
No próximo dia 31 de Outubro, António Pinho Vargas sobe ao palco da Culturgest, em Lisboa, para apresentar o duplo CD “Solo II”. Esta é a concretização do “projecto de gravar um disco a solo com grande parte das músicas compostas para os meus grupos de jazz de 1976 a meados dos anos 90”. Após doze anos sem gravar um disco e sete anos sem fazer concertos, António Pinho Vargas regressa aos palcos e mostra como o trabalho de composição tem sido uma constante na sua vida.
António Pinho Vargas é compositor, músico, ensaísta. Licenciado em História, pela Faculdade de Letras da Universidade do Porto. Actualmente bolseiro da Fundação para a Ciência e Tecnologia, research fellow do Departamento de Música da Universidade de Durham e investigador do Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra, onde prepara um doutoramento em Sociologia da Cultura. Publicou os livros Sobre Música: ensaios, textos e entrevistas (Porto, Afrontamento, 2002) e Cinco Conferências sobre a História da Música do Século XX (Lisboa, Culturgest, 2008). Gravou oito discos de jazz como pianista / compositor e quatro discos monográficos. Após doze anos sem gravar, o CD duplo Solo obteve uma excelente recepção critica em 2008 tal como o CD Graffiti da Numérica / Casa da Música, ambos incluídos em várias listas dos Discos do Ano. Compôs quatro óperas, uma oratória, nove peças para orquestra, sete obras para ensemble, dezasseis obras de câmara, sete obras para solistas e música para cinco filmes. Podem destacar-se as óperas Édipo, Tragédia de Saber (1996) e Os Dias Levantados (1998), Outro Fim (2008) os quartetos de cordas Monodia, quasi un Requiem (1993) e Movimentos do subsolo (2008), as obras para orquestra Acting Out (1998), A Impaciência de Mahler (2000), Graffiti [just forms] (2006), Six Portraits of Pain, para violoncelo solo e ensemble (2005) e Um Discurso de Thomas Bernhard, para narrador e orquestra (2007).














