
Castelo Branco começa em grande 2010 com o novo Cultura Vibra. Nos próximos três meses, são muitas as actividades previstas, com especial destaque, em Fevereiro, para um ciclo inteiramente dedicado ao realizador Pedro Costa.
Entre 2 e 4 de Fevereiro, no Cine Teatro Avenida, vão passar o primeiro e o último filme de Pedro Costa. “Sangue” e “Ne Change Rien” são as propostas que se complementam com a apresentação do livro sobre o realizador “Cem Mil Cigarros”, uma edição Orfeu Negro, que contará com a presença do realizador. Relembre-se que “Sangue” é considerada uma das melhores primeiras obras do cinema português.
Esta é a história de dois irmãos, um com 17 e o outro com 10, numa terra de província, no fim de ano. Ambos juram guardar um segredo que tem a ver com as frequentes ausências do pai. E que só uma rapariga partilha com o irmão mais velho. É que desta vez o pai não se ausentou apenas como das outras. À força de querem sobreviver ao seu segredo os dois irmãos perdem-se. Talvez seja sobre a noite da infância, este filme.
Pedro Hestnes, Nuno Ferreira, Inês Medeiros, Luís Miguel Cintra, Canto e Castro, Isabel de Castro, Henrique Viana, Luís Mantos, Manuel João Vieiraé o elenco de luxo que integra a obra, com a realização e argumento de Pedro Costa e a imagem de Martin Schäfer.
O filme “Ne Change Rien” nasceu da amizade entre a actriz Jeanne Balibar, o director de som Philippe Morel, e Pedro Costa. Pedro Costa filma uma performer que é feita de pedaços de outras vidas. Ela é uma actriz, dos filmes de Jacques Rivette, por exemplo. Mas é também uma cantora e performer. Jeanne Balibar, Rodolphe Burger, Hervé Loos, Arnaud Dieterlen, Joël Theux, François Loriquet, Fred Cacheux são as personagens que vemos desfiar nas imagens de Pedro Costa, com montagem de Patrícia Saramago, neste filme de 2009.














