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Sónar Internacional nos quatro continentes

Depois de algumas experiências fora da sua cidade natal, Barcelona, e de eliminar a sua edição na Galiza, o Festival de Música Avançada e Arte Multimédia afirma a sua internacionalização com presença em 4 continentes, passando também por Tokyo, São Paulo e Cidado do Cabo, e lança desde já as primeiras confirmações para os respectivos line-up’s.

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Dança: Manter espaço em Lisboa e criar parcerias são os desafios de Olga Roriz para 2012

Manter um espaço para a companhia em Lisboa e conseguir parcerias para criar e apresentar uma nova coreografia vão ser os desafios de Olga Roriz ao longo de 2012, um ano de dificuldades que também atinge os artistas.

A coreógrafa apresenta hoje a programação do espaço Companhia Olga Roriz (COR), localizado na Rua da Prata, em Lisboa.

Num tempo de crise económica em Portugal, Olga Roriz elenca dois desafios essenciais para 2012: manter o espaço que conseguiu há cerca de um ano em Lisboa, através de um acordo com a Companhia de Seguros Tranquilidade, e conseguir uma coprodução para a nova criação “A Cidade”.

“Este espaço privilegiado deu-nos a possibilidade para alargar a vertente pedagógica da companhia. Foi muito positivo. Este ano damos aulas de movimento para seniores, uma novidade que tem tido muita aceitação. Mas não nos podemos transformar numa academia de dança. Temos que continuar a desenvolver a obra coreográfica da companhia”, disse Olga Roriz.

Para a coreógrafa, a crise atinge a generalidade da sociedade, mas na área da criação artística “a dança é uma das áreas mais frágeis, ainda mais do que o teatro, e é difícil conseguir apoios financeiros”.

Apesar de ter conseguido um espaço em Lisboa, o acordo com a Traquilidade é renovado de três em três meses, “e nada é garantido”, indicou, acrescentando que o edifício na Rua da Prata “parece já estar a ser alvo de projetos para ocupação futura”.

“Tenho esperança que, mesmo não conseguindo ficar neste espaço fabuloso, que a Tranquilidade nos possa ceder outro, também em Lisboa”, afirmou, sobre a incerteza para o futuro da COR.

A somar a esta instabilidade, a COR recebeu este ano, como outras estruturas artísticas, um corte de 38 por cento no apoio da Direcção-Geral das Artes, recebendo cerca de 64 mil euros em 2012 que servem “para garantir a sobrevivência da estrutura, sobretudo a produção, que é essencial”.

Por essa razão, teve que cortar no elenco e dispensou os cinco bailarinos: “Nestas condições não lhes podia pagar salários ao longo do ano. Agora só os contrato pontualmente, mais ou menos durante três meses, o tempo suficiente para ensaiar e apresentar um espetáculo”, indicou.

Para conseguir apoios está a procurar parceiros diversificados: “Em Portugal não há este hábito de fazer coproduções, de duas ou três entidades. No estrangeiro juntam-se frequentemente muitos para gerar o apoio necessário aos projetos”, apontou.

Na opinião da coreógrafa, “neste momento de crise é preciso apostar nas parcerias. Se vamos parar, dentro de quatro ou cinco anos não haverá cultura no país”.

“A companhia não pode parar e eu preciso de continuar a imaginar novos espetáculos, não consigo conceber outra situação”, avaliou, acrescentando que, no plano da internacionalização, está a pensar ir mais vezes ao Brasil e a Macau, “porque a Europa tem grandes dificuldades”.

Nascida há 54 anos em Viana do Castelo e com uma carreira de mais de trinta anos, Olga Roriz é uma das mais importantes artistas portuguesas e considerada uma coreógrafa revolucionária na história das últimas décadas da dança em Portugal.

Em 2008 recebeu o Grande Prémio da Sociedade Portuguesa de Autores/Millenium BCP.

