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16 - 12 - 2011
O ensaísta e filósofo Eduardo Lourenço, 88 anos, com uma vasta obra publicada, é o 25.º distinguido com o Prémio Pessoa, anunciou hoje o presidente do júri, Francisco Pinto Balsemão, no Palácio de Seteais, em Sintra.
O Prémio Pessoa, no valor de 60 mil euros, é uma iniciativa do jornal Expresso com o patrocínio da Caixa Geral de Depósitos, e destina-se a reconhecer pessoas de nacionalidade portuguesa que protagonizaram uma intervenção relevante e inovadora na vida artística, literária ou científica do país.
Uma das razões da escolha do júri foi a recente reedição, pela Fundação Caloustre Gulbenkian, da obra completa de Eduardo Lourenço, num total de 38 volumes de ensaios político filosóficos escritos entre os anos de 1945 e 2010.
Nascido em 1923 em São Pedro do Rio Seco, no distrito da Guarda, partiu para França em 1949, onde se encontra radicado até hoje, mas manteve sempre uma forte ligação a Portugal, escrevendo várias obras sobre a sociedade portuguesa.
Presidido por Francisco Pinto Balsemão, o júri do Prémio Pessoa 2011 foi ainda composto por Fernando Faria de Oliveira (vice-presidente), António Barreto, Clara Ferreira Alves, Diogo Lucena, João Lobo Antunes, José Luís Porfírio, Maria de Sousa, Mário Soares, Miguel Veiga e Rui Baião.
Lista de todos os premiados desde a primeira edição, em 1987:
1987 – José Mattoso
1988 – António Ramos Rosa
1989 – Maria João Pires
1990 – Menez
1991 – Cláudio Torres
1992 – António e Hanna Damásio
1993 – Fernando Gil
1994 – Herberto Helder
1995 – Vasco Graça Moura
1996 – João Lobo Antunes
1997 – José Cardoso Pires
1998 – Eduardo Souto Moura
1999 – Manuel Alegre e José Manuel Rodrigues
2000 – Emanuel Nunes
2001 – João Bénard da Costa
2002 – Manuel Sobrinho Simões
2003 – José Joaquim Gomes Canotilho
2004 – Mário Cláudio
2005 – Luís Miguel Cintra
2006 – António Câmara
2007 – Irene Flunser Pimentel
2008 – João Luís Carrilho da Graça
2009 – D. Manuel Clemente
2010 – Maria do Carmo Fonseca
2012 – Eduardo Lourenço
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14 - 11 - 2011

Manuel António Pina no cafe Convívio no Porto. Fotografia de Ricardo Paulouro
O escritor Manuel António Pina, vencedor do Prémio Camões 2011, disse hoje que sente “uma honra muito particular” por ter recebido a medalha de mérito cultural do município do Sabugal, de onde é natural.
A distinção autárquica foi hoje entregue ao escritor e poeta, no decorrer da sessão solene comemorativa do Dia do Município, no mesmo dia em que foi anunciado o lançamento da nova obra do escritor, “Como se desenha uma casa”.
Manuel António Pina, de 67 anos, poeta e autor de livros para crianças, é natural do Sabugal, onde viveu até aos seis anos. Licenciado em Direito pela Universidade de Coimbra, foi jornalista durante muitos anos e atualmente é tradutor, professor e cronista.
O homenageado mostrou-se honrado com a medalha e destaca-a, entre as várias distinções que já recebeu.
“Entre todas as homenagens que tenho recebido, esta toca-me muito particularmente, porque se trata de uma distinção que me foi feita pela terra onde eu nasci”, disse.
O escritor lembrou que deixou o Sabugal muito cedo e, por isso, ter regressado para receber a medalha de mérito cultural municipal, constitui um momento “muito importante e muito significativo”.
Manuel António Pina disse que a memória mais antiga que tem da cidade é a de uma fonte, situada em frente da casa onde nasceu, no largo da atual Câmara Municipal, que “tinha a ideia que era um lago muito grande, mas que, afinal, era pequena”.
Na lembrança tem um certo dia em que “alguém atirou para lá [para a fonte]” o seu chapéu e recusou “ir buscá-lo”.
