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Morreu o pintor Barata Moura

O pintor Barata Moura faleceu, no domingo, aos 100 anos. A Câmara Municipal do Fundão colocou a bandeira do município a meia haste. Nascido na aldeia histórica de Castelo Novo, concelho do Fundão, no dia 9 de Janeiro de 1911, filho de José Nunes Moura e Maria Gonçalves Barata, o Pintor Barata Moura completou este ano… 100 anos de vida.

A sua aprendizagem artística foi feita em Lisboa – na Escola de Artes Aplicadas e na Escola António Arroio – para onde migrou aos 17 anos. No entanto, fortemente arraigado à sua terra natal, a passagem dos anos e os ares da cidade não desvaneceram os laços de profundo afecto que ligavam o Artista aos víveres modestos das gentes da região onda nascera, não porque aí possuísse bens materiais, mas porque desta recebeu marcada influência vivencial, espiritual, moral e mesmo intelectual, do berço até hoje. Com vasta obra artística, pintou mais de cinco mil telas, entre elas, muitas das paisagens do Fundão e da beira interior.

Prémio Pessoa para ensaísta e filósofo Eduardo Lourenço

O ensaísta e filósofo Eduardo Lourenço, 88 anos, com uma vasta obra publicada, é o 25.º distinguido com o Prémio Pessoa, anunciou hoje o presidente do júri, Francisco Pinto Balsemão, no Palácio de Seteais, em Sintra.

O Prémio Pessoa, no valor de 60 mil euros, é uma iniciativa do jornal Expresso com o patrocínio da Caixa Geral de Depósitos, e destina-se a reconhecer pessoas de nacionalidade portuguesa que protagonizaram uma intervenção relevante e inovadora na vida artística, literária ou científica do país.

Uma das razões da escolha do júri foi a recente reedição, pela Fundação Caloustre Gulbenkian, da obra completa de Eduardo Lourenço, num total de 38 volumes de ensaios político filosóficos escritos entre os anos de 1945 e 2010.

Nascido em 1923 em São Pedro do Rio Seco, no distrito da Guarda, partiu para França em 1949, onde se encontra radicado até hoje, mas manteve sempre uma forte ligação a Portugal, escrevendo várias obras sobre a sociedade portuguesa.

Presidido por Francisco Pinto Balsemão, o júri do Prémio Pessoa 2011 foi ainda composto por Fernando Faria de Oliveira (vice-presidente), António Barreto, Clara Ferreira Alves, Diogo Lucena, João Lobo Antunes, José Luís Porfírio, Maria de Sousa, Mário Soares, Miguel Veiga e Rui Baião.

Lista de todos os premiados desde a primeira edição, em 1987:

1987 – José Mattoso

1988 – António Ramos Rosa

1989 – Maria João Pires

1990 – Menez

1991 – Cláudio Torres

1992 – António e Hanna Damásio

1993 – Fernando Gil

1994 – Herberto Helder

1995 – Vasco Graça Moura

1996 – João Lobo Antunes

1997 – José Cardoso Pires

1998 – Eduardo Souto Moura

1999 – Manuel Alegre e José Manuel Rodrigues

2000 – Emanuel Nunes

2001 – João Bénard da Costa

2002 – Manuel Sobrinho Simões

2003 – José Joaquim Gomes Canotilho

2004 – Mário Cláudio

2005 – Luís Miguel Cintra

2006 – António Câmara

2007 – Irene Flunser Pimentel

2008 – João Luís Carrilho da Graça

2009 – D. Manuel Clemente

2010 – Maria do Carmo Fonseca

2012 – Eduardo Lourenço

Uma tarde de Fado vadio na Graça (Com som- A23 Rádio)

As tardes de Fado vadio na Graça by A23 Rádio
No dia que s3 começa a discutir a candidatura do fado a Património da humanidade, a A23 foi espreitar uma das tascas míticas, onde se canta o fado vadio, na Graça em Lisboa O fado, a música típica do país, pode ser declarado Patrimônio Imaterial da Humanidade. A candidatura será analisada pelo VI Comitê Inter-Governamental da Unesco (Organização das Nações Unidas para a educação, a ciência e a cultura), que começa nesta terça-feira em Bali, na Indonésia.

Rodolfo Pimenta e Joana Torgal vencem o Prémio Jovem Cineasta Português cinanima

O filme “Nôs Terra”, do Coletivo de Crianças da EB1 de Trás-os-Montes, Polo 3, Ilha de Santiago (Cabo Verde), com coordenação de Rodolfo Pimenta e Joana Torgal, venceu o Prémio Jovem Cineasta Português, para realizadores com idades entre os 18 e os 30 anos, anunciou a organização do certame.

