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	<title>A23 Online &#187; Boa Vida</title>
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	<description>Reportagens, Opinião e Notícias de Portugal e do Mundo</description>
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		<title>Constância: uma viagem ao sabor dos rios</title>
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		<pubDate>Sun, 22 Jan 2012 18:35:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Editor</dc:creator>
				<category><![CDATA[Boa Vida]]></category>
		<category><![CDATA[Viagens]]></category>
		<category><![CDATA[Constância]]></category>
		<category><![CDATA[Paula Nogueira]]></category>
		<category><![CDATA[Remedio de alma]]></category>

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		<description><![CDATA[Aqui não se pode vir com pressa. É preciso percorrer as ruelas, entre casas bem caiadas, apreciar os arcos, as fachadas das casas solarengas ou mais humildes, deter-se diante de uma janela. E ir descendo. Até aos rios, claro.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 13px; margin-left: 0px; line-height: 19px; font: normal normal normal 13px/normal Georgia; text-align: justify;"><img class="alignnone size-full wp-image-1183" title="constancia" src="http://www.planetadacultura.com/a23v2/wp-content/uploads/2009/10/constancia.jpg" alt="constancia" width="435" height="250" /></p>
<p style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 13px; margin-left: 0px; line-height: 19px; font: normal normal normal 13px/normal Georgia; text-align: justify;">Aqui não se pode vir com pressa. É preciso percorrer as ruelas, entre casas bem caiadas, apreciar os arcos, as fachadas das casas solarengas ou mais humildes, deter-se diante de uma janela. E ir descendo. Até aos rios, claro</p>
<p style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 13px; margin-left: 0px; line-height: 19px; font: normal normal normal 13px/normal Georgia; text-align: justify;">Texto e fotografias de Paula Nogueira<span id="more-1182"></span></p>
<p style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 13px; margin-left: 0px; line-height: 19px; font: normal normal normal 13px/normal Georgia; text-align: justify;">“Todas as terras que têm rio têm uma beleza especial. Esta tem dois. Por isso tem uma beleza a dobrar”, diz-nos Carlos Dâmaso, sentado à nossa frente, no seu restaurante. Um espaço de bom gosto e de bons paladares, cujo nome, “Remédio d’Alma”, bem podia ser o novo slogan de Constância.<br />
“Há aqui um aconchego. Um aconchego que vem destes dois rios” explica-nos o nosso anfitrião, um albicastrense que há oito anos veio parar a Constância para dar aulas de música, que toca com Pedro Barroso, e que há seis resolveu aceitar o desafio da mulher. Ela, uma açoriana apaixonada pela cozinha das ilhas, quis abrir um restaurante, cujo ambiente casa com a harmonia que se respira quando saímos porta fora, de estômago reconfortado, à descoberta desta vila, abraçada pelo Rio e pelo Tejo.<br />
Sim, pelo Rio e pelo Tejo. Porque aqui “o Rio” é o Zêzere e o Tejo é o Tejo.<br />
“O Rio é o Zêzere porque era de lá que as pessoas tiravam a água para casa, para cozinhar, regar, lavar a roupa. Era uma água limpa, via-se o fundo. Por isso o Zêzere é o rio afectivo, porque nos dava a água. O Tejo metia medo. Mas as pessoas da vila viviam dele, do transporte fluvial. Por isso Constância explorava o Tejo e amava o Zêzere”.<br />
Quem assim fala é o cónego José Maria Oliveira. Para além de guardião da fé dos seus paroquianos, ele é também o guardião das estórias que ajudam a fazer a história do último século de Constância.<br />
Da sua casa, situada no cimo da vila, ao lado da Igreja Matriz (cujo tecto guarda pinturas de Malhoa), a vista alcança os dois rios. Mas é sobre o Tejo que desfia as suas memórias. Filho e neto de arrais (homens que comandavam embarcações) a sua família viveu do transporte fluvial, actividade a que se dedicava a maioria da população de Constância, até à década de 50 do século passado.<br />
“O transporte de mercadorias era a grande força da vila”, conta. Do Norte vinham as mercadorias agrícolas, o que também fazia dela um importante entreposto comercial. Do Sul os barcos traziam produtos químicos, combustível, produtos alimentares e também o sal.</p>
<p style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 13px; margin-left: 0px; line-height: 19px; font: normal normal normal 13px/normal Georgia; text-align: justify;">Quando o rio era a auto-estrada<br />
As praias dos dois rios também serviram de estaleiros navais e ali se construíam uma grande diversidade de embarcações, consoante o fim a que se destinavam. Batelões, lanchas de passagem, catrafuso, desalijo, bateira, varino, barco d’água acima, lancha praieira. Barcos que o cónego José Maria Oliveira já não vê da sua casa, nem da praça de onde “se avistavam só os mastros tal era a fundura do Tejo, na altura. Hoje o rio está assoreado e da praça vimos o casco dos barcos”.<br />
Mas a memória desta vila, fervilhante de vida e de comércio à beira Tejo, não se esgota nas histórias do cónego José Maria. O Museu dos Rios e das Artes Marinhas é depositário desses tempos, mesmo que os barcos já só sejam de miniatura. Acolhedor e pedagógico, vale bem uma visita. E uma ampliação.<br />
A construção da linha da Beira Baixa, refere o cónego José Maria, “levou a que o transporte de mercadorias passasse a fazer-se pela ferrovia e pôs fim ao transporte fluvial”. Constância passa a viver dos comboios e das fábricas, sobretudo da celulose do Caima, cuja instalação “foi vista como uma divindade”.<br />
Mas a divindade de antes tem hoje custos elevados, para uma terra baptizada também de “vila museu”. O monstro que se ergue na margem Sul do Tejo, continua a dar emprego e a ser uma das empresas mais importantes do Concelho. Mas, como refere António Mendes, presidente da Câmara de Constância “não estraga só a fotografia”. A dimensão da fábrica, o fumo que sai das suas chaminés, a água de cor amarelada que lança para o rio atestam um impacto ambiental difícil de contornar, e que António Mendes gostaria de minimizar.<br />
O autarca fala-nos da existência de uma celulose, em pleno centro da cidade finlandesa sede da Nokia, “e de que não se dá conta”. O Caima, diz, “também devia ser assim”. Por isso está nos seus planos dar um salto até lá para conhecer o projecto e tentar que a empresa deixe de estragar a fotografia e o resto.<br />
A verdade é que, mesmo com a celulose a ver-se do lado de Tejo, Constância preserva quase intacto o seu encanto. Ou “aconchego”. Aqui tudo parece estar no seu sítio, desde a harmonia dos edifícios, às flores que brotam em quase todas as janelas, aos inúmeros terraços e recantos onde apetece ficar: a ler um livro, a namorar, a ouvir o burburinho suave das vozes e dos pássaros, ou simplesmente a contemplar os rios.<br />
Aqui não se pode vir com pressa. É preciso percorrer as ruelas, entre casas bem caiadas, apreciar os arcos, as fachadas das casas solarengas ou mais humildes, deter-se diante de uma janela. E ir descendo. Até aos rios, claro.<br />
Cá em baixo um passeio marginal de quase dois quilómetros, cujo projecto obteve em 1995 o Primeiro prémio Nacional do Ambiente, sugere, para começar, um passeio. Com a água quase aos nossos pés podemos depois fazer um piquenique no parque de merendas, beber um copo ou almoçar numa das esplanadas, estender a toalha na areia e dar um mergulho (se o tempo estiver de feição), acampar, alugar um kayak, pescar. Ou ainda esperar que chegue a hora de Sérgio Silva fazer uma das suas muitas travessias diárias para transportar os munícipes que utilizam o barco da Câmara para atravessarem o Tejo.</p>
<p style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 13px; margin-left: 0px; line-height: 19px; font: normal normal normal 13px/normal Georgia; text-align: justify;">Com um pé no rio e a cabeça na lua<br />
Foi o que fizemos. Era sábado de manhã e por isso fomos os únicos a embarcar. À semana este meio de transporte é utilizado pelos funcionários da celulose e pela população da aldeia de Santa Margarida, nas suas deslocações à vila.<br />
Leva 20 pessoas e foi feito pelo próprio Sérgio Silva que, para além de ser barqueiro, também é construtor de barcos. Aponta para a margem, onde estão atracados quase uma dezena e diz: “aqueles foram quase todos feitos por mim”. Aprendeu com o pai e com outros pescadores, que também faziam barcos até que começaram a pedir-lhe para os consertarem. E um dia atreveu-se a fazer o primeiro. Os seus clientes são pescadores da vila, de Tancos ou da Barquinha que têm de esperar algumas semanas, porque só depois do trabalho de barqueiro é que pode refugiar-se na sua pequena oficina para se dedicar a uma arte, também ela em vias de extinção.<br />
