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	<title>A23 Online &#187; Gastronomia</title>
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	<description>Reportagens, Opinião e Notícias de Portugal e do Mundo</description>
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		<title>O Mário – O Templo Gastronómico da Beira Baixa</title>
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		<pubDate>Wed, 16 Jun 2010 23:27:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Editor</dc:creator>
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		<category><![CDATA[restaurante O Mário]]></category>

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		<description><![CDATA[Texto de Manuel da Silva Ramos Na mítica Estrada Nacional 18, que viu passar o Alves Barbosa, o Ribeiro da Silva, o Joaquim Agostinho, ciclista do sonho puro, que viu passar também em herói o Humberto Delgado em cima de um descapotável, o Kubitchek, Presidente da República do Brasil, mais o António Paulouro num carro [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter size-full wp-image-7060" title="Imagem8" src="http://www.a23online.com/wp-content/uploads/2010/06/Imagem8.png" alt="" width="451" height="299" /></p>
<p>Texto de <strong>Manuel da Silva Ramos</strong></p>
<p>Na mítica Estrada Nacional 18, que viu passar o Alves Barbosa, o Ribeiro da Silva, o Joaquim Agostinho, ciclista do sonho puro, que viu passar também em herói o Humberto Delgado em cima de um descapotável, o Kubitchek, Presidente da República do Brasil, mais o António Paulouro num carro negro cheio de esperança, há um restaurante que pela sua história pessoal e pela sua evolução  surpreendente se projecta como o templo gastronómico da nossa Beira.<span id="more-7059"></span></p>
<p>Fomos lá comer um dia destes em que um frio glacial nos atravessava o corpo e os nossos olhos pediam um auxílio e um reconforto. E o tempo fortificou-nos, encheu-nos de uma alegria e de uma plenitude espantosas.</p>
<p>Raras são as ocasiões nesta vida onde um lume crepitante de uma lareira acompanha um cabrito jovem à pátria da felicidade e onde um acolhimento beirão nos fustiga o rosto com uma chuva mais carinhosa. No cruzamento de Alçaria, o Mário proporcionou-nos tudo, nessa noite hostil, o que um homem de gosto e de sensibilidade espera e mais: deu-nos a certeza de estarmos no local certo, movidos por iguarias magnéticas, presos a um milagre culinário. Porque nestes instantes intensos e magnificentes, a vida só pode ser ilusão.<br />
Já o disse muitas vezes que o transporte mágico nos lega a boa comida de uma recompensa à falta de magia que há neste mundo. Flaubert, que foi um bom gourmet burguês, dizia  rindo que toda “a cozinha burguesa era sã” e que “a comida de restaurante era sempre escaldante”. Todos estes preconceitos existem nos nossos beirões que gostam também de catalogar as coisas que comem nos sítios eleitos. O Mário até ontem era o templo da cozinha regional da nossa Beira; hoje ele é o templo de toda a cozinha (e até a internacional) da Beira Baixa. Indiscutivelmente. Invejamos, para aqueles que tem dúvidas nas papilas gustativas e dos olhos. E nos ouvidos.<br />
Começamos a nossa refeição ideal por um belíssimo pão de centeio e um cremoso queijo fresco, mesmo ali fabricado ao lado, na Beiralact, que nos deixou logo em transe. O presunto pata negra que comemos a seguir tinha a idade fantástica das certezas. Vieram a seguir umas cherovias alouradas e bem espalmadinhas que nos convenceram que este adorado tubérculo é o sol da nossa boca. Depois os pastelinhos de bacalhau que provamos, na sua espessura e combinação, demonstraram que são únicos no mundo. A nossa barriga acalmada, passamos às coisas mais requintadas.</p>
<p>Regado por um maravilhoso branco da Quinta Almeida Garrett o Camarão Tigre à Mário que nos serviram lançou-nos para a intemporalidade. Estava soberbo o miolo alvíssimo daquele fruto de mar que cavalgando um canapé de pão de centeio e regado com um molho extraordinário de marisco com mostarda nos transportou para paises distantes e exóticos. O zênite não tardou  a vir. E isso na figura de um Filet Mignon divino e tenríssimo. Já há mais de vinte anos, (desde que deixei a doce França e a sua cozinha familiar) que não comia uma carne assim deslizante na boca, gostosa como os afectos mais intensos. Servido com um arroz certo de ervilhas, cogumelos, salsa frita, este prato combinado com o tinto da casa ( um formidável tinto simples da quinta Almeida Garrett) fez o nosso peito cantar interiormente. Terminámos a refeição com um extraordinário requeijão com doce de abóbora e cereja. Vindo também da vizinha Beiralact, este requeijão imenso e cremoso fez-nos soletrar que nunca tínhamos comido igual. Assim se terminava uma refeição de beleza entalhada no melhor dos mundos.<br />