O filme “The Renter”, de Jason Carpenter (EUA), venceu a 35ª edição do Cinanima – Festival Internacional de Cinema de Espinho.

Na edição deste ano, o certame exibiu desde segunda-feira 136 obras, em sessões não competitivas, e teve a concurso 75 filmes, seleccionados entre 874 candidaturas.

O Prémio António Gaio, para o melhor filme português de animação, foi atribuído a “Sem querer”, de João Fazenda.

Nesta categoria, foram ainda entregues menções honrosas a “O Sapateiro”, de David Doutel e Vasco Sá, e “Independência de Espírito”, de Marta Monteiro.

Manuel Matos Barbosa, um dos responsáveis pela programação do certame, considerou, em declarações à agência Lusa, que as obras premiadas reflectem “uma competição que foi marcada por filmes bastante interessantes”, realizados com recurso “a variadas técnicas e às novas tecnologias”.

Outro aspecto que realçou na edição de 2011 do Cinanima foi a “masterclass” dirigida pelo realizador checo Jiri Barta. “É dos grandes nomes do cinema de animação e as inscrições esgotaram”, sublinhou Manuel Matos Barbosa.

“Costumamos fazer ‘workshops’ com profissionais reconhecidos todos os anos”, acrescentou, “mas esta foi a primeira vez que apostámos num nome desta dimensão e a experiência correu tão bem que devemos repeti-la no próximo ano”.

Entre os restantes vencedores do Cinanima 2010, destaca-se o Prémio Especial do Júri, atribuído a “Muybride’s Strings”, de Koji Yamamura (Canadá), e o Prémio do Público, para “Danny Boy”, de Marek Skrobecki (Polónia).

O Prémio José Abel, para o filme europeu que mais se destacou pela qualidade da animação, foi atribuído a “One More Time!”, de Okruzhnova, Ovchinikova, Pavlycheva, Petrova, Arkipova, Yakhyaeva (Rússia).

“Kubla Khan”, Joan Gratz (EUA) foi reconhecida, por sua vez, como a melhor curta-metragem (até cinco minutos), “Second Hand”, de Isaac King (Canadá) foi considerada a melhor curta-metragem com mais de cinco minutos e até 25 minutos; e “Playing Ghost”, de Bianca Ansems (Reino Unido), foi
distinguida como a melhor curta-metragem/filme de fim de estudos.

“Arachmaninoff”, de René Lange (Alemanha), foi considerado o filme com melhor banda sonora original.

Finalmente, o Prémio RTP2: Onda Curta foi entregue a “One More Time!”, de Okruzhnova, Ovchinikova, Pavlycheva, Petrova, Arkipova, Yakhyaeva (Rússia), “Lumberjack”, de Pawel Debski (Polónia), “Coast Warning”, de Alexandra Shadrina (Rússia), “Muybridge’s Strings”, de Koji Yamamura (Canadá), e “Oedipus”, de Paul Drissen (Canadá).

Organizado ininterruptamente desde 1976, o Cinanima é uma iniciativa da Cooperativa Nascente, de Espinho, e constitui o maior festival de cinema de animação realizado em Portugal, sendo também um dos mais antigos do mundo no seu género específico.

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Manuel António Pina honrado com medalha de mérito cultural da terra onde nasceu

Manuel António Pina no cafe Convívio no Porto. Fotografia de Ricardo Paulouro

O escritor Manuel António Pina, vencedor do Prémio Camões 2011, disse hoje que sente “uma honra muito particular” por ter recebido a medalha de mérito cultural do município do Sabugal, de onde é natural.
A distinção autárquica foi hoje entregue ao escritor e poeta, no decorrer da sessão solene comemorativa do Dia do Município, no mesmo dia em que foi anunciado o lançamento da nova obra do escritor, “Como se desenha uma casa”.
Manuel António Pina, de 67 anos, poeta e autor de livros para crianças, é natural do Sabugal, onde viveu até aos seis anos. Licenciado em Direito pela Universidade de Coimbra, foi jornalista durante muitos anos e atualmente é tradutor, professor e cronista.
O homenageado mostrou-se honrado com a medalha e destaca-a, entre as várias distinções que já recebeu.
“Entre todas as homenagens que tenho recebido, esta toca-me muito particularmente, porque se trata de uma distinção que me foi feita pela terra onde eu nasci”, disse.
O escritor lembrou que deixou o Sabugal muito cedo e, por isso, ter regressado para receber a medalha de mérito cultural municipal, constitui um momento “muito importante e muito significativo”.