Enquanto o passeio se prolonga, rio abaixo, rio acima, Sérgio lamenta que o rio não esteja desassoreado. “Isso era bom para o turismo fluvial, mas assim não é possível. Este barco leva 20 pessoas mas só posso transportar 10, senão ele bate no fundo”.<br />
O passeio continua, agora Tejo acima. Vista da água, a enorme língua de areia com cerca de dois quilómetros, depositada ao longo dos anos pelas empresas de extracção de inertes, é bem mais aterradora, do que a visão que tinhamos tido por terra, numa visita guiada, dias antes, pelo presidente da Câmara de Constância. António Marques admitia então que esta era, a par da poluição dos rios a sua “maior dor de cabeça”. E o seu tom sereno de imediato endurece para apontar o dedo à administração central: “Autorizam a extracção sem ter em consideração a opinião de quem aqui está a vive”.<br />
A extracção de areias no seu concelho ”inutilizou cerca de 50 por cento do leito do Tejo e há empresas que estão a trabalhar à margem da lei”, denuncia.<br />
Agora pôr fim a mais este atentado ambiental vai custar uns milhões de euros. António Marques já sabe o que quer fazer, logo que consiga financiamento: destruir aquela enorme língua de areia e fazer a maior pista de pesca desportiva de rio do País, dando assim continuidade ao plano de ordenamento e de valorização das margens dos rios. Um plano que ficará completo com a construção de um açude e espelho de água, que permita ordenar as margens, desta vez do Zêzere, e tornar a zona mais atractiva para banhistas.<br />
Mas este passeio por Constância não ficaria completo se não nos afastássemos da vila e dos seus rios, para seguir as setas que indicam “Centro de Ciência Viva-Parque Temático de Astronomia”. Só até Agosto deste ano já tinha acolhido 13 mil visitantes. Feita a visita percebe-se porquê. Para além do planetário e do observatório astronómico, que às quintas-feiras está aberto até às 23horas, os módulos exteriores, de dimensões atractivas, convidam miúdos e graúdos a uma aventura à descoberta do universo.<br />
Aqui os visitantes andam à volta da terra, passeiam pela esfera celeste, sentam-se num carrossel que nos põe a girar com a terra e com a lua, medem o diâmetro do sol, entre outras actividades que, sob a orientação de uma equipa multidisciplinar, dão um cunho particular à visita, onde o lúdico se harmoniza com a descoberta e a aprendizagem.<br />
Máximo Ferreira, um homem da física e da electrónica que há muitos anos se começou a interessar pela divulgação da astronomia, é o pai deste centro. Um pai visivelmente orgulhoso com a sua obra, que nasceu de uma conversa com o presidente da Câmara da sua terra natal.<br />
Depois de vários anos a trabalhar no Planetário da Gulbenkian e de ajudar a implementar alguns pólos de astronomia em vários pontos do País, veio para Constância dar o corpo e alma a este projecto, que abriu as portas há seis anos e onde para além das visitas são também realizadas acções de formação, destinadas a professores e outros amantes da astronomia.<br />
Com os olhos nos rios, nas flores, ou nas estrelas vá. Porque Constância é mesmo uma “Vila poema”.</p>
<p style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 13px; margin-left: 0px; line-height: 19px; font: normal normal normal 13px/normal Georgia; text-align: justify;">A poesia está na rua<br />
Alexandre O’Neil foi um dos poetas deste nosso tempo que se deixou seduzir pela harmonia de Constância e ali montou casa, onde passava temporadas. Após a sua morte a família decidiu oferecer o espólio do poeta à Biblioteca Municipal que tem hoje o seu nome.<br />
A presença da vila na poesia de O’Neil ficaria registada num pequeno poema a que deu o título de “O Barqueiro de Constância”: “…e com a fome ninguém se meta!/disse o barqueiro aproando ao peixe/que, sobre brasas, virado, revirado/da margem o tocava para almoçar”.<br />
Mas um outro poeta tem o seu nome inscrito na vila. O seu nome, a sua estátua e até um Jardim-Horto, um dos recantos mais inspiradores da vila, que merece igualmente visita demorada. Trata-se de Luís de Camões e, dizem os estudiosos, que terá sido obrigado a vir para o Ribatejo alegadamente para o afastarem de uma dama cujo amor não era bem visto na corte. Ainda hoje não se sabe com certeza se Camões terá vivido em Constância. Mas o facto de nos seus poemas ter feito várias referências aos dois rios, a descrição que faz da paisagem e os amigos íntimos que tinha na vila, levam a crer que sim.<br />
Obra da fundadora da Associação Casa memória de Camões, Manuela Azevedo, o Jardim-Horto tem a assinatura do arquitecto Gonçalo Ribeiro Teles e percorrê-lo é penetrar numa atmosfera quase mágica, onde a beleza se associa a uma reconfortante sensação de tranquilidade, que convida a estar, a ficar.<br />
Guiados por Ana Maria Romãozinho, uma das técnicas responsáveis pelas visitas a este verdadeiro jardim poema, cheiramos as folhas da árvore da canela, da segurelha, ficámos a saber como é a árvore da pimenta, a planta da cânfora, vimos tamareiras. Ao todo estão ali representadas as 52 espécies botânicas a que o poeta faz referência, quer em Os Lusíadas, quer na sua lírica, e alguns dos versos onde as plantas são referidas encontram-se afixados em placas no meio das plantas.<br />
Ana Maria Romãozinho segreda-nos que a melhor altura do ano para apreciar o jardim em todo o seu esplendor é no mês de Março. Nós fomos já no final de Dezembro e podemos assegurar que a magia do lugar, para lá do ciclo de vida das plantas, merece uma visita em qualquer altura do ano.</p>
<p style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 13px; margin-left: 0px; line-height: 19px; font: normal normal normal 13px/normal Georgia; text-align: justify;">GUIA</p>
<p style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 13px; margin-left: 0px; line-height: 19px; font: normal normal normal 13px/normal Georgia; text-align: justify;">Onde Ficar</p>
<p style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 13px; margin-left: 0px; line-height: 19px; font: normal normal normal 13px/normal Georgia; text-align: justify;">O PALÁCIO<br />
Turismo de Habitação<br />
t. 249 739 224<br />
Rua Francisco da Costa Falcão, 1<br />
2250 Constância</p>
<p style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 13px; margin-left: 0px; line-height: 19px; font: normal normal normal 13px/normal Georgia; text-align: justify;">QUINTA DE SANTA BÁRBARA<br />
Turismo de Habitação<br />
t. 249 739 214</p>
<p style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 13px; margin-left: 0px; line-height: 19px; font: normal normal normal 13px/normal Georgia; text-align: justify;">RESIDENCIAL JOÃO CHAGAS<br />
t. 249 739 403<br />
Rua João Chagas, 1<br />
2250 Constância</p>
<p style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 13px; margin-left: 0px; line-height: 19px; font: normal normal normal 13px/normal Georgia; text-align: justify;">VIVENDA S. JOSÉ<br />
Aluguer de Quartos<br />
t. 249 739 575<br />
Rua Cândido dos Reis, 45<br />
2250 Constância</p>
<p style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 13px; margin-left: 0px; line-height: 19px; font: normal normal normal 13px/normal Georgia; text-align: justify;">Onde Comer<br />
ADEGA TÍPICA<br />
RESTAURANTE D. JOSÉ PINHÃO<br />
Encerra á 4ª feira<br />
t. 249 739 960<br />
Rua Luís de Camões, 5 &#8211; 5 A<br />
2250 Constância<br />
REMÉDIO D´ALMA<br />
Encerra à 2ª feira<br />
t. 249739405<br />
Av. das Forças Armadas<br />
2250 Constância</p>
<p style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 13px; margin-left: 0px; line-height: 19px; font: normal normal normal 13px/normal Georgia; text-align: justify;">REFEITÓRIO QUINHENTISTA<br />
Encerra à 2º feira<br />
t. 249 739 214<br />
Quinta de Santa Bárbara<br />
2250 Constância</p>
<p style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 13px; margin-left: 0px; line-height: 19px; font: normal normal normal 13px/normal Georgia; text-align: justify;">RESTAURANTE TRINCA &#8211; FORTES<br />
Encerra à 2ª feira<br />
t. 249 739 221<br />
Av. das Forças Armadas<br />
2250 Constância</p>
<p style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 13px; margin-left: 0px; line-height: 19px; font: normal normal normal 13px/normal Georgia; text-align: justify;">CASA DE PASTO AIDA<br />
t. 249 736 459<br />
Estrada Nacional 118<br />
2250 Constância<br />
O ZANGARILHO<br />
Restaurante &#8211; Cervejaria<br />
t. 249 736 528<br />
Aldeia<br />
2250 Constância</p>
<p style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 13px; margin-left: 0px; line-height: 19px; font: normal normal normal 13px/normal Georgia; text-align: justify;">RESTAURANTE DA ODETE<br />
t. 969 669 910<br />
Praça Alexandre Herculano<br />
2250 Constância<br />
RESTAURANTE O FALCOEIRO<br />
t. 249 739 421<br />
Constância<br />
2250 Constância</p>
