A23 Online
banner_msr

Exposição sobre Albano Martins no Casino Fundanense

Está em exibição no Casino Fundanense a exposição “UMA VIDA INTERIOR NA ESCRITA DA PAISAGEM” dedicada ao poeta Albano Martins que é natural do Tellhado.

Teatro Clube de Alpedrinha estreia “A minha família” de Carlos Liscano

O Teatro Clube de Alpedrinha estreia, este Sabado, dia 8, as 21:00, a peça “A Minha Família” de Carlos Liscano.

“A Minha Família”, um texto do escritor Uruguaio Carlos Liscano, acompanha o crescimento de uma Família e a forma absurda como esta se relaciona entre si e com a sociedade. Vende-se os filhos como se respira: para sobreviver. Isso não dramatiza ninguém. Nenhum personagem está alarmado. Vender o seu próprio filho para comer, ou até mesmo vender-se a si próprio, para escapar à monotonia do quotidiano e mudar de vida. Separamo-nos para melhor nos encontrarmos.

Dia 8 de setembro de 2012 às 21h:00m
Grupo de Teatro do Teatro Clube de Alpedrinha:
Atores: Augusto Domingues; Carolina Salgado; Daniela Correia; Cláudia Ferreira; Fábio Santos; Fernando Vinagre.
Luz: João Pedro Ferreira; Alexandre Soares (contra-regra).
Encenação e cenários: Fernando Vinagre.

Auditório do Teatro Clube de Alpedrinha
Entradas: 2 Famílias – Lotação Limitada!
Bilhetes: pré-compra Teatro Clube de Alpedrinha
Contactos Bilheteira: 96 763 08 17

20120908-143703.jpg

A.23 colabora com Teatro Clube de Alpedrinha nos Chocalhos 2012

A Associação 23 associa-se pela primeira vez ao prestigiado Teatro Clube de Alpedrinha, nos Chocalhos 2012.

Durante três dias – 4 a 16 – de Setembro – a A.23 programará o Teatro Clube de Alpedrinha com várias produções que vão da música, às instalações, ao debate, lançamento de um livro, exposição de fotografia, mas também a exibição pela primeira vez em Portugal de uma retrospectiva do trabalho de vídeo que Joana Torgal, Nelson Fernandes e Rodolfo Pimenta têm desenvolvido nos últimos anos.

O salão do Teatro será, durante os Chocalhos 2012, o espaço privilegiado para uma programação entre o tradicional e o contemporâneo. Durante a tarde, terá lugar a exibição de vários fragmentos dos trabalhos documentais realizados por Michel Giacometti, no distrito de Castelo Branco, imagens que incidem sobre o trabalho no campo, a pastorícia e a música tradicional da Beira Baixa. A A.23 apresenta também um conjunto de DJ’s (A.23 selectors), em que a música electrónica se junta às projecções de imagens.

A não perder, a retrospectiva de Joana Torgal, Nelson Fernandes e Rodolfo Pimenta apresenta 30 curtas-metragens em três sessões diárias, duas durante a tarde e uma à noite dedicadas à arte cinematográfica. A partir das 17:00, os pequenos realizadores das escolas primárias do concelho do Fundão (e não só) mostram as curtas-metragens que realizaram no âmbito do recurso ao cinema de animação como prática lúdico-pedagógica. A partir das 22:00, realiza-se uma sessão que reúne os mais recentes trabalhos dos três realizadores, vídeos aclamados pela crítica como trabalhos de grande sensibilidade e recebidos com grande êxito em vários Festivais nacionais e europeus de cinema.

Diamantino Gonçalves apresenta, durante os três dias, a exposição “Coisas da Beira”, comissariada por Ricardo Paulouro, que reúne um conjunto de 10 fotografias de paisagens da Beira Interior.

Ao longo do dia de Sábado, será também apresentado o novo livro do jornalista e contador de histórias José Lopes Nunes, “ As Fantásticas e Incríveis Histórias de Jolon”, editado pela A.23 EDIÇÕES, reúne uma antologia de textos publicados no Jornal do Fundão. Com mais de 300 páginas de histórias recolhidas nas freguesias do concelho de Penamacor, mas também noutros concelhos da região, de tradições, profissões em vias de extinção e histórias fantásticas de velhotes que povoam a paisagem humana da raia.

