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Coco Channel e Igor Stravinsky

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Paris 1913. No Teatro dos Campos Elísios, Igor Stravinsky apresenta “O Ritmo da Primavera”. Coco Chanel assiste à estreia e fica hipnotizada. Mas o trabalho revolucionário é demasiado moderno e radical: o público enfurecido mostra o seu desagrado vaiando-o. Segue-se o tumulto. Stravinsky está inconsolável. Sete anos mais tarde, já rica, respeitada e com sucesso, Coco Chanel reencontra Stravinsky – um refugiado falido que vive no exílio em Paris após a Revolução Russa. A atracção entre eles é imediata e electrizante. Coco oferece a Stravinsky a sua nova villa, situada em Garches, para que ele possa trabalhar. Ele aceita e muda-se de imediato com os seus filhos e com a mulher tuberculosa. Assim começa a apaixonante e intensa aventura amorosa entre estes dois gigantes criativos. Realizado por Jan Kounen, este filme conta com as interpretações de Anna Mouglalis, Mads Mikkelsen, Natacha Lindinger, Elena Morozova, entre outros.

Julie e Julia: a mulher que mudou a cozinha americana

Meryl Streep / A23

Meryl Streep é a protagonista desta biografia assinada por Nora Ephron. Esta é a história de Julia, a mulher que mudou para sempre a maneira de cozinhar da América. Em 1948, Julia Child era somente uma mulher americana que vivia em França. O trabalho do seu marido levou-a a Paris, e com o seu espírito incansável, Julia tinha um enorme desejo de fazer algo. Quinze anos depois, Julie Powell está estagnada. Perto dos 30, a viver em Queens e a trabalhar num cúbiculo, enquanto as suas amigas alcançam carreiras de sucesso, Julie procura um projecto para focalizar as suas energias. Decide assim passar exactamente um ano a cozinhar as 524 receitas do livro de Julia Child’s : Mastering the Art of French Cooking – e cria uma blog onde relata as suas experiências.

2012: Um tsunami no cinema

2012 / A23

O filme “2012″, de Roland Emmerich, é o novo campeão deste ano. 225 milhões de dólares foi o mega investimento naquele que é já considerado o filme de maiores dimensões da temporada. Chin Han, Danny Glover (President Thomas Wilson), Woody Harrelson, Amanda Peet (Kate Curtis), Thandie Newton (Laura Wilson), John Cusack (Jackson Curtis), Chiwetel Ejiofor (Adrian Helmsley) e Oliver Platt (Carl Anheuser) fazem parte do elenco. A história é mais ou menos previsível:  2012 é uma aventura sobre um cataclismo global que traz o fim do mundo e conta a luta dos sobreviventes. Mas não se menospreze o efeito que este filme está a ter sobre os espectadores um pouco por todo o mundo: só na estreia nos EUA arrecadou 23,7 milhões de dólares (cerca de 15,8 milhões de euros). Se os valores se confirmarem, «2012» pode tornar-se a nona estreia mais lucrativa do cinema de todos os tempos e provavelmente a maior no que toca a um filme que retrata um desastre global. Superado está já o anterior recorde alcançado pelo realizador com o filme «The Day After Tomorrow», lançado em 2004, que rendeu 23,5 milhões de dólares (cerca de 15,7 milhões de euros).

Os Sorrisos do Destino

Fernando Lopes / A23

É o mais recente filme de Fernando Lopes e é uma história actual que fala de amores virtuais e adultérios electrónicos. Inesperadamente, quando os dois homens se conhecem, surge uma cumplicidade entre ambos. Uma amizade entre rivais? Carlos é um famoso jornalista de 55 anos. A sua esposa, Ada é ao contrário do marido, uma mulher com uma vida social agitada, alegre e sedutora. Certo dia, Carlos apanha acidentalmente uma mensagem no telemóvel de Ada. Um novo mundo revela-se diante dos seus olhos quando descobre que a sua esposa tem outro homem. O argumento esteve a cargo de Fernando Lopes e Paulo Filipe Monteiro e as interpretações são de Alexandra Lencastre, Rogério Samora, Teresa Tavares, Ana Padrão, Rui Morrison, Cristovão Campos, Milton Lopes e Julião Sarmento. Para ver num cinema perto de si.

