
Em que estava a pensar Mark Whitacre, uma figura importante dentro da sua empresa, Archer Daniels Midland (ADM) – indústria agrária – que de repente vira delator? Ele pensa que se denunciar ao FBI os acordos ilegais de preços que a sua empresa faz, que será saudado como um herói e terá uma grande promoção. Mas antes de tudo isto poder acontecer o FBI precisa de provas, pelo que Whitacre concorda em levar um gravador escondido na sua pasta, imaginando-se como uma espécie de agente secreto. No entanto, as constantes mudanças de comportamento de Whitacre ameaçam o processo contra a ADM, porque os agentes do FBI começam a não conseguir decifrar o que é real e o que é produto da imaginação de Whitacre.
Realizado por Steven Soderbergh, esta comédia conta com as interpretações de Frank Welker, Matt Damon, Melanie Lynskey, Patton Oswalt, Scott Bakula.
Texto e fotografia de Ricardo Paulouro
Auditório da Moagem, 15,30, de sábado dia 26 Setembro de 2009. X FEMMES 1 e 2, que o Circuito Off de Veneza trouxe ao Fundão, mostra duas sessões dedicadas ao orgasmo no feminino, constituídas por curtas metragens de realizadoras de várias nacionalidades.
O tema “SeXo”, dominou a X edição do Festival de Cinema Imago, ao cinema somou-se uma programação de concertos, filme-concertos e DJ Sets de eleição. A A23 seleccionou alguns dos momento quentes.

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17-11-2008 | Cinema: Cultura
O cineasta brasileiro Fernando Meirelles (realizador de filmes como “Cidade de Deus” e “O Fiel Jardineiro”) adapta “Ensaio sobre a Cegueira”, de José Saramago, ao cinema. Uma comovente história sobre a Humanidade em luta com uma epidemia, uma misteriosa “cegueira branca” que atinge uma comunidade, à excepção de uma mulher, que gera o caos e desperta o pior do ser humano. Aqui, estão em jogo sentimentos humanos como o egoísmo, o oportunismo e a indiferença, mas também a capacidade humana de amar.
O filme esteve presente nos mais importantes festivais internacionais de cinema (Veneza e Cannes, onde foi filme de abertura) e contou com várias versões.
O filme começa com um homem que perde a visão de um momento para o outro enquanto conduz de casa para o trabalho, mergulhando numa espécie de névoa assustadora. Uma a uma, cada pessoa com quem ele se encontra terá o mesmo destino. À medida que a doença se espalha, o pânico contagia a cidade. As novas vítimas da “cegueira branca” são cercadas e colocadas em quarentena num hospício velho e em más condições onde qualquer semelhança com a vida quotidiana começa a desaparecer. Dentro do hospital isolado, no entanto, há uma testemunha ocular secreta: uma mulher (Julianne Moore) que não foi contagiada, mas finge estar cega para ficar ao lado do seu marido (Mark Ruffalo).
De Fernando Meirelles, com Julianne Moore, Mark Ruffalo, Alice Braga, Gael García Bernal, Danny Glove.
Drama / M16
Duração: 111m
Em vésperas das eleições americanas, chega a Portugal o mais recente filme de Oliver Stone, “W.”, que expõe a trajectória do presidente norte-americano, George W. Bush. Aparentemente, parece ser uma simples conversa entre pai e filho sobre as coisas do quotidiano, mas quando esse pai é o presidente George H. W. Bush e o filho George W. Bush, o cenário é outro bem diferente. O premiado Oliver Stone dirige James Cromwell (que representa o Bush pai) e Josh Brolin (o Presidente Bush) num drama, como é seu costume, sobre a evolução pessoal, política e psicológica do ainda presidente norte-americano. Um dos triângulos desenhados é, justamente, entre George W., George H. e Saddam Hussein, mostrando como este é um filme onde há um subtexto que se oferece ao espectador e lhe exige uma leitura crítica.
A crítica americana não tardou em expressar a estranheza desta homenagem de Stone ao presidente Bush, sobretudo nesta fase final do seu mandato. Contudo, é preciso não esquecer que este é um interesse antigo de Stone que dedicou outros filmes a presidentes norte-americanos, como foi o caso de JFK ou da densa análise política feita em “Nixon”. O humanismo com que se foca o olhar em Bush, neste filme, permite-nos assistir a conversas entre pai e filho, onde não são apagadas as debilidades de Bush Jr., marcado por uma juventude atribulada onde o alcoolismo e a difícil relação com os pais são alguns dos aspectos de uma conturbada fase de vida. A predilecção do pai pelo filho Jeb é, na opinião de Stone, um dos principais motivos que leva Bush à Casa Branca, numa tentativa de mostrar que a opinião do pai sobre ele era errada.
Stone, que foi por algum tempo colega de Bush, em Yale, não se assume como fã da política do presidente, mas em várias entrevistas à imprensa americana tem dado destaque à capacidade de persistência e ambição do homem que é George W. Bush. O filme está, por isso, dividido em três actos: a juventude conturbada de Bush, a sua conversão religiosa e pessoal e, finalmente, o fim do seu primeiro mandato na Sala Oval.
Tentando filmar, editar e realizar o filme antes da eleição de Novembro, Stone teve um ritmo de filmagens acelerado. Num intervalo na rodagem do seu filme, disse a propósito de “W.”: “Gosto muito do Michael Moore, mas não gostaria de fazer o seu tipo de filmes”, disse Stone a propósito de “Fahrenheit 9/11.” “W.,” disse Stone, “não é um filme demasiado sério, mas é sobre um assunto sério. É uma história à moda de Shakespeare… Vejo-o como um estranho esvaziamento da democracia Americana tal como eu a vivi”.
Ficha Técnica
De Oliver Stone, com Josh Brolin, Elizabeth Banks, Richard Dreyfuss, Ioan Gruffudd, James Cromwell, Thandie Newton.
Drama / M12
Duração: 131m
Data: EUA/Hong-Kong, 2008
M.G.R