitária de Acção Revolucionária e o Partido Comunista Português — ainda que se mantenha independente de partidos — e é preso pela PIDE. Continua a cantar e participa no I Encontro da Chanson Portugaise de Combat, em Paris, em 1969. Grava também Cantares do Andarilho, recebendo o prémio da Casa da Imprensa pelo Melhor Disco do Ano, e o prémio da Melhor Interpretação. Para que o seu nome não seja censurado, Zeca Afonso passa a ser tratado nos jornais pelo anagrama Esoj Osnofa.
Em 1971 edita Cantigas do Maio, no qual surge Grândola, Vila Morena. Zeca participa em vários festivais, sendo também publicado um livro sobre ele e lança o LP Eu vou ser como a toupeira. Em 1973 canta no III Congresso da Oposição Democrática e grava o álbum Venham mais Cinco.
Após da Revolução dos Cravos continua a cantar, grava o LP Coro dos Tribunais e participa em numerosas sessões do Canto Livre Perseguido, bem como nas campanhas de alfabetização promovidas pelo MFA. A sua intervenção política não pára, tornando-se um admirador do período do PREC – Processo Revolucionário Em Curso. Em 1976 apoia Otelo Saraiva de Carvalho, na sua candidatura à Presidência da República.
Os seus últimos espectáculos decorreram no Coliseu de Lisboa e do Porto, em 1983, quando Zeca Afonso já se encontrava doente. No final desse mesmo ano, é-lhe atribuída a Ordem da Liberdade, mas o cantor recusa.[3]
Em 1985 é editado o seu último álbum de originais, Galinhas do Mato, em que, devido ao avançado estado da doença, Zeca Afonso não consegue cantar na totalidade. Devido a isso, o álbum foi completado por: José Mário Branco, Sérgio Godinho, Helena Vieira, Fausto e Luís Represas. Em 1986, já em fase terminal da sua doença, apoia a candidatura de Maria de Lourdes Pintasilgo à presidência da república.
Zeca Afonso morreu no dia 23 de Fevereiro de 1987 no Hospital de Setúbal, às três horas da madrugada, vítima de esclerose lateral amiotrófica.
Em 1994 seria editado Filhos da Madrugada Cantam José Afonso[4], um CD duplo em homenagem a Zeca Afonso. No final de Junho seguinte, muitas das bandas portuguesas que integraram o projecto, participaram num concerto que teve lugar no então Estádio José de Alvalade.
Em 24 de Abril de 1994 a CeDeCe estreia no Teatro S. Luiz o bailado Dançar Zeca Afonso, com música de Zeca Afonso e coreografia de António Rodrigues, uma encomenda do Município, a propósito da Capital Europeia da Cultura.
Muitas das suas músicas continuam a ser gravadas por numerosos artistas portugueses e estrangeiros. Calcula-se que existam actualmente mais de 300 versões de canções suas gravadas por mais de uma centena de intérpretes, o que faz de Zeca Afonso um dos compositores portugueses mais divulgados a nível mundial. O seu trabalho é reconhecido e apreciado pelo país inteiro e Zeca Afonso, com a sua incidência política que as suas canções ganharam, indiscutivelmente representa uma parte muito importante da cultura poética portuguesa.
Discografia
Discografia de Zeca Afonso
Álbuns de estúdio
* Baladas e canções (1964)
* Cantares de andarilho (1968)
* Contos velhos rumos novos (1969)
* Traz outro amigo também (1970)
* Cantigas do Maio (1971)
* Eu vou ser como a toupeira (1972)
* Venham mais cinco (1973)
* Coro dos tribunais (1974)
* Com as minhas tamanquinhas (1976)
* Enquanto há força (1978)
* Fura fura (1979)
* Fados de Coimbra e Outras Canções (1981)
* Como se fora seu filho (1983)
* Galinhas do mato (1985)
Álbuns ao Vivo
* José Afonso in Hamburg (1982)
* Ao vivo no Coliseu (1983, álbum duplo)
Bibliografia activa
* Cantares (1968)
* Cantar de Novo (1969)
* Quadras Populares (1980)
* Textos e Canções (1986)
Bibliografia passiva
* José Afonso – por José Viale Moutinho (1972, ed. espanhola 1975)
* Zeca Afonso: As Voltas de um Andarilho – por Viriato Teles (1983)
* Livra-te do Medo – Histórias e Andanças do Zeca Afonso – por José António Salvador (1984)
* Zeca Afonso – Poeta, Andarilho e Cantor – edição Associação José Afonso (1994)
* José Afonso – O Rosto da Utopia – por José António Salvador (1994)
* José Afonso, Poeta – por Elfriede Engelmeyer (1999)
* As Voltas de um Andarilho – por Viriato Teles (1999, ed. aumentada; 2009, reedição actualizada)
* Zeca Afonso antes do mito – por António dos Santos e Silva (2000)
* José Afonso – Um olhar fraterno – por João Afonso dos Santos (2002)
* José Afonso – Todas as Canções – por Guilhermino Monteiro, João Lóio, José Mário Branco e Octávio Fonseca (2010), Assírio & Alvim – ISBN 9789723715675
Notas
1. ↑ Assinava os seus discos como José Afonso
2. ↑ Viriato Teles. A discografia completa de Zeca Afonso. Associação José Afonso. Página visitada em 9 de março de 2010.