Mas o Mário reserva todas as surpresas, é ainda mais que isto. Uma sumptuosa cozinha regional infinita e que nos bate nas costas. Vejam só. Sopas diferentes e lindas (provem por exemplo a sopa de feijão à Beira Baixa) que são um regalo de harmonia. Tibórnias de bacalhau, Panela no Forno, Arroz de Carqueja, Leitão do Monte com passas de cereja, Cabrito no Churrasco, Cabrito à Padeiro, etc, etc. O Bucho de Porco do Fundão com grelos salteados com batata cozida, o Feijão à Lavrador no Inverno, o Entrecosto na Brasa com feijão manteiga, couve, enchidos e batatas cozidas, a Mãozinha de Vaca com grão de bico, a Feijoada à Transmontano (às segundas-feiras, especialidade para os negociantes do mercado do Fundão, são pratos que levantam a alma Beirã).<br />
Mas o milagre d’ Mário. A caça também está presente. Pode-se comer aqui o que não há noutro sitio: perdiz, javali, coelho, lebre. O peixe que aqui se serve é fresquíssimo e rico: cherne, garoupa, robalo, salmão, polvo, etc. No tempo adequado o sável e a lampreia fazem brilhar a mesa fraternal e sazonal. Com dezoito pratos quotidianos de carne e peixe, mais de quarenta sobremesas onde as papas de carolo, o arroz doce, a tigelada da beira, o celebre requeijão com doce de cereja iluminam o nosso rosto, o Mário tem escolhas dos deuses.<br />
E agora vamos aos vinhos, meus amigos, porque o vinho enobrece o humano. Numa carta de vinhos invejável, os regionais de proximidade como a Quinta dos Termos, Almeida Garrett, a Alma da Beira, vinho d’Alcaria, colocam-se sem vergonha ao lado de um Barca Velha, de um Quinta do Vale Meão, de um Quinta do Confradinho, de um Mouchão, de um Esporão, e de vinhos do Dão e de outras zonas demarcadas. É para terminar uma refeição aqui se encontra o surpreendente o Bastardinho de Azeitão.<br />
Montaigne dizia que “um homem satisfeito vale por dois”. Foi o que sentimos ao sair deste templo único da cozinha da Beira Baixa com quarenta anos. E nem o frio entrou connosco. E antes de abrirmos as portas do carro lembramo-nos do Mário, o pai fundador já falecido, deste restaurante acolhedor hospitaleiro gerido familiarmente, que começando por uma humilde taberna criou um maravilhoso reino de sabores na nossa fria mas comovente região.</p>
<p>O Mário<br />
Refeição media: 10 a 15 euros<br />
Estrada Nacional 18 Cruzamento de Alcaria<br />
Telf.: 275 750 001/0<br />
Coordenadas de localização para GPS: 40º 12.055’N/ 7º 29.859’W<br />
Ambiente rústico, com duas lareiras, ar condicionado e duas salas para fumadores e não fumadores , acessibilidade e deficientes.<br />
Lotação: 170 pessoas<br />
4 parques de estacionamento<br />
Reservas.</p>
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		<title>Sugestões docinhas para o Dia Mundial da Criança</title>
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		<pubDate>Tue, 01 Jun 2010 16:44:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Editor</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Um pouco por todo o lado, celebra-se hoje o Dia Mundial da Criança. A A23 deixa-lhe algumas sugestões para o dia de hoje, para que volte a ser criança outra vez.Como esquecer os maravilhosos chupas, rebuçados ou chocolates que se comiam sem qualquer privação enquanto crianças? Dietas à parte, hoje é o dia certo para [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignnone size-full wp-image-6949" title="A23" src="http://www.a23online.com/wp-content/uploads/2010/06/Picture-21.png" alt="" width="276" height="188" /></p>
<p>Um pouco por todo o lado, celebra-se hoje o Dia Mundial da Criança. A A23 deixa-lhe algumas sugestões para o dia de hoje, para que volte a ser criança outra vez.<span id="more-6948"></span>Como esquecer os maravilhosos chupas, rebuçados ou chocolates que se comiam sem qualquer privação enquanto crianças? Dietas à parte, hoje é o dia certo para esquecer a linha e se entregar a prazeres mais docinhos. Comece por abrir o apetite na Papabubble (Rua da Conceição, 117 a 119). É certo que esta é a rua das retrosarias, mas já se por ali vêem verdadeiras romarias sem ser para comprar botões ou tecido a retalho. Esta loja característica de Barcelona abriu em Lisboapara recuperar uma tradição há muito esquecida: a magia dos rebuçados artesanais. Os formatos possíveis são muitos (os mais comuns são pequenos cilindros que podem vir em caixas de vidro ou tubos de ensaio) e os sabores são mais de 30.<br />
Siga depois para a Xocoa, conceituada marca catalã, na Rua do Crucifixo, que veio fazer perder a cabeça aos lisboetas com a oferta diversificada de tudo o que pode esperar encontrar feito com chocolate. Aqui, há bombons para todos os gostos: de trufa negro, branco e laranja, coco, canela, gengibre, cinco pimentas e quatro especiarias, refresco de chocolate, bolachinhas gulosas e sempre muitas novidades a descobrir.<br />