<p style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 13px; margin-left: 0px; line-height: 19px; font: normal normal normal 13px/normal Georgia; text-align: justify;">VISITA</p>
<p style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 13px; margin-left: 0px; line-height: 19px; font: normal normal normal 13px/normal Georgia; text-align: justify;">JARDIM CAMONIANO<br />
RIOS</p>
<p style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 13px; margin-left: 0px; line-height: 19px; font: normal normal normal 13px/normal Georgia; text-align: justify;">INFORMAÇÕES</p>
<p style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 13px; margin-left: 0px; line-height: 19px; font: normal normal normal 13px/normal Georgia; text-align: justify;">Posto de turismo<br />
R. Anes Oliveira, 4-A</p>
<p style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 13px; margin-left: 0px; line-height: 19px; font: normal normal normal 13px/normal Georgia; text-align: justify;">2250-000 Constância</p>
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		<title>Casa das Penhas Douradas: um hotel de charme na montanha</title>
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		<pubDate>Fri, 06 Jan 2012 19:23:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Editor</dc:creator>
				<category><![CDATA[Boa Vida]]></category>
		<category><![CDATA[Hóteis]]></category>
		<category><![CDATA[Últimas Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Parque Natural da Serra da Estrela]]></category>
		<category><![CDATA[Penhas Douradas]]></category>

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		<description><![CDATA[Fica em pleno Parque Natural da Serra da Estrela, nas Penhas Douradas, a 1500 metros de altitude. Aqui, o conforto desta unidade hoteleira concorre com a beleza paisagística.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignnone size-full wp-image-2065" title="Imagem5" src="http://www.a23online.com/wp-content/uploads/2009/11/Imagem5.jpg" alt="Imagem5" width="450" height="290" /></p>
<p>Fica em pleno Parque Natural da Serra da Estrela, nas Penhas Douradas, a 1500 metros de altitude. Aqui, o conforto desta unidade hoteleira concorre com a beleza paisagística.</p>
<p>Nos anos 20, a Casa chegou a ser um pequeno hotel de montanha que albergava quem procurava na serra a cura para maleitas respiratórias. Nesses tempos, as Penhas Douradas eram uma famosa estância de repouso, com hotéis e chalets, com uma arquitectura muito própria.<span id="more-2060"></span></p>
<p>A Casa começou a funcionar nos finais de 2006, com 9 quartos. Aqui, tem tudo o que precisa para passar um fim de semana relaxante. Por dentro, a Casa é revestida a madeira, com design de Hans Wegner. Os livros para ler estão espalhados pela Casa, desde romances, livros de poesia, livros de aventura a livros de arquitectura. Também um conjunto de bons filmes está à disposição de quem queira retirar-se e vê-los nos leitores de DVD dos quartos. Mas não pode deixar de dar um passeio pela neve, aproveitando os percursos pedestres organizados em conjunto com o Parque Nacional da Serra da Estrela. Experimente, por exemplo, um passeio de raquete de neve e percorra trilhos fantásticos. Depois de um dia bem passado, mergulhe na piscina aquecida cercada pela neve, ou a varanda de um quarto aconchegado numa manta vendo os horizontes em volta. Delicie-se com um jantar gourmet que começa sempre com uma flute de champanhe.</p>
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		<title>Quinta dos Termos eleito melhor vinho da Beira Interior</title>
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		<pubDate>Mon, 20 Jun 2011 21:44:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Editor</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Últimas Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Vinhos]]></category>
		<category><![CDATA[João Carvalho]]></category>
		<category><![CDATA[Quinta dos Termos]]></category>
		<category><![CDATA[Quinta dos Termos eleito melhor vinho da Beira Interior]]></category>

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		<description><![CDATA[Quinta dos Termos Colheita Seleccionada 2008 foi o grande vencedor do IV Concurso de Vinhos da Beira Interior, tendo sido considerado o melhor vinho da Beira Interior. O néctar produzido por João Carvalho foi considerado o melhor vinho DOC da Beira Interior numa prova em que 13 provadores qualificaram 54 vinhos de 22 produtores.Os vencedores [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a class="highslide" onclick="return vz.expand(this)" href="http://www.a23online.com/wp-content/uploads/2011/06/Imagem7.png"><img class="alignnone size-full wp-image-8182" title="Imagem7" src="http://www.a23online.com/wp-content/uploads/2011/06/Imagem7.png" alt="" width="460" height="333" /></a>Quinta dos Termos Colheita Seleccionada  2008 foi o grande vencedor do IV Concurso de Vinhos da Beira Interior,  tendo sido considerado o melhor vinho da Beira Interior. O néctar produzido por João Carvalho foi considerado o melhor vinho DOC da Beira Interior numa prova em que 13 provadores qualificaram 54 vinhos de 22 produtores.Os vencedores foram conhecidos no sábado à noite num jantar servido no Jardim do Paço em Castelo Branco e que juntou produtores de vinhos e jornalistas da área</p>
]]></content:encoded>
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		<title>O Mário – O Templo Gastronómico da Beira Baixa</title>
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		<pubDate>Wed, 16 Jun 2010 23:27:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Editor</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Texto de Manuel da Silva Ramos Na mítica Estrada Nacional 18, que viu passar o Alves Barbosa, o Ribeiro da Silva, o Joaquim Agostinho, ciclista do sonho puro, que viu passar também em herói o Humberto Delgado em cima de um descapotável, o Kubitchek, Presidente da República do Brasil, mais o António Paulouro num carro [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter size-full wp-image-7060" title="Imagem8" src="http://www.a23online.com/wp-content/uploads/2010/06/Imagem8.png" alt="" width="451" height="299" /></p>
<p>Texto de <strong>Manuel da Silva Ramos</strong></p>
<p>Na mítica Estrada Nacional 18, que viu passar o Alves Barbosa, o Ribeiro da Silva, o Joaquim Agostinho, ciclista do sonho puro, que viu passar também em herói o Humberto Delgado em cima de um descapotável, o Kubitchek, Presidente da República do Brasil, mais o António Paulouro num carro negro cheio de esperança, há um restaurante que pela sua história pessoal e pela sua evolução  surpreendente se projecta como o templo gastronómico da nossa Beira.<span id="more-7059"></span></p>
<p>Fomos lá comer um dia destes em que um frio glacial nos atravessava o corpo e os nossos olhos pediam um auxílio e um reconforto. E o tempo fortificou-nos, encheu-nos de uma alegria e de uma plenitude espantosas.</p>
<p>Raras são as ocasiões nesta vida onde um lume crepitante de uma lareira acompanha um cabrito jovem à pátria da felicidade e onde um acolhimento beirão nos fustiga o rosto com uma chuva mais carinhosa. No cruzamento de Alçaria, o Mário proporcionou-nos tudo, nessa noite hostil, o que um homem de gosto e de sensibilidade espera e mais: deu-nos a certeza de estarmos no local certo, movidos por iguarias magnéticas, presos a um milagre culinário. Porque nestes instantes intensos e magnificentes, a vida só pode ser ilusão.<br />
Já o disse muitas vezes que o transporte mágico nos lega a boa comida de uma recompensa à falta de magia que há neste mundo. Flaubert, que foi um bom gourmet burguês, dizia  rindo que toda “a cozinha burguesa era sã” e que “a comida de restaurante era sempre escaldante”. Todos estes preconceitos existem nos nossos beirões que gostam também de catalogar as coisas que comem nos sítios eleitos. O Mário até ontem era o templo da cozinha regional da nossa Beira; hoje ele é o templo de toda a cozinha (e até a internacional) da Beira Baixa. Indiscutivelmente. Invejamos, para aqueles que tem dúvidas nas papilas gustativas e dos olhos. E nos ouvidos.<br />
Começamos a nossa refeição ideal por um belíssimo pão de centeio e um cremoso queijo fresco, mesmo ali fabricado ao lado, na Beiralact, que nos deixou logo em transe. O presunto pata negra que comemos a seguir tinha a idade fantástica das certezas. Vieram a seguir umas cherovias alouradas e bem espalmadinhas que nos convenceram que este adorado tubérculo é o sol da nossa boca. Depois os pastelinhos de bacalhau que provamos, na sua espessura e combinação, demonstraram que são únicos no mundo. A nossa barriga acalmada, passamos às coisas mais requintadas.</p>
