O ódio retira faculdades de julgamento e o editorial do “Público” mostra que o seu director está a perder definitivamente o juízo, sustentando em pseudo-factos, aquilo que não passa da sua visão maniqueista e conspirativa deste infeliz caso.
Há muito tempo que JMF tem de facto uma agenda oculta, e este caso teve pelo menos a vantagem de o expor. A agenda oculta de JMF é simples – destruir Sócrates e tudo o que o PS enquanto Governo faz ou deixa de fazer – é tão simples quanto isto. Basta fazer um resumo das desonestidades intelectuais que produziu em temas como o aeroporto (sendo ariete de um grupo de pressão e de engenheiros a soldo), a inqualificável forma como ataca o TGV, sempre como câmara de repercurssão dos mesmos engenheiros, bastava isso para perceber que JMF tem de facto uma agenda própria, e que com ela arrastou o Público para uma contaminação que lhe será fatal.
O Publico deixou de ser um jornal de liberdade e de formação cívica dos seus leitores, para passar a ser uma espécie de blogue do seu director. Há no entanto esperança para JMF, é que vai vagar um lugar na assessoria de imprensa da presidência da república, e ele reune as qualificações para aquele trabalho.















“Agenda oculta”. Olha mais um teórico das conspirações. Pois tinha, caro articulista, a agenda oculta das suas ideias e convicções. Mas não eram ocultas, já que JMF nunca escondeu nada a ninguém acerca das suas ideias. É um liberal bastante transparente.
E em relação às broncas do Governo só se perdem as que caiem no chão.
Outra questão bem diferente, é a qualidade e a independência do jornal que dirigia. E só por ignorância ou má fé se pode afirmar que o Público se transformou “numa espécie de blog do seu director”. Pelo contrário, continua a ser o melhor jornal diário nacional. E dos poucos que ainda vai cumprindo a nobre missão jornalística de “fiscalizar” o poder político.
Numa altura de profunda crise para toda a imprensa tradicional, o Público, de quem sou mero leitor antigo, continua a ser um bastião de qualidade. E que faz muito bem em atacar o TGV. Por mim e por muitos outros portugueses, até devia atacar mais.