O ministro da Economia, Álvaro Santos Pereira, referiu hoje que as estradas sem custos para o utilizador (SCUT) são próprias de um “país de fantasia, que existiu no passado e não existe mais”.
O governante falava no final de uma visita a empresas do distrito de Castelo Branco e prometeu programas específicos para o crescimento das regiões e combate às assimetrias.
Confrontado pelos jornalistas com a contestação à cobrança de portagens no interior do país, o governante referiu que as estradas e infraestruturas “têm um custo [por isso] ou se pagam diretamente ou com os impostos”.
Ou seja, “fingir que não têm custos para utilizadores, não têm custos de manutenção ou que não tiveram custos quando foram construídas, é manter um país de fantasia que existiu no passado, mas já não existe mais”, sublinhou.
Álvaro Santos Pereira garantiu “perceber a preocupação das empresas e das pessoas, mas a verdade é que se paga de uma maneira ou de outra”.
O ministro reconheceu, no entanto, existirem assimetrias que desfavorecem o interior e que, “na perspetiva do governo, são bastante elevadas e têm que ser reduzidas”.
Segundo referiu, “para além das reformas estruturais já em curso, vai haver programas de crescimento específicos para as regiões que estão em maiores dificuldades. Sabemos claramente que não podemos esquecer partes do país privilegiando outras”, sublinhou.
O ministro da Economia acentuou a tónica de “reindustrialização do país” para uma “diminuição das assimetrias regionais, que são gritantes”.
Álvaro Santos Pereira referiu que, “uma das coisas que se passou nas últimas décadas foi o interior ter sido esquecido”.















Sr. Ministro, até se pode concordar mas considere devidamente a questão do preço. Este não pode ser fixado como se em Portugal se ganhasse o mesmo ordenado minimo que se ganaha na Grécia, Espanha, etc. Sabe o que é relativisar? Tenho duvidas mas se sabe reklativise e depois dê largas à sua verborreia.
5 ou 6 centimos por klm seria aceitável e dava perfeitamente para a manutenção (já estão pagas, não esqueça) mas, claro, não dava para a engorda do lobi das auto-estradas.
Qual a empresa para onde vai quando deixar o lugar? Pode saber-se.