A programação que a Associação 23 leva ao Teatro Clube de Alpedrinha durante os Chocalhos 2012 é o primeiro sinal público daquilo que nos propomos fazer: estabelecer uma rede de cumplicidade com um teatro, de forma a incentivar o cruzamento de experiências e projectos, e de promover a criação de novos produtos e de novas formas de fazer.

Programa:

A23 selectors (música electrónica)
Sab. 23:00

Exposição de fotografia
“Coisas da Beira”, de Diamantino Gonçalves
Sex.,Sáb., Dom., a partir das 15:00

Apresentação do livro
“As Fantásticas e Incríveis Histórias de Jolon” de José Lopes Nunes
Hora a confirmar

Arte cinematográfica
Retrospectiva Joana Torgal, Nelson Fernandes e Rodolfo Pimenta

1.ª Sessão Dia: Sáb. 17:00

Nôs Terra – 6′ 20”
Mar da palha – 2′ 50”
MAKING OF – Mar da palha – 13′ 10”
Mesa – 2′ 00”
Lágrima azul – 4′ 30”
A Pedra – 2′ 40”
MAKING OF – A Pedra – 10′ 00”
Mais perto das nuvens, mais perto dos sonhos – 11′ 00”

TOTAL – 52′ 30”

______________________________________________________

2.ª Sessão Dia: Sáb. 18:00

O Lápis que não sabia escrever – 5′ 00”
O Coelho que deixou de correr – 6′ 45”
À margem da maré – 5′ 50”
D. Poupança e o jardim dos valores – 5′ 00”
A Ovelha Azul – 10′ 15
MAKING OF – Doc. Frame a Frame – 20′ 00”

TOTAL – 52´ 50”

_______________________________________________________

Sessão Noite: Sáb.: 22:00

“Mundo (en)quadrado” – 3`20“
“Fragmento 1″ – 1`12“
“N.ovo” – 1`16“
“A Margem da Maré” – 5´50“
“810×3=” – 1`50“
”Erro” – 1′
“Apagador” 45“
“+” – 3`
“Café de Mila” – 1`14“
“Fragmento 2″ – 1`50“
“Espaço em Branco” – 1`46“
“Atum” -1`30“
“Conservar” – 7`45“
” Sem Titulo ” – 1´30“
“Outro Olhar” – 4`28“
“Mesa” – 2´
“O Espírito Está Pronto, Mas a Carne É Fraca” – 3`
“O Castigo” – 3`13“
“Nós Terra” – 6` 20“

Total: 50 min

“As Cerejas“ de Ambrósio Ferreira na Moagem

O município do Fundão promove, entre 02 de junho e 02 de julho, a exposição de pintura “As Cerejas“, de Ambrósio Ferreira, na sala de exposições da Moagem.
Ambrósio Ferreira é pintor, desenhador e calígrafo, licenciado em pintura na Escola Superior de Belas Artes, em Lisboa.
O conjunto de telas a expor teve como base os esboços realizados para a antologia “Cerejas – poesia de amor de autores portugueses”, de Gonçalo Salvado e Maria João Fernandes, coeditada pela Câmara do Fundão e pela Editora Tágide.

20120602-202957.jpg

Costa Camelo com grandes pintores do século XX até 28 de Agosto em Castelo Branco

A exposição de pintura “Caminhos Cruzados: Costa Camelo entre os seus contemporâneos” inaugura, sábado, dia 26 de Maio, às 18:00, na antiga sede dos CTT, em Castelo Branco. Uma exposição que pretende reflectir sobre a intemporalidade da obra de Costa Camelo e a forma como a sua obra se cruza permanentemente com os seus contemporâneos.

Além de uma mostra retrospectiva das obras de Costa Camelo vão estar expostos trabalhos de grandes pintores do século XX como António Dacosta, António Saura, Antonio Suárez, Artur Bual, Augusto Barros, Christo, Costa Pinheiro, Cruzeiro Seixas, D’Assumpção, Dimas de Macedo, Fernando de Azevedo, Gonçalo Duarte, Jan Voss, Jorge Martins, José Escada, Júlio Pomar, Lourdes de Castro, Luis Feito, Manuel Cargaleiro, Manuel Viola, Marcelino Vespeira, Maria Helena Vieira da Silva, Mário Cesariny, René Bertholo, entre outros.

