
Manifestantes pro Thaksin Shinawatra em Banguecoque
Tailândia e Camboja mergulharam ontem numa grave crise diplomática depois de Thaksin Shinawatra, antigo primeiro-ministro tailandês fugido à justiça no seu país, ser nomeado conselheiro do Governo cambojano.
O Governo de Banguecoque chamou de imediato o embaixador em Phnom Penh. Os cambojanos responderam na mesma moeda.O populista Shinawatra foi nomeado conselheiro económico do Governo e conselheiro pessoal do primeiro-ministro, Hun Sen.
Empresário milionário e corrupto – que foi proprietário do clube Manchester City – Shinawatra é venerado no principal partido da oposição na Tailândia – que reclama há muito o seu regresso do exílio – e odiado pelos conservadores, no poder, que prometem pô-lo atrás das grades se entrar no país.
A sua nomeação foi uma provocação tão grande que os analistas dizem que nem o pequeno conflito fronteiriço, há um ano, deixou tão crispadas as relações entre os dois vizinhos da Indochina.
Thaksin, foi deposto do Governo há três anos pelos militares e deixou a Tailândia há um ano, antes de ser condenado em tribunal.
Numa cimeira asiática recente, Hun Sen comparou aquele seu amigo “eterno” a Aung San Suu Kyi, líder da oposição à Junta militar da Birmânia, detida em casa.














