O filme “Nôs Terra”, do Coletivo de Crianças da EB1 de Trás-os-Montes, Polo 3, Ilha de Santiago (Cabo Verde), com coordenação de Rodolfo Pimenta e Joana Torgal, venceu o Prémio Jovem Cineasta Português, para realizadores com idades entre os 18 e os 30 anos, anunciou a organização do certame.
O filme “The Renter”, de Jason Carpenter (EUA), venceu a 35ª edição do Cinanima – Festival Internacional de Cinema de Espinho.
Na edição deste ano, o certame exibiu desde segunda-feira 136 obras, em sessões não competitivas, e teve a concurso 75 filmes, seleccionados entre 874 candidaturas.
O Prémio António Gaio, para o melhor filme português de animação, foi atribuído a “Sem querer”, de João Fazenda.
Nesta categoria, foram ainda entregues menções honrosas a “O Sapateiro”, de David Doutel e Vasco Sá, e “Independência de Espírito”, de Marta Monteiro.
Manuel Matos Barbosa, um dos responsáveis pela programação do certame, considerou, em declarações à agência Lusa, que as obras premiadas reflectem “uma competição que foi marcada por filmes bastante interessantes”, realizados com recurso “a variadas técnicas e às novas tecnologias”.
Outro aspecto que realçou na edição de 2011 do Cinanima foi a “masterclass” dirigida pelo realizador checo Jiri Barta. “É dos grandes nomes do cinema de animação e as inscrições esgotaram”, sublinhou Manuel Matos Barbosa.
“Costumamos fazer ‘workshops’ com profissionais reconhecidos todos os anos”, acrescentou, “mas esta foi a primeira vez que apostámos num nome desta dimensão e a experiência correu tão bem que devemos repeti-la no próximo ano”.
Entre os restantes vencedores do Cinanima 2010, destaca-se o Prémio Especial do Júri, atribuído a “Muybride’s Strings”, de Koji Yamamura (Canadá), e o Prémio do Público, para “Danny Boy”, de Marek Skrobecki (Polónia).
O Prémio José Abel, para o filme europeu que mais se destacou pela qualidade da animação, foi atribuído a “One More Time!”, de Okruzhnova, Ovchinikova, Pavlycheva, Petrova, Arkipova, Yakhyaeva (Rússia).
“Kubla Khan”, Joan Gratz (EUA) foi reconhecida, por sua vez, como a melhor curta-metragem (até cinco minutos), “Second Hand”, de Isaac King (Canadá) foi considerada a melhor curta-metragem com mais de cinco minutos e até 25 minutos; e “Playing Ghost”, de Bianca Ansems (Reino Unido), foi
distinguida como a melhor curta-metragem/filme de fim de estudos.
“Arachmaninoff”, de René Lange (Alemanha), foi considerado o filme com melhor banda sonora original.
Finalmente, o Prémio RTP2: Onda Curta foi entregue a “One More Time!”, de Okruzhnova, Ovchinikova, Pavlycheva, Petrova, Arkipova, Yakhyaeva (Rússia), “Lumberjack”, de Pawel Debski (Polónia), “Coast Warning”, de Alexandra Shadrina (Rússia), “Muybridge’s Strings”, de Koji Yamamura (Canadá), e “Oedipus”, de Paul Drissen (Canadá).
Organizado ininterruptamente desde 1976, o Cinanima é uma iniciativa da Cooperativa Nascente, de Espinho, e constitui o maior festival de cinema de animação realizado em Portugal, sendo também um dos mais antigos do mundo no seu género específico.

O filme franco-italiano “El Sicario, Room 164”, em que um assassino de Ciudad Juárez conta os seus crimes num quarto de motel da fronteira entre México e Estados Unidos, foi o vencedor da competição internacional do 8.º DocLisboa. Da autoria de Gianfranco Rosi, o documentário, já distinguido com o Prémio da Crítica Internacional no Festival de Veneza 2010, recebeu hoje o Grande Prémio Cidade de Lisboa para Melhor Longa-Metragem, no valor de 15.000 euros, numa sessão realizada na Culturgest, em Lisboa. (more…)