Costa Camelo foi influenciado pelo espirito de encontro (e desencontro) artístico em Paris. O mesmo se poderia dizer do espanhol Antonio Saura, que escolheu Paris para apresentar a sua primeira exposição na década de 50, na Rodolphe Stadler Gallery, onde exibiu a sua paleta de cores preferidas – pretos, cinzentos e castanhos; o abstraccionismo de Antonio Suárez; a potência cenográfica da obra do pintor gestualista Artur Bual; os elementos do quotidiano que o artista búlgaro Christo traz para a sua obra, seguidora do Construtivismo; as personagens do alentejano Costa Pinheiro, que entretecem entre si teias de uma relação; o surrealismo fantástico de Cruzeiro Seixas, claramente inspirado em De Chirico; Júlio Pomar, Mário Cesariny, Manuel Cargaleiro, Vieira da Silva, entre tantos outros que beberam das mesmas influências e correntes estéticas que Costa Camelo.

Costa Camelo foi um dos maiores vultos da pintura nacional, cuja obra é considerada pelos críticos de arte como de uma “modernidade intemporal”. Condecorado pelo Presidente da República Mário Soares com grau Oficial da Ordem do Infante D. Henrique e, em 1987, com o grau de Cavaleiro das Artes e das Letras, pelo Governo francês, por François Mitterrand, o pintor faleceu em 2008, em Paris, cidade onde residia desde a década de 50.

Natural da Covilhã, passou a infância em Castelo Branco, frequentou a Faculdade de Letras de Lisboa e a Academia Real das Belas Artes de Anvers, tendo fixado residência em Paris em 1950, onde residiu até à data do seu falecimento. O seu estilo é semi-abstracto mas de construção ampla, o que confere às suas telas uma força e uma dimensão inigualáveis. As paisagens de Portugal e da Bretanha, província com a qual está muito ligado, estão presentes em todas as suas telas, que são segundo os críticos, poemas perfeitos, verdadeiros hinos à harmonia.

A exposição é comissariada por Ricardo Paulouro Neves e organizada pela Câmara Municipal de Castelo Branco, em colaboração com a Galeria António Prates e o Museu Francisco Tavares Proença Junior.

EXPOSIÇÃO

«Caminhos Cruzados: Costa Camelo entre os seus contemporâneos»

Inaugura Sábado dia 26 de Maio pelas 18h00

Antiga Sede dos CTT – Castelo Branco

Entrada gratuita

20120528-234729.jpg

Adriano Moreira reabriu o Tarrafal há 50 anos como ministro de Salazar

O jornalista António Valdemar e o Fernando Filipe assinalam os 50 anos do início da Guerra Colonial na sala Carlos Paredes da Sociedade Portuguesa de Autores (SPA) com uma exposição documental, que inclui mapas, fotografias e livros, que ajudam a traçar o caminho deste conflito e a identificar os seus protagonistas principais.

A exposição abre com dois painéis sobre o Campo do Tarrafal, um sobre a sua criação, em abril de 1936, como colónia penal, e que encerrou em 1946, e, o outro, sobre a sua reabertura, como campo de reclusão dos independentistas africanos, em 1961.
O “Campo da Morte Lenta”, como ficou conhecido, foi criado na sequência da guerra civil espanhola e como prevenção para evitar o seu alastramento a Portugal.
O dispositivo legal, de 23 de abril de 1936, [Decreto-Lei n.º 26 539] determina que se trata de uma colónia penal destinada a cidadãos «desafetos do regime», que pelos seus antecedentes eram considerados perigosos e, por isso, devendo ser isolados em campos de concentração.
O Campo do Tarrafal abriu as suas portas em 29 de outubro de 1936, para lá encerrar os sindicalistas do “18 de Janeiro” de 1934, os marinheiros da Organização Revolucionária da Armada (ORA), que tentaram a sublevação em 8 de setembro de 1936, assim como os anarco-sindicalistas da CGT e republicanos que conspiravam contra a Ditadura. Nesta primeira leva foram 152 pessoas.