Se ainda não estiver satisfeito, porque não dar um pulinho à MerryCupCakes, no Centro Comercial do Campo Pequeno, e terminar o dia com o delicioso e famoso bolo americano com coberturas deliciosas, decorações coloridas e sabores que vão desde os tradicionais cupcakes de baunilha e chocolate aos red velvet. Se já estiver em cima da hora de jantar, pode levar para casa e deliciar-se ao longo do serão. De fazer crescer água na boca.</p>
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		<title>O Alambique de Ouro, um restaurante sentimental</title>
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		<pubDate>Fri, 18 Dec 2009 17:16:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Editor</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Alambique de Ouro]]></category>
		<category><![CDATA[Fundão]]></category>
		<category><![CDATA[Manuel da Silva Ramos]]></category>

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		<description><![CDATA[Integrado num complexo hoteleiro com o mesmo nome, tem tradição firmada a cozinha regional beirã desta casa, com mais de duas décadas. Aproveite a quadra natalícia para se deliciar com umas tentadoras iguarias que o escritor Manuel da Silva Ramos não resistiu a provar. Chegámos ao Alambique ao final do dia. Tínhamos passado por múltiplos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignnone size-full wp-image-3877" title="A23/Alambique" src="http://www.a23online.com/wp-content/uploads/2009/12/alambique.jpg" alt="A23/Alambique" width="450" height="290" /></p>
<p>Integrado num complexo hoteleiro com o mesmo nome, tem tradição firmada a cozinha regional beirã desta casa, com mais de duas décadas. Aproveite a quadra natalícia para se deliciar com umas tentadoras iguarias que o escritor Manuel da Silva Ramos não resistiu a provar.<span id="more-3876"></span></p>
<p>Chegámos ao Alambique ao final do dia. Tínhamos passado por múltiplos vendedores de cereja que à beira da estrada propunham as suas drupas, globosas  como olhos de meninas traquinas, doces como essas santinhas que se vendiam na festa da Santa Luzia, sápidas como dois dias feriados seguidos. Abençoada terra ! Possuíamos  grandes queijos, vinhos extraordinários, um azeite ímpar e nada nos faltava para sermos felizes à mesa. E agora para cúmulo tínhamos esses cultivares que enchiam as nossas mesas de ouro vermelho- escuro.</p>
<p>Foi exultando com tudo isto, nesta nossa Cova da Beira farta e rica, que entrámos no Alambique onde já nos esperava o senhor Alberto, o proprietário, um homem cordial que se revelou ao longo da noite ser um homem sábio. Rapidamente nos levou através do longo corredor principal, ladeado de duas belas varandas ornamentadas com plantas exóticas que entravam numa partitura de verde gala, para o exterior. E aí foi o natural espanto. Não acreditávamos. Estávamos na República Dominicana ou no Fundão ? O magnífico resort que se abria diante de nós, com as suas altas palmeiras, as suas numerosas árvores ( oliveiras, tílias, plátanos, castanheiros, ulmeiros…) e a sua exótica e abundante vegetação, era um lugar edénico  para passar férias, viver uma história de amor ou consolidar a felicidade de se estar vivo. Mas estes 80 000 m2 de lazer, piscinas e espaços verdes ( diz-nos o simpático senhor Alberto ) são também um local de acolhimento de gente trabalhadora e esperançosa: as suas duas hipermodernas  salas de congresso podem reunir quinhentas pessoas ( a medicina, claro, tem comparecido brilhantemente ) e as suas sete salas privadas e três tendas vibram com casamentos frequentes. São 60 a 70 os que se realizam aí todos os anos. Um silo subterrâneo digno de um hipermercado pode abrigar cento e vinte viaturas e um parque de estacionamento exterior pode acolher 800 automóveis. E depois de termos visitado a piscina interior ( belíssima, com azulejos talhadinhos à romana ) e o bar que faz lembrar o Pavilhão Chinês no Príncipe Real em Lisboa avançámos para os quartos. Mais uma vez admirámos o gosto e o requinte do senhor Alberto. Os corredores fofinhos e as cores doces das tapeçarias das suas paredes assim como a decoração dos quartos são um ninho de intimidade e de bom gosto e quando visitámos o quarto 248 com um painel pintado à mão feito por uma artista de Coimbra a originalidade veio ao nosso encontro . Não tardámos a encontrar o modernismo mais belo e mais audaz numa suite da ala nova, numa aliança extraordinária de vidros, espelhos e cores. Perguntei o preço. Era o luxo requintado a preços acessíveis. E ainda bem que era assim. Existindo há já 22 anos, o Hotel foi-se renovando contínuas vezes, sempre seguindo o gosto do momento do cliente-rei. E mesmo depois de ser Hotel Resort ( começou nesta especialização há 9 anos ) ele continua pelo mesmo caminho e a prova é essa inovação que expõe actualmente quatro suites e 34 quartos remodelados numa afirmação de novos materiais afectivos e simples.</p>