3. ↑ Apesar da recusa por Zeca Afonso, mais tarde, em 1994, é feita nova tentativa e já a título póstumo, mas a sua mulher também recusa, dizendo que, se o marido a não tinha aceitado em vida, não seria depois de morto que a iria receber.
4. ↑ Filhos da Madrugada – Cantam José Afonso – Instituto de Camões
5. ↑ Viriato Teles, in As Voltas de um Andarilho
Ligações externas
* Associação José Afonso
* José Afonso | O Melhor da sua Obra
* Zeca Afonso – O rosto de uma Utopia
* Homenagem de Aveiro a José Afonso
* As Voltas de um Andarilho

O Festival Músicas do Mundo de Sines (FMM) começa na sexta-feira, mas está já a mobilizar artistas, voluntários e espetadores, que deverão garantir casa cheia tanto nos concertos como nas unidades hoteleiras. “Num raio de 30 quilómetros não existe equipamento hoteleiro que não esteja cheio”, disse o diretor do festival, Carlos Seixas.
Por esta altura, no castelo, que irá acolher os 12 concertos do primeiro fim de semana do festival, está praticamente tudo pronto: o palco está montado e a equipa técnica desdobra-se para finalizar os camarins e os equipamentos de som e de luz.
Nem poderia ser de outra forma, pois na sexta-feira ao final da tarde tudo terá de estar preparado para que o fadista António Zambujo inaugure a edição de 2011 do FMM de Sines.
Esta é a face mais visível de um trabalho que, segundo a organização, começou há um ano, desde que terminou o festival de 2010.
A primeira parte deste longo caminho consistiu na preparação do programa musical, explicou Carlos Seixas, diretor criativo e de produção do evento.
Depois, tiveram de tratar de todos os pormenores para que aos 250 artistas, 100 elementos da equipa técnica, 70 voluntários e mais de 100 funcionários municipais não faltem as condições necessárias para desempenharem as suas funções.
Quando terminar o festival, a organização estima que terá gerido cerca de 600 quartos e 3.000 refeições, além das inúmeras viagens que terão de ser feitas para transportar muitos artistas entre o aeroporto de Lisboa e Sines, e mesmo entre o alojamento e o local das refeições e dos espetáculos.
Para os espetadores que já não conseguirem quarto, é possível ficar gratuitamente no parque de campismo, embora com condições mínimas. Os mais assíduos sabem que qualquer espaço relvado da avenida Vasco da Gama é um local elegível para montar a tenda.
Por ora, tratada a logística, é esperar que se solte a voz de António Zambujo no castelo, o palco mais emblemático da cidade, cumprindo-se “a pequena tradição de ser sempre um português a abrir o festival”.
Embora renitente em demonstrar preferências, Carlos Seixas deixou algumas dicas para os primeiros três dias do festival, um conjunto de concertos que considera “muito feliz” e com o qual está “muito satisfeito”.
No primeiro dia, destaque para Le Trio Joubran, três irmãos palestinianos que tocam alaúde, e o senegalês Cheikh Lô, que há muito a organização “ambicionava trazer a Sines”.
No sábado, é essencial não perder Congotronics vs Rockers, um projeto multicultural que junta dez músicos originários dos grupos congoleses da série Congotronics e dez músicos da cena rock alternativa, sendo este o único concerto que darão em Portugal.
No domingo, quem não tiver de trabalhar no dia seguinte deve ficar para o concerto de encerramento, com Ebo Taylor, “uma figura histórica da música ganesa”.
Não sendo este festival, de acordo com Carlos Seixas, apenas “uma série de concertos”, destacam-se entre as diversas iniciativas paralelas o ciclo de cinema, em que, na sexta-feira, será projetado um filme sobre os Staff Benda Bilili, banda congolesa que, no ano passado, levou o castelo ao rubro na última noite do festival.
