Não sei se é por passar mais de um século da morte de Eça de Queirós, o poder polÃtico dominante (falamos de PS e de PSD, claro está) teima em dar-lhe cruel actualidade. O que é mais espantoso é que neste Dezembro frio, depois de o Partido Socialista ter perdido a maioria absoluta e os portugueses, fartos do “absolutismo” de Sócrates, terem dado à Assembleia da República um enorme e novo protagonismo, nem isso mudou o comportamento dos partidos, absurdamente à deriva. Vem isto a propósito de, na primeira audição da Comissão Parlamentar de Saúde, Maria José Nogueira Pinto chamar «palhaço» ao socialista Ricardo Gonçalves, que respondeu acusando a deputada do PSD de se vender a qualquer preço para ser eleita. Na Assembleia da República a cedência à mediocridade, tornou-se uma banalidade, os partidos ainda não perceberam que a A.R. não é propriamente o local para fazer rir a nação. A imagem que os deputados dão, não é de uma Assembleia da República, mas de um manicómio…
Infelizmente não faltam exemplos de como os partidos são território priviligiado de troca de influências, de promoção de mediocridade, de pagamentos, através do estado, da fidelidade dos votos. Outra notÃcia do dia: uma semana depois de tomar posse, a directora Regional de Educação do Centro, Beatriz Proença, abandona funções. Ao que parece, houve uma tentativa de impôr os nomes da equipa que seria liderada por Beatriz Proença, supostamente nomes ligados ao Partido Socialista da região Centro. Isto não aconteceu em nenhum manicómio, aconteceu num sÃtio chamado Portugal.
R.P