<p>Regado por um maravilhoso branco da Quinta Almeida Garrett o Camarão Tigre à Mário que nos serviram lançou-nos para a intemporalidade. Estava soberbo o miolo alvíssimo daquele fruto de mar que cavalgando um canapé de pão de centeio e regado com um molho extraordinário de marisco com mostarda nos transportou para paises distantes e exóticos. O zênite não tardou  a vir. E isso na figura de um Filet Mignon divino e tenríssimo. Já há mais de vinte anos, (desde que deixei a doce França e a sua cozinha familiar) que não comia uma carne assim deslizante na boca, gostosa como os afectos mais intensos. Servido com um arroz certo de ervilhas, cogumelos, salsa frita, este prato combinado com o tinto da casa ( um formidável tinto simples da quinta Almeida Garrett) fez o nosso peito cantar interiormente. Terminámos a refeição com um extraordinário requeijão com doce de abóbora e cereja. Vindo também da vizinha Beiralact, este requeijão imenso e cremoso fez-nos soletrar que nunca tínhamos comido igual. Assim se terminava uma refeição de beleza entalhada no melhor dos mundos.<br />
Mas o Mário reserva todas as surpresas, é ainda mais que isto. Uma sumptuosa cozinha regional infinita e que nos bate nas costas. Vejam só. Sopas diferentes e lindas (provem por exemplo a sopa de feijão à Beira Baixa) que são um regalo de harmonia. Tibórnias de bacalhau, Panela no Forno, Arroz de Carqueja, Leitão do Monte com passas de cereja, Cabrito no Churrasco, Cabrito à Padeiro, etc, etc. O Bucho de Porco do Fundão com grelos salteados com batata cozida, o Feijão à Lavrador no Inverno, o Entrecosto na Brasa com feijão manteiga, couve, enchidos e batatas cozidas, a Mãozinha de Vaca com grão de bico, a Feijoada à Transmontano (às segundas-feiras, especialidade para os negociantes do mercado do Fundão, são pratos que levantam a alma Beirã).<br />
Mas o milagre d’ Mário. A caça também está presente. Pode-se comer aqui o que não há noutro sitio: perdiz, javali, coelho, lebre. O peixe que aqui se serve é fresquíssimo e rico: cherne, garoupa, robalo, salmão, polvo, etc. No tempo adequado o sável e a lampreia fazem brilhar a mesa fraternal e sazonal. Com dezoito pratos quotidianos de carne e peixe, mais de quarenta sobremesas onde as papas de carolo, o arroz doce, a tigelada da beira, o celebre requeijão com doce de cereja iluminam o nosso rosto, o Mário tem escolhas dos deuses.<br />
E agora vamos aos vinhos, meus amigos, porque o vinho enobrece o humano. Numa carta de vinhos invejável, os regionais de proximidade como a Quinta dos Termos, Almeida Garrett, a Alma da Beira, vinho d’Alcaria, colocam-se sem vergonha ao lado de um Barca Velha, de um Quinta do Vale Meão, de um Quinta do Confradinho, de um Mouchão, de um Esporão, e de vinhos do Dão e de outras zonas demarcadas. É para terminar uma refeição aqui se encontra o surpreendente o Bastardinho de Azeitão.<br />
Montaigne dizia que “um homem satisfeito vale por dois”. Foi o que sentimos ao sair deste templo único da cozinha da Beira Baixa com quarenta anos. E nem o frio entrou connosco. E antes de abrirmos as portas do carro lembramo-nos do Mário, o pai fundador já falecido, deste restaurante acolhedor hospitaleiro gerido familiarmente, que começando por uma humilde taberna criou um maravilhoso reino de sabores na nossa fria mas comovente região.</p>
<p>O Mário<br />
Refeição media: 10 a 15 euros<br />
Estrada Nacional 18 Cruzamento de Alcaria<br />
Telf.: 275 750 001/0<br />
Coordenadas de localização para GPS: 40º 12.055’N/ 7º 29.859’W<br />
Ambiente rústico, com duas lareiras, ar condicionado e duas salas para fumadores e não fumadores , acessibilidade e deficientes.<br />
Lotação: 170 pessoas<br />
4 parques de estacionamento<br />
Reservas.</p>
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		<title>Essaouira, a &#8220;bela adormecida&#8221; em terras Berber</title>
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		<pubDate>Wed, 16 Jun 2010 22:50:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Editor</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Cidade Património da Humanidade, Essaouira, na costa marroquina, mantém o charme e a autenticidade de uma terra perdida no tempo. Sob a protecção dos ventos do Atlântico, a sua medina encanta viajantes do mundo inteiro que aqui chegam à procura de um refúgio mágico e de ondas perfeitas. &#124; Texto e fotografia de Paulo Nunes dos Santos]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img class="size-full wp-image-7023 aligncenter" title="Essaouira_010" src="http://www.a23online.com/wp-content/uploads/2010/06/Essaouira_010.jpg" alt="" width="450" height="301" /></p>
<p><em>Texto e fotografia de </em><strong><em>Paulo Nunes dos Santos</em></strong></p>
<p>Cidade Património da Humanidade, Essaouira, na costa marroquina, mantém o charme e a autenticidade de uma terra perdida no tempo. Sob a protecção dos ventos do Atlântico, a sua medina encanta viajantes do mundo inteiro que aqui chegam à procura de um refúgio mágico e de ondas perfeitas.<span id="more-7021"></span></p>
<p>Ninguém sabe ao certo de onde vem o fascínio que Essaouira exerce sobre os viajantes, mas há quem diga que se trata de um encantamento provocado pelo vento que sopra forte por entre as ruas e as vielas da medina desta pequena cidade piscatória, situada a duas horas de viagem da estância balnear de Agadir e a cerca de 180 quilómetros da imperial Marraquexe.</p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter size-full wp-image-7024" title="Essaouira_016" src="http://www.a23online.com/wp-content/uploads/2010/06/Essaouira_016.jpg" alt="" width="450" height="301" /></p>
<p style="text-align: center;">
<p style="text-align: center;">
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter size-full wp-image-7028" title="Essaouira_020" src="http://www.a23online.com/wp-content/uploads/2010/06/Essaouira_020.jpg" alt="" width="450" height="301" /></p>
<p>Com uma localização estratégica, esta velha conhecida dos portugueses – Essaouira é a antiga Mogador que Portugal invadiu no século XVI –, foi redescoberta nos anos 60 por viajantes solitários e pelas vagas de hippies enamorados de Marrocos. Pouco depois, como um segredo que se revela apenas a bons amigos, esta povoação muralhada da costa atlântica, conhecida como a “Bela Adormecida” pela sua autenticidade anacrónica, tornou-se um local mítico para uma pequena elite de intelectuais, uma espécie de refúgio-fetiche de pintores, escritores, músicos, actores e realizadores cinematográficos do mundo inteiro. Na lista dos artistas famosos que já passaram por Essaouira é emblemático o nome de Orson Welles, que rodou aqui parte do seu kafkiano Othello, com o qual ganhou a Palma de Ouro de Cannes em 1952. Jimi Hendrix e os Beatles foram também visitantes assíduos desta pitoresca povoação.</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-7025" title="Essaouira_005" src="http://www.a23online.com/wp-content/uploads/2010/06/Essaouira_005.jpg" alt="" width="301" height="450" /></p>
<p>Simples e despretensiosa, a minúscula medina de Essaouira encerra um conjunto de pequenos edifícios caiados de um branco imaculado, pontuado aqui e ali pelo azul- marinho das portadas das janelas. Ruas estreitas e angulosas procuram proteger os moradores dos fortes e constantes ventos alísios vindos do Atlântico que se entranham no recato dos lares muçulmanos. No cais, a lide da pesca mantém-se inalterada desde há anos. Tal como a mistura entre povos e culturas que sempre caracterizaram a sua história cosmopolita, canal de comunicação com o estrangeiro e ponto de encontro entre africanos, judeus, berberes, portugueses e franceses…</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-7026" title="Essaouira_002" src="http://www.a23online.com/wp-content/uploads/2010/06/Essaouira_002.jpg" alt="" width="301" height="450" /></p>
<p>Calcula-se que Mogador, o seu primeiro nome, tenha raízes no Fenício antigo, uma palavra que significa torre de vigia e se presume que seja o monte desordenado de pedras batido pelo mar situado no extremo mais distante da praia. Porém, a fama da cidade é ainda mais remota. Tanto os cartagineses como os fenícios faziam aqui as suas trocas comerciais, trocando seda e especiarias por ostras, penas e ouro africano. Por sua vez, nos tempos do império romano, a região – que inclui a península onde hoje se ergue a cidade e a ilha de Mogador, na baía – ficou conhecida como as Ilhas Púrpuras, pois era este o local de onde provinha o corante púrpura mais requintado, extraído dos moluscos, que era usado para tingir as roupas dos imperadores.</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-7027" title="Essaouira_001" src="http://www.a23online.com/wp-content/uploads/2010/06/Essaouira_001.jpg" alt="" width="450" height="301" /></p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-7029" title="Essaouira_008" src="http://www.a23online.com/wp-content/uploads/2010/06/Essaouira_008.jpg" alt="" width="450" height="301" /></p>