<p>Tínhamos para o final duas máximas cerejas em cima deste bolo superconfortável: a garrafeira e o restaurante. Descemos pois debaixo de terra, por uma escadaria em caracol, a uma cave maravilhosa. Aí, a uma temperatura constante de 16 º e a 70 de humidade, estão entrepostas  100 000 garrafas na horizontal dormente. Estas jóias de bem-estar , na sua quase generalidade, são beirãs e provêm da Adega Cooperativa do Fundão, a melhor adega cooperativa do país em qualidade. O senhor Alberto guia-nos por entre um sapiente projecto seu: ele vai à Adega escolhe os lotes de vinho nas cuvas e depois engarrafa-o ele próprio com belas rolhas e escuras garrafas muito mais pesadas que as normais. As novas rolhas favorecem a qualidade do vinho. E  o néctar embeleza-se com esta protecção à luz. Foi a primeira vez que vimos um modus operandi assim e o que provaríamos a seguir no restaurante daria inteira razão ao mestre do Alambique. O magnífico Praça Velha de antanho aparece aqui rejuvenescido, com calças novas, mas imutável, assim como o fantástico Cova da Beira de 1996 e o mais que honesto Alcambar dos bons anos. Acontece pois que só o senhor Alberto tenha certos vinhos feitos na Adega ; e que nem a própria cooperativa ou os particulares os possuam . Mas não se pense que esta caverna de Ali Babá vinícola tenha só especialidades do Fundão: aí encontramos vinhos bem polidos da nossa Beira como o Quinta dos Termos, a colheita do sócio de 1999 da Adega da Covilhã ou os vinhos da Quinta Garrett etc. Alguns bons alentejanos também estão representados assim como certos e reputados vinhos do Douro. Diga-se aqui que quando saímos desta magnífica prisão subterrânea onde os vinhos de uma região envelhecem docemente num estado de perpétuo equilíbrio e de áurea tranquilidade, o senhor Alberto tinha nos olhos o carinho de quem cuida ternamente dos seus com primor e reserva.</p>
<p>E finalmente dirigimo-nos para o restaurante, logo à entrada do hotel, depois de termos passado outra vez pelo maravilhoso corredor que dá acesso às piscinas exteriores e onde mais uma vez me enterneci com as esculturas das três abelhas vagabundas. Decorada, em profusão, com motivos tradicionais da nossa Beira, a sala onde funciona o restaurante é ampla e acolhedora e dá logo ao gastrónomo um apetite de gambozino. Este restaurante tem galões: há trinta anos vendia já 250 quilos de bacalhau por semana e o senhor Joaquim, negociante de lãs e queijos, pai do senhor Alberto, exuberava. Mas nunca lhe passaria pela cabeça , ele que ia buscar as lãs a Proença-a- Nova, Escalos, Alcains e Termas de Monfortinho para as vender depois para a Nova Penteação da Covilhã já lavadas, que a evolução do seu restaurante fosse tão tentacular. Brindámos com um Alcambar de 1999,leve, aromático, milagrosamente vivo, ao passado. Este vinho guloso aprimorou bem as entradas excelentes : um regalo de azeitonas pretas de Extremoz temperadas com azeite e orégãos, um magnífico pão d´água imparável que é feito aqui quatro vezes por dia ; aloiradas e imprescindíveis corgetes e beringelas panadas e terminámos com uma alheira fantástica e suculenta de perdiz, feita na casa. Era altura, depois destas delícias infinitas só estacionadas pela nossa vontade férrea, de nos encostarmos aos pratos fortes. Umas línguas panadas de bacalhau com açorda de tomate à antiga e servidas com arroz de feijão à parte. E cabrito na brasa com grelos salteados acompanhado com feijão manteiga guisado. O primeiro prato, formidável, trouxe-me entre outras coisas o gosto da açorda de tomate da minha infância cujo tomate misturado pela minha mãe à cebola exuberante e ao pão velho eram simplesmente fabulosas declarações de amor. Quanto ao segundo,  o cabrito saborosíssimo, grelhado na ponta da exactidão, era deliciosamente posto em relevo pelos magníficos feijões guisados e pelos grelos divinos salteados com alho, louro e azeite a 2%. Neste mergulho à cozinha tradicional beirã , um bom vinho fundanense era de regra : bebemos um Cova da Beira 1996, ano excelentíssimo, potente, sedoso, cheio de potencialidades. Podíamos ter pedido outros pratos emblemáticos da Beira mas nós sabemos que o bacalhau e o cabrito são os pratos que melhor param a nossa zelosa gula, o nosso infinito apetite de beirões das mesas corridas. E terminámos a refeição enaltecente  com a cereja mesmo em cima do bolo. “ A Pérola da Beira “ ,o doce da casa, servido todo o ano e que é uma aventura gastronómica. Vejamos como se apresenta a guloseima : pão de brioche quente onde assenta uma bola de gelado com doce de cereja por cima e regado com leite condensado frio. Vimos o Paraíso quando levámos a última colher à boca. Todos os anos o senhor Alberto compra 300 quilos de cereja, e miúda ( que tem menos água ) para fazer esta maravilha.<br />
A Cova da Beira é um potente fontanário de sabores e afectos culinários. O Alambique de Ouro, vulgo o Alambique, é o fiel depositário do gosto de antigamente e enobrecido com o sonho moderno do prazer permanente.</p>