Filme inédito de Chaplin encontrado em caixa de película

Um filme inédito de chaplin foi encontrado por um internauta inglês

Um filme inédito de chaplin foi encontrado por um internauta inglês

Um internauta inglês comprou através do eBay uma caixa antiga para guardar rolos de película, pelo módico preço de 3,5 euros. Qual não foi a surpresa quando dentro dela encontrou uma negativos intitulada “Charlie Chaplin in Zepped”, desconhecida até pelos mais eruditos estudiosos de cinema. O afortunado Morace Park confirmou de imediato a veracidade do filme e, para espanto de muitos, confirma-se que a película é verdadeira. Com duração de sete minutos, a película de nitrato em 35 milímetros, é constituída por um conjunto de sequências de Chaplin onde se assiste a um bombardeamento com um zepelin, considerado na época um instrumento de terror. Objectivamente, o filme pertenceria à propaganda para a I Guerra Mundial, com a intenção de minimizar o medo das populações de um ataque aéreo.

4ª Mostra de Cinema Brasileiro

Foto do filme "Meu Nome não é Johnny"

Foto do filme "Meu Nome não é Johnny"

A prova de que o cinema brasileiro está de boa saúde e recomenda-se é a realização da 4ª Mostra de Cinema Brasileiro. Ao longo de quatro dias é possível assistir a filmes inéditos e contemporâneos que variam entre os géneros comédia, drama e documentário. Da programação destaca-se Meu Nome não é Johnny, um drama baseado numa história verídica que narra a ascensão de João Guilherme a rei do tráfico de droga. Realizado por Mauro Lima, foi o filme mais visto no Brasil, em 2008. Outro destaque é a anteestreia de Juventude que abre a mostra, no dia 5, e repete no encerramento (8), dia dedicado a Domingos de Oliveira. Conhecido como “Woody Allen brasileiro”, da sua biografia constam 14 longas-metragens, entre as quais o clássico Todas as Mulheres do Mundo, e participações como actor e dramaturgo. Matheus Nachtergaele é outro dos homenageados. O distinto actor de teatro estreou-se recentemente na realização com o dramático A Festa da Menina Morta, em exibição no dia 7. Vencedor de vários prémios, o filme parte de uma festa real para criar um enredo ficcional e ousado. Domingos de Oliveira e Matheus Nachtergaele apresentam, pessoalmente, os seus filmes numa mostra organizada pela Fundação Luso-Brasileira em parceria com a CML e a EGEAC. De 5 a 8 de Novembro, no Cinema São Jorge.

O Delator

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Em que estava a pensar Mark Whitacre, uma figura importante dentro da sua empresa, Archer Daniels Midland (ADM) – indústria agrária – que de repente vira delator? Ele pensa que se denunciar ao FBI os acordos ilegais de preços que a sua empresa faz, que será saudado como um herói e terá uma grande promoção. Mas antes de tudo isto poder acontecer o FBI precisa de provas, pelo que Whitacre concorda em levar um gravador escondido na sua pasta, imaginando-se como uma espécie de agente secreto. No entanto, as constantes mudanças de comportamento de Whitacre ameaçam o processo contra a ADM, porque os agentes do FBI começam a não conseguir decifrar o que é real e o que é produto da imaginação de Whitacre.

Realizado por Steven Soderbergh, esta comédia conta com as interpretações de Frank Welker, Matt Damon, Melanie Lynskey, Patton Oswalt, Scott Bakula.

IMAGO Film Fest: 10 anos do melhor cinema

Texto e fotografia de Ricardo Paulouro

Auditório da Moagem, 15,30, de sábado dia 26 Setembro de 2009.  X FEMMES 1 e 2, que o Circuito Off de Veneza trouxe ao Fundão, mostra duas sessões dedicadas ao orgasmo no feminino, constituídas por curtas metragens de realizadoras de várias nacionalidades.

O tema “SeXo”, dominou a X edição do Festival de Cinema Imago, ao cinema somou-se uma programação de concertos, filme-concertos e DJ Sets de eleição. A A23 seleccionou alguns dos momento quentes.

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“Ensaio sobre a Cegueira”, de Fernando Meirelles

17-11-2008 | Cinema: Cultura

O cineasta brasileiro Fernando Meirelles (realizador de filmes como “Cidade de Deus” e “O Fiel Jardineiro”) adapta “Ensaio sobre a Cegueira”, de José Saramago, ao cinema. Uma comovente história sobre a Humanidade em luta com uma epidemia, uma misteriosa “cegueira branca” que atinge uma comunidade, à excepção de uma mulher, que gera o caos e desperta o pior do ser humano. Aqui, estão em jogo sentimentos humanos como o egoísmo, o oportunismo e a indiferença, mas também a capacidade humana de amar.
O filme esteve presente nos mais importantes festivais internacionais de cinema (Veneza e Cannes, onde foi filme de abertura) e contou com várias versões.
O filme começa com um homem que perde a visão de um momento para o outro enquanto conduz de casa para o trabalho, mergulhando numa espécie de névoa assustadora. Uma a uma, cada pessoa com quem ele se encontra terá o mesmo destino. À medida que a doença se espalha, o pânico contagia a cidade. As novas vítimas da “cegueira branca” são cercadas e colocadas em quarentena num hospício velho e em más condições onde qualquer semelhança com a vida quotidiana começa a desaparecer. Dentro do hospital isolado, no entanto, há uma testemunha ocular secreta: uma mulher (Julianne Moore) que não foi contagiada, mas finge estar cega para ficar ao lado do seu marido (Mark Ruffalo).