Atualmente, da casa onde nasceu, continua a receber, de quando em vez, no Porto, onde reside, pão de ló com um “um sabor especial”, confecionado pela atual proprietária do imóvel que carinhosamente chama de “avó Lulu”, contou.
Durante a sessão de entrega da medalha de mérito cultural ao vencedor do Prémio Camões 2011, o presidente da Câmara Municipal do Sabugal, António Robalo, disse que, com este gesto, realizado pela primeira vez, a autarquia pretendeu reconhecer “a importância” do escritor e da sua obra.
Reconheceu tratar-se de “um ato de justiça e de reconhecimento” em relação à vida e à obra de Manuel António Pina “que tem amor à terra que o viu nascer”.
O homenageado assegurou que é “alguém que tem estado fora do Sabugal” mas “tem o Sabugal no coração”.
Além de Manuel António Pina, a medalha de mérito cultural do Sabugal foi igualmente entregue à Sociedade Filarmónica Bendadense, pelos seus 141 anos de existência.
A câmara também homenageou as Associações Humanitárias dos Bombeiros Voluntários do Sabugal e do Soito com medalhas de mérito cívico e condecorou trabalhadores com 15, 25 e 35 anos de serviço.
O Dia do Município do Sabugal assinala os 715 anos da atribuição do foral pelo rei D. Dinis.
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11 - 11 - 2011
O escritor Manuel António Pina, vencedor do Prémio Camões 2011, anunciou, quinta-feira, 11,, no Sabugal o lançamento da nova obra “Como se desenha uma casa”, onde recebeu a medalha de mérito cultural do município do Sabugal, de onde é natural.
Manuel António Pina, de 67 anos, poeta e autor de livros para crianças, é natural do Sabugal, onde viveu até aos seis anos. Licenciado em Direito pela Universidade de Coimbra, foi jornalista durante muitos anos e atualmente é tradutor, professor e cronista.
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06 - 08 - 2011

Fotografia de Ricardo Paulouro/A23
O ensaísta Eduardo Lourenço vai ser homenageado em S. Pedro de Rio Seco (Almeida), a aldeia onde nasceu há 88 anos. A homenagem está a ser promovida pela Associação Rio Vivo e pelo Centro de Estudos Ibéricos e terá lugar no dia 6 de Agosto (Sábado).
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16 - 07 - 2011
Perto de lançar novo disco, o compositor e escritor brasileiro Chico Buarque admitiu ter maior habilidade como poeta que como músico e falou sobre a liberdade que se permite em relação ao uso da língua portuguesa. Em entrevista gravada, disponível apenas à imprensa, o músico citou o escritor português Camilo Castelo Branco ao dizer que, durante o momento de criação de suas letras, se dá o direito de cometer certos “erros” gramaticais, que, no entanto, são conscientes, mantidos por opção estilística. (more…)
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16 - 07 - 2011
No próximo dia 22 de Julho será lançado o novo livro de Tiago Salazar (Oficina do Livro) “Endereço Desconhecido” com apresentação por Nuno Rogeiro.
A apresentação do livro terá lugar pelas 18:30 na FNAC Chiado, Lisboa. Tiago Salazar, o escritor-viajante-andarilho, é o cicerone de uma ronda por 12 países europeus, os últimos países a aderirem à União Europeia, onde ainda existe muito por desvendar.
Em cada um dos doze capítulos, o autor apresenta-nos a sua visão muito pessoal de cada país visitado – e que nenhum guia de viagem lhe mostra. Além de passear pela História, pelos costumes e por becos mal-afamados, de contar a verdadeira gesta do conde Drácula, de beber vinho com ciganos romenos, de nadar nas águas de Malta à procura de Calipso, de experimentar as virtudes dos banhos húngaros, de conduzir comboios letónios ou subir a pé as montanhas búlgaras, o que conta no final, para o viajante e andariho, são os encontros e as pessoas. Porque as pessoas, sabe-o o leitor, são a eterna riqueza de cada lugar.
Baseado no programa televisivo com o mesmo nome, “Endereço Desconhecido” apresenta-nos de uma forma original doze dos últimos países a aderirem à União Europeia. Se França, Itália ou Grécia são destinos conhecidos, o mesmo não se poderá dizer de terras como a República Checa, Bulgária, Eslovénia, Lituânia, Letónia, Estónia, Eslováquia, Polónia, Hungria, Roménia, Chipre ou Malta.