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		<title>Restaurante Tia Alice: uma experiência única</title>
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		<pubDate>Fri, 20 Nov 2009 18:24:54 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Se ainda não conhece, esta é uma experiência gastronómica que deve ter uma vez na vida. O restaurante Tia Alice, em Fátima, conjuga o requinte e a simplicidade com a melhor cozinha portuguesa, onde se encontram especialidades únicas. O difícil será controlar-se perante tamanho manjar. Comece com um pão quente barrado com uma deliciosa manteiga [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignnone size-full wp-image-2811" title="Tia-Alice / A23" src="http://www.a23online.com/wp-content/uploads/2009/11/Tia-Alice_Fatima.jpg" alt="Tia-Alice / A23" width="450" height="290" /></p>
<p>Se ainda não conhece, esta é uma experiência gastronómica que deve ter uma vez na vida. O restaurante Tia Alice, em Fátima, conjuga o requinte e a simplicidade com a melhor cozinha portuguesa, onde se encontram especialidades únicas. O difícil será controlar-se perante tamanho manjar. Comece com um pão quente barrado com uma deliciosa manteiga caseira enquanto faz a difícil escollha dos pratos. Algumas das opções são imperdíveis. A açorda de camarão ou de bacalhau são únicas, o bacalhau à Tia <a onclick="javascript:counttag('Tia', 1, 496280)" href="http://pt.shvoong.com/tags/tia/"></a>Alice gratinado no forno e com gambas, acompanhado com l a melhor salada de grelos salteados, é de comer e chorar por mais. Para os apreciadores de carne, não pode deixar de provar a  vitela assada e a chanfana de cabrito. Mas a segunda decisão difícil da refeição está para chegar com a escolha das sobremesas.  O doce conventual, o leite creme, o bolo de chocolate ou o gelado à tia Alice ( gelado caseiro ) são excelentes e permitem rematar a refeição com chave de ouro. O ambiente do restaurante convida-o a saborear tudo lentamente. Tecto em troncos de madeira a dar um ar rústico, cadeiras simples, louçeiro em madeira pintada nas cores pastéis que dão o ambiente à sala, candeeiros originais que se resumem a um pano de linho a repousar sobre a lampada &#8211; dá uma luz ambiente quente e tranquila. Na parede, algumas obras de arte que denotam o bom gosto dos proprietários. A louça é pintada à mão e pode ser comprada na loja ao lado. Serviço excelente.</p>
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		<title>Rio&#8217;s à beira Tejo</title>
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		<pubDate>Thu, 12 Nov 2009 20:41:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Editor</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Com vista para a marina de Oeiras, com o Tejo imenso como cenário de fundo, este é um dos espaços mais agradáveis para um almoço mais calmo ou um jantar romântico. Apesar de já ter aberto há alguns anos, a qualidade da comida continua a ser garantida. Ao espaço confortável e à decoração contemporânea e [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignleft size-full wp-image-2411" title="rios / A23" src="http://www.a23online.com/wp-content/uploads/2009/11/rios.jpg" alt="rios / A23" width="450" height="290" /></p>
<p>Com vista para a marina de Oeiras, com o Tejo imenso como cenário de fundo, este é um dos espaços mais agradáveis para um almoço mais calmo ou um jantar romântico. Apesar de já ter aberto há alguns anos, a qualidade da comida continua a ser garantida. Ao espaço confortável e à decoração contemporânea e de bom gosto, acrescenta-se uma vista apetecível que se pode usufruir quer opte por ficar dentro do restaurante, quer aproveite um dia ensolarado de Inverno para comer na ampla varanda. Aqui encontra-se uma cozinha contemporânea baseada nas tradições regionais portuguesas com fusão mediterrânica e onde mesmo nas novidades  revelam os produtos devidamente tratados. Com várias sugestões semanais, todas elas com o cunho pessoal do chefe António Bóia, a variedade reflecte também a criatividade do cozinheiro. Se puder, exeprimente a asa de raia em manteiga noisette com puré de alho francês e palha do mesmo, o bacalhau grelhado com guisado de grão de bico e pernil fumado com vegetais, a perna de frango do campo recheada com morcela da Beira Alta e couve estufada, o polvo à lagareiro ou o bife com molho de míscaros. O toque de contemporaneidade estende-se às sobremesas entre as quais se propõe o pão-de-ló com queijo de Azeitão e doce de abóbora, o tiruamisú de maracujá ou a tarte de maçã com gelado.</p>
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		<title>Remédio d&#8217;Alma</title>
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		<pubDate>Fri, 06 Nov 2009 19:32:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Editor</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Gastronomia]]></category>
