
O Presidente interino da Nigéria, Goodluck Jonathan, colocou vários estados do Centro do país em alerta máximo depois dos confrontos sangrentos que já causaram cem mortos, informa esta noite um comunicado oficial.
Na noite passada, grupos de homens armados de etnia Hausa-Fulani desceram dos montes e invadiram três localidades de etnia Berom, a Sul de Jos, capital do estado central do Plateau, e atacaram as populações. Estes confrontos étnicos custaram a vida a mais de cem pessoas, na maioria mulheres e crianças.
Um jornalista contou “103 corpos empilhados em Dogo Nahawa”, a principal povoação atacada, e um médico num hospital em Jos contou à Reuters que as vítimas tinham sido atacadas por facas de mato e queimadas.
Gregory Yenlong, comissário do estado do Plateau para a Informação, disse que morreram mais de 300 pessoas.
“O Presidente em exercício colocou todas as forças de segurança do Plateau e dos estados vizinhos em alerta máximo para impedir que este mais recente conflito não se espalhe” aos outros estados nigerianos, segundo o comunicado divulgado em Abuja.
Jonathan “também ordenou a todas as forças de segurança que tomassem iniciativas estratégicas para travar os bandos de assassinos”.
O Presidente interino deverá “reunir-se com os dirigentes das forças de segurança do país para debater, urgentemente, os meios para pôr fim às violências”, acrescenta o comunicado.
Os ataques de ontem à noite terão sido represálias. Em Janeiro, confrontos entre cristãos e muçulmanos, e de características étnicas, mataram, pelo menos, 326 pessoas em Jos e arredores, segundo a polícia. Jos situa-se entre o Norte, de maioria muçulmana, e o Sul, mais cristão.
A Nigéria, o país africano mais populoso, convive com décadas de ressentimento entre grupos étnicos que lutam pelo controlo do território.














