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Forte presença policial à chegada de Haidar ao Sahara Ocidental

Aminatou Haidar regressou a casa ao fim de 32 dis de greve de fome.

Aminatou Haidar regressou a casa ao fim de 32 dis de greve de fome.

A activista saharaui Aminatou Haidar “cumpriu as formalidades de entrada” no aeroporto de El Aaiun, capital do Sahara Ocidental, assinalando na ficha ter “chegado a Marrocos”, garantiu hoje uma fonte policial marroquina. No entanto, Malainin Lakhal, presidente do Sindicato dos Jornalistas Saharauis, em exílio nos campos de refugiados no sul da Argélia, confirmou à A23 online que a chegada de Haidar a El Aaiun, às 00:15 desta sexta-feira (hora de Lisboa), ocorreu “sem que nenhumas das exigências inicias das autoridades marroquinas fossem cumpridas”.

A activista tinha sido impedida de entrar a 14 de Novembro em El Aaiun, acusada de não querer cumprir as formalidades de chegada, nomeadamente reconhecer a sua nacionalidade marroquina.

Desta vez, a informação da polícia sobre o cumprimento das formalidades não refere se Aminatou aceitou ou não reconhecer-se marroquina. A fonte policial disse que Aminatou Haidar, de 42 anos e mãe de duas crianças, recusou ser transportada de ambulância, preferindo entrar num automóvel conduzido pelo seu tio materno, o xeque Mohamed Boussoula.

Na pista, Aminatou foi acolhida por dois chefes da sua tribo saharaui Izerquynes, Mohamed Fadel e Mohamed Nafaie. O seu tio paterno Bachar Ahmed Haidar, que lhe pediu na terça-feira para terminar a greve de fome, estava igualmente presente, assim como um médico e um enfermeiro marroquinos.

Forte presença policial nas ruas de El Aaiun

Segundo as informações avançadas por Malainin Lakhal, a situação nos territórios do Sahara Ocidental ocupados por Marrocos, está “muito tensa” desde a chegada de Haidar à sua terra natal, existindo relatos de uma “forte presença militar em El Aaiun, particularmente junto a casa de Haidar”, onde “dezenas de pessoas terão sido detidas pelas autoridades marroquinas”. O jornalista acrescenta ainda que “a polícia secreta de Marrocos intensificou as acções de intimidação e está a retirar telemóveis da população Saharaui para prevenir o contacto com o exterior.

Os representantes da Frente Polisário vieram já congratular-se com esta “vitória moral contra a política imperialista e criminosa do reino de Marrocos”, e entendem esta acção como um “passo extremamente importante na luta contra a violação dos direitos humanos no Sahara Ocidental”.

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