O pintor Barata Moura faleceu, no domingo, aos 100 anos. A Câmara Municipal do Fundão colocou a bandeira do município a meia haste. Nascido na aldeia histórica de Castelo Novo, concelho do Fundão, no dia 9 de Janeiro de 1911, filho de José Nunes Moura e Maria Gonçalves Barata, o Pintor Barata Moura completou este ano… 100 anos de vida.
A sua aprendizagem artística foi feita em Lisboa – na Escola de Artes Aplicadas e na Escola António Arroio – para onde migrou aos 17 anos. No entanto, fortemente arraigado à sua terra natal, a passagem dos anos e os ares da cidade não desvaneceram os laços de profundo afecto que ligavam o Artista aos víveres modestos das gentes da região onda nascera, não porque aí possuísse bens materiais, mas porque desta recebeu marcada influência vivencial, espiritual, moral e mesmo intelectual, do berço até hoje. Com vasta obra artística, pintou mais de cinco mil telas, entre elas, muitas das paisagens do Fundão e da beira interior.
O artista João Pedro Vale lamentou hoje “a atitude de censura” à temática homossexual da exposição prevista para inaugurar em Lisboa a 02 de setembro, e que acabou por ser cancelada pela Companhia de Seguros Tranquilidade.
A exposição intitula-se “P-Town”, e resulta de um projeto conjunto entre João Pedro Vale e Nuno Alexandre Ferreira, resultado de uma residência artística realizada em Provincetown, nos Estados Unidos, cuja história é marcada por elementos que interessavam aos artistas.
Uma primeira parte do projeto – que junta a identidade portuguesa, pela emigração proveniente dos Açores, ser um centro artístico e estar ligada à comunidade homossexual – esteve em exposição em julho, na galeria NurtureArt, em Nova Iorque.
De acordo com João Pedro Vale, a exposição, que deveria inaugurar a 02 de setembro no Espaço Arte Tranquilidade, em Lisboa, estava prevista há meses, na sequência de um convite da galeria Filomena Soares, que o representa.
“A programação do espaço cultural da companhia de seguros é feita através de galerias de arte, que têm toda a liberdade para convidar os artistas, e servem de intermediários”, indicou João Pedro Vale, nascido em 1976, licenciado em Escultura pela Faculdade de Belas Artes da Universidade de Lisboa e representado em várias coleções nacionais e estrangeiras.
Como a galeria estava fechada em agosto, foi o artista que contactou diretamente com o departamento de marketing da seguradora, onde apresentou as imagens promocionais com uma imagem fálica de um fanzine que faz parte da exposição, e “provocou uma reação embaraçosa”.
“Disseram-me que por ser uma instituição muito conservadora, não seria aquela a imagem mais indicada para promover a exposição. Então sugeri que vissem as peças que eu queria apresentar”, relatou à Lusa.
Depois de conhecer o conteúdo da exposição criada pelo artista, a companhia acabou por propor ao artista que apresentasse “outro projeto porque aquele, dada a temática subjacente, ía contra os valores promovidos pela instituição”.
João Pedro Vale recusou, sustentando que a ideia era moldar o trabalho artístico “em função dos interesses da empresa” e sente-se “pessoalmente atingido” porque considera que a sua função como artista é “levantar as questões”.
“Ficou muito claro que foi uma questão de censura”, concluiu, referindo que esta não é a primeira vez que o seu trabalho é alvo deste tipo de postura porque “há muitas formas, menos explícitas, de censurar”.
A companhia de seguros “tem todo o direito de recusar, mas lamento que tenha esta atitude. Seria mais interessante lidar com uma discussão em torno da temática, em vez de nem sequer darem hipótese de a mostrar”.
A Lusa contactou diretamente o departamento de marketing e comunicação da Tranquilidade, mas fonte ligada à empresa indicou que será divulgado um comunicado durante a tarde de hoje.
AG.
Lusa/fim.

O Museu Cargaleiro, em Castelo Branco, vai abrir as suas portas ao público na próxima sexta-feira, pelas 17H30, disse o presidente da Câmara local, Joaquim Morão. O novo espaço, de três pisos, situado na Praça Académica, reúne toda a obra do mestre Manuel Cargaleiro e foi inaugurado, em junho, pelo Presidente da República. (more…)
O diretor do Teatro Municipal da Guarda (TMG), Américo Rodrigues, 49 anos, vai ser homenageado pelo Ministério da Cultura com a atribuição da Medalha de Mérito Cultural, pelo contributo para o desenvolvimento cultural da região. (more…)

Fotografia de Margarida Dias
O pintor moçambicano Malangatana morreu aos 74 anos às 03:30 no Hospital Pedro Hispano, em Matosinhos, vítima de doença prolongada, segundo a direção do hospital. O pintor, de 74 anos, encontrava-se internado há vários dias naquele estabelecimento. Malangatana vendeu os primeiros quadros há 50 anos e com o dinheiro arranjou uma casa e foi buscar a família para Maputo. Meio século depois, morreu um homem do mundo, um amigo de Portugal e um dos moçambicanos mais famosos.
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O antigo jornalista da RTP, apresentador do programa cultural “Acontece”, morreu esta noite vitima de ataque cardíaco. Carlos Pinto Coelho nasceu em 1944 e iniciou a actividade de jornalista em moçambique. Foi comendador da ordem de D. Afonso Henriques e foi varias vezes premiado ao longo da sua carreira. Carlos Pinto Coelho começou a sua carreira de jornalista no Diário de Notícias, tendo sido saneado, no verão quente. Director de programas e de informação na RTP, fez desta profissão uma paixão.

