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Sónar 2012 arranca com New Order

O Sónar Barcelona arrancou a sua edição número 19 com um programa de 150 propostas -musicais e de outros âmbitos- e mais de 90.000 entradas vendidas para os três dias do festival de música electrónica. A banda New Order, uma das mais esperadas neste ano, dará o pontapé de saída.
Em Junho Barcelona converte-se na capital da música electrónica -até o sábado 16-. Poucas horas dantes de abrir o recinto diurno do Sónar, no complexo CCCB-MACBA, milhares de curiosos espectadores percorriam os quatro palcos instalados neste espaço localizado no centro de Barcelona. Ainda que a oferta do Sónar nas horas de abertura não está cheia de nomes populares (d.forma, Chico Unicornio e Microfeel, entre outros), aos mais madrugadores do festival não parecia lhes importar. Vários centos de pessoas dançavam pouco depois do meio dia no Sónar Dome com os jogos musicais do canario residente em Barcelona Monkey Valley, um recopilador de sons aos que outorga um barniz de verdadeiro «tropicalismo».
O programa musical do Sónar de hoje quinta-feira inclui uma treintena de actuações no recinto do CCCB (Centro de Cultura Contemporânea de Barcelona). The Roots, Lana do Rei ou Fatboy Slim são algumas dos artistas destacados do programa, que inclui a «clássicos» como Richie Hawtin ou Laurent Garnier, nomes de renovadores do house como Mary Jane Coles ou Julio Bashmore, e do novo pop electrónico como Austra ou Metronomy.
Também está já aberta a ampla oferta expositiva do Sónar que neste ano tem as instalações sonoras como protagonistas, entre elas as instalações feitas por alunos do Mestrado de Artes digitais da UPF, que se podem ver no CCCB. Por exemplo, Pollywogs, uma instalação do artista alemão Roland Olbete, formada por cinco sofisticados robôs -ainda que por fora parecem máquinas de tricotar penduradas do teto- capazes de interpretar peças de música clássica e também algum que outro sucesso de Kratwerk.
Curiosos resultam igualmente The Eyeharp, um instrumento musical guiado grego Zacharias Vamvakousis- ou Ou Beat, do jovem italiano Giampaolo Costaglia, uma interface inteligente que permite ao intérprete utilizar seu corpo como instrumento enquanto dança ou se move. Dentro deste mesmo programa expositivo, na barcelonesa fundação Mies vão der Rohe, em Monjtuïc, apresentou-se a instalação Ghost Forest, do artista Francisco López, um trabalho de sequências sonoras gravadas em diferentes bosques do mundo.
Durante estes três dias vai celebrar-se, de forma paralela, SonarPro, um local dedicado aos profissionais das indústrias criativas com a presença de 2.500 profissionais de 900 empresas de 50 países.

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