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20 - 05 - 2011
“A dor é o elemento positivo deste mundo, e também o único vínculo entre este mundo e o positivo em si.”
“A história dos homens é um instante entre dois passos de um caminhante.”
“A incitação à luta é um dos meios de sedução mais eficazes do mal.”
“A literatura é sempre uma expedição à verdade.”
“A partir de certo ponto não há volta. Esse é o ponto que se deve atingir.”
“A única coisa que temos de respeitar, porque ela nos une, é a língua.”
“Acreditar no progresso não significa que já tenha acontecido algum progresso.”
“Depois de ter dado abrigo ao mal, ele não mais pedirá que você acredite nele.”
“Deve-se ler para fazer perguntas.”
“Entre muitas outras coisas, tu eras para mim uma janela através da qual podia ver as ruas. Sozinho não o podia fazer.”
“Estou aqui, mais do que isso não sei.”
“Existe uma meta, mas não há caminho; o que chamamos caminho não passa de hesitação.”
“Na luta entre alguém e o mundo, há que fazer parte do mundo.”
“Não desesperes, nem sequer pelo fato de que não desesperas. Quando tudo parece findo, surgem novas forças. Isto significa que vives.”
“O espírito se libera só quando deixa de ser um suporte.”
“O gesto de amargura do homem é, com freqüência, só o petrificado assoreamento de um menino.”
“O mal conhece o bem, mas o bem não conhece o mal.”
“O tempo é teu capital; tens de o saber utilizar. Perder tempo é estragar a vida.”
“Os pontos de vista da arte e da vida são diferentes ainda que no mesmo artista.”
“Quem possui a faculdade de ver a beleza, não envelhece.”
“Quem procura não acha, mas quem não procura é achado.”
“Só podia encontrar a felicidade se conseguisse subverter o mundo para o fazer entrar no verdadeiro, no puro, no imutável.”
“Talvez haja apenas um pecado capital: a impaciência. Devido à impaciência, fomos expulsos do Paraíso; devido à impaciência, não podemos voltar.”
“Toda a educação assenta nestes dois princípios: primeiro repelir o assalto fogoso das crianças ignorantes à verdade e depois iniciar as crianças humilhadas na mentira, de modo insensível e progressivo.”
“Todos os erros humanos são fruto da impaciência, interrupção prematura de um processo ordenado, obstáculo artificial levantado ao redor de uma realidade artificial.”
“Um livro deve ser o machado que quebra o mar gelado em nós.”
* Franz Kafka (Praga, 3 de julho de 1883 — Klosterneuburg, 3 de junho de 1924) foi um dos maiores escritores de ficção da língua alemã do século XX.
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18 - 05 - 2011

“A Mulher e as Artes” é o tema escolhido para a apresentação da colecção “As
Mulheres e a República”, da autoria de Rosabela Afonso, jornalista,
escritora e presidente da ACCIG Associação Cultura e Conhecimento para a
Igualdade de Género – ACCIG que se integra na VII Expo Social, a decorrer em
Seia, na sede da respectiva Casa Municipal da Cultura de 17 a 22 de MAIO. (more…)
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06 - 05 - 2011
A Biblioteca Municipal da Guarda dedica o mês de maio ao seu patrono, o ensaísta Eduardo Lourenço, que comemora 88 anos no dia 23, destacando obras e promovendo palestras, anunciou hoje a instituição. (more…)
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06 - 12 - 2010
Não estão na moda, mas são estórias que ainda aquecem os corações que habitam os homens de boa vontade. Doze contos viajaram pelo mundo e chegam-nos com a cor do Alentejo pela boca de cinco contadores que a BOCA reúne em videolivro (livro + DVD) e em versão trilingue (pt/esp/eng), para os devolver ao mundo. A edição é feita em parceria com o Memória Média e a Trimagisto, e conta com o apoio do IELT e da Atlanfina. Venha descobri-la na livraria Ler Devagar, no dia 8 de Dezembro, às 18h30, num lançamento-exposição-roda-de-contos.
De novo fascínio das palavras.” Anda cá que já te conto, antologia de contos alentejanos” é mais uma obra da Boca -palavras que alimentam, uma editora de audiolivros que fica pela singularidade criadora que a atravessa.