
O vice-ministro da Saúde, Carlos Alberto Masseka, afirmou hoje, em Luanda, que a tuberculose e a Sida constituem dois graves problemas de saúde pública em Angola. Tais declarações foram proferidas durante o acto de abertura da 1ª Jornada Científica do Hospital Sanatório de Luanda, que teve início na manhã de hoje (quinta-feira), nas instalações da Escola Nacional de Administração, em Luanda.
Durante a sua intervenção, Carlos Alberto Masseka lamentou o facto da doença estar ainda a causar muitas mortes, exortando o envolvimento de toda a sociedade para o combate a doença.
De acordo com o vice-ministro, a manutenção dos níveis de seroprevalência abaixo dos três porcento, o acesso universal ao tratamento e ao diagnóstico dos portadores do VIH e Tuberculose, bem como a realização de exames médicos constantes aos doentes constituem meios utilizados pelo Ministério da Saúde no combate a estas doenças.
“Tudo caminha no sentido de ser indispensável tratar o doente e tratar as duas doenças conjugadamente. É preciso detectá-las, é preciso fazer os testes em relação a cada um dos pacientes sobre se tem a outra doença e combinar o tratamento para ambas”, afirmou.
A especialização e análise profunda destas doenças por parte dos profissionais angolanos constituem um dos meios eficazes para o combate a estas enfermidades, disse.
Carlos Alberto Masseka adiantou que os trabalhos levados a cabo por parte das unidades hospitalares do país, em colaboração com a algumas organizações não governamentais especializadas, têm aumentado as condições técnicas e materiais para melhor dar respostas a doença.
O responsável reconheceu que as medidas tomadas para combater a doença estão a ter impacto e que a epidemia está a diminuir, embora a taxa de redução é demasiada lenta.
A 1ª Jornada Cientifica do Hospital Sanatório de Luanda tem por objectivo fazer uma abordagem integral aos doentes com tuberculose e sida, analisar formas de prevenção, diagnóstico e a terapêutica em pacientes que padecem desta enfermidade.
Participam nestas jornadas professores universitários, especialistas angolanos, cubanos, bem como enfermeiros, médicos e altos funcionários do Ministério da Saúde.