<p>Dos tempos da curta ocupação portuguesa restam poucos vestígios – com excepção de troços da fortificação, alguns canhões e a fachada em ruínas da primeira igreja da cidade –, pelo que a Essaouira como hoje a conhecemos foi fundada em meados do século XVIII, quando o sultão Mohammed Ben Abdallah decidiu instalar na antiga Mogador a sua base naval, transformando-a no único porto autorizado para contacto entre o reino e o Ocidente. Pouco depois passa a viver aqui uma elite de mercadores judeus com um estatuto especial de intermediários entre o sultão e as potências estrangeiras, obrigadas a instalar um consulado no local.</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-7030" title="Essaouira_024" src="http://www.a23online.com/wp-content/uploads/2010/06/Essaouira_024.jpg" alt="" width="450" height="301" /></p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-7031" title="Essaouira_013" src="http://www.a23online.com/wp-content/uploads/2010/06/Essaouira_013.jpg" alt="" width="450" height="301" /></p>
<p>Quanto à nova cidade, o seu desenho foi encomendado a Théodore Cornut, um arquitecto francês a soldo dos ingleses de Gibraltar, entretanto expulso sob acusação de espionagem. Uma outra versão da história conta que Cornut já estava aprisionado em Marrocos e que trocou a sua liberdade pela realização gratuita do projecto arquitectónico. Mas, lendas à parte, ficou na memória o sucesso do seu traço, que deu origem ao nome actual de Es Saouira, que significa “a bem desenhada”. Depois disto, a importância da cidade como posto de trocas e de contrabando de piratas não parou de crescer até ao início do século XX, quando finalmente foi caindo no esquecimento de todos.</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-7032" title="Essaouira_004" src="http://www.a23online.com/wp-content/uploads/2010/06/Essaouira_004.jpg" alt="" width="301" height="450" /></p>
<p>Toda a sua história justifica o caldeirão cultural que continua a caracterizar a cidade, ponto de encontro entre as civilizações árabe, africana e europeia. Aqui convivem duas tribos locais – os chiadma (árabes) e os haha (berberes) –, a etnia dos gnaouas, descendentes dos escravos negros que acompanhavam as caravanas de ouro e sal vindas do Sudão, e cerca de um milhar de ocidentais que vieram em visita e decidiram ir ficando… sem previsão de partida.</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-7033" title="Essaouira_021" src="http://www.a23online.com/wp-content/uploads/2010/06/Essaouira_021.jpg" alt="" width="450" height="301" /></p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-7045" title="Essaouira_018" src="http://www.a23online.com/wp-content/uploads/2010/06/Essaouira_018.jpg" alt="" width="450" height="301" /></p>
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		<title>Sugestões docinhas para o Dia Mundial da Criança</title>
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		<pubDate>Tue, 01 Jun 2010 16:44:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Editor</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Um pouco por todo o lado, celebra-se hoje o Dia Mundial da Criança. A A23 deixa-lhe algumas sugestões para o dia de hoje, para que volte a ser criança outra vez.Como esquecer os maravilhosos chupas, rebuçados ou chocolates que se comiam sem qualquer privação enquanto crianças? Dietas à parte, hoje é o dia certo para [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignnone size-full wp-image-6949" title="A23" src="http://www.a23online.com/wp-content/uploads/2010/06/Picture-21.png" alt="" width="276" height="188" /></p>
<p>Um pouco por todo o lado, celebra-se hoje o Dia Mundial da Criança. A A23 deixa-lhe algumas sugestões para o dia de hoje, para que volte a ser criança outra vez.<span id="more-6948"></span>Como esquecer os maravilhosos chupas, rebuçados ou chocolates que se comiam sem qualquer privação enquanto crianças? Dietas à parte, hoje é o dia certo para esquecer a linha e se entregar a prazeres mais docinhos. Comece por abrir o apetite na Papabubble (Rua da Conceição, 117 a 119). É certo que esta é a rua das retrosarias, mas já se por ali vêem verdadeiras romarias sem ser para comprar botões ou tecido a retalho. Esta loja característica de Barcelona abriu em Lisboapara recuperar uma tradição há muito esquecida: a magia dos rebuçados artesanais. Os formatos possíveis são muitos (os mais comuns são pequenos cilindros que podem vir em caixas de vidro ou tubos de ensaio) e os sabores são mais de 30.<br />
Siga depois para a Xocoa, conceituada marca catalã, na Rua do Crucifixo, que veio fazer perder a cabeça aos lisboetas com a oferta diversificada de tudo o que pode esperar encontrar feito com chocolate. Aqui, há bombons para todos os gostos: de trufa negro, branco e laranja, coco, canela, gengibre, cinco pimentas e quatro especiarias, refresco de chocolate, bolachinhas gulosas e sempre muitas novidades a descobrir.<br />
Se ainda não estiver satisfeito, porque não dar um pulinho à MerryCupCakes, no Centro Comercial do Campo Pequeno, e terminar o dia com o delicioso e famoso bolo americano com coberturas deliciosas, decorações coloridas e sabores que vão desde os tradicionais cupcakes de baunilha e chocolate aos red velvet. Se já estiver em cima da hora de jantar, pode levar para casa e deliciar-se ao longo do serão. De fazer crescer água na boca.</p>
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		<title>Índia: Varanasi &#8211; mais perto do nirvana</title>
		<link>http://www.a23online.com/2010/04/16/varanasi/</link>
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		<pubDate>Thu, 15 Apr 2010 23:10:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Editor</dc:creator>
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		<category><![CDATA[India: Varanasi-mais perto do nirvana]]></category>
		<category><![CDATA[Isabel Cunha]]></category>
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		<description><![CDATA[Texto e fotografias Isabel Cunha O ar estava quente e a humidade também se encontrava presente. Não era de estranhar pois estava na Índia e no mês de Outubro. Recordando as temperaturas normais neste país até nem estava muito calor, mas para quem gosta do clima marítimo da zona oeste do nosso país pode considerar-se [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignnone size-full wp-image-6307" title="India 2009 385VaranasiPuja" src="http://www.a23online.com/wp-content/uploads/2010/04/India-2009-385VaranasiPuja1.jpg" alt="" width="460" height="307" /></p>
<p>Texto  e fotografias<strong> Isabel Cunha</strong><br />
O ar estava quente e a humidade também se encontrava presente. Não era de estranhar pois estava na Índia e no mês de Outubro. Recordando as temperaturas normais neste país até nem estava muito calor, mas para quem gosta do clima marítimo da zona oeste do nosso país pode considerar-se uma experiência pouco agradável, embora já a tivesse previsto, mas uma coisa é pensar, outra é experimentar e sentir.</p>
<p><img class="alignnone size-full wp-image-6295" title="india" src="http://www.a23online.com/wp-content/uploads/2010/04/Imagem6.png" alt="" width="460" height="421" /></p>
<p>Depois de 18 horas num comboio, com partida em Deli, tinha chegado a Varanasi, a cidade mais antiga do mundo, segundo os hindus. À espera do grupo estava o Gopal, o guia local,  que ajudou o Inácio no negócio dos preços pelos auto-riquexós; a cada chegada a uma cidade era inevitável o regateio dos preços, a que se seguia a nossa distribuição por 3 ou 4 veículos juntamente com as mochilas entaladas nas nossas pernas ou sobre o colo! De novo, aquele frenesim que é andar neste meio de transporte típico no oriente, num jogo de escapadela ao toque em camionetas, carros, motorizadas, bicicletas, carroças, pessoas e animais com quem nos cruzávamos  a escassos centímetros, sempre com o som constante das buzinas; de todos estes aqueles a quem os condutores dispensavam mais atenção e cuidados eram mesmo os animais e particularmente as vacas ou não estivéssemos na Índia! No caminho da estação ao hotel  ainda tivemos que dar uma boleia a alguém o que já era também habitual; desta vez uns quantos policias saltaram para o lado dos condutores porque o nosso local de saída era mesmo ao pé de uma esquadra.  Dali ao  hotel, o Puja Guest House, tivemos que fazer o caminho a pé, por ruas estreitas e onde o sol mal entrava, sempre com as mochilas às costas, tentando por um lado não nos perdermos, por outro evitando pisar lixo ou dejectos de animais, essencialmente vacas, o que diga-se, foi uma empreitada complicada.  <span id="more-6306"></span><img class="alignnone size-full wp-image-6296" title="India" src="http://www.a23online.com/wp-content/uploads/2010/04/Imagem4.png" alt="" width="425" height="614" /></p>