Manuel António Pina disse que a memória mais antiga que tem da cidade é a de uma fonte, situada em frente da casa onde nasceu, no largo da atual Câmara Municipal, que “tinha a ideia que era um lago muito grande, mas que, afinal, era pequena”.

Na lembrança tem um certo dia em que “alguém atirou para lá [para a fonte]” o seu chapéu e recusou “ir buscá-lo”.

Atualmente, da casa onde nasceu, continua a receber, de quando em vez, no Porto, onde reside, pão de ló com um “um sabor especial”, confecionado pela atual proprietária do imóvel que carinhosamente chama de “avó Lulu”, contou.

Durante a sessão de entrega da medalha de mérito cultural ao vencedor do Prémio Camões 2011, o presidente da Câmara Municipal do Sabugal, António Robalo, disse que, com este gesto, realizado pela primeira vez, a autarquia pretendeu reconhecer “a importância” do escritor e da sua obra.

Reconheceu tratar-se de “um ato de justiça e de reconhecimento” em relação à vida e à obra de Manuel António Pina “que tem amor à terra que o viu nascer”.

O homenageado assegurou que é “alguém que tem estado fora do Sabugal” mas “tem o Sabugal no coração”.

Além de Manuel António Pina, a medalha de mérito cultural do Sabugal foi igualmente entregue à Sociedade Filarmónica Bendadense, pelos seus 141 anos de existência.

A câmara também homenageou as Associações Humanitárias dos Bombeiros Voluntários do Sabugal e do Soito com medalhas de mérito cívico e condecorou trabalhadores com 15, 25 e 35 anos de serviço.

O Dia do Município do Sabugal assinala os 715 anos da atribuição do foral pelo rei D. Dinis.

“Como se desenha uma casa” é o novo livro de Manuel António Pina

O escritor Manuel António Pina, vencedor do Prémio Camões 2011, anunciou, quinta-feira, 11,, no Sabugal o lançamento da nova obra “Como se desenha uma casa”, onde recebeu a medalha de mérito cultural do município do Sabugal, de onde é natural.
Manuel António Pina, de 67 anos, poeta e autor de livros para crianças, é natural do Sabugal, onde viveu até aos seis anos. Licenciado em Direito pela Universidade de Coimbra, foi jornalista durante muitos anos e atualmente é tradutor, professor e cronista.

Mão Morta ao vivo em Castelo Branco

Os bracarenses Mão Morta apresentam este sábado, dia 15, às 21:30, no Cine Teatro Avenida, em Castelo Branco, a digressão “Pelux in Motion”, um espetáculo “novo e cru” com um alinhamento que mistura temas mais antigos com outros mais recentes.

A banda, que comemorou 25 anos de carreira em 2010, anunciou tratar-se de “um espetáculo novo e cru, desprovido de efeitos, e com um alinhamento que vai recuperar temas já guardados para os cruzar com outros mais recentes”.

O último álbum de originais dos Mão Morta “Pesadelo em peluche”, lançado em abril do ano passado, reúne 12 temas, com letras de Adolfo Luxúria Canibal, em torno do texto “A feira de atrocidades”, do escritor J.G. Ballard.
Os bilhetes custam dez euros, com desconto de 20 por cento, para menores de 25, maiores de 65, estudantes e portadores do Cartão Bertrand.

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“The Return of the Real – 16” de Pedro Loureiro no Museu do Neo-Realismo