A 13.ª edição do Festival Músicas do Mundo de Sines continua depois na semana seguinte, entre os dias 27 e 30 de julho.
Texto de Orlando Leite – Entre 1870 e 1920, o Canto do Fado foi a “canção de intervenção” ao serviço do ideário revolucionário que se haveria de propagar as ideias republicanas a cantar a República e desiludir-se com ela. Um conjunto de operários de Lisboa, e região envolvente, muitos deles ligados à indústria tipográfica e à Voz do Operário, vão agarrar num canto de improviso, o canto do Fado e vão fazer dele o seu canto catequético em Lisboa, no resto do País, Continente e Ilhas, e inclusive fora de Portugal. Vão não só mudar-lhe a melodia, como vão intervir poeticamente nos textos, recorrendo à décima e complexificando-a a um nível sem paralelo, quer em Portugal quer internacionalmente.
Os chamados Fados Socialistas vão ser de grande importância para a propagação do ideal revolucionário. Estes operários perceberam que através dos fados poderiam comunicar com vastas camadas iletradas e passar-lhes não só o ideário como aumentar a sua cultura dando-lhes a conhecer autores de grande relevo, principalmente franceses e russos. Muitos destes propagadores do Canto do fado e da Revolução vão fazer missões pelas províncias lusitanas, do Sul ao Norte, espalhando os novos ideais pelas comunidades rurais. No Alentejo, a marca será fortíssima, indo influenciar todo o canto de improviso e moldar o Canto Coral, este muito devedor da grande discussão sobre o que é que o povo deve cantar: música coral ou Canto do Fado.
A par deste movimento, os operários vão iniciar todo um trabalho de imprensa, e associadas ao Canto do Fado, entre 1910 e 1929, vão surgir cerca de duas dezenas de títulos de jornais dedicados ao Fado e à Revolução. Mas este movimento em torno de uma canção operária e de um ideal revolucionário não acontece só em Portugal. Na altura, o mesmo está a acontecer em Espanha e em toda a América Latina, tendo em comum um mesmo texto, a décima; uma mesma forma, o improviso e um ideário libertário e revolucionário.
A proposta de “Sons da República” é contar esta história, evocando as grandes figuras destes revolucionários cantadores, entre os quais se conta Avelino de Sousa ou Carlos Retes, este último fundador do primeiro jornal de fado, nascido poucos meses antes da República.
Este estudo reproduz-se numa colecção de cinco CD’s com gravações da época e fados que ainda hoje estão na memória de poetas populares e amantes do fado, provenientes do catálogo da Tradisom e de um arquivo recentemente descoberto pela Tradisom.
Para dar execução a este projecto, a investigação esteve a cargo do Dr. Paulo Lima (actualmente Coordenador do Programa de Salvaguarda do Património Imaterial do Alentejo e responsável pela criação da base de dados da candidatura do fado a Património Imaterial da Humanidade e autor do livro “O Fado Operário no Alentejo), a Tradisom contou com a colaboração do Dr. Ricon Peres, que disponibilizou o seu riquíssimo arquivo pessoal de imagens e iconografia da República.
1 CD.
1900 – 1930
A construção da paisagem sonora portuguesa
Este CD apresenta a diversidade de sons que preenchem os primeiros 30 anos da constituição da paisagem sonora portuguesa: discursos, bandas, música folclórica, ópera, fado… Ou seja a emergência e estabilização de uma paisagem sonora portuguesa. Dos primeiros sons à profissionalização de artistas.
2 CD.
1900–‐1910
Primeiros fados e fados socialistas
O segundo CD apresenta a primeira década de fado gravado, confrontando estes Sons com a memória fixada no Objecto Impresso.
3 CD.
1900–‐1914
O Fado e a República
O terceiro CD apresenta fados republicanos e discursos, assim como outros sons que fundamentam os discursos veiculados pelo fado.
4 CD.
1914–‐1920
O Fado e a Grande Guerra
O fado foi a única warsong portuguesa, que emerge como canto de pacifista durante a participação portuguesa na I Grande Guerra. Será construído um confronto com os cadernos deixados por soldados do CEP.
5 CD.
1920–‐1930
A profissionalização do fado
A década de vinte do Século XX assistirá ao confronto entre cantadores de fado que defendem a profissionalização e que defendem a continuidade do fado como canção educativa e revolucionária. A emergência do Estado Novo dará um forte contributo à estabilidade dos primeiros, remetendo os segundos para uma marginalização social e política.
A EDITAR EM OUTUBRO
Orlando Leite