Em 1946, vivia-se ainda a euforia do fim da Segunda Guerra Mundial e a derrota do nazi-fascismo, Salazar foi pressionado pelos aliados a realizar eleições, que anunciou «tão livres com as da livre Inglaterra», e a encerrar o campo de concentração do Tarrafal, o derradeiro a permanecer aberto.
As eleições terminaram em farsa e o Tarrafal só encerrou em janeiro de 1954.
Em 1961, com a eclosão da luta armada em Luanda, por determinação do então ministro do Ultramar, Adriano Moreira, a prisão foi reaberta, passando a designar-se de “Campo de Trabalho do Chão Bom”, e ficou destinada a receber os que em Angola, Guiné-Bissau e Moçambique lideravam os movimentos de libertação anticoloniais e independentistas.
O Tarrafal fechou definitivamente no 1 de Maio de 1974, e os detidos enviados para os seus países, onde tiveram papel destacado na criação dos respetivos Estados.
António Valdemar assinala em três dos painéis o papel de Adriano Moreira na manutenção do regime colonial, recordando o seu papel como subsecretário de Estado da Administração Ultramarina, entre 1960 e 1961, passando nesse ano a ministro do Ultramar, onde permaneceu em funções até 1963.

Nesse período, recusadas as propostas de Nehru para uma entrega negociada do que o regime denominava de Estado da Índia, deu-se, em dezembro de 1961, a anexação dos territórios de Goa, Damão e Diu.
Houve a despromoção do general Vassalo e Silva e dos oficiais que depuseram armas para evitar a perda de vidas, houve o desencadear da luta armada em Angola, Guiné-Bissau e Moçambique, sem que o então ministro do Ultramar se desse conta da importância de encetar o diálogo político com os dirigentes dos movimentos de libertação. Pelo contrário, como ilustra um dos livros expostos, da sua autoria e editado pela Agência Geral do Ultramar, a ação destes movimentos é qualificada de «traição à Pátria».
No envolvimento que procura dar ao visitante o tom é de rigor e sobriedade.
A direção da SPA realça o trabalho de jornalista e historiador de António Valdemar e a organização do espaço, proporcionando ao visitante um visão rápida ou pormenorizada dos painéis, segundo a sua disponibilidade, concebida e cenografada por Fernando Filipe.

Texto de António Melo

20120328-051349.jpg

Exposição: gráfica contemporânea espanhola em Castelo Branco

Em parceria com a galeria Prova de Artista, a sala da Nora no cine-teatro Avenida, em Castelo Branco, acolhe até ao próximo dia 4 de Março, das 14h às 19h, a exposição “Gráfica Espanhola”. A entrada é gratuita.
A exposição é composta por 31 Obras, nas diferentes técnicas de Serigrafia, Litografia, Gravura e Xilogravura. Estão representados 27 autores, entre eles, A. Tàpies, M. Valdés, Amadeu Gabino, Eusebio Sempere, G. Rueda, G. Toner, Francisco Farreras, entre outros.
Da-se a conhecer, através desta exposição, o esplendor da Obra Gráfica Original na primeira metade do séc XX e o seu carácter inovador, graças às novas tecnologias. A verdadeira beleza e importância da Obra Gráfica/Gravura, como forma de expressão artística, uma alquimia de técnicas e suportes – a matriz com uma imagem latente – conduz-nos a uma outra visibilidade, surpreendente, através da passagem/impressão para outro suporte.
Apesar destas transformações no modo de fazer e de ver, mantémse sem alteração a sua condição de produto cultural, mas as exigências concentram-se na sua capacidade criadora. É cada vez mais uma questão de identidade na relação com o processo de trabalho e o objecto artístico. A entrada é gratuita

Em Castelo Branco
Exposição: Prova de Artista – Gráfica Contemporânea Espanhola
Local: Sala da Nora – Cine-Teatro Avenida
Data: 04 de Fevereiro a 04 de Março 2012
Horas: 14h00 às 19h00

20120208-042507.jpg

Morreu o pintor Barata Moura

O pintor Barata Moura faleceu, no domingo, aos 100 anos. A Câmara Municipal do Fundão colocou a bandeira do município a meia haste. Nascido na aldeia histórica de Castelo Novo, concelho do Fundão, no dia 9 de Janeiro de 1911, filho de José Nunes Moura e Maria Gonçalves Barata, o Pintor Barata Moura completou este ano… 100 anos de vida.