De Fernando Meirelles, com Julianne Moore, Mark Ruffalo, Alice Braga, Gael García Bernal, Danny Glove.
Drama / M16
Duração: 111m

“W” ou uma “história à moda de Shakespeare”

Em vésperas das eleições americanas, chega a Portugal o mais recente filme de Oliver Stone, “W.”, que expõe a trajectória do presidente norte-americano, George W. Bush. Aparentemente, parece ser uma simples conversa entre pai e filho sobre as coisas do quotidiano, mas quando esse pai é o presidente George H. W. Bush e o filho George W. Bush, o cenário é outro bem diferente. O premiado Oliver Stone dirige James Cromwell (que representa o Bush pai) e Josh Brolin (o Presidente Bush) num drama, como é seu costume, sobre a evolução pessoal, política e psicológica do ainda presidente norte-americano. Um dos triângulos desenhados é, justamente, entre George W., George H. e Saddam Hussein, mostrando como este é um filme onde há um subtexto que se oferece ao espectador e lhe exige uma leitura crítica.
A crítica americana não tardou em expressar a estranheza desta homenagem de Stone ao presidente Bush, sobretudo nesta fase final do seu mandato. Contudo, é preciso não esquecer que este é um interesse antigo de Stone que dedicou outros filmes a presidentes norte-americanos, como foi o caso de JFK ou da densa análise política feita em “Nixon”. O humanismo com que se foca o olhar em Bush, neste filme, permite-nos assistir a conversas entre pai e filho, onde não são apagadas as debilidades de Bush Jr., marcado por uma juventude atribulada onde o alcoolismo e a difícil relação com os pais são alguns dos aspectos de uma conturbada fase de vida. A predilecção do pai pelo filho Jeb é, na opinião de Stone, um dos principais motivos que leva Bush à Casa Branca, numa tentativa de mostrar que a opinião do pai sobre ele era errada.
Stone, que foi por algum tempo colega de Bush, em Yale, não se assume como fã da política do presidente, mas em várias entrevistas à imprensa americana tem dado destaque à capacidade de persistência e ambição do homem que é George W. Bush. O filme está, por isso, dividido em três actos: a juventude conturbada de Bush, a sua conversão religiosa e pessoal e, finalmente, o fim do seu primeiro mandato na Sala Oval.
Tentando filmar, editar e realizar o filme antes da eleição de Novembro, Stone teve um ritmo de filmagens acelerado. Num intervalo na rodagem do seu filme, disse a propósito de “W.”: “Gosto muito do Michael Moore, mas não gostaria de fazer o seu tipo de filmes”, disse Stone a propósito de “Fahrenheit 9/11.” “W.,” disse Stone, “não é um filme demasiado sério, mas é sobre um assunto sério. É uma história à moda de Shakespeare… Vejo-o como um estranho esvaziamento da democracia Americana tal como eu a vivi”.

Ficha Técnica
De Oliver Stone, com Josh Brolin, Elizabeth Banks, Richard Dreyfuss, Ioan Gruffudd, James Cromwell, Thandie Newton.
Drama / M12
Duração: 131m
Data: EUA/Hong-Kong, 2008

M.G.R

THE PORTFOLIO PROJECT

Plataforma educativa na área da fotografia, coordenada por Susana Paiva, que funciona como um espaço de partilha e crescimento individual na área da fotografia. Articulando dois interfaces absolutamente autónomos, o Portfolio Project constitui-se com um espaço singular no panorama da fotografia portuguesa, reunindo numa mesma plataforma online três conceitos base – a de uma publicação sobre fotografia, a de um espaço de formação contínua à distância orientado por profissionais e a de um portal associativo onde se divulgam fotografias desenvolvidas no âmbito de projectos individuais ou colectivos.

SUBMISSÕES TPP

Aberto à candidatura espontânea de todos os fotógrafos amadores ou profissionais que queiram participar nos seus projectos ou actividades colectivas, o TPP encontra-se também disponível para a apreciação crítica de portfolios de fotógrafos que desejem publicar o seu trabalho na secção "multimédia" da A.23ONLINE. Para mais informações sobre a adesão à plataforma THE PORTFOLIO PROJECT ou sobre as normas de submissão de trabalhos para publicação por favor contactar através do email: a23@theportfolioproject.org. Para mais informações consulte: www.theportfolioproject.org

PRÓXIMO TPP | José Carlos Marques

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