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Portugal no topo da Europa na produção de energia eólica

A energia eólica representa 13% do total do consumo energético em Portugal - © Paulo Nunes dos Santos

A energia eólica representa 13% do total do consumo energético em Portugal - © Paulo Nunes dos Santos/A23

A energia eólica representa hoje 13% do total do consumo energético do País. As previsões apontam, porém, para que a potência instalada alcance um crescimento de 65% nos próximos quatro anos.

“Em cada hora de energia consumida em Portugal, oito minutos são produzidos nos diversos parques eólicos”, revela António Sá Costa, presidente da Associação Portuguesa de Energias Renováveis (APER), durante um debate sobre alternativas energéticas em Almodôvar.O último relatório da Direcção Geral de Energia e Geologia (DGEG) indica que Portugal tem actualmente uma potência instalada de 3400 megawatts (MW), que será progressivamente aumentada nos próximos anos, até atingir os 5400 MW em 2013. Números que, em termos relativos, colocam o País no topo dos países europeus na produção de energia eólica. “No total das renováveis, que já representam 43% do nosso consumo energético, apenas temos à nossa frente a Suécia e a Áustria. No caso da eólica, estamos a lutar com a Espanha pelo segundo lugar, atrás da Dinamarca”, revela António Sá Costa.

A potência eólica nacional está distribuída por 190 parques, com um total de 1.801 aerogeradores ao longo de todo o território Continental. Os distritos com maior potência instalada, são Viseu, Castelo Branco, Coimbra, Viana do Castelo, Lisboa, Vila Real, Leiria, Braga e Guarda.

O crescimento exponencial do sector está a ser feito por conta dos dois consórcios que venceram o concurso público para a energia eólica: Eneop (co-liderado pela EDP e pela Enercom) e Ventinvest (que reúne a Galp e a Martifer, entre outras empresas).

A Eneop prevê investir 1,7 mil milhões de euros em 48 parques repartidos por todo o território nacional, o que lhe permitirá ficar com capacidade para produzir 1200 MW. Por seu turno, o projecto da Ventinvest envolve um investimento de 636 milhões de euros, em oito parques, que permitirão produzir 400 MW.

Os projectos englobam ainda a criação de unidades industriais como a de Viana do Castelo, com cinco fábricas para a produção integral de um novo modelo de aerogeradores.

Segundo Lobo Gonçalves, administrador da Enernova, empresa participada da EDP Renováveis e responsável pelo Parque Eólico de Almodôvar, o “grande crescimento” das renováveis contribui para baixar a factura energética do País. “É uma energia não poluente e que aproveita um recurso endógeno. Ou seja, tem vantagens em termos ambientais e, ao reduzir a importação de combustíveis fósseis, reduz o peso das importações”, explicou Lobo Gonçalves.

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