A sua aprendizagem artística foi feita em Lisboa – na Escola de Artes Aplicadas e na Escola António Arroio – para onde migrou aos 17 anos. No entanto, fortemente arraigado à sua terra natal, a passagem dos anos e os ares da cidade não desvaneceram os laços de profundo afecto que ligavam o Artista aos víveres modestos das gentes da região onda nascera, não porque aí possuísse bens materiais, mas porque desta recebeu marcada influência vivencial, espiritual, moral e mesmo intelectual, do berço até hoje. Com vasta obra artística, pintou mais de cinco mil telas, entre elas, muitas das paisagens do Fundão e da beira interior.

João Pedro Vale lamenta censura a exposição de temática homosexual

O artista João Pedro Vale lamentou hoje “a atitude de censura” à temática homossexual da exposição prevista para inaugurar em Lisboa a 02 de setembro, e que acabou por ser cancelada pela Companhia de Seguros Tranquilidade.

A exposição intitula-se “P-Town”, e resulta de um projeto conjunto entre João Pedro Vale e Nuno Alexandre Ferreira, resultado de uma residência artística realizada em Provincetown, nos Estados Unidos, cuja história é marcada por elementos que interessavam aos artistas.

Uma primeira parte do projeto – que junta a identidade portuguesa, pela emigração proveniente dos Açores, ser um centro artístico e estar ligada à comunidade homossexual – esteve em exposição em julho, na galeria NurtureArt, em Nova Iorque.

De acordo com João Pedro Vale, a exposição, que deveria inaugurar a 02 de setembro no Espaço Arte Tranquilidade, em Lisboa, estava prevista há meses, na sequência de um convite da galeria Filomena Soares, que o representa.

“A programação do espaço cultural da companhia de seguros é feita através de galerias de arte, que têm toda a liberdade para convidar os artistas, e servem de intermediários”, indicou João Pedro Vale, nascido em 1976, licenciado em Escultura pela Faculdade de Belas Artes da Universidade de Lisboa e representado em várias coleções nacionais e estrangeiras.

Como a galeria estava fechada em agosto, foi o artista que contactou diretamente com o departamento de marketing da seguradora, onde apresentou as imagens promocionais com uma imagem fálica de um fanzine que faz parte da exposição, e “provocou uma reação embaraçosa”.

“Disseram-me que por ser uma instituição muito conservadora, não seria aquela a imagem mais indicada para promover a exposição. Então sugeri que vissem as peças que eu queria apresentar”, relatou à Lusa.

Depois de conhecer o conteúdo da exposição criada pelo artista, a companhia acabou por propor ao artista que apresentasse “outro projeto porque aquele, dada a temática subjacente, ía contra os valores promovidos pela instituição”.

João Pedro Vale recusou, sustentando que a ideia era moldar o trabalho artístico “em função dos interesses da empresa” e sente-se “pessoalmente atingido” porque considera que a sua função como artista é “levantar as questões”.

“Ficou muito claro que foi uma questão de censura”, concluiu, referindo que esta não é a primeira vez que o seu trabalho é alvo deste tipo de postura porque “há muitas formas, menos explícitas, de censurar”.

A companhia de seguros “tem todo o direito de recusar, mas lamento que tenha esta atitude. Seria mais interessante lidar com uma discussão em torno da temática, em vez de nem sequer darem hipótese de a mostrar”.

A Lusa contactou diretamente o departamento de marketing e comunicação da Tranquilidade, mas fonte ligada à empresa indicou que será divulgado um comunicado durante a tarde de hoje.

AG.

Lusa/fim.

20110825-145015.jpg

Museu Cargaleiro abre ao público na sexta-feira

O Museu Cargaleiro, em Castelo Branco, vai abrir as suas portas ao público na próxima sexta-feira, pelas 17H30, disse o presidente da Câmara local, Joaquim Morão. O novo espaço, de três pisos, situado na Praça Académica, reúne toda a obra do mestre Manuel Cargaleiro e foi inaugurado, em junho, pelo Presidente da República. (more…)

A23 FOTOGRAFIA

www.flickr.com
Itens de A23 FOTOGRAFIA Vá para A23 FOTOGRAFIA galeria

A23 RÁDIO

A23 (c) 2009