<p>Juntamente com mais meia dúzia de cidades na Índia, Varanasi anteriormente designada por Benares ou Kashi, é uma das cidades sagradas do hinduísmo, recebendo a visita de milhões de hindus que aqui acorrem de todo o país, em peregrinação para se banharem no Ganges e assim se libertarem dos pecados.  Quando abri a janela do quarto vi logo o mítico Ganges mesmo uns metros abaixo do hotel, assim como alguns dos cerca de duzentos templos que existem na cidade dedicados a Shiva. Reparei que as janelas dos quartos eram gradeadas, e pensei que talvez houvesse assaltos mas depois percebi  que devia ser pelos inúmeros macacos que andavam por ali, por cima dos pátios das casas, nas árvores e nos templos. No terraço do Puja a  visão sobre Varanasi e o Ganges era ainda melhor e mais impressionante; quer a cidade quer o rio estavam envoltos numa ligeira neblina que não deixava ver com clareza total as casas e os telhados de cores meio desbotadas, a cor da água, os barcos  e a outra margem do rio.  Por breves momentos tentei sentir alguma  da espiritualidade e do misticismo que Varanasi representa para os hindus, mas foi em vão; quem sabe durante a estadia ainda conseguisse essa sensações.</p>
<p><img class="alignnone size-full wp-image-6297" title="Índia" src="http://www.a23online.com/wp-content/uploads/2010/04/Imagem1.png" alt="" width="460" height="333" /></p>
<p>Depois  do pequeno almoço no terraço tomado quase na hora do jantar (devido à diferença horária) descemos as escadas até à recepção onde o guia nos esperava para nos conduzir até ao crematório principal da cidade que se situa na Manikharnika Ghat, de novo pelas ruelas estreitas e sujas de lixo. Reparei que os edifícios, os templos e os gaths (designação dada para as escadas á beira do rio) pareciam existir desde o inicio da humanidade, mas no caso particular dos gaths, foram construídos no século XVIII e venho mais tarde a saber que cada um tem um nome  e uma função especial, como por exemplo os gaths de Manikarnika e de Harishchandra que são os crematórios, ou os de Panchaganga onde se pensa que convergem  cinco rios sagrados. Os  gaths de Varna e Assi situam-se a este e oeste e estabelecem os limites da cidade sendo que estes nomes provém de dois afluentes do Ganges.</p>
<p><img class="alignnone size-full wp-image-6298" title="índia" src="http://www.a23online.com/wp-content/uploads/2010/04/Imagem2.png" alt="" width="412" height="635" /></p>
<p>Quando cheguei a Manikharnika Gath nunca pensei que o impacto fosse tão chocante: estar aqui pode ser considerada  uma das experiências mais fortes e perturbadoras que se pode experimentar na vida. Aqui durante as 24 horas ininterruptamente procede-se à cremação dos corpos dos falecidos, graças ao trabalho de uma dezena de homens, os dohms, responsáveis por transportar às costas  grandes troncos de madeira dos barcos para pilhas espalhadas pelos gaths superiores e depois de novo transportá-la mais para junto  da margem, onde cada corpo será cremado durante algumas horas. Somos avisados que não é permitido fotografar o local e os corpos e eu questionei-me se naquele momento seria capaz de fotografar qualquer coisa que fosse. Já tinha lido alguns artigos sobre Varanasi e sobre os costumes fúnebres dos hindus, e sabia que nesta cidade estes rituais eram mais exacerbados mas nada do que tinha lido tinha sido suficiente para me preparar para esta realidade. Esta cidade indiana é a que tem a população mais velha do país, porque quem pode vem para Varanasi para ser cremado e para as suas cinzas serem atiradas ao Ganges, pois só assim poderá ser quebrado o ciclo das reencarnações. Reparei que ali a dois passos do guia e do grupo, pelo menos dois a três homens emagrecidos estavam pelos cantos enrolados, parecendo-me  já não faltar muito tempo para se finarem.</p>
<p>Mais à nossa frente mais uma cena quase indescritível; cerca de meia dúzia de cadáveres encontravam-se no meio do mesmo número de  pilhas de madeira que ardiam lentamente, enquanto que outros corpos enrolados em panos e depositados sobre liteiras aguardavam que chegasse a sua vez numa espécie de fila. Ainda hoje me interrogo como consegui presenciar estes rituais da cremação pelas imagens algo chocantes que vi. Algumas vacas pretas comiam flores e folhas secas e refrescavam-se na água ali mesmo em frente dos corpos que eram cremados, ao mesmo tempo que alguns homens emergidos no rio peneiravam a água, procurando jóias ou outros valores que tivessem restado da cremação dos corpos e que reverte para pagamento dos dohms, enquanto mais à frente da margem alguns turistas em pequenos barcos de madeira no rio tentavam ver melhor os rituais e também mais barcos carregados de madeira se aproximavam para descarregar   mais lenha. Enfim uma verdadeira “atracção” que me estava a deixar quase hipnotizada: o nosso guia ia explicando todos os procedimentos e o seu significado à luz da religião hindu mas eu quase não o ouvia e mal conseguia ver alguma coisa à minha volta; ali o ar era quase irrespirável pelo calor que estava no local (talvez uns 45 a 50ºC) e pelo cheiro emanado pelos corpos a serem cremados. Gopal explicou-nos que há cinco situações em os corpos não são cremados: quando são crianças (porque ainda não têm pecado), quando se trata de mulheres grávidas, quando são sacerdotes, quando são animais mortos; nestas situações é atada uma corda com uma pedra e o corpo é atirado ao rio. A quinta situação são os casos em que a pessoa morre por picada de cobra – o corpo é colocado numa maca de bambu a flutuar no Ganges pois crê-se que poderá ser ressuscitado por um sadhu (homem santo) que o encontre. Chamou-nos à atenção também que muitas vezes a temperatura não é suficiente para queimar todo o esqueleto humano, ficando muitas vezes por arder a bacia nas mulheres e o tórax nos homens, que são posteriormente atirados ao rio. Relativamente aos corpos dos falecidos  diz-nos  que são preparados em casa e transportados em liteiras de madeira pelos familiares, que entoam cânticos, pelas ruas até ao gath; as mulheres jovens são envoltas em panos de cor laranja e  as mais idosas em panos vermelhos, enquanto que para os homens se usam brancos. Habitualmente um familiar mais próximo vai buscar o fogo à chama eterna de Shiva que está num templo ali situado, e que segundo ele se mantém acesa desde a criação do Universo. Este familiar procede a um ritual da sua própria preparação em que rapa todo o cabelo  e deixando apenas um pequeno pedaço do mais comprido na região occipital, vestindo-se também de branco. As mulheres não participam nos rituais da cremação pois sendo mais emotivas poderiam chorar o que não deverá ser feito, uma vez que a cremação é encarada como uma possibilidade para libertação do ciclo das reencarnações e alcançarem o nirvana.</p>
<p><img class="alignnone size-full wp-image-6310" title="India 2009 385VaranasiPuja1" src="http://www.a23online.com/wp-content/uploads/2010/04/India-2009-385VaranasiPuja11.jpg" alt="" width="900" height="600" /></p>
<p>Em boa verdade, fotografar as cenas e os rituais não fotografei, e poderia tê-lo feito, disparando-se discretamente a máquina, no entanto achei que não era correcto fazê-lo; afinal embora parecesse que estávamos a assistir a um espectáculo devido à quantidade de turistas em barcos de madeira que se aproximavam das margens ou que por ali circulavam, assim como a presença de alguns  locais que ali permaneciam sem estarem propriamente ligados a nenhum falecido que estava a ser cremado, a verdade é que aquilo não era uma diversão, mas sim uma demonstração de fé e religiosidade.  As imagens de Manikarnika vão ficar para sempre gravadas na minha memória sem serem necessárias fotografias para me relembrarem a cor enegrecida das construções, templos e gaths do local, provocada pelos milhares de cremações durante anos e anos sem interrupção, a temperatura elevada, o cheiro do ar que era quase irrespirável, a movimentação dos homens que carregam a madeira, os familiares dos mortos junto aos corpos, os homens que emersos na água procurando as jóias no meio das cinzas atiradas na margem, alguns cães enfezados que por ali rondavam em busca de “algo” que pudessem comer e as vacas a beberem água e a banharem-se. Tudo isto, assim como alguns homens e mulheres que mais à frente se banhavam e lavavam roupa na água sagrada do Ganges, constituíram um quadro tão impossível de esquecer como difícil de descrever.</p>
<p><img class="alignnone size-full wp-image-6299" title="India" src="http://www.a23online.com/wp-content/uploads/2010/04/Imagem3.png" alt="" width="460" height="333" /></p>