O Museu do Neo-Realismo inaugura a exposição “The Return of the Real – 16”, de Pedro Loureiro, que terá lugar no dia 17 de Setembro pelas 16h00. A exposição estará patente até 11 de Dezembro de 2011.
Para David Santos, “o conjunto de retratos agora apresentado por Pedro Loureiro resulta, com efeito, de um jogo imagético que procura o fio de identidade ou reconhecimento que possa existir entre a memória das figuras ou personagens que outrora alimentaram a literatura redoliana e os ambientes humanos encontrados hoje nas mesmas regiões, explorando assim os ecos dessa leitura etnográfica sobre os grupos sociais que chamaram a atenção cívica e narrativa de Alves Redol e as dissonâncias manifestas, necessariamente, pela nossa contemporaneidade. Entre o retrato individual e colectivo, geracionale intemporal, Pedro Loureiro desenvolve, porém, uma estratégia comparativa que não produz deliberadamente juízos de valor, mas projecta no observador uma inevitável interpretação dos gestos e dos seus detalhes, ou ainda a percepção da iconografia dos objectos e acessórios que lhes dão sentido e identidade. Desse modo, estas fotografias promovem o que há de permanente entre as duas épocas convocadas, assim como o que nelas se declara como mudança subtil, mas profunda”.
Pedro Loureiro é um dos mais importantes fotógrafos portugueses da sua geração tendo trabalhado no Independente, Grande reportagem, entre outros. Actualmente é fotógrafo da revista Ler. A exposição estará patente até 11 de Dezembro de 2011.

João Pedro Vale lamenta censura a exposição de temática homosexual

O artista João Pedro Vale lamentou hoje “a atitude de censura” à temática homossexual da exposição prevista para inaugurar em Lisboa a 02 de setembro, e que acabou por ser cancelada pela Companhia de Seguros Tranquilidade.

A exposição intitula-se “P-Town”, e resulta de um projeto conjunto entre João Pedro Vale e Nuno Alexandre Ferreira, resultado de uma residência artística realizada em Provincetown, nos Estados Unidos, cuja história é marcada por elementos que interessavam aos artistas.

Uma primeira parte do projeto – que junta a identidade portuguesa, pela emigração proveniente dos Açores, ser um centro artístico e estar ligada à comunidade homossexual – esteve em exposição em julho, na galeria NurtureArt, em Nova Iorque.

De acordo com João Pedro Vale, a exposição, que deveria inaugurar a 02 de setembro no Espaço Arte Tranquilidade, em Lisboa, estava prevista há meses, na sequência de um convite da galeria Filomena Soares, que o representa.

“A programação do espaço cultural da companhia de seguros é feita através de galerias de arte, que têm toda a liberdade para convidar os artistas, e servem de intermediários”, indicou João Pedro Vale, nascido em 1976, licenciado em Escultura pela Faculdade de Belas Artes da Universidade de Lisboa e representado em várias coleções nacionais e estrangeiras.

Como a galeria estava fechada em agosto, foi o artista que contactou diretamente com o departamento de marketing da seguradora, onde apresentou as imagens promocionais com uma imagem fálica de um fanzine que faz parte da exposição, e “provocou uma reação embaraçosa”.

“Disseram-me que por ser uma instituição muito conservadora, não seria aquela a imagem mais indicada para promover a exposição. Então sugeri que vissem as peças que eu queria apresentar”, relatou à Lusa.

Depois de conhecer o conteúdo da exposição criada pelo artista, a companhia acabou por propor ao artista que apresentasse “outro projeto porque aquele, dada a temática subjacente, ía contra os valores promovidos pela instituição”.

João Pedro Vale recusou, sustentando que a ideia era moldar o trabalho artístico “em função dos interesses da empresa” e sente-se “pessoalmente atingido” porque considera que a sua função como artista é “levantar as questões”.

“Ficou muito claro que foi uma questão de censura”, concluiu, referindo que esta não é a primeira vez que o seu trabalho é alvo deste tipo de postura porque “há muitas formas, menos explícitas, de censurar”.

A companhia de seguros “tem todo o direito de recusar, mas lamento que tenha esta atitude. Seria mais interessante lidar com uma discussão em torno da temática, em vez de nem sequer darem hipótese de a mostrar”.

A Lusa contactou diretamente o departamento de marketing e comunicação da Tranquilidade, mas fonte ligada à empresa indicou que será divulgado um comunicado durante a tarde de hoje.

AG.

Lusa/fim.

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Jazz em Agosto na Gulbenkian

O festival Jazz em Agosto continua este fim-de-semana na Fundação Calouste Gulbenkian, o seu espaço anfitrião. A 28ª edição do Festival começou com a actuação a solo do pianista Cecil Taylor no Anfiteatro ao Ar Livre da Fundação.
No sábado, o festival recebe a saxofonista alemã Ingrid Laubrock, que traz consigo o quinteto Anti-House. O concerto do trompetista Wadada Leo Smith com o grupo Organic encerra o fim de semana.
A programação do Jazz em Agosto, que encerra a 14 de Agosto, inclui no total seis concertos e ainda a exibição inédita dos documentários «Cecil Taylor: All The Notes» e «Black February: A Film about Butch Morris».

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