Rodolfo Pimenta e Joana Torgal nas Minas da Panasqueira. Fotografia A23
O documentário “wolfram a saliva do lobo” realizado por Rodolfo Pimenta e Joana Torgal estreia, esta terça-feira, às 19:00, no Doclisboa 2010, no Grande Auditório da Culturgest. Filmado nas Minas da Panasqueiraentre 2008/2009. A realidade é capturada por um olho-observador que não interfere. Anarrativa é criada em torno do processo de extracção de minério e surge como uma abordagem à matéria orgânica em constante mutação. Jorge Mourinha jornalista do Público refere-se a “Wolfram, a Saliva do Lobo”, média-metragem de Rodolfo Pimenta e Joana Torgal, como uma “retoma o conceito das “sinfonias citadinas” dos anos 1920 (e recorda ao mesmo tempo o documentarismo austero de Sergei Loznitsa) para desenhar o ciclo de produção do volfrâmio. Sem diálogo nem narração, são 55 minutos fascinantes e hipnóticos que mostram de modo puramente audiovisual todo o processo de extracção, tratamento e refinação do minério, numa espécie de sinfonia industrial contemporânea, abstracta e alienígena, viagem a um mundo paralelo de cuja existência nunca sequer desconfiámos”. Um dos documentários a não perder neste Doclisboa 2010.

Texto de Orlando Leite – O cinema há muito que deixou de ser apenas o iugar dos sonhos e das fantasias, das histórias cor-de-rosa com final feliz, há muito que deixou de ser apenas o lugar da ficção. Se é certo que é esse cinema que ainda faz movimentar milhões de pessoas rumo às salas de cinemas, buscando outros mundos e outras realidades nas quais se possam perder e sonhar, a verdade é que hoje em dia o documentário, enquanto obra cinematográfica, passou a disputar as atenções do público, festivais e crítica. Provavelmente porque todos vão sentido que é tempo de o cinema, tido como obra de arte, reflectir e espalhar o mundo à sua/nossa volta tal como ele é. E é-o, muitas vezes, duro e cruel. Mas o cinema é, é-o cada vez mais, uma câmara de ecos fortíssima e enquanto tal não pode menosprezar as grandes questões do nosso tempo, enredando-se somente na plasmagem à tela de grandes clássicos de amor, dos épicos, ou de ficções mais ou menos fantasiosas, futuristas ou experimentalistas.
É neste contexto que contesto o cinema sem actores, substituídos por imagens virtuais gerados em computadores, sem a animação artística criada por artistas, substituída pelo 2 e 3 D. Sei que a arte digital tem como objectivo dar vida virtual as coisas e mostrar que a arte não é feita só a mão. Mas não sei se um computador revelaria o génio humano contido, por exemplo, num quadro de Edward Hopper.
Orlando Leite

Há quem goste e há quem odeie. Certo é que as quatro amigas de “Sexo e a cidade” estão de volta ao cinema com o segundo filme produzido depois da série e que se estreia quinta-feira em Portugal. (more…)

O actor espanhol Javier Bardem foi premiado esta tarde no festival de Cannes pelo papel no filme “Biutiful”, do mexicano Alejandro González Iñárritu, avançou a edição online do “El Mundo”. (more…)

O Festival Ibérico de Cinema de Badajoz (Espanha), um dos mais importantes da Península Ibérica em curtas metragens, que começa na quarta-feira, conta com quatro filmes portugueses em competição e homenageia a portuguesa Maria de Medeiros. (more…)

Depois da ausência no ano passado e da Palma de Ouro Especial de homenagem de há dois anos, por altura do seu centenário, Manoel de Oliveira vai regressar este ano à selecção oficial do Festival de Cinema de Cannes, que decorre de 12 a 23 de Maio.
O seu novo filme, “O Estranho Caso de Angélica”, ainda em fase de montagem, vai ser exibido fora de competição, na secção “Un Certain Regard”, onde também estará Jean-Luc Godard, com “Film Socialisme”. (more…)

O realizador Werner Schroeter morreu na madrugada de ontem, com 65 anos, na Alemanha.
Schroeter, um dos mais importantes cineastas do pós-guerra na Alemanha, foi distinguido em 2008 com o Leão de Ouro Especial do Júri, um prémio excepcional do Festival de Veneza atribuído pela “sua obra desprovida de compromisso e rigorosamente inovadora há 40 anos”. (more…)

A longa metragem «Perdida mente», de Margarida Gil, foi premiada no Festival Internacional de Cinema e Vídeo Independente de Nova Iorque, informou a produtora Ambar Filmes.O filme foi exibido em março no festival nova-iorquino, mas só esta semana a realizadora foi informada pela organização do evento de que tinha sido distinguida. «Perdida mente» recebeu o prémio de melhor argumento de longa-metragem na área da produção internacional.