		<category><![CDATA[Constância]]></category>
		<category><![CDATA[Remédio d'Alma]]></category>
		<category><![CDATA[rio Zêzere]]></category>

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		<description><![CDATA[O nome não poderia ser melhor escolhido. Remédio d’Alma é um verdadeiro recanto, junto ao rio Zêzere, em Constância, onde, num cenário quase idílico, encontramos uma das melhores cozinhas da região.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_2072" class="wp-caption alignnone" style="width: 460px"><img class="size-full wp-image-2072" title="remedio_alma1" src="http://www.a23online.com/wp-content/uploads/2009/11/remedio_alma1.jpg" alt="Restaurante Remédio d'Alma" width="450" height="290" /><p class="wp-caption-text">Restaurante Remédio d&#39;Alma</p></div>
<p>O nome não poderia ser melhor escolhido. Remédio d’Alma é um verdadeiro recanto, junto ao rio Zêzere, em Constância, onde, num cenário quase idílico, encontramos uma das melhores cozinhas da região. Os proprietários, ela açoriana, ele beirão, cruzam neste espaço os sabores açorianos com pratos tradicionais portugueses.<span id="more-2071"></span></p>
<p>Primorosamente decorado, com uma esplanada num pequeno mas cuidado jardim, este restaurante tem nota dez em quase tudo. Serviço profissional, uma cozinha óptima, ambiente relaxante.</p>
<p>Comece a refeição com um pão acabado de cozer, acompanhado de manteiga e azeitonas muito bem temepradas, pasta de atum, gambas à la guillo ou espargos com ovos. A sopa de peixe com hortelã e creme de courgetes é um dos melhores aconchegos para o estômago.</p>
<p>Não deixe de provar, nos peixes, o polvo à Remédio d’Alma, uma verdadeira especialidade açoreana onde o polvo é guisado em vinho de cheiro. Nas carnes, o destaque vai para o Bife à Remédio d’Alma, um bife tenro e suculento acompanhado de batatas fritas às rodelas. Arroz de pato, Morcela com ananás, Entrecosto com migas são outras opções, algumas mais recomendadas para o tempo frio.</p>
<p>Não deixe de provar a inesquecível sobremesa com o nome da casa, feita de suspiros ralados, chantilly e pedacinhos de ananás.</p>
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		<title>O Túlio: uma descoberta a duas dentadas do Tejo</title>
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		<pubDate>Tue, 27 Oct 2009 04:11:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Editor</dc:creator>
				<category><![CDATA[Boa Vida]]></category>
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		<description><![CDATA[De longe, ficámos logo impressionados com a aldeia do Arneiro. Tínhamos matado saudades subindo a estrada caracoleante que sobe do Tejo para Nisa e de repente uma placa anuncia-nos que estamos no Alentejo.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 13px; margin-left: 0px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 15px; padding-left: 0px; outline-width: 0px; outline-style: initial; outline-color: initial; font-size: 12px; vertical-align: baseline; background-image: initial; background-repeat: initial; background-attachment: initial; -webkit-background-clip: initial; -webkit-background-origin: initial; background-color: transparent; line-height: 19px; font: normal normal normal 12px/normal Helvetica; text-align: justify;"><img class="alignnone size-full wp-image-1385" title="restaurante" src="http://www.a23online.com/wp-content/uploads/2009/10/restaurante1.jpg" alt="restaurante" width="435" height="290" /></p>
<p style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 13px; margin-left: 0px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 15px; padding-left: 0px; outline-width: 0px; outline-style: initial; outline-color: initial; font-size: 12px; vertical-align: baseline; background-image: initial; background-repeat: initial; background-attachment: initial; -webkit-background-clip: initial; -webkit-background-origin: initial; background-color: transparent; line-height: 19px; font: normal normal normal 12px/normal Helvetica; text-align: justify;"><em>Texto de <strong>Jacinto Galeão Tormes</strong></em></p>
<p style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 13px; margin-left: 0px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 15px; padding-left: 0px; outline-width: 0px; outline-style: initial; outline-color: initial; font-size: 12px; vertical-align: baseline; background-image: initial; background-repeat: initial; background-attachment: initial; -webkit-background-clip: initial; -webkit-background-origin: initial; background-color: transparent; line-height: 19px; font: normal normal normal 12px/normal Helvetica; text-align: justify;">De longe, ficámos logo impressionados com a aldeia do Arneiro. Tínhamos matado saudades subindo a estrada caracoleante que sobe do Tejo para Nisa e de repente uma placa anuncia-nos que estamos no Alentejo.</p>