<p>Mais à frente e já noutros gaths era visível um templo meio inclinado e apenas com a parte superior a descoberto. Foi então que me apercebi que o rio estava cheio e que alguns dos templos estavam submersos, assim como os deuses  neles contidos; quando as águas do Ganges descem drasticamente ficam de novo a descoberto e prontos para serem venerados. Deixámos os gaths e circulámos pelas ruas estreitas de regresso ao hotel. De novo o lixo no chão, as vacas, as cabras, as motorizadas e os locais nas suas actividades diárias: homens a costurar à máquina, outros a vender chai, outros a preparar paan, a cozer nan (pão) e a vender um variedade infinita de coisas impossíveis de enumerar desde flores a enfeites, roupas a comida.  Passámos depois por uma rua bastante curiosa: no meio do lixo e da sujidade, algumas casas com o chão forrado de panos imaculadamente brancos em que homens vestidos também vestidos com punjabis brancos ou antes bege (o branco indiano) estavam sentados lendo o jornal ou um livro, ou simplesmente olhando quem passava na rua. Vim a saber que Varanasi é também conhecida pela qualidade das suas sedas e que tínhamos acabado passar na rua onde estão a maior parte dos  vendedores de sedas. Outra coisa curiosa foi encontrar diversos homens a passar a ferro: aqui são os homens que se dedicam a esta tarefa assim como lavar a roupa (os dobhis); à porta de algumas casas está montado um pequeno balcão forrado de branco para que se possa passar a roupa com ferros bem grandes a lenha. A roupa por seu lado é lavada no água do Ganges e estendida nos gaths; aliás esta água é usada para tudo, desde lavar a roupa, tomar banho, cozinhar e beber.</p>
<p><img class="alignnone size-full wp-image-6300" title="Imagem7" src="http://www.a23online.com/wp-content/uploads/2010/04/Imagem7.png" alt="" width="422" height="598" /></p>
<p>Se Varanasi é a cidade sagrada do hinduísmo convém mencionar que outras religiões aqui se praticam em amena convivência e assim o é há milhares de anos. De referir  por exemplo que o do Templo Dourado (ao qual os turistas não têm acesso)  se situa ao lado de uma mesquita e é neste espaço, fortemente vigiado por polícias, que diariamente hindus e muçulmanos fazem as suas orações. Um pouco mais à frente entre outros pequenos templos hindus situa-se um templo budista, o Nepali Temple. Conta-se que um imperador do Nepal veio a Varanasi consultar um sacerdote hindu porque estando casado há vários anos não tinha descendência: o sacerdote disse-lhe que regressasse ao Nepal e que distribuísse as suas riquezas aos pobres e que em seguida o seu desejo de constituir descendência se realizaria. Como tal aconteceu, o imperador decidiu construir também um templo em Varanasi que se encontra decorado com figuras esculpidas com cenas do Kamasutra. É pois curiosa esta aparente coexistência pacífica  e tolerante de uma religião que venera milhares de deuses, com outras para quem só existe um deus. Aliás em tom jocoso um autor mencionou numa obra sua que o hinduísmo seria a Disney das religiões, pelo que  pensando nas imagens de alguns dos deuses hindus, com as suas faces risonhas e coloridas diria que o hinduísmo poderá ser a United Colors das religiões.</p>
<p>Para o final do dia, que acontecia por volta das 17 horas, estava programado um passeio de barco pelo Ganges para apreciar o pôr do Sol, que se revelou um momento algo fúnebre uma vez que o sol se põe por trás dos edifícios e dos templos, o que os faz parecer ainda mais antigos, degradados, descoloridos e escuros, tal como a água do Ganges se torna mais escura e com aspecto barrento. Salvou este passeio termos assistido a uma cerimónia religiosa na Dashaswamedh Ghat de purificação e limpeza dos pecados e de homenagem aos quatro elementos do mundo que decorre diariamente denominada de puja. Foi um pequeno quase mágico e belo não fora a sujidade das escadas onde nos sentámos para assistir e ainda a presença de algumas vacas que repousavam nos gaths misturadas com crentes, sadhus e turistas que assistiam à cerimónia que decorria num palco montado para o efeito e onde uns sete sacerdotes gesticulavam, ao som de música e cânticos e sinos, uma espécie de lamparinas de metal acesas ao som da música. Creio que tal como durante a visita à Manikarnika Gath a minha maneira de ser quase asséptica   me impediu de apreciar e sentir a espiritualidade do momento, apesar das belas imagens das luzes e das chamas do ritual, bem como das inúmeras armações com velas acesas e pétalas de flores que crianças vendiam nas margens e que os turistas compravam, acendiam e deitavam á agua pedindo um desejo e que flutuavam como estrelas rio abaixo. Quem sabe se voltasse outro dia, outro e outro conseguiria modificar os meus pensamentos “estéreis” de europeia assim como os meus sentimentos desapegados do ritual.</p>
<p>Para terminar o dia nada melhor que depois da religiosidade seguirmos para o consumismo. Mesmo numa cidade sagrada da Índia o sagrado encontra-se com o profano, pelo que fomos “negociar” sedas, não sem antes combinarmos um novo passeio de barco no Ganges desta vez ao amanhecer, que ocorria por volta das 5h e 30m do dia seguinte. À noite no hotel tínhamos músicos a tocar citara e a cantar enquanto jantávamos mais uma refeição “very specie” para as nossas papilas gustativas e para os nossos estômagos sensíveis; foi a refeição mais tipicamente indiana que tive na viagem   a que  chamei “Music and Food” à semelhança do filme “Music and Lyrics”.</p>
<p>Pelas 5 da manhã do dia seguinte quando me vestia para o passeio de barco reparei que as calças e a blusa me estavam muito justas, e olhando para as mãos, braços, pernas e pés notei que estavam inchados, mas como não me sentia mal, saí para assistir ao nascer do sol e para mais um passeio de barco pelo Ganges. Aquela hora já vários barcos com turistas andavam no rio e muitos hindus também já se encontravam nos gaths para se lavarem, ou para fazerem as suas orações ou ioga,  alguns vestidos com lunghis (lençóis brancos que os homens enrolam à volta das pernas); mais à frente perto da  Harishchandra Gaht um corpo estava a ser cremado sendo visíveis os pés do cadáver. Junto à pilha de lenha e ao corpo encontravam-se alguns familiares vestidos de branco  e alguns cães enfezados.<br />
<img class="alignnone size-full wp-image-6303" title="Imagem8" src="http://www.a23online.com/wp-content/uploads/2010/04/Imagem8.png" alt="" width="418" height="642" /></p>
<p>Mais uma vez o céu tinha aquela neblina suave que parecia uma fina cortina que dava uma cor e um efeito especial ao sol. No barco ouvíamos os sinos a tocarem e cada vez mais hindus chegavam aos gaths. À medida que o sol subia a  cidade começava a adquirir uma imensa luminosidade devido às cores alaranjadas e douradas dos edifícios, dos topos dos templos, das várias imagens de deuses e dos gaths, como que renascendo das cinzas e rejuvenescendo da sua antiguidade do final de tarde do dia anterior, ao mesmo tempo que agora a água do Ganges parecia dourada . Os gaths estavam agora apinhados de hindus vestidos com roupas coloridas nomeadamente as mulheres e os sadhus com as suas vestes laranja e amarelo. Saímos do barco e passeámos pelos gaths onde a azáfama era grande: barqueiros acercavam-se da margem para nos oferecer passeios de barco, algumas crianças queriam vender-nos postais ou velas para lançar ao rio, alguns  homens e mulheres oravam, outros lavavam-se energicamente, enquanto que sadhus passeavam com a sua bilha metálica numa mão e um tridente na outra, dobhis lavavam roupa e estendiam-na nos gaths, enquanto mais à frente duas mulheres faziam pequenas bolas com excrementos de vaca que serviriam de combustível depois de secos.  O Sol já apertava e o calor começava a ser muito quase, tendo procurado um pouco de sombra nos enormes chapéus de palha tipo cogumelos que se encontravam por ali. Como levava a máquina fotográfica e ia captando algumas imagens, vi-me rodeada de uma família que me pediu para fotografar todos os membros (perto de vinte pessoas, adultos e crianças pequenas). Logo em seguida já tinha outra família à espera para ser fotografada. Ali perto estava uma pequena loja onde trabalhava o Tinku um rapaz de dezoito anos, cujo pai tinha falecido, e que era o responsável pela subsistência da sua família: a mãe, o irmão e ainda duas irmãs. Explicou-me que ficou a tomar conta do negócio do pai e que queria que os irmãos mais novos pudessem estudar e que a mãe não precisasse de trabalhar. Contou-me ainda que se estava a aproximar uma grande festa para os hindus, o divali,  e que estavam a chegar muitos peregrinos de toda a Índia à cidade sagrada para os festejos. Agradeci as informações que o Tinku me deu e preparava-me para dar mais um passeio pelas margens do rio quando comecei a sentir-me mal, ao contrário do que se possa pensar não com sintomas de gastroenterite o mais habitual acontecer aos turistas na Índia, mas sim com uma sensação de que o coração parecia saltar-me do peito ao mesmo tempo que batia aceleradamente e que eu suava em bica.<br />
<img class="alignnone size-full wp-image-6291" title="Varanasi" src="http://www.a23online.com/wp-content/uploads/2010/04/Imagem5.png" alt="" width="422" height="548" /></p>