REHEARSAL-FROM-JEAN-BAPTISTE-BONILLO-Palimoseste--FRANCE. ©Ana Trincão e João Bento / TANZ IM AUGOST

MAHJONG-DANCEBERLINSHANGHAI. ©Ana Trincão e João Bento / TANZ IM AUGOST
Ana Trincão e João Bento (Berlim) – Como o nome do festival indica Agosto é um mês dedicado à dança em Berlim, à dança e a toda a actividade cultural que a cidade acolhe incessantemente. Mas em Berlim há dança em Agosto. A circulação entre os vários locais que acolheram o evento foi em si um acto de reconhecimento geográfico da cidade. Em cada teatro havia um bar que antes ou depois de cada espectáculo proporcionava um encontro ou um reencontro entre os curiosos, amantes e profissionais interessados numa saudável “informalidade” tão característica de Berlim. (more…)
Carlos Amado morreu ontem, dia em que completou 74 anos. Escultor e professor de Museologia da Faculdade de Belas Artes de Lisboa. Carlos Amado foi discípulo do escultor de Barata Feyo e Joaquim Correia. Para hoje estava prevista uma comunicação sua, na Academia Nacional de Belas Artes.
Joaquim Correia, escultor e professor jubilado daquela faculdade, disse à Lusa lamentar a morte do seu antigo assistente. “Não sabia que tinha morrido mas lamento muito; foi um homem muito dado à escultora e ao ensino e era uma pessoa muito respeitada”, concluiu o escultor, de 90 anos. O corpo de Carlos Amado estará no atelier onde trabalhava, em Lisboa, entre as 15:00 e as 23:00 de hoje. Às 10:45 de quarta-feira será cremado no cemitério do Alto de São João. Nascido em Carcavelos a 01 de novembro de 1936, Carlos Amado foi professor na Faculdade de Belas-Artes de Lisboa até ter atingido o limite de idade, há quatro anos. Em 1998 passou a integrar a Academia Nacional de Belas-Artes.
A Câmara da Covilhã inaugura este sábado a exposição “140 anos, 140 artistas” no âmbito do 140.º aniversário da elevação da Covilhã a cidade. A mostra vai ser inaugurada às 16H00 na galeria de exposições “Tinturaria”, no Rossio do Rato.
Na ocasião será feito o lançamento de um vinho comemorativo do aniversário da cidade, pela Adega Cooperativa local.
Ainda no sábado, mas às 21H30, vai ser apresentada a peça de teatro “140 anos: Lendas e Sonhos da Covilhã”, pelas companhias ASTA e Aqu’Alma.

António Valdemar afirma que recuperação da Academia de Belas Artes pretende colmatar instalações degradadas e insuficientes. Fotografia de Ricardo Paulouro/A23
A propósito das Jornadas Europeias do Património 2010, a Academia Nacional de Belas Artes apresentou hoje o “Projeto de Recuperação em Curso”, que pretende “colmatar” a situação degradada e insuficiente que se vive nas instalações. O Ministério da Cultura e o Instituto de Gestão do Património Arquitetónico e Arqueológico (IGESPAR) “reconheceram a importância desta instituição” e “avançaram” com uma intervenção na sua recuperação, disse à agência Lusa António Valdemar, presidente da Academia.
O gestor salientou três elementos importantes na “recuperação do espólio”: o trabalho que foi feito na Torre do Tombo, que incluía um total de cerca de 100 mil documentos ”que já regressaram à Academia”; a recuperação de algumas peças; e os inventários de pintura e escultura (já concluídos) e de desenho e arquitetura, “ainda em fase de avaliação”.
O acervo guardado na Academia, com milhares de livros desde o século XVI até à primeira metade do século XX, “não pode continuar neste edifício em progressiva degradação, não pode continuar a ser adiada a recuperação”, sob pena de, quando se intervir, “já ser tarde”, alertou António Valdemar.
A reconstrução do edifício “não tem ainda custos definidos e depende do IGESPAR”, informou António Valdemar.
A salvaguarda do património, a atividade pedagógica, o aprofundamento da arte e da arqueologia são atribuições da Academia de Belas Artes, desde a sua origem, há quase duzentos anos, quando foi instituída por Passos Manuel, a 25 de outubro de 1836.