<p style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 13px; margin-left: 0px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 15px; padding-left: 0px; outline-width: 0px; outline-style: initial; outline-color: initial; font-size: 12px; vertical-align: baseline; background-image: initial; background-repeat: initial; background-attachment: initial; -webkit-background-clip: initial; -webkit-background-origin: initial; background-color: transparent; line-height: 19px; font: normal normal normal 12px/normal Helvetica; text-align: justify;">É tão imprevisto que esfregamos os olhos. Campos de sobreiros a perder de vista, uma pequena aldeia branca, os dois magníficos mamelões das Portas de Ródão ao longe. É uma paisagem estranha. E quando chegamos à aldeia ficamos surpreendidos : um barco está plantado numa rotunda. É surrealista na paisagem que acabámos de atravessar.<span id="more-1384"></span></p>
<p style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 13px; margin-left: 0px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 15px; padding-left: 0px; outline-width: 0px; outline-style: initial; outline-color: initial; font-size: 12px; vertical-align: baseline; background-image: initial; background-repeat: initial; background-attachment: initial; -webkit-background-clip: initial; -webkit-background-origin: initial; background-color: transparent; line-height: 19px; font: normal normal normal 12px/normal Helvetica; text-align: justify;">Durante muito tempo hesitei se devia ou não desbocar-me, isto é, falar do restaurante “ O Túlio “ no Arneiro. Fui lá comer e fiquei impressionado com o que lá vi e comi. Dar a conhecer uma maravilha gastronómica é sempre delicado pois arriscamo-nos a ver hordas e hordas de turistas famintos inundarem  um sítio virgem e pachorrento ou desnaturarem um lugar ideal que estava condenado a passar de orelha em orelha. Desvendo pois este oásis da cozinha alentejana, que parece pertencer à nossa Beira de tal maneira é vizinho, por duas razões  muito simples: a primeira é que este restaurante só funciona por encomendas e segundo é que vivemos em Portugal num intempestivo momento controlador e de grandes fundamentalismos técnico-gastronómicos que estão a arruinar a nossa cozinha tradicional.</p>
<p style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 13px; margin-left: 0px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 15px; padding-left: 0px; outline-width: 0px; outline-style: initial; outline-color: initial; font-size: 12px; vertical-align: baseline; background-image: initial; background-repeat: initial; background-attachment: initial; -webkit-background-clip: initial; -webkit-background-origin: initial; background-color: transparent; line-height: 19px; font: normal normal normal 12px/normal Helvetica; text-align: justify;">Resolvi pois testemunhar a minha admiração por um povo engenhoso que sabe procurar produtos na natureza e cozinhá-los maravilhosamente.</p>
<p style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 13px; margin-left: 0px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 15px; padding-left: 0px; outline-width: 0px; outline-style: initial; outline-color: initial; font-size: 12px; vertical-align: baseline; background-image: initial; background-repeat: initial; background-attachment: initial; -webkit-background-clip: initial; -webkit-background-origin: initial; background-color: transparent; line-height: 19px; font: normal normal normal 12px/normal Helvetica; text-align: justify;">Toda a gente conhece “ O Túlio “. Paramos o carro diante de um toldo humilde que anuncia o restaurante onde vamos comer. Em 1948 era uma taberna e pertencia ao Zé Sapateiro. Em 1997 é um café. Alguns anos depois será também casa de pasto e em 1990 é o restaurante do senhor Túlio da Graça Pinto. E quem está nos fornos é a Ti Graça, uma mulher espantosa que tem umas mãos de fada essencial. Iremos comer logo ex abrupto uma fritada sublime de peixe : há anos que não comíamos um peixe do rio assim. Isto só demonstra que só em Portugal se come desta maneira. Eu posso afirmar isso pois vivi em muitos países poluídos do mundo. É barbo, meus amigos, é barbo e pescado entre a barragem do Fratel e a de Cedilhe em pleno Tejo, com redes próprias, malhas apropriadas. No Arneiro, terra de pescadores, no antigamente toda a gente sabia nadar pois a água é a menos de dois quilómetros. Magnificamente estaladiços e apetitosos, os bocados de barbo comidos à mão rapidamente desaparecem. Volatilizam-se.</p>