<p>Não sei como mas apesar de todo este mau estar lá consegui subir os gaths, andar por umas quantas ruas  para regressar ao hotel e ainda galgar as escadas correspondentes a quatro andares até ao meu quarto. Deitei-me na cama e procurei descansar um pouco, apesar da ansiedade provocada por  aquela sensação desagradável de que não sabia a causa, assim como pelo medo de não poder continuar a viagem. Pela cabeça passavam-me agora as imagens da véspera e da manhã daquele dia como quem vê um filme no qual participa, tendo acabado por adormecer profundamente mesmo com o barulho da ventoinha do tecto que estava ligada, na esperança que me refrescasse a mim e ao quarto que já estava quentíssimo. Acordei três horas depois, quando me chamaram para ir de novo para a estação. Quando olhei para as mãos e para os pés, reparei que estavam  normais assim como a roupa já não me estava apertada; era como se nada me tivesse acontecido! Fiquei muito surpreendida mas sobretudo satisfeita por me sentir bem de novo  e nos meus pensamentos só me ocorreu que tivesse sido a cidade sagrada e os deuses que me ajudaram a recuperar e então agradeci mentalmente &#8211; “Namastê”. Já não me sentia doente, antes pelo contrário sentia-me com uma nova energia e ia poder continuar a minha viagem por este país místico, incompreensível e  inexplicável.</p>
<p><img class="alignnone size-full wp-image-6304" title="Imagem2" src="http://www.a23online.com/wp-content/uploads/2010/04/Imagem24.png" alt="" width="412" height="635" /></p>
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		<title>Herdade da Matinha</title>
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		<pubDate>Mon, 08 Mar 2010 21:50:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Editor</dc:creator>
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		<description><![CDATA[A cerca de 170 km de Lisboa, existe aquele que é um verdadeiro refúgio para um fim de semana bem passado, Na serra do Cercal, em pleno vale, e a caminho da praia do Malhão, a herdade da Matinha está pronta para o receber numa verdadeira experiência de contacto com a natureza. Ir até à [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignnone size-full wp-image-5736" title="A23 / Herdade da Matinha" src="http://www.a23online.com/wp-content/uploads/2010/03/herdade-da-matinha.jpg" alt="" width="350" height="220" /></p>
<p>A cerca de 170 km de Lisboa, existe aquele que é um verdadeiro refúgio para um fim de semana bem passado, Na serra do Cercal, em pleno vale, e a caminho da praia do Malhão, a herdade da Matinha está pronta para o receber numa verdadeira experiência de contacto com a natureza. Ir até à praia, passear a cavalo, explorar trilhos quase inacessíveis são algumas das actividades ao ar livre de que pode desfrutar. Ao ambiente descontraído e com bom gosto dos interiores, soma-se a ementa do jantar gourmet. Depois de um bom jantar, deixe-se invadir pelos sons da natureza enquanto experimenta um bom vinho. Olhe as estrelas e contemple o céu do Alentejo, prestes a receber a Primavera.</p>
<p>Para reservas: Herdade da Matinha,<br />
Atmosphere Hotels Tel. 213 907 170; 917 246 039,  e-mail info@atmospherehotels.pt ; www.atmospherehotels.pt</p>
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		<title>Theravada: O Budismo no Laos [Multimédia]</title>
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		<pubDate>Thu, 11 Feb 2010 18:01:40 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[O Budismo é a principal religião do Laos com cerca de 85% da população sendo altamente devota. O Budismo do Laos é a única versão do Theravada e é a base da cultura do país, com forte reflexo e influência na língua, arquitectura, arte, literatura, teatro e outros aspectos sociais, culturais e económicos.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignnone size-full wp-image-5378" title="Theravada monks" src="http://www.a23online.com/wp-content/uploads/2010/02/theravada_laos010.jpg" alt="" width="455" height="304" /></p>
<p><em>Fotografia e edição de <strong>Paulo Nunes dos Santos</strong></em></p>
<p>O Budismo é a principal religião do Laos com cerca de 85% da população sendo altamente devota. O Budismo do Laos é a única versão do Theravada e é a base da cultura do país, com forte reflexo e influência na língua, arquitectura, arte, literatura, teatro e outros aspectos sociais, culturais e económicos.</p>
<p>Os budistas do Laos são extremamente fiéis e praticamente todos os homens dedicam pelo menos dois anos da sua vida ao budismo, período em que residem num mosteiro ou templo (Wat no seu nome original). Grande parte destes homens tornan-se monges para o resto da sua vida.<span id="more-5376"></span></p>
<p>Os monges Theravada são altamente respeitados pelas comunidades que fazem questão de garantir o bem-estar dos religiosos. A população acredita que ao doar comida e provisionar auxilio aos monges está a ganhar mérito e melhorar o seu karma. Esta prática danifica a frágil economia do país, mas a maioria das pessoas esta disposta a sacrificar-se em nome do respeito para com os monges e religião.</p>
<p>Esta foto reportagem intenta mostrar o dia-a-dia e práticas dos monges e estudantes Theravada num país fortemente marcado pela guerra da Indochina.</p>
<p><strong><em><br />
<object id="soundslider" classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="420" height="383" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowScriptAccess" value="always" /><param name="quality" value="high" /><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="menu" value="false" /><param name="bgcolor" value="#000000" /><param name="src" value="http://homepage.mac.com/pdossantos/theravada/soundslider.swf?size=1&amp;format=xml&amp;embed_width=420&amp;embed_height=383" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed id="soundslider" type="application/x-shockwave-flash" width="420" height="383" src="http://homepage.mac.com/pdossantos/theravada/soundslider.swf?size=1&amp;format=xml&amp;embed_width=420&amp;embed_height=383" bgcolor="#000000" menu="false" allowfullscreen="true" quality="high" allowscriptaccess="always"></embed></object></em></strong></p>
<p><strong><em></em></strong></p>
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		<title>Hotel Rural Quinta da Geia</title>
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		<pubDate>Fri, 18 Dec 2009 17:30:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Editor</dc:creator>
				<category><![CDATA[Boa Vida]]></category>
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		<description><![CDATA[Fica na Aldeia das Dez, apelidada de Aldeia das Flores, a 500 metros de altitude. As vistas não podiam ser melhores: Serra da Estrela, Serra do Açor, rio Alvôco e um verde de perder de vista. O hotel, obra de dois empreendedores holandeses rendidos aos encantos da região, tem cerca de 18 quartos e dois [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignnone size-full wp-image-3880" title="A23/Quinta da Geia" src="http://www.a23online.com/wp-content/uploads/2009/12/Quinta-da-Geia.jpg" alt="A23/Quinta da Geia" width="450" height="290" /></p>
<p>Fica na Aldeia das Dez, apelidada de Aldeia das Flores, a 500 metros de altitude. As vistas não podiam ser melhores: Serra da Estrela, Serra do Açor, rio Alvôco e um verde de perder de vista. O hotel, obra de dois empreendedores holandeses rendidos aos encantos da região, tem cerca de 18 quartos e dois apartamentos em estilo rústico requintado, muito confortáveis, que oferecem vistas assombrosas sobre a paisagem. A sala de estar é apetecível para ler à lareira, ver televisão, jogar xadrez ou conversar. As paredes do afamado restaurante, um dos melhores da região com o <span>chef Freekel de Greeuw a comandar as operações,</span> são também galeria de arte. Chama-se Restaurante João Brandão e aqui pode saborear deliciar-se durante a sua estadia. A cozinha tem influências vindas da Itália, França e Espanha e, claro, Portuguesa. Um dos pratos favoritos é o Bacalhau a Conde, confeccionado a partir de migas de bacalhau, puré de batata enriquecido com cenoura, cebola, mostarda, apresentado a mesa com um belo gratinado de Mozarella e acompanhado por uma colorida salada mista. Outra especialidade são os Rolos de Novilho, tiras finas de novilho enrolado com presunto, temperados com a famosa mescla italiana o Pesto, estufado num suave molho de tomate. Não se esqueça de deixar um pouco de espaço para saborear uma das deliciosas sobremesas caseiras. Favoritos dos clientes já habituais são a tarte de maçã com nozes e passas, os profiteroles recheados com gelado, licor de ovos e chocolate quente e o gelado de baunilha com molho de frutos silvestres quentes e chantilly.</p>
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