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Anunciado fundo de 100 milhões de euros para reintegração de talibãs

Gordon Brown anunciou, ontem, quinta-feira, um fundo para apoiar a reintegração dos talibã no Afeganistão no valor de 100 milhões de euros. Brown estabeleceu 2011 como o prazo para virar o rumo do país e Karzai pede que a presença militar permaneça por mais 15 anos.

O anúncio do primeiro-ministro britânico para o fundo internacional foi feito durante uma conferência a decorrer em Londres onde 70 nações debatem o futuro do Afeganistão. No centro das discussões está a proposta do presidente afegão para a reintegração de elementos talibãs não fiéis à causa.

Apesar dos receios de que o plano de reintegração de talibãs possa colocar em risco as liberdades conquistadas pelo povo afegão, Gordon Brown anunciou um fundo que permitirá por em marcha a proposta de Hamid Karzai.

O presidente do Afeganistão quer voltar a negociar com alguns elementos da comunidade talibã, alegando que planos semelhantes apresentaram resultados positivos no passado.

Durante o encontro, Hamid Karzai defendeu que o país deve “estender a mão a todos os compatriotas, em particular os que estão desiludidos, que não são membros da Al-Qaeda ou de outras organizações terroristas”.

No final da conferência, um comunicado afirmava que as forças afegãs poderão tomar o controlo de algumas províncias até ao final do ano.

Os 70 países apontam um prazo de cinco anos para que a transição esteja terminada. Para que tal seja possível, o chefe de executivo de Downing Street, Gordon Brown, apelou no sentido do reforço da segurança, apontando para um aumento, até Outubro de 2011, da polícia afegã para os 300 mil homens e do Exército para os 134 mil soldados.

“Temos que acordar com o presidente Hamid Karzai um plano para a expansão do Exército e da Polícia e prometer o apoio e treino necessários para o efeito”, afirmou.

A secretária de Estado norte-americana, Hillary Clinton, defendeu que o plano não é, no entanto, um projecto de saída do país mas antes “de auxílio aos afegãos”.

A segurança continua a ser o grande desafio que o país enfrenta e, segundo o presidente do Afeganistão, a presença militar internacional terá que continuar, pelo menos, por mais 15 anos.

Num outro esforço para chegar aos talibãs, Hamid Karzai afirmou que irá pedir auxílio à Arábia Saudita pelos bons contactos que o país tem com os insurgentes.

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