<p style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 13px; margin-left: 0px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 15px; padding-left: 0px; outline-width: 0px; outline-style: initial; outline-color: initial; font-size: 12px; vertical-align: baseline; background-image: initial; background-repeat: initial; background-attachment: initial; -webkit-background-clip: initial; -webkit-background-origin: initial; background-color: transparent; line-height: 19px; font: normal normal normal 12px/normal Helvetica; text-align: justify;">Passamos a uma sopa de peixe, migas com carpa e barbo, trazida pela mão célere do senhor Inácio. E deslumbramo-nos. Com o paladar soberbo e a preparação : as mil esferazinhas  de ovas por cima do pão são outras tantas estrelas diurnas. E será a seguir uma outra de enguias e deslumbramo-nos mais uma vez. Meu Deus, onde estava eu, em que mundo, enquanto o senhor Inácio servia estas delícias a gente espantada ? No tempo certo, diz-me ainda ele, serve-se a lampreia que vamos buscar a jusante da Barragem de Belver e embora raro, o sável também aparece por cá. Fotografias nas paredes do restaurante anunciam troféus monstruosos e estes saborosos pratos de resistência.</p>
<p style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 13px; margin-left: 0px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 15px; padding-left: 0px; outline-width: 0px; outline-style: initial; outline-color: initial; font-size: 12px; vertical-align: baseline; background-image: initial; background-repeat: initial; background-attachment: initial; -webkit-background-clip: initial; -webkit-background-origin: initial; background-color: transparent; line-height: 19px; font: normal normal normal 12px/normal Helvetica; text-align: justify;">Terminámos a custo o provado, regado com um delicioso vinho da casa, Vidigueira tinto. Mas também há bons tintos conhecidos : o Conventual, o Borba, Monsaraz, o Porto da Bouga ( reserva ). Quanto às sobremesas, elas são divinas : a tigelada e o arroz doce. E finalizámos com um naco de magnífico queijo de ovelha , para acabarmos em beleza com o tinto.</p>
<p style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 13px; margin-left: 0px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 15px; padding-left: 0px; outline-width: 0px; outline-style: initial; outline-color: initial; font-size: 12px; vertical-align: baseline; background-image: initial; background-repeat: initial; background-attachment: initial; -webkit-background-clip: initial; -webkit-background-origin: initial; background-color: transparent; line-height: 19px; font: normal normal normal 12px/normal Helvetica; text-align: justify;">A poucos quilómetros das Portas de Ródão, “ O Túlio “ abre-nos a porta do paraíso e a mágica Ti Graça o céu. O nosso corpo parece voar agora por cima dos sobreiros em direcção ao céu.</p>
<p style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 13px; margin-left: 0px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 15px; padding-left: 0px; outline-width: 0px; outline-style: initial; outline-color: initial; font-size: 12px; vertical-align: baseline; background-image: initial; background-repeat: initial; background-attachment: initial; -webkit-background-clip: initial; -webkit-background-origin: initial; background-color: transparent; line-height: 19px; font: normal normal normal 12px/normal Helvetica; text-align: justify;">Meu Portugal profundo, conserva-te assim pois enquanto há sabores destes há esperança. E nós temos a sensação de sermos eternos. Palavra de honra.</p>
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		<title>Um hotel com arte</title>
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		<pubDate>Thu, 22 Oct 2009 16:14:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Editor</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Gastronomia]]></category>

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		<description><![CDATA[O Castelo de Versailles vai apresentar pela primeira vez, a partir de dia 20, uma exposição sobre Luís XIV, monarca francês absoluto, mas também homem de cultura e de comunicação que soube construir a própria imagem. Intitulada, “Luís XIV, o homem e o rei”, a exposição põe fim a uma “verdadeira anomalia”, que fez com [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignnone size-full wp-image-1066" title="Serra da Estrela/A23" src="http://www.planetadacultura.com/a23v2/wp-content/uploads/2009/10/Imagem24.png" alt="Serra da Estrela/A23" width="433" height="287" /></p>
<p>O Castelo de Versailles vai apresentar pela primeira vez, a partir de dia 20, uma exposição sobre Luís XIV, monarca francês absoluto, mas também homem de cultura e de comunicação que soube construir a própria imagem.<br />
Intitulada, “Luís XIV, o homem e o rei”, a exposição põe fim a uma “verdadeira anomalia”, que fez com que o castelo nunca tenha consagrado uma exposição ao seu criador, salientou Jean-Jacques Aillagon, o responsável pela área pública do museu. Do antigo pavilhão de caça de Luís XIII, seu pai, Luís XIV (1638-</p>
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