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Olga Roriz estreia bailado sobre noite de paixão no palco do Teatro Camões

A coreografia “Noite de Ronda”, de Olga Roriz, sobre um tempo e espaço íntimos de homens e mulheres arrebatados pela paixão, vai ter estreia absoluta pela Companhia Nacional de Bailado (CNB) no dia 26 de maio, no Teatro Camões, em Lisboa. (more…)

Electra

Entre 28 e 30 de Janeiro, no Teatro Camões, em Lisboa, o público tem oportunidade de assistir a mais um solo da coreógrafa e bailarina Olga Roriz. “Electra” faz parte de um longo processo de criação da coreógrafa que, em 1988, deu início a um conjunto de solos. Numa clara alusão à Grécia antiga, Olga Roriz apresenta, nesta peça que simboliza a complexidade humana, um solo que é também um confronto consigo própria. Em torno da fascinante figura mitológica que é Electra, a mulher que convence o irmão a matar a própria mãe, este solo revela o cunho pessoal da autora/intérprete. Como bem salienta Olga Roriz, “as cenas são descoladas e aparentemente sem relação ou objectivo comum, no entanto, vão desvendando uma espécie de personagem misterioso. É como se houvesse uma inquietação latente naquela mulher, onde cada momento e cada lugar por onde passa tanto são acrescentados como anulados pelos que se seguem. (…) Ela mostra sem pudor a sua força e a sua fraqueza, a sua nobreza e a sua humilhação. Ela é uma mulher assustadoramente presente na sua ausência. Os seus olhares para o exterior de si são os únicos indicativos da sua espera onde o tempo não existe. Ela nunca se expõe, apenas se dispõe.”
O espectáculo resulta da colaboração entre a Companhia Olga Roriz, o Teatro Nacional São João e a OPART. Em estreia absoluta no Teatro Camões, a peça será imediatamente após apresentada no Teatro Nacional de São João no Porto.
Para ver nos dias 28, 29 e 30, às 21h30, e no dia 31 às 18h00. Os bilhetes custam entre 5 e 15 euros.

“Electra”, de Olga Roriz, no Teatro Camões

O Teatro Camões vai estrear no dia 28 de Janeiro, às 21:00 horas, o espectáculo «Electra», novo solo da Companhia Olga Roriz. A obra surge de «um longo percurso de solos da coreógrafa iniciados em 1988, onde em cada uma dessas criações se revela o seu cunho pessoal». Sobre a personagem Electra, a autora escreve «ela é uma mulher assustadoramente presente na sua ausência. Ela nunca se expõe, apenas se dispõe». Olga Roriz assina a coreografia e a interpretação, além de ser co-responsável pela dramaturgia, selecção musical e figurinos (a par com Paulo Reis, director de ensaios e cenografia). O desenho de luz é de Clemente Cuba.
Para ver de 28 a 30 de Janeiro, às 21h, e no dia 31, às 18h.

Pina Revisitada…

A23 / Pina Bausch

Pina Bausch morreu aos 68 anos, em Junho, e a dança ficou mais pobre. Pouco tempo antes, ainda subiu ao palco do Teatro de Wuppertal, cuja companhia de dança dirigia desde 1973. Agora, a sua obra serve de inspiração a 10 bailarinos que a homenageiam pelo contributo que ofereceu à dança contemporânea. No dia 21 de Dezembro, no Fórum Lisboa, às 14h30, Sandro Santos apresenta a sua mais recente coreografia, onde se tentam salientar todas as regras que Pina quebrou, os universos que criou e intensidades artísticas que marcaram a cena da dança e que para sempre vão marcar a história das artes performativas. Os antagonismos da obra coreográfica reflectem não só a admiração que o coreógrafo tem pela artista, mas também a sua técnica e abordagem coreográfica.

PEPCC – Fórum Dança

Fórum Dança / A23

Vera Mantero apresenta, nos dias 28 e 29 de Novembro, no palco do Grande Auditório da Culturgest, a sua mais recente criação. Com uma novidade: é interpretada pelos alunos que, ao longo de dois anos, frequentaram o Programa de Estudo, Pesquisa e Criação Coreográfica – PEPCC. São quinze alunos de oito nacionalidades diferentes que receberam formação de professores e artistas de renome internacional. Agora, estão preparados para mostrar ao público o seu trabalho criativo.Vera Mantero, também professora de Improvisação e Composição Coreográfica durante o PEPCC, dirige agora a última experiência de apresentação deste grupo de alunos.
O Programa de Estudo, Pesquisa e Criação Coreográfica – PEPCC é um projecto pedagógico e um projecto artístico. É uma formação avançada e intensiva em dança contemporânea. O PEPCC proporciona um conhecimento e uma prática constantes e inscritos num largo espectro de experiência e de conhecimento artísticos. Contextualiza este trabalho no universo alargado da produção coreográfica ocidental. Encoraja e fornece instrumentos aos alunos para o desenvolvimento de uma postura crítica e reflexiva em relação a si e à realidade criativa actual. Promove cruzamentos com outras artes e esferas do conhecimento.

Nocturno

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No dia 26 de Novembro, no Cine-Teatro Avenida em Castelo Branco, é apresentada a mais recente criação de Luís Carolino. Esta é uma produção do Ballet Contemporâneo do Norte, com concepção e composição coreográfica de Luís Carolino, interpretação e criação de Joana Nossa, Susana Otero, Rui Marques e Elisa Worm, figurinos de Patrícia Costa, desenho de luz de João Teixeira, texto de Markus Zusak, «The Book Thief», tradução e texto adicional de Luis Carolino, dramaturgia e adaptação do texto de Luís Carolino e Elisa Worm.
Uma mulher da vida, um homem solitário e uma falsa suicida habitam um espaço vazio. Nocturno assume-se como uma visita à vida destas três personagens guiada pela própria Morte, a quarta personagem em cena, que nos fala a todos na primeira pessoa; fala-nos de si, do seu «trabalho», e de como nos vê. Um olhar muito próprio, implacável, terrível, mas, ao mesmo tempo, quase maternal: uma reflexão sobre esse incrível e improvável grão de tempo que é a nossa vida, o tudo-nada durante o qual somos. Nocturno é uma incursão no nosso lado mais escuro, não necessariamente o nosso lado mais negativo, apenas o mais privado e secreto; o lugar de todos os medos e todas as ternuras, o reino da sensibilidade, da intimidade; o sítio onde nos encontramos com nós próprios.
Luís Carolino nasceu em 1959. Licenciado em Arquitectura pela ESBAL. 1983 Conclui o Curso da Escola de Dança do Conservatório de Lisboa. 1979 É membro fundador do Dança Grupo; e bolseiro da Companhia Nacional de Bailado. 1988 I Prémio no Concurso Jovens Criadores Portugueses. 1990 III prémio no Concurso Internacional de Istres, França. 1984 Com bolsa do Ministério da Cultura, estuda em Nova Iorque com Majory Mussman e Ernest Pagnano. Dança com Carol Fonda & Dancers. 1984/1991  Apresenta-se com o Dança Grupo em Portugal França, Itália, Rússia, Lituânia, Eslovénia. 1993 – Reside em Amsterdão onde trabalha com Ivan Kramer e Benjamin Harkavy, entre outros. 1993/1999 Integra o elenco da Companhia de Olga Roriz actua em Portugal, Brasil, Alemanha e E.U.A. 1999/2000 Integra o corpo docente da ADCS e dirige aulas e ensaios da companhia CêDêCê, em Setúbal. A partir do mês de Setembro de 2000 passa a colaborador efectivo do Ballet Contemporâneo do Norte. Para esta companhia, tem coreografado (Lippin’ Ek e Amanhã Decido, 2000; Teologia da Queda, 2003; e Nocturno, 2008) e leccionado a aula da companhia. Desde que se radicou no norte, lecionou no Centro de Dança do Porto e, mais recentemente, na Academia de Bailado Clássico Pirmin Treku.

Nortada, de Olga Roriz

Olga Roriz/ A23

Estreou em Junho deste ano em Viana do Castelo e continua agora a sua carreira no Teatro Camões em Lisboa, a partir de dia 29 de Outubro. Com direcção, selecção musical e figurinos de Olga Roriz, cenário de Pedro Santiago Cal e desenho de luz de Cristina Piedade, segundo a própria Olga Roriz, “Nortada é um espectáculo sobre as memórias dessa minha terra onde nunca vivi mas de que guardo os mais fortes momentos de infância e adolescência. Tudo nessa terra me é familiar, apesar de tanta ser a distância e maior ainda a ausência. Foi exactamente nesse lugar de confronto entre a incontornável distância e a profunda proximidade afectiva que nasceu, se desenvolveu e construiu esta peça. Nortada situa-se num lugar invadido de nostalgia, de saudade, de intimidade”.

Relembre-se que a coreógrafa foi convidada pela Câmara de Viana do Castelo para produzir um espectáculo comemorativo dos 750 anos do município – a sua terra natal -, e Olga Roriz instalou uma residência temporária da sua companhia na cidade em Agosto, em plena Romaria da Senhora d’Agonia. “Apurar os sentidos” e “obter inspiração” foram os objectivos da equipa liderada por Olga Roriz.

A interpretação é de Catarina Câmara, Cláudia Nóvoa, Rafaela Salvador, Bruno Alexandre e Pedro